Aventuras na Praia
10 A Festa de Despedida
Notas iniciais
Boa Leitura!
O fim de mais um dia divertido e emocionante para nossos amigos se anunciou no horizonte, por detrás das belas e altas dunas e dos coqueiros viçosos da linda Praia Carry. Um tom alaranjado e rosado no horizonte se espalhava pelo céu azul quase limpo, algo realmente muito lindo de se ver, mas desta vez o astro rei parecia dar a impressão que não queria se por, ele queria poder iluminar por mais alguns instantes aquele dia que tinha sido inesquecível, então muito lentamente ele se dirigia em direção ao horizonte.
Ali naquele acampamento de férias da Grand Chase, um grande alvoroço tomava conta dos presentes, pois novamente o cão dos infernos, denominado Mary, perseguia um pobre infeliz asmodiano, mais conhecido por Dio. Porém a asmodiana Rey, parecia novamente não dar muita importância para o que seu cãozinho estava aprontando, enquanto que os outros integrantes pareciam se divertir com a situação.
- Grrrrr, grrrrrrr... Rosnava alto Mary, enquanto corria atrás de Dio, que tentava se desvencilhar do pequeno e “indefeso” cãozinho da Rey, como ela o costumava chamar.
- Sai fora diabo! – Gritou Dio para o cão. — Porque não vai procurar um osso pra você roer! – Com isso, o olhar do cão ficou incrivelmente raivoso. Mary enquanto o perseguia, deu uma dentada no ar, tentando abocanhar alguma parte do asmodiano. Escutou-se a forte batida de seus dentes uns contra os outros, mas sem que eles tocassem na apetitosa perna de sua presa.
- Nossa! Parece que ele se apaixonou mesmo por você Dio! — Debochava o moreno, enquanto apontava seu dedo para o asmodiano e ria tremendamente alto. Amy e os outros deram risadas também.
- Olha lá, criatura encapetada, vai lá pegar aquele fóssil ambulante, ali tem vários ossos suculentos e gordos para você roer! – Falava o asmodiano, enquanto apontava o indicador para o moreno, com esperanças que o cão largasse de correr atrás dele. – Epa! Gordo não! Eu estou em plena forma! – Retrucou Sieghart.
- Grrrrr... Grrrr... – Mary parou e olhou interessado por alguns instantes para o imortal, como se estivesse vendo na sua frente um filé fresquinho de Drillmon defumado. Sieghart parou subitamente de falar e arregalou seus olhos prateados, engolindo a saliva com dificuldade, pois o cão pareceu mesmo ter se interessado nele.
Mary chegou perto e deu uma cheirada com seu focinho, para ver se a perna do moreno era mesmo o pernil que ele tinha imaginado em sua mente, mas em seguida, por algum motivo desconhecido, voltou a olhar novamente para o lado de Dio, com um olhar levemente assassino, e saiu correndo atrás dele, rosnando e latindo bem alto. O asmodiano voltou a correr feito louco ao ver que seu plano não deu certo.
-Aaaaarg! Caramba! – Gritava Dio. — Rey tira logo esse cão demoníaco de mim! – Falou ele num tom já um tanto desesperado, para a garota asmodiana.
- Mary! Meu fofolete vem cá! – Ordenou Rey para seu doce bichinho. — Já falei para você não beliscar porcarias por aí! Vem aqui que a mamãe tem uma ração de marca e fresquinha para você! – Disse ela enquanto enchia um pote com ração. Mary apontou suas orelhas para cima, se virou rapidamente ao escutar a voz de sua dona e foi correndo até ela, abanando o seu pequeno rabo, para comer a deliciosa ração.
- Bom garoto! — A asmodiana sorriu, e fez um carinho na cabeça do seu animalzinho depois que ele terminou de comer tudo, dar um pequeno arroto e se enrolar para dormir um pouco.
- Finalmente me livrei dessa praga! – Disse Dio, que pode então respirar mais aliviado, pois a grande ameaça não o importunaria mais, pelo menos por uma ou duas horas... Mas quando Dio olhou para outro lado, percebeu que vinha ao longe na direção do acampamento, uma garota de longos cabelos de um tom esverdeado e um tanto ondulados, ela era humana, olhos em tom roxo, a sua pele era alva e seu semblante estava sério, rosto que ele não reconheceu ou não lembrava no momento. A garota estava trajando uma armadura em cor dourada com detalhes em preto, a aparência da armadura lembrava a de um comandante.
- Ei, vem vindo alguém ali. – Falou o asmodiano, apontando desconfiado na direção da forasteira.
Todos olharam para aquela direção e ninguém reconheceu aquela garota misteriosa. Porém ela não parecia ser uma inimiga, pois vinha caminhando calmamente na direção deles. Dio perguntou quem era ela, mas não ouviram a resposta. Ao se aproximar mais deles, a desconhecida finalmente resolveu falar.
- Olá! Podem ficar calmos, sou aliada de vocês. – Disse a garota com um sorriso. — Meu nome é Elyedre e fui nomeada primeira-oficial pela comandante Lothos, recentemente – continuou ela -, e vim para trazer-lhes um comunicado. – A garota falou muito calmamente as palavras.
- E como vamos saber se isto é verdade? – Questionou o asmodiano de forma áspera e olhando meio torto para garota.
- Verdade, como nós vamos saber que não é uma espiã ou algo assim? – Perguntou Elesis, também desconfiada.
- Achei que perguntariam isto, então trouxe comigo o ofício de nomeação de cargo. – A garota de cabelos esverdeados entregou um envelope para a ruiva. – Vejamos então. — Elesis abriu o envelope que estava lacrado, retirou um documento de dentro e leu-o atentamente. Todos estavam curiosos, olhando para a garota e para a ruiva enquanto esta não terminava de ler.
- É, está tudo escrito aqui, com todas as letras. – Disse a ruiva com convicção. — A comandante Lothos assinou e tudo. – Ao terminar de falar isto, ela dobrou o documento, colocando-o dentro do envelope e devolvendo-o a dona.
