Notas iniciais
Espero que gostem do capitulo ^.^
Era uma noite fria e sombria na região Almia, já se passava da meia noite. Todas as luzes de uma luxuosa mansão de quatro andares estavam apagadas, exceto de um dos quartos. Podia-se ver a sombra de um garoto que aparentava ter 14 ou 15 anos pela janela. Ele tinha cabelos castanhos e olhos azuis. Vestia uma calça bege de algodão e uma camisa da mesma cor, parecia estar de pijama. Estava sentado em sua cama observando seu quarto que era bem grande. As paredes eram lisas com cores claras, havia um computador de última geração, uma TV de 40 polegadas, uma escrivaninha que parecia um pouco antiga, mas de madeira nobre e seu balcão estava cheio de papeis (talvez cartas), tinha um banheiro no quarto e uma grande cama de casal, tudo o que qualquer adolescente gostaria de ter. Mas esse garoto não parecia nada feliz, ele apenas observava o lugar.
- Tenho tudo que alguém da minha idade quer, mas não sou feliz. Disse o garoto se lamentando.
De repente a porta se abre e no quarto entra um homem alto e robusto de cabelos negros penteados elegantemente para trás e olhos verdes. Aparentava ter 30 ou 35 anos. Vestia um pijama claro, talvez cor de creme com um estranho símbolo roxo estampado no peito.
-Kellyn, vá dormir amanhã temos um dia cheio. O homem tinha uma voz roca e amedrontante.
- Esta bem, tio.
O garoto agora voltou a ficar sozinho em seu quarto e dizia resmungando Agora eu sei por que não sou feliz. É por causa desse monstro que chamo de tio. Não saio dessa maldita casa, nunca tive amigos muito menos um Pokémon. A única coisa que faço é trabalhar naquela maldita empresa e estudar em casa. Neste momento ele começa a se lembrar de um fato muito triste ocorrido em sua vida.
Agora ele estava com seis anos de idade, dentro de um grande hospital. Ele podia ver seu tio perto de um médico. O silêncio pairava no lugar, até seu tio começar a perguntar:
- Doutor, eles ficaram bem?
- Lamento informar senhor, mas o caso é muito grave. Eles não vão resistir. Disse o médico tentando acalmar Dankan, como se chamava o tio de Kellyn.
Kellyn foi trazido ao presente. O garoto pegou uma mochila azul e jogou em cima de sua cama. Correu até seu guarda-roupa e começou a pegar algumas roupas. Ele as jogava em cima de sua mochila, e logo após começou a se trocar. Colocou uma camisa branca e um casaco azul, uma calça preta que se prolongava até seus sapatos cinza, um pouco gastos pelo tempo. Por último pegou sua mochila. Ele se aproximou da janela e a abriu. Quando ele a abriu sentiu o vento frio da noite tocar seu rosto. Kellyn olhou para baixo e viu que era muito alto, se caísse iria se machucar. Ele praguejou baixinho e olhou em volta e viu uma árvore, não muito próxima, mas era o bastante para o garoto fugir. Ele deu um suspiro e disse:
- Prefiro cair e me machucar a ficar aqui. Ele recua um pouco e pula em direção da árvore.
O garoto conseguiu se agarrar em um dos galhos, mas este quebrou por causo do peso. Ele caiu, mas não se machucou, pois algumas folhas secas amorteceram sua queda. Kellyn se levantou de vagar e observou o lado de fora de sua casa, que era muito bonito. Possuía um lindo jardim cheio de belas flores que por causa da escuridão, quase não mostravam sua beleza estonteante. Tinha algumas estátuas e fontes de água. Ele começou a andar cautelosamente, como um Glameow pronto para atacar. De repente, ouviu um barulho. Assustado ele se escondeu atrás de uma estátua. Kellyn tentou ver o que era, e para o seu azar, viu dois guardas, um deles segurava uma lanterna e o outro estava junto com um enorme escorpião púrpuro com garras afiadas, extremamente perigosas. Era um Drapion. Por sorte eles não o viram e voltaram de onde vieram. O garoto, ainda assustado, foi até o grande muro de tijolos que dividia sua casa do mundo a fora. Ele olhou para a construção e viu que não daria para escalar, porém do lado havia outra grande árvore. A sorte não estava ao seu favor.
- Outra árvore? Fala sério. Disse Kellyn resmungando e indo em direção da árvore.
O garoto começou a escalar sem nenhuma dificuldade. Quando chegou ao topo, ele pulou para cima do muro. Agora Kellyn estava com uma das pernas no lado de dentro de sua casa e a outra do lado de fora. Ele olhava para a luxuosa mansão e depois para a cidade que podia ser vista no horizonte. Era uma difícil decisão. Uma escolha poderia mudar completamente a sua vida.
- Se eu sair não tem mais volta... Se meus pais estivessem aqui diriam: Faça o que você achar certo.
O garoto pulou e caiu de pé. Ele nem acreditava que finalmente tinha saído da casa onde sempre esteve. Obrigado papai e mamãe, disse Kellyn olhando para o céu estrelado. Ele foi correndo pela estrada com um sorriso no rosto e algumas lágrimas nos olhos.
- Já estava na hora de sair, e conhecer esse mundo.
