Aventuras em Terra Oculta

2 Capitulo 2 - A taverna de Crystal Rail


Notas iniciais
Segue o segundo capitulo que fiz, espero que gostem. Aguardem que novos personagens aparecerão! ;)

Antes que Phido realmente começasse sua viagem ao mundo, algumas providências deveriam ser tomadas. Ele não tinha nada além das roupas do corpo, seria impossível sobreviver sem comida água e outros suprimentos. Phido de repente lembrou-se de tudo isso, e parou por um instante. Pensou muito bem o que faria a respeito disso. Até que se decidiu. Ele iria saquear as outras casas! Não o julguem mal, Phido nunca se quer roubou um botão. Ele sempre foi muito honesto e justo. Mas esta ocasião era de extrema importância, além de precisar de uma rápida solução. E no impulso e empolgação do momento, ele não conteve-se em fazer isso. Preparou-se, e então começou a correr. Felizmente ele também trouxe uma pequena bolsa de coro, onde temporariamente poderia guardar os alimentos. Ele não tinha muito tempo, provavelmente no máximo uns 15 minutos até os 2 sois erguerem-se, que era exatamente a hora em que todos acordam. Começou.

Phido corria pelos quintas e hortas das maiores casas da rua. Recolhia em gerias frutas e vegetais pois eram os mais acessíveis. Em algumas moradias poços d’agua estavam à amostra, perfeitos então para encher algumas vasilhas com água. Ele realmente encheu sua bolsa. Havia tudo do melhor que encontrou, como maças, cenouras, laranjas, morangos, batatas e água. Phido até pegou alguns pães que estavam na varanda de uma casa. O garoto realmente se sentiu mal pelo que fez, mas não era momento para lamentar-se, Phido precisava sair da cidade antes que tudo comece. Porém havia mais um problema: Como sair da cidade.

Crystal Rail, era o nome da cidade natal de Phido. Era de lá que ele estava tentando desesperadamente sair. Crystal Rail não é uma cidade comum como as outras, para os Humanos ela é um ponto muito importante. Diferente de qualquer outra cidade conhecida, Crystal Rail possui um gigantesco meteoro no seu centro. Era roxo e brilhante, extremamente poderoso com um misterioso poder. Aquele meteoro servia como fonte de energia, algo que só Crystal Rail produz. Inúmeras possibilidades de locomoção, bem estar e segurança foram descobertas a partir da magia do meteoro. Assim, Crystal Rail era conhecida também como uma cidade futurística e bem desenvolvida. Inclusive os óculos que Phido está usando neste momento são feitos com aquele meteoro. Enfim, voltemos ao problema de Phido.

Faltava pouco para Phido ser desmascarado pelos seus furtos, mas o garoto estava confiante de que não seria pego. Continuou correndo pela cidade, até encontrar um fim. Após pisar seus pés em uma terra desconhecida por ele até então, Phido se esqueceu completamente do seu senso de direção. A direção que seria tomada por ele mudou, e agora estava aventurando-se na parte Oeste da cidade. O cenário que Phido estava fitando era desafiador. Uma planície verdejante, uma grama considera alta e perigosa, vegetação baixa e árvores de carvalho grandes. Não esperava que logo de cara enfrentaria um campo solitário e selvagem. Continuou e continuou. Caminhando e contemplando a belíssima grandeza e plenitude do mundo ao seu redor. Houve uma vez, quando era muito pequeno ainda, que Phido foi até certa distância de casa. Porém estava com sua família e com uma proposta totalmente diferente em mente. Naquela época ainda vivia com sua irmã em casa.

— O que será que Emy está fazendo? – Pensou Phido distraído. – Com certeza está treinando muito e em perigo. É exatamente o estilo dela... – Phido deu um sorriso descontraído, lembrava-se dos bons momentos ao lado de sua protetora irmã.

Apareceu um antigo caminho de cascalhos, provavelmente passavam carroças trazendo plantações recém-colhidas para a antiga aldeia que Crystal Rail já foi um dia. Phido decidiu caminhar sobre ele, deduziu que por ele estaria mais seguro e que ao menos iria chegar a algum lugar. Até que realmente chegou. De longe Phido soube do que se tratava: O estabelecimento era uma Taverna típica dos Humanos. Uma casa rustica e alta, parecia ter quase 3 andares. Era feita de pedregulhos com muito mofo, madeiras e tijolos. Na frente do estabelecimento uma grande placa de tronco de árvore estava talhado um desenho de um copo de bebida, algo bem chamativo. Realmente muito amigável, qualquer um se atreveria entrar para ao menos perguntar uma informação não é mesmo? Foi o que Phido fez. Quando entrou pela porta, o clima quente do lugar logo passou pela sua pele, e o cheiro forte de bebida entrou pelas suas narinas, fazendo pobre Phido tossir um pouco. Nas mesas, grandes homens viajantes e até moradores de Crystal Rail estavam já cedo bebendo e se divertindo como amigos. Alguns até Phido reconhecera, tento esconder-se e ignorar para que estes não o notassem e talvez fossem falar com o garoto. Phido foi até o balconista, sentou-se rapidamente ao longo e escuro balcão e perguntou:

— Com licença, diga-me algumas informações. – Perguntou educadamente para o balconista a sua frente, que lhe-olhou com um olhar sinistro.