- Muito prazer... Elyedre não é? — Falou Ronan cordialmente — Seja bem vinda ao nosso acampamento. Ele apertou a sua mão, enquanto todos sorriam para a garota.
- Muito obrigada. — Falou a garota de cabelos esverdeados, com um pouco de timidez. O grupo foi apresentado por Ronan, um a um. Apenas Zero ainda observava a garota com certa curiosidade. – Mas, você não nos contou ainda qual é a mensagem da nossa comandante. – Falou o garoto um tanto inquieto.
- Tem razão! Perdoem-me, acabei me esquecendo de dizer o motivo que me trouxe aqui. – Disse calmamente a primeira-oficial. – Mas temo que a notícia não seja muito agradável para vocês. A garota tinha o semblante mais sério agora. Todos ficaram quietos, para ouvir o que ela tinha a dizer.
- A comandante Lothos solicitou que vocês se apresentem no QG da Grand Chase amanhã, pois uma investigação é necessária. – continuou a garota – Lá ela lhes dará mais detalhes e instruções sobre esta missão. – Com essas palavras o rosto de todos encheu-se de espanto.
- Investigação? O que será que está acontecendo? — Indagou Sieghart curioso — Você tem mais informações sobre esta missão?
- Infelizmente eu não tenho mais informações para lhes dar. – Falou a garota ainda séria. – Lothos me disse que é um assunto sigiloso. – A garota terminou de falar e todos estavam se olhando em silêncio.
- Nossa! Mas o que pode ser tão secreto assim?! — Arme falou, parecendo estar tão curiosa quanto um gatinho, escutando barulhos dentro de um caixote de madeira fechado.
- Ela já falou que não sabe, Arme! – Disse Elesis — Não adianta ficarmos insistindo e nos preocupando antes da hora. – A ruiva disfarçou, mas estava tão curiosa quanto a maga.
- Isto deve ser algo grave, deveríamos voltar imediatamente para Serdim. – Disse Ronan, muito preocupado com o que poderia ser a tal missão.
- Ah! Mas não mesmo! – Gritou Amy irritada — A verdinha disse para voltarmos só amanhã! — Falou a jovem garota, com os braços cruzados.
- Amy! Tenha mais respeito por ela! — Retrucou Ronan – Elyedre é a representante da comandante neste momento. – Disse, balançando a cabeça em reprovação ao comportamento da garota de cabelos rosa.
- Eu sei, eu sei! – Riu Amy — Foi só uma brincadeirinha, né coleguinha? – A dançarina foi correndo para trás de Elyedre e deu um sorrisinho, colocando as mãos em seus ombros. – Novamente Ronan balançou a cabeça e por fim olhou para cima.
- Ah, não precisam me tratar com tantas formalidades agora — falou Elyedre sorridente -, a comandante me deu o resto do dia de folga, depois que eu viesse aqui avisar vocês. – Ela parecia estar cansada da viagem.
- Então, porque você não tira essas roupas pesadas e põe algo mais agradável? – Disse Lire com um sorriso para a nova colega. — Temos um refrescante suco também.
- É uma boa idéia – disse a garota aflouxando a gola da camisa -, eu já estava suando com estas roupas. Ainda bem que vim preparada para a ocasião. Onde eu posso me trocar? – Perguntou a garota, e logo as meninas a orientaram.
Depois de alguns minutos apareceu novamente Elyedre, vestindo um top branco e uma canga de praia verde claro com detalhes de rosas brancas desenhadas nela. A roupa demarcava seu corpo esbelto e já adulto. Zero ficou a observando um tanto interessado.
- Gente! Gente! – Interrompeu Amy — Vamos fazer uma festinha para comemorar a chegada da Elyedre e a nossa despedida antes de voltarmos?! — Disse a garota de cabelos rosa, saltitando mais que pipoca estourando na panela.
- Eu acho que seria uma boa idéia! — Gritou Lire. — Eba! Eba! Mais uma festa! – Gritou Arme, batendo palmas.
- Que ótimo! Adoro festas, e a outra nós perdemos, não é James? – Falou Rey. – Verdade Senhorita. — O mordomo concordou com a cabeça. Os outros meninos também se empolgaram com a idéia da Amy.
- Então está decidido pessoal! – Falou a dançarina animada. — Vamos fazer uma grande comemoração e vocês vão ter o prazer de ouvir novamente a minha linda voz, cantando só para vocês meus fãs! – Gritou a garota muito sorridente, fazendo doer os tímpanos da ruiva.
- Ai não! De novo não! Acho que dessa vez não vou sobreviver! – Elesis fez uma careta botando o dedo na língua, fingindo que ia vomitar. — Sua invejosa! — Amy fez uma careta para a ruiva, que apenas riu dela. As outras meninas riram também.
- Então vamos começar os preparativos para a nossa grande festa de despedida! – Gritou Lire bem animada.
O pessoal se organizou em grupos para se ajudar melhor. Dessa vez a festa ia ser na beira da praia e o combinado foi uma festa estilo Caribenha, onde teria muita música, danças, e roupas leves ou de banho, e quem quisesse podia ir se molhar na beira da água também.
As garotas cuidaram da comida e decoração da festa: Elesis, Lire e Arme prepararam lanches leves e James ficou encarregado por Rey de preparar alguns pratos típicos caribenhos – sim, James é um verdadeiro mestre cuca -; Mari e Elena prepararam algumas variedades de sucos tropicais e Elyedre preparou alguns cestos com frutas frescas decoradas. Amy e Rey cuidaram de pendurar os enfeites, que eram bonitos arranjos de flores. Todas as garotas estavam muito animadas e, ao mesmo tempo em que faziam as suas tarefas, brincavam, dançavam e cantavam, rindo muito. Mas procuraram não se demorar, pois depois disso tudo elas ainda tinham que se arrumar para a festa.
