Aventuras em Terra Oculta
3 Capitulo 3 - Echo, o dragão
Notas iniciais
Capitulo 3 — Echo, o dragão
O saco verde que Phido pegou antes de fugir da Taverna estava ao seu lado, esperando para ser aberto. Era o que Phido faria. Ele mal tina terminado de mastigar a maça que comera, mas já pôs aquele saco em seu colo. Era realmente pesado. Deveria pesar quase 10 quilos. Ele estava amarrado por uma corda, oque impossibilitava ver o que tinha dentro. Antes que abrisse, na verdade, Phido conseguia sentir que não era uma caixa ou comida. Tinha um formato oval. Quando Phido desamarrou a corda, olhou o que tinha dentro e confirmou a sua hipótese: Era um ovo.
Era grande e branco. O ovo tinha algumas manchas meio brancas também. Phido ficou se questionando que criatura estava lá dentro. Ele não fazia nenhuma ideia. Quando estava em casa em Crystal Rail, não costumava aprender sobre a geografia do mundo. Phido não conhece as criaturas, cidades e tudo mais que existe. A sua educação foi baseada em linguística, raciocínio e logica. Por isso é também muito inteligente e racional, sabe quando e o que é o certo e o errado a se fazer. Phido teve uma ideia. O garoto resolveu aquecer o ovo para ver se ele chocava. A primeira coisa que fez foi tentar fazer uma fogueira. Phido sabia ao menos que com fogo seria possível deixar um ovo em uma temperatura agradável e aceleraria o processo para chocar. Fechou sua bolsa e o saco, andou ao redor procurando por gravetos e pedras. Depois disso junto tudo em sua frente no chão e tentou utilizar o que aprendeu para fazer fogo. Com o tempo, o garoto conseguiu ascender uma faísca, e pôs nos gravetos. Fez-se fogo. Phido colocou o ovo perto da fogueira e sentou-se ao lado para esperar. Passaram-se alguns minutos e Phido cochilou. De longe qualquer veria que não foi uma boa ideia. Uma péssima ideia.
De repente Phido acordou com um ruído estranho, abriu os olhos e se deparou com animal esquisito. Quase que ele soltou uma gargalhada, mas não. A criatura estava tentando furar o ovo. Parecia-se com uma galinha gigante com penas verdes e azuis. Um bico amarelo e sujo estava dando bicadas no ovo. Phido furioso levantou-se e tentou capturar a galinha monstro. Ele deu um grito, que assustou o animal fazendo-o sair correndo. A galinha correu tão rápido que antes que pudesse persegui-lo Phido desistiu de ir atrás do animal. Quando se virou para o ovo para ver se estava tudo bem, quase surtou. O ovo estava se mexendo! Phido estava crente que estava pronto para chocar. Decidiu apagar o fogo e ficar observando atentamente o nascimento de um ser vivo. Esperou. Quando chegou a hora, uma pequena casca do ovo saltou para fora. Aos poucos a silhueta de uma criatura escamosa estava aparecendo. De repente uma garrinha roxa saiu. Estava arranhando a casca, mas não conseguia é fazer nada, porque não estavam afiadas. Até que o ovo quebrou-se ao meio, e a incrível criatura apareceu pela primeira ao sol e aos olhos de Phido. Era um dragão!
— Oh Omos! – Exclamou Phido pasmo. – Isso é espetacular!!
O pequeno dragãozinho tinha asas, três chifres branquinhos na cabeça. Suas patas quase sem garras tentavam se mexer para sair do restante do ovo. Phido pensou em pegar ele nas mãos para ajuda-lo a sair dali, mas quando aproximou-se dele o animalzinho invocado deu uma bela de uma mordida em sua mão direita, deixando uma ferida em forma de meia lua.
— Aaaaaii! – Phido gritou de dor. – Como ousa fazer isso! Eu sou seu pai agora! – Disse já meio empolgado.
— Pai? – Murmurou inesperadamente aquele dragão.
Foi o maior susto que Phido tomara em toda a sua vida. Ele nunca acreditaria que um dragão falasse amenos que estivesse a sua frente. E essa era exatamente o caso. O dragãozinho deu uma risadinha maléfica e deu um salto para fora do ovo, aterrissando bem na barriga de Phido, que estava caído no chão tamanho espanto.
— Como que você fala?!? – Exclamou Phido quase surtando.
O dragão nada disse. Phido perguntou novamente, mas ele não respondia. O garoto levantou-se e o dragão na mesma hora saiu de cima dele. Phido pensou um pouco. Ele tentou lembrar-se do mais fundo conteúdo de algum livro que tenha lido sobre os dragões para tentar explicar o que acabara de acontecer.
— Bom dragão. Você agora é meu agora. Seu nome vai ser Echo. – Disse Phido solenemente. – Dei a você esse nome porque você gosta de repetir o que digo. Não é mesmo? – Terminou e perguntou em seguida.
— Arghh...Echo... – Gruiu mais uma vez a pequena criatura.
Phido provou a sua hipótese, aceitou que o dragão repete alguma palavra que alguém diga. Phido tentou mais uma vez:
— Echo, diga: Phido. – Disse Phido – P-H-I-D-O – Soletrou lentamente.
— Puu...r...ri...do. – Tentou o dragãozinho. Mas ele disse mais uma vez. – Fi...d..oo.
— Muito bem Echo! É assim que me chamo! – Parabenizou Phido a Echo.
Phido estava querendo partir, e tentou pôr o dragão em seu ombro para carrega-lo consigo. Mas quando tenta pega-lo mais uma vez, o dragãozinho tenta morde-lo. Desta vez Phido foi veloz e não for mordido.
— Ei! Isso é mau! Feio, dragãozinho feio! – Xingou Phido.
— Hãããaa....Éeeee – Murmurou Echo.
Phido interpretou isso como um “entendi”, e pegou ele no colo finalmente. Echo não recusou desta vez. O dragãozinho foi posto em seu ombro, onde conseguiria se segurar sozinho. O garoto recolheu suas coisas inclusive o saco verde que guardou dentro de sua bolsa. Por sorte, Phido tinha trazido em seu bolso da bermuda algum papel medicinal, que ele enrolou em torno da enorme ferida em sua mão que já estava sangrando. Echo era agora um novo membro em sua família, seu dragão de estimação. Phido iria estudar muito ainda sobre dragões e descobrir os truques e habilidades de cada tipo deles. Além de tentar treinar e ensinar Echo todas as coisas possíveis. Sua aventura estava progredindo, agora com um parceiro. Phido olhou a sua bussola, ela apontava para o nordeste ainda. Tomou este rumo novamente.
Era quase dez horas daquela continua linda manhã de primavera. Phido não percebera, mas logo atrás dele e seu dragão alguém os observava escondido nos arbustos. O que será que ele quer? Por que está seguindo um garoto de 13 anos e um bebê dragão?
Fale com o autor