— O que faz aqui garoto? Aqui não é lugar para crianças de sua idade – Respondeu o balconista, apoiando-se à mesa bem na frente de Phido.

— Não se preocupe comigo. Apenas responda o que quero saber que eu vou embora. – Disse Phido com um tom de voz mais forte.

— Hum, entendo... – Resmungou o balconista meio mal educadamente. – Vejo que é bem determinado. Acho que tenho algo para você.

O balconista abaixou-se sob o balcão, e possivelmente traria alguma coisa para cima. Phido se precipitou, saiu do banco e recuou o banco. Ficou com medo de que o homem o atacasse. Até que o balconista ergueu-se e lhe disse:

— Filho, qual o seu nome? – Perguntou o homem com um ar calmo.

— Hã... é Phido. – Respondeu Phido intrigado e meio em jeito. – Ei, o que é esse saco verde? – Indagou Phido curioso.

— Ah, isso é um presente. – Disse o balconista. – Apenas peço que me responda uma pergunta e lhe-entrego esse saco.

— Bom, acho que sim. Diga-me. – Respondeu Phido ainda mais surpreso.

— Você é um Mago? – Disse baixinho perto de Phido.

— Não senhor. Estou aqui para iss... – Dizia Phido até que o homem o interrompeu.

— Oh! Isso é ruim! Você precisa sair daqui! – Surtou o balconista desnecessariamente. – Essa gente que está aqui não vai gostar disso.

— Mas como assim? Não estou entendendo. – Disse Phido agora também confuso.

Com o surto do balconista a mesa mais próxima deles escutou, e um dos homens que estavam sentados bebendo um gigantesco copo de cerveja, levantou-se e gritou:

— O que foi que você disse, amigo ?!

— Parece que algo com Mago ou perigo... – Respondeu um outro homem que estava sentado na mesa.

— Não! Não foi nada! O que acha de mais uma rodada em? – Fugiu do assunto o balconista. Soube que algo daria errado. O tom de voz já estava alto.

— O balconista disse que não gosta de Magos! – Gritou uma mulher desconhecida lá do fundão da sala.

Já bastava. Os clientes que ali estavam levantaram-se todos das mesas, largando com força seus copos de cerveja nas mesas. Alguns até quebraram os copos de tanta força que fizeram. Apenas um homem continuou sentado na mesa, ele estava perto de uma janela, e mal notou o alvoroço. Ele estava com alguns matérias de escrever e um grande papiro na mesa. Parecia muito concentrado...

— COMO É QUE É ?!? – Bradaram os homens na Taverna.

Todos da Taverna começaram uma intensa briga. Cadeiras e velas começaram a sair voando e quebrando-se nas paredes. Phido apavorado pensou no que faria agora. Não entendia se estavam falando dele ou do balconista. Quase gritou. Rapidamente pensou em fugir, mas ainda não tinha sequer uma informação. Decidiu então saltar fora da Taverna. Havia se tornado um campo de batalha infernal na parte interior. Ele pegou a sacola verde que ainda estava intacta em cima do balcão, abriu a janela e saltou para fora. Fora a coisa mais maluca que já acontecera com Phido. Estava muito desnorteado, seu coração pulsava muito veloz. De repente pessoas começaram a sair correndo pela porta e pela janela também. A música animada que vinha de dentro da Taverna parou de tocar. E muita gritaria e ruídos perturbadores começaram a soar. Do nada um velho homem atravessou a janela caindo na sua frente. Ele já estava todo machucado e sangrando em varias partes do corpo.

—Po...favor...me...ajud... – Dizia o velho quase morrendo.

Foi a gota d’água para Phido. O garoto levou um susto, e saiu correndo para o mais longe possível da Taverna carregando aquela misteriosa e pesada sacola em seus braços. Ele certamente pensou em nunca mais entrar em uma taverna. Após tomar uma certa distancia do local, que mal o ouvia mais. Visualizou uma pequena colina com uma macieira no topo. Era um excelente lugar para se descansar. Phido largou a sua bolsa e a sacola verde no chão, e sentou-se confortavelmente sobre a parede de terra da colina. Respirou fundo umas 5 vezes. Então abriu sua bolsa e pegou algumas frutas para comer. Ele não comera desde que saiu de casa cedo. Devia ser quase oito horas da manhã. Enquanto saboreava aquela deliciosa maça que havia pego no quintal de seu vizinho, que aproposito eram as mais vermelhas e cuidadas da cidade, Phido olhou para a sacola verde mais uma vez. Lembrou-se de como estava curioso para ver o que tinha dentro dela que o deixou tão pesado. Phido decidiu abri-lo ali mesmo.

Notas finais
Obrigado por ler mais um de meus capítulos. Espero que tenham gostado!