E os rapazes também estavam bem animados e se encarregaram da estrutura da festa: Lass, Ryan e Ronan cuidaram de coisas como mesas e cadeiras. Sieghart e Dio ergueram alguns grandes arcos que foram enfeitados pelas meninas, e por onde todos passariam por baixo durante as danças, — sim, os dois estavam se ajudando nesta tarefa e sem brigar -; Jin, Zero e Sebastian ficaram responsáveis por acender algumas tochas. Sebastian quase se queimou, pois a ponta de sua camisa começou a pegar fogo, mas por sorte o fogo foi apagado rapidamente, para tranqüilidade da Elena. E eles ainda tiveram que ajeitar os instrumentos musicais.
Já estava tudo pronto para a festa, e as meninas apareceram vestindo roupas leves e enfeitadas com flores e babados: Elesis estava com um top e com uma saia comprida e vermelha, aberta de forma um tanto provocante em um dos lados de suas pernas, e com uma linda flor vermelha no cabelo. Lire estava com a parte de cima do biquíni amarelo e uma saia curta branca, toda com babados e seu cabelo enfeitado com uma linda flor cor de rosa. Arme, Amy e Rey, não se sabe como, estavam todas combinando: uma blusa com um decote na frente e nas costas, com mangas compridas com babados coloridos e saias que também tinham babados dos lados. Mari, Elena e Elyedre estavam com roupas mais leves e de cores sóbrias, mas muito bonitas também.
Os garotos se arrumaram a caráter para esta festa: Lass, Ronan e Ryan estavam com roupas no estilo surfista, usando bermudão com camisa aberta. Sendo que Lass usava seus óculos-escuro, apesar de não ter mais sol forte. Sieghart estava com bermuda e camisa aberta e com gravata solta no pescoço, Dio e Zero estavam com camisas fechadas e de estampa florida. Sebastian estava só de calção e sem a camisa, deixando à mostra toda sua barrigona, que ele achava muito sexy. Jin estava com camisa branca aberta e bermuda colorida e James estava fantasiado como garçom, mas com uns babados nas mangas e calça. Ele balbuciou para os outros que isto era ordem da Rey.
- Galera! É hora de se divertir para valer! – Gritou Amy muito animada, e a grande festa começou. Todos aplaudiram e ouviram-se fortes assobios. Logo em seguida, uma linda música começou a ser tocada — Jin no violão, Ryan no chocalho, Sieghart no bongo e Sebastian no trompete -, era uma melodia em ritmo de salsa. As garotas se animaram com a música e logo começaram a dançar, seguindo aquele ritmo contagiante. Elas mexiam as mãos graciosamente para os lados enquanto davam passos rápidos e bem coordenados e curvavam seus corpos para frente e para trás, sacudindo. A dança das garotas estava tão bonita que chamou a atenção de todos os rapazes, que começaram a aplaudir muito, elogiar e assobiar para elas.
Ao final da música, todas as meninas se recolheram para combinar a próxima apresentação, e os rapazes ficaram muito curiosos com o que iria acontecer. Amy então surgiu por de trás de uma cortina, acompanhada das outras garotas atrás dela, e com um microfone ornado com flores, começou a cantar uma linda melodia. Sua voz era bela e forte, demonstrando o entusiasmo de todos ali presentes. As garotas começaram a dançar a música de ritmo caribenho, de forma sensual, enquanto Amy a cantava lindamente. Todos batiam palmas e quem sabia a letra da música acompanhou:
(Angelus – Música do anime Inuyasha )
(segure ctrl + clique aqui para ouvir a música)
***
As lágrimas caem por alguém,
Como uma oração rolando pelo meu rosto.
Não esconda isso como uma "fraqueza",
Aceite-a como "bondade".
Isso me faz esquecer até mesmo de respirar
Para encontrar o céu dentro de meus olhos.
Só o sol está reluzindo,
O que eu continuo a procurar?
Olhando para o espelho, nesse dia predestinado
Eu poderia certamente vê-lo,
E em suas próprias costas
Você também terá asas.
Você é diferente, o mundo está mudando...
As chamas do amor alcançam um sonho,
E passam por uma miragem oscilante.
A luz dos céus,
E a água na terra,
A oração (ANGELUS), a força
em seu coração para alcançar o futuro.
Se eu tivesse um desejo a se tornar realidade,
Eu escolheria ser o vento.
Suas penas, que lançam fora as dúvidas
Agarraram-se a meu vento
Meu coração batendo e os sentimentos que eu temo,
Da dor misturada ao passado,
Quando eu me libertar, haverá
As cores do arco-íris.
A cada segundo o mundo muda,
Esculpido pela batida do amor
Um desejo como o sol escaldante
Um sonho mais profundo
Do que o oceano,
A oração (ANGELUS), a força que buscamos
Para iluminar através da escuridão.
"Se eu continuar a correr, tenho certeza que vou alçar vôo ..."
Você é diferente, o mundo está mudando,
As chamas do amor alcançam um sonho,
E passam por uma miragem oscilante.
A luz dos céus,
E a água na terra,
A oração (ANGELUS), a força
em seu coração para alcançar o futuro,
E recolher os fragmentos da paixão.
****
Ao terminar a canção, todos estavam bastante emocionados e os mais animados aplaudiam e gritavam com força, pois o conjunto da dança e da melodia foi um verdadeiro espetáculo.
Depois desta apresentação, o pessoal resolveu fazer uma pausa para beliscar as comidas e sucos preparados: Ali tinham muitos sanduíches de vários recheios como frango, atum e queijo e outros, muito saborosos e leves; suco de frutas como laranja, abacaxi com hortelã, limão, melancia entre outros sabores. Havia muitos cestos com frutas para todos comerem: manga, abacaxi, banana e maracujá.
James preparou um prato típico da culinária caribenha — supondo que existe o Caribe neste tempo e lugar -, o Callalloo, um cozido de caranguejo, frutos do mar e carne de porco desfiada numa densa sopa a base de mandioca e leite de coco. Sebastian foi o primeiro a atacar com tudo aquele cozido, porém logo descobriu que o prato era bem picante, fazendo com que ele secasse rapidamente dois jarros de suco. Mas apesar de bem temperada, a comida estava muito saborosa e James ganhou elogios de todos.
Depois de comer e beber até quase explodir, o pessoal resolveu sacudir o esqueleto novamente, para baixar toda a comida que devoraram. Uma nova música começou a ser ouvida, mas agora era uma gravação que era tocada por DK-Mark III, que foi programado por Mari e conectado a grandes caixas de som. A cabeça do pequeno robô girava rapidamente e suas luzes piscavam freneticamente no ritmo da música. — DJ-Mark é o rei! Este é o nosso Dee-Jay! – Todos gritavam animados.
O pessoal voltou a dançar novamente com a música, um ritmo de salsa e merengue. Sieghart abriu um sorriso e, depois de fazer um grau, se aproximou de Mari e disse: — Que tal dançar um pouco, gatinha? – A garota aceitou, e o moreno segurou Mari pelo braço e a girou e então eles começaram a dançar animadamente.
Jin foi dançando em direção à Amy, batendo palmas no compasso da música, e estendeu sua mão quando chegou próximo dela, dizendo: – Minha musa inspiradora me dá o prazer desta dança? – O lutador falou com muita firmeza em sua voz e seus olhos brilhavam de paixão. – Claro meu amor! — Amy falou com voz melosa e sorriu, dando a sua mão para ele, e, em um rodopio forte, girou até ficar corpo a corpo com o garoto, baixou e levantou a cabeça, deu outra volta no sentido contrário e começaram a dançar animadamente.
Lass olhou para Elesis, que virou a cara — Nem pense nisso! -, disse a garota com voz contrariada. Mas o rapaz não desistiu tão facilmente, e então pegou na mão dela com firmeza e começou a conduzi-la no ritmo da música, inclinando o corpo da garota para trás, — se pensa que vai me conduzir está enganado! – falou a ruiva. Então Elesis sorriu e entrou na dança, mostrando toda sua sensualidade, e se curvou para frente balançando os ombros e em seguida fazendo Lass ir dançar para trás.
- Minha bela dama, me dará a honra de ser seu par nesta dança? — Ronan se curvou na frente de Arme, estendendo sua mão cordialmente, como se estivessem em um baile real. – Mas é claro, meu nobre cavalheiro! Hihihi! — Arme deu uma risadinha tímida, dando-lhe sua pequena mão, e então Ronan a girou sob seu braço e depois a puxou de encontro ao seu corpo e a segurou pela cintura. Arme deu outra pequena risada e começou a dançar no compasso da música colada em Ronan.
- Celebraremos com uma bela dança, a alegria desta festa? – Perguntou Ryan em idioma élfico, e curvou-se. Lire deu um sorriso meigo e lhe deu a mão e então os dois começaram a dançar, mas parecia que ela estava conduzindo o elfo, pois ela dançava com mais energia. Depois se afastaram um pouco e começaram a bater palmas no ar, girando em círculos um próximo do outro, como nas antigas danças élficas.
- Poo-poo-poo-demos da-dançar a-a-amor? — Sebastian se aproximou de Elena, parecendo um tanto tímido, então a pequena maga sorriu, pegou a flor de um arranjo e a colocou em sua boca, e os dois se deram as mãos e começaram a dançar. Elena dançava muito bem, apesar de seu par parecer não se dar muito bem com a dança, e de vez em quando pisar em seu pé.
Rey e Elyedre estavam em um canto, conversando um pouco e tomando um refresco, a asmodiana estava contando uma piada para a garota, que estava rindo muito. Então Dio olhou para o lado delas, ele pensou em dançar com a garota asmodiana, por quem sempre teve uma queda, mas nunca teve coragem de falar. Zero também estava observando Elyedre desde que ela chegou ao acampamento, e estava com grande interesse na garota. Algo tinha chamado sua atenção nela, talvez seu jeito, o seu belo rosto, algo mexeu com ele só que não sabia dizer o que era, mas sentia vontade de conversar mais com ela, porém se sentia muito envergonhado para chegar próximo das duas.
Dio pensou: “Eu vou lá pedir a ela para dançarmos juntos! É isso o que farei, estou decidido” -, ele demorou um pouco para tomar coragem de falar com ela, mas finalmente ele conseguiu tomar a iniciativa. Então este foi em direção as duas, com passos bem firmes, o que fez até com que as duas olhassem espantadas na direção do garoto. Quando Dio já estava bem próximo, surgiu Mary rosnando e começou a persegui-lo, o rapaz teve que fugir imediatamente dali porque parecia que o cão estava ainda mais feroz! Rey deu uma grande risada ao ver a cena, enquanto Elyedre observava assustada àquilo.
– Nossa, seu cachorro está atacando Dio! – Exclamou a garota de cabelos verdes.
– Ah, não dá bola pra eles não, só estão brincando um pouco... – Respondeu a asmodiana, mexendo a mão para cima e para baixo enquanto ria.
- Tem certeza Rey? Dio não parece estar gostando da brincadeira. – Insistiu Elyedre, mais assustada quando Mary estava quase alcançando o asmodiano.
– Hahaha, nem esquenta! É assim mesmo, eles sempre fazem isso. Mary gosta dele desde filhotinho! — Deu mais uma gargalhada e chamou a atenção de Elyedre para si, e então elas voltaram a conversar. Enquanto isso Dio corria para longe do acampamento gritando, com Mary em seu encalço.
Zero acabou de reunir o último pedaço de força, que faltava para ir lá falar com Elyedre. Já fazia alguns minutos que estava ali parado, apenas olhando as duas. Ele foi em direção delas, decidido a falar com a garota de cabelos verdes. Porém surgiu Dio do nada, correndo do cão mansinho da Rey, e o asmodiano acabou esbarrando em uma mesa, onde tinham vários jarros com as bebidas e jogando alguns em Zero, molhando completamente sua roupa.
As duas garotas viram a cena e olharam para Zero, que estava completamente vermelho no rosto e amarelo, verde, vermelho e outras cores, no resto de sua roupa. Ele saiu dali rapidamente, sem falar nada.
- Nossa! Coitado o Zero se sujou todo! Será que ele está bem? – Perguntou Elyedre para a garota asmodiana. – Ah ele está bem sim, não se preocupe. Ele não tava fazendo nada de interessante mesmo! – Disse a Rey rindo. Elyedre não demonstrava, mas também sentiu bastante simpatia pelo garoto de cabelo acinzentado.
- Ai, queridinha... Estou cansada de ficar aqui parada, acho que vou lá dançar com o James mesmo, já que nenhum garoto tomou a iniciativa de me tirar para dançar. – Disse Rey com cara de entediada. – Quer vir dançar com a gente? – Disse olhando animada para ela.
- Ah, acho melhor não. Eu vou ver se consigo aproveitar um pouquinho a água, antes que fique muito frio para isto. – Falou a garota tentando parecer bem, mas por dentro se sentia um pouco triste. Ela foi para dentro da tenda se trocar e saiu de lá usando um bonito biquíni verde escuro com laçinhos dos lados. A garota de cabelos esverdeados foi caminhar na beira da praia, e aproveitar um pouco o mar.
O sol começou a descer no horizonte deixando o céu com tom um pouco alaranjado. Ela sentia a areia macia afundando sob seus pés descalços, enquanto uma leve brisa levantava algumas mechas de seus cabelos. Estava fascinada com tudo aquilo, não lembrava a última vez que estivera na praia, talvez quando era criança. Caminhou até a beira da praia, mas as ao chegar mais perto, observou que havia uma misteriosa espada cravada na areia, e viu que tinha alguém mais ali: era Zero que estava se banhando, e como ele estava de costas, não notou a sua aproximação. Ela hesitou por um instante em prosseguir, pensou se não seria melhor voltar para a festa, mas pensou novamente e seguiu em frente, deixando a água levemente gelada tocar seus pés e foi entrando aos poucos no mar.
- Ei Zero! O que faz aqui sozinho? – Perguntou de longe a garota para ele, pondo as mãos ao lado da boca.
- Ãnn? – Zero se virou e viu Elyedre se aproximando e imediatamente corou. – Oi! Eu só estava tomando um banho de mar, depois de ter me sujado todo. – Falou sem jeito, quando já estavam próximos.
- Ah, entendo. – Disse a garota sorrindo — Eu vi que você se molhou todo quando Dio trombou com aquela mesa cheia de sucos, jogando tudo em você. – Ela riu um pouco, mas logo parou, meio sem jeito.
- Pois é! Pra você ver... – Disse Zero colocando uma das mãos atrás de sua cabeça. Os dois riram e em seguida ficaram em silêncio, sem saber o que dizer. Os dois se olhavam com certo interesse, mas tentavam esconder isto um do outro. – Bom, quando aconteceu aquilo, eu estava indo te convidar para dançar, pena que não consegui no fim.
- Sério? Você ia me convidar? – Perguntou a garota com um sorriso. – Sim eu ia – Respondeu o rapaz.
- Se você tivesse pedido, eu adoraria dançar com você. – Respondeu Elyedre com um sorriso.
- Então porque nós não aproveitamos um pouco a água e depois vamos lá dançar? – Arriscou ele.
- Claro, vai ser legal – Ela respondeu e os dois começaram a brincar um pouco na água, estavam dando risadas e se divertindo. Em um momento em que Elyedre estava distraída, enquanto ela estava de costas para as ondas, veio uma onda mais forte. Esta a empurrou com força para frente, jogando-a na direção de Zero, que em um reflexo rápido, segurou a garota nos braços. Os dois ficaram um tanto sem jeito com a situação, enquanto estavam quase abraçados e bem próximos. Então eles ficaram se olhando nos olhos por um momento, e em seguida, Zero ousou tocar os lábios de Elyedre, ainda molhados pela água do mar, enquanto a abraçava carinhosamente. A garota de longos cabelos verdes sentiu seu coração acelerar muito, mas adorou o beijo que estava ganhando e o retribuiu com muito amor. Os dois ficaram muito envergonhados e sem jeito, após o termino do gostoso e demorado beijo, mas ao mesmo tempo estavam verdadeiramente felizes.
– Quem sabe não podíamos ir dançar um pouco agora? – Perguntou a garota sem jeito. – Vamos sim! – Respondeu Zero, mais sem jeito ainda. Os dois saíram correndo da água, de mãos dadas e trocando sorrisos enquanto se dirigiam para a festa.
O garoto estava tão distraído que acabou esquecendo sua espada Grandark encravada na areia. A espada gritava furiosa com ele. — “Ei Zero! Não me deixe aqui!” – Os dois passaram reto, próximos à Grandark, sem notá-la na hora, pois maré já estava alta e água já estava na altura do olho da espada.
- “Volte aqui Zero! Zeroooooo! Glub Glub Glub...” – O olho de Grandark se mexia freneticamente, sem que pudesse fazer nada para sair dali. Elyedre perguntou se Zero tinha ouvido algo estranho, ele disse que não, mas se lembrou de que havia enterrado sua espada perto da beira da praia e voltou para lá, mas não estava a achando. Então ambos procuraram até encontrá-la.
- “Pensei que você me deixaria aqui fazendo companhia para os peixes”! — Reclamou Grandark, muito irritado mesmo. — Desculpe por isso Grandark! Não esquecerei você de novo. – Lamentou muito o garoto. – “Depois que você viu esta garota parece que se esqueceu de mim”! — Zero se desculpava enquanto levava a espada em suas costas e escutava mais reclamações pelo caminho.
Enquanto isto, na animada festa, o pessoal estava dançando abraçados e sorrindo. Dio finalmente conseguiu despistar Mary e parou para descansar um pouco, enquanto observava Rey dançando de forma elegante com o seu mordomo James, e rindo muito. “Droga, não consigo me aproximar dela, toda hora que eu tento acontece algo.” – Pensou bastante contrariado o asmodiano. Nisso ele foi surpreendido por alguém que estava próximo e de quem ele não tinha percebido a proximidade.
- Problemas em conquistar a sua garota? — Falou o imortal cochichando e rindo um pouco.
- Ora, não enche! Isso não é da sua conta. – Resmungou Dio — E ela não é a minha garota.
- Pensa que eu não percebi que você está observando ela há algum tempo, e que você tentou chegar nela antes, mas o cão te atrapalhou? – Riu o moreno. – Mas como estou de bom humor hoje, eu vou te ajudar a conquistá-la.
- Há! Esta é nova para mim, você querendo me ajudar? – Ironizou o garoto de cabelos cor de vinho. – Diz logo o que você está querendo em troca. – Disse ele para o moreno.
- Eu não quero nada em troca, só não gosto de ver um caso amoroso mal resolvido. – Piscou Sieghart para Dio. – Venha, vamos bolar um plano para você conquistá-la. – Dio olhou meio desconfiado para o moreno por um minuto e disse: — Acho isso tudo muito estranho, mas por hora, irei aceitar a sua ajuda.
- Então me conta, o que falta para você chegar na sua presa? – Disse seriamente o moreno, olhando para Dio, enquanto ficava ao lado dele para observar a asmodiana.
O que? – Respondeu o asmodiano sem entender. – A garota Dio... A Rey... – Riu Sieghart. — Dio ficou um minuto olhando para o moreno e respondeu contrariado: — Meu problema é aquele cachorro dos infernos, ele sempre me atrapalha quando quero me aproximar dela. — Resmungou Dio de braços cruzados.
Sieghart deu um tapinha no ombro do garoto. — Vamos dar um jeito neste seu problema, — riu o moreno. — Eu vou distrair o cãozinho da dondoca, enquanto você se aproxima dela.
- Mas como você vai fazer isso? – Indagou Dio surpreso.
- Pode deixar, que dele eu cuido, só vou precisar de uma ajudinha sua agora. – Disse o moreno. — Se concentre apenas em pensar no que você vai dizer para ela. – Piscou o imortal para o asmodiano.
Sieghart caminhou um pouco, ele estava segurando um saco nas mãos, e logo avistou Mary ao longe. Procurou uma palmeira bem forte e colocou o saco com um conteúdo misterioso na frente dela e se escondeu atrás da arvore. Então ele gritou alto: — Mary! Vem cachorrinho lindo do papai, hora do lanche! – O cão infernal latiu muito bravo e correu na direção da voz, mas não viu ninguém, porém percebeu que havia um saco estranho no local. Foi verificar o que era e descobriu que era um saco cheio de ossos fedidos e... Saborosos! Começou a roê-los com voracidade, enquanto isso, sem ele perceber, o moreno se aproximou pelo seu lado.
- Peguei! – O garoto saltou sobre ele e o prendeu em um movimento rápido em uma coleira, e a outra ponta estava amarrada na palmeira. Mary deu um forte rosno quando percebeu a armadilha e começou a correr atrás de Sieghart que correu muito, então o cão sentiu que algo estava lhe segurando: era a coleira que estava amarrada em seu pescoço. Mary tentou se livrar dela de toda forma, mas não conseguiu, então desistiu disso e voltou a roer os suculentos ossos. – Faça bom proveito! — O imortal voltou para a festa rindo.
- Pronto! Já domei a fera. – Riu o moreno dando uns tapinhas no ombro de Dio, que estava sentado em uma cadeira com a mão no queixo, pensativo. – Agora é com você garanhão! – Disse Sieghart rindo e piscando para o asmodiano, que se limitou a responder a provocação com um sonoro “Humph!”.
Dio atravessou o salão de danças sob os olhares de todos, pois ele estava com um olhar estranho. Deu passos firmes em direção à Rey e James que dançavam distraídos. Dio cutucou James, que estava de costas para ele.
- Se me der licença, gostaria de dançar com a sua patroa. – Disse Dio com um olhar sério para o mordomo.
- Ah é? – Respondeu James — E quem disse que ela quer dançar com você? — Rey observava a cena atentamente, mas sem interferir.
- Eu disse! – Dio falou irritado, olhando bem nos olhos do mordomo. — Você já dançou muito com ela, e agora é a minha vez.
- Não percebeu que a senhorita Rey não deseja dançar com você? – Retrucou James com tom alto e sério, como se fosse o segurança da asmodiana.
Rey interrompeu a discussão dos dois. — Ah James, acho que vou dançar a próxima música com este imprestável, senão ele vai começar a chorar daqui a pouco... – Disse a asmodiana rindo, enquanto ajeitava o seu cabelo rosado.
– Se a minha patroa assim deseja, me retirarei agora. – Disse James, um tanto frustrado, se curvando e indo na mesa beber um refresco.
- E então Dio, como vai ser? – disse Rey, ao dar a mão para o Asmodiano. — Você sabe dançar ou eu terei que te ensinar? – Ela deu uma risada um pouco sarcástica.
- Eu sei dançar muito bem, não se preocupe. – Riu Dio enquanto a envolvia pelo ombro, para iniciar a dança.
Enquanto isso, Zero também tirou Elyedre para dançar. – Quer dançar esta música comigo? – Disse sorrindo para ela. A garota sorriu de volta e lhe estendeu a mão. – Mas é claro, vou adorar dançar com você. Os dois novos pares começaram a dançar a música que estava tocando, um ritmo bem contagiante e rápido. Todos observavam admirados os novos dançarinos. Sieghart olhava satisfeito vendo aquilo tudo, enquanto dançava com Mari. Ao fim da dança o pessoal aplaudiu aos novos dançarinos.
– Não sabia que você sabia dançar tão bem Dio! — Falou Rey admirada. – Afinal existe algo que você sabe fazer direito! – Brincou ela. — Heh, você ainda não viu nada Rey. – Disse o asmodiano, com um sorriso malicioso no rosto.
- Você dança muito bem Zero. – Disse Elyedre sorrindo, para o garoto. – Ora, apenas deixei a música nos levar, foi o que eu fiz. – Respondeu ele sorrindo e meio sem jeito. Mas os dois foram interrompidos de repente por um barulho estranho.
“Tump Tump Tump” — Alô! Alô! Isso aqui esta ligado? – Amy bateu no microfone, para testá-lo e depois falou gritando: – Gente! Gente! Cheguem mais perto! – Ela acenou para os outros com um dos braços sinalizando para virem para perto.
- Tive uma grande idéia! Podíamos fazer um concurso de danças, para ver quem são os melhores dançarinos da festa! O que acham? – Disse a garota de cabelos rosados, empolgadíssima. Todos gostaram da idéia e concordaram.
- E depois de dançarmos algumas músicas, cada um vota no par que achou que dançou melhor. Mas não podem votar em si mesmo em? – Amy sorriu enquanto dava uma piscadinha.
- Que tal Dio, agora nós poderemos desempatar a nossa competição! – Falou Sieghart. — E tenho certeza que vamos ganhar de vocês. Ou você está com medo? – Riu, dando uma piscada e soltando em seguida um sorriso desafiador, enquanto abraçava Mari que não estava entendendo nada.
- Não vai ter nem graça, vai ser muito fácil ganhar de uma múmia! – Retrucou Dio com ar de superioridade enquanto piscava discretamente e abraçava Rey, que deu sua mão para Dio e disse:
- Queridinhos! Vocês não terão nem chance! Kyaakakakakaka! – Deu uma risada irônica. — Nós somos os melhores dançarinos do pedaço. – Ela riu provocativamente para o moreno e a garota de cabelos azulados.
- Não mesmo! Eu e o Jin é que somos os melhores, não é amor? – Amy pulou no pescoço de Jin e inclinou seu corpo para trás, sorriu para ele e depois olhou para os dois casais provocativamente.
- Claro que sim, minha diva! Este concurso já está no papo! – Respondeu Jin, muito confiante e um brilho surgiu em seu sorriso.
Assim todos os pares se prepararam para dançar a primeira música do concurso, em um ritmo bem contagiante, que foi tocada pelo DJ-Mark. Um globo espelhado surgiu no alto, não se sabe de onde nem como, mas o aparato fazia um belo efeito refletindo as luzes no chão, dizem ter sido coisa da Amy. Os pares se formaram aos poucos no salão improvisado e a dança teve inicio. Todos estavam dançando no ritmo, mostrando alguns lindos passos de dança, e por isso a disputa foi bem equilibrada. Depois que a mesma terminou o povo aplaudiu muito.
Após uma rápida pausa para recuperar o fôlego, a música recomeçou e agora em um ritmo um pouco mais rápido, o que para alguns casais foi difícil acompanhar, como Ryan que pisou sem querer no pé de Lire e acabou por escutar algo desagradável dela e tendo que pedir desculpas; Ronan que sem querer deixou Arme escapar do giro, fazendo-a cair um tombo no chão e chorar, o que fez o garoto escutar também coisas desagradáveis dela, como as que a Lire disse para Ryan, e fazendo-o ter que parar a dança para cuidar dela. Lass também se atrapalhou em alguns dos passos, deixando Elesis furiosa e fazendo-o escutar muitas das coisas desagradáveis que Lire e Arme dissera e mais algumas outras. Já Zero sem querer acabou pisando em um buraco no chão e seu pé afundou; o que fez o garoto cair por cima de Elyedre, e deixou os dois muito constrangidos e vermelhos. Mas mesmo assim todos se reergueram e a dança seguiu até o fim. Os pares que dançaram melhor desta vez foram: Amy e Jin, Dio e Rey e Sieghart e Mari.
Para o desempate, tocou uma música ainda mais difícil e rápida, que exigiu o máximo dos competidores. Amy estava dançando muito bem, porém Jin não estava tão acostumado com aqueles passos mais rápidos e se confundiu. Sieghart estava conseguindo dançar, mas Mari se atrapalhou um pouco, mesmo ela tendo se esforçado ao máximo, pois tinha lido vários livros sobre danças antes. Já Rey parecia flutuar com seus pés, enquanto Dio tentava acompanhar os passos frenéticos da música. Os outros casais tiveram grande dificuldade de acompanhar aquele ritmo alucinante. Ao término todos estavam muito cansados e apreensivos com a votação que seria feita. Todos se reuniram em uma mesa contendo uma urna, e cada um votou no casal que considerou que deveria ganhar o concurso. E após contarem os votos cuidadosamente, foi declarada a vitória do par de danças, formado por Dio e Rey. Todos aplaudiram e cumprimentaram os vencedores do concurso, os quais ganharam medalhas feitas de conchas, para comemorar a vitória. A garota asmodiana pulou no pescoço de Dio, muito animada e saltitando feito uma cabra solta no campo.
- Nós vencemos Dio! Nós vencemos! Somos os melhores! – Disse Rey sorridente com o rosto colado no garoto. – Sabe de uma coisa, você merece um beijinho! – Rey sorriu maliciosamente enquanto Dio virou um pouco seu rosto, pois esperava um beijo na bochecha, porém a garota puxou o rosto do asmodiano pelo queixo e o virou para ela, dando um gostoso e demorado beijo em sua boca! Dio no começo estava surpreso, com os olhos arregalados e ficou vermelho feito uma pimenta, mas depois ele retribuiu o beijo de Rey com outro, enquanto ao fundo tocava uma bela música. Apesar de todos estarem olhando surpresos para os dois asmodianos, era como se somente existissem duas pessoas ali naquele lugar, apenas duas almas que ansiavam em se declarar e que finalmente se encontraram naquele lindo beijo. O pessoal aplaudiu enquanto os dois dançavam abraçados, e aos poucos todos começaram a dançar a mesma música, para comemorar aquele momento de muita festa.
Estava começando a anoitecer e a lua novamente despontou muito formosa naquele céu com noite estrelada, iluminando a todos com seu brilho levemente azulado e deixando o clima ainda mais romântico. Depois dessa ainda tocaram outras baladas para se dançar juntinho e o pessoal dançou mais um pouco. Depois da dança, estavam todos cansados e em conjunto decidiram que não daria para sair àquela hora dali, e seria melhor dormirem mais aquela noite na praia, e partirem pela manhã bem cedinho. Então começaram a se ajeitar, alguns dormiriam nos colchões, e outros nas redes, mas alguns não pretendiam dormir ainda, pois tinham muitas coisas a arrumar.
Rey estava arrumando seus pertences com a ajuda de James e sentiu falta de Mary e de Gárgula, que sempre dormiam perto dela. Ela saiu a andar e encontrou a Gárgula, mas não encontrava Mary. Continuou chamando pelo nome do seu fiel amigo até que o encontrou preso a uma palmeira.
- Pobre do meu lindo Mary! – Falou Rey para seu cãozinho ao vê-lo preso. — Quem foi o malvado que fez isso com você, meu anjinho? – Disse ela muito irritada, enquanto o soltava.
Ao soltar Mary, ele saiu correndo, cheirando o chão como quem procura obstinadamente por uma pista, e no fim desta trilha finalmente encontrou Dio, que tomou um susto ao ver o cão. O asmodiano fechou seus olhos, pois foi pego de surpresa e esperou pelo pior — o que seria uma bela dentada -, mas Mary apenas o cheirou um pouco, se virou e fez xixi nos pés dele e depois disso foi embora.
– Aff, Droga! Esse cachorro maldito me molhou! — Dio se irritou com aquilo e resmungava enquanto sacudia a perna. Ele não entendeu nada, mas de certa forma ficou aliviado por não ter levado uma dentada na perna ou noutro lugar. Mary continuou seguindo a trilha e avistou seu próximo alvo: era o garoto de cabelos negros, mais conhecido por Sieghart, que foi quem o prendeu àquela palmeira. Começou a correr rapidamente atrás dele enquanto o imortal, — que não era bobo, — correu mais rapidamente ainda e subiu no alto de uma palmeira, próxima ao acampamento.
- Ei! Alguém tira esse cachorro daqui! – Gritava o garoto lá de cima. Ninguém conseguia fazer nada, apenas rir muito do moreno.
Rey falou: — Viu? Isso que dá judiar de animais indefesos! – Todos riram. – Sieghart respondeu lá de cima: — Indefeso? Isso ai? Ta de brincadeira comigo né? Só pode!
Elesis aproveitou o momento para provocar o moreno: — Mas ora vejam, se não é o maior herói de Vermécia, com medo de um simples cãozinho! Hahahaha! – Todos riram novamente.
O moreno respondeu: — Só não vou descer ai e dar um jeito nele, porque tenho pena de machucar seu cãozinho, Rey. – Disse rindo. — Então é melhor você prender logo ele e... – Ouviram-se mais risadas.
– Deixa só eu sair daqui e você vai ver! – Sieghart tentava jogar cocos em Mary para assustá-lo, mas ele apenas abocanhava e triturava os cocos com casca e tudo, com os seus dentes afiados, para total desespero do imortal.
Depois de uma hora de muitos latidos de Mary, todos guardaram as suas coisas nas mochilas e já estavam todos prontos para dormir. Rey chamou Mary, que estava de guarda, deitado sob o coqueiro. Ele deu um latido para cima e depois foi correndo e pulou nos braços na sua dona.
- Vem meu bichinho lindo da mamãe, nós vamos dormir agora. – Mary se aconchegou no colo dela.
Finalmente Sieghart pode descer do coqueiro com calma, ele já estava cansado e com sono, quase dormindo, como a maioria do pessoal.
Todos se recolheram para dormir nas duas barracas e os casais dormiram todos abraçadinhos em seus colchões e alguns dormiram em redes ao ar livre. Alguns insistiam em conversar mais um pouco, apesar do avanço das horas. Depois de uma boa noite de sono, todos acordaram e prepararam um rápido café da manhã, estavam todos animados e dando risadas, os garotos se ajudaram, desmontaram as barracas rapidamente e guardaram as últimas coisas que faltavam, mas todos sabiam que não poderiam se demorar muito mais, pois tinham um compromisso muito importante e inadiável.
- Nobres e estimados colegas! Vamos seguir em frente, pois é chegada a hora de partirmos! – Disse Ronan, entusiasmado.
- Vamos embora crianças! O grande herói de Vermécia vai guiá-los agora! – Falou Sieghart, disparando na frente.
- E desde quando um fóssil tem senso de direção? — Falou Elesis furiosa com uma veia saltando na testa.
- Menos Sieghart! Bem menos! — Mari olhou torto para Sieghart, que acabou baixando a bola.
- Tá bem! Vocês vão à frente então. – Falou o moreno. Todos riram muito. Estavam todos descontraídos, só que subitamente eles ouviram um barulho como o de cem trovões, caindo ao mesmo tempo, e uma estranha forma negra descendo e cruzando os céus em direção ao horizonte.
- O que foi isso? – Perguntou Elesis, totalmente desnorteada.
- Parecia uma energia negra e disforme! – Respondeu Lire espantada. — Por Eryuell, o que era aquilo? – Ryan também pareceu espantado, mas preferiu não se pronunciar.
- Nossa, me arrepiei toda! – Se assustou Arme com o que sentiu. – É uma energia muito poderosa, entrado em nossa dimensão. – Continuou. — Uma energia diferente de tudo que conheço, mas que me parece ser maligna. – Finalizou a maga, bem preocupada.
- Também senti uma energia assim, e não parece ser desta dimensão. – Disse Dio com uma expressão séria, como sempre.
- Sim, uma energia como a de uma evocação muito poderosa. – Disse Rey espantada com o que sentiu. – Infelizmente não sei dizer o que seja.
- O que foi? — Zero parou para escutar sua espada. — Grandark também me falou a mesma coisa que vocês estão dizendo agora. Parece ser algo muito perigoso e maligno. – Disse Zero, segurando na mão de Elyedre, que estava assustada com aquela energia.
- Membros da GC! Devemos apressar o nosso passo imediatamente! – Alertou Ronan, — Pressinto que algo de ruim poderá acontecer se não agirmos logo.
Todos se reuniram e foram correndo, o mais rápido que suas pernas permitiam em direção ao Quartel General do GC, para avisar a Comandante Lothos sobre o que acabaram de ver.
Fim.
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