O garoto deu uma última olhada para sua casa que já estava com as luzes todas acesas, eles tinham percebido que o garoto fugiu então ele voltou a correr. Depois de andar um bom tempo na estrada, o jovem Kellyn já estava ofegante. Talvez a cidade ficasse mais longe do que ele pensava. Ele suspirou e decidiu parar. O garoto deitou de baixo de uma grande árvore. A floresta era um lugar assustador de noite, mas Kellyn estava cansado demais para pensar nisso. Quando ele estava prestes a cair no sono escutou um barulho e viu os arbustos ali perto se mexerem. Ele ficou nervoso, mas sua curiosidade venceu o medo. De repente de uma moita sai um Pokémon. Era um fofo esquilinho azul, de bochechas rechonchudas amarelas e uma calda espiralada que estava sempre empinada.
- Nossa! Pachirisu não é? Ele perguntou como se esperasse que alguém respondesse.
-Pachii.- O Pokémon se aproximou e começou a esfregar sua cabeça na perna do garoto.
Kellyn ficou com pena do Pokémon, pois este parecia carente. O garoto não ligou e decidiu voltar para debaixo da árvore e dormir. O dia amanheceu. Os pokémons já cantavam, saiam de suas tocas ou ninhos. Aos poucos o garoto abria seus olhos observando o lugar. Ele percebeu que tinha uma grande diferença em dormir na sua cama confortável e dormir debaixo de uma árvore. Suas costas doíam muito, mas com certeza o sacrifício valeria à pena. Ele voltou a andar, agora caminhando tranqüilo. Viu alguns pokémons, uns apareciam das árvores e os outros de arbustos. Kellyn voltou a ouvir o barulho da noite anterior e decidiu ver o que era. Talvez fosse o Pachirisu de antes. É ele estava certo.
O Pokémon esquilo não estava sozinho. Vários Sevipers o cercavam, eles tinham cara de poucos amigos. As bochechas de Pachirisu faiscavam e depois, o esquilinho disparou um forte choque em direção aos Sevipers que desviaram com facilidade. Um dos pokémons cobra se enrolou nele e outro se aproximava lentamente. Ele abriu a grande boca com suas enormes presas e se prepara para morder Pachirisu. Antes que eles pudessem mordê-lo, Kellyn intervém pulando na frente. O Seviper atacou. O garoto agora estava com seu braço na boca do Pokémon cobra sentindo uma enorme dor. O Seviper ficou surpreso com a reação. Na tentativa de se soltar, Pachirisu disparou mais faíscas nas cobras, e deu certo. Os Sevipers desistiram de tornar o esquilinho um banquete e foram embora.
- Ei, viu só o que me fez fazer? Disse Kellyn dando uma risadinha e apontando para seu braço machucado.
-Pachi-Pachi. O Pokémon simplesmente virou sua cara como se estivesse dizendo Eu não pedi a sua ajuda.
- Tisc, você parece comigo, sabia? Não quer a ajuda de ninguém, gostei de você carinha. Disse Kellyn indo em direção a estrada.
O Pokémon apenas observava o garoto se afastar, até que ele parou. O garoto abriu sua mochila e pegou uma de suas camisas. Ele a rasgou e amarrou em seu braço. Quando olhou para trás teve uma grande surpresa. Pachirisu o seguia.
- Ei amiguinho, o que esta fazendo aqui?
-Pachi. Grunhiu o Pokémon pulando no ombro do garoto.
Kellyn ficou surpreso com a ação do Pokémon, mas não questionou. A viagem continuou e os dois pareciam bem cansados, mas o garoto estava feliz em ter seu primeiro Pokémon, e não foi do jeito convencional. Com certeza ele nunca esqueceria o dia que conheceu seu pequeno companheiro.
O sol já estava no meio do céu, o calor castigava e para piorar não tinha nenhuma nuvem. O garoto estava morrendo de calor, e Pachirisu também, tanto que ele nem mostrava mais tanta animação grunhindo e brincando. Kellyn constantemente limpava o suor da testa. Depois de andar muito agora já podia se ver a cidade. Finalmente chegamos disse o garoto agora mais animado ao ouvir as vozes das pessoas.
Era possível ver que o lugar era bonito. Possuía várias casinhas, poucos prédios e tinha pessoas de todas as idades. Desde crianças até idosos. O garoto entrou na cidade e logo a frente viu um parque, muito bonito e nele havia uma fonte de água. Sem mais delongas Kellyn correu até lá e colocou a cabeça dentro da água. O Pokémon que estava em seu ombro pulou e começou a beber um pouco de água. Todos que estavam ali pararam para observar, alguns comentavam sobre a ação inusitada. Kellyn retirou sua cabeça de dentro da água, aquele mergulho havia o refrescado bastante. Ele foi em direção de um hotel ali perto, pois precisava tomar um bom banho e descansar. Pachirisu apenas o acompanhava.
Kellyn entrou no lugar que não era como os hotéis que estava acostumado, mas não podia reclamar. O salão era pequeno, mas muito limpo. No centro havia uma mesa de madeira rodeada de várias cadeiras, tinha um candelabro pendurado no teto e um balcão onde estava um homem com cara de desdém. Kellyn se aproximou do balcão. O balconista olhou para o garoto de cima em baixo. Viu suas roupas sujas, o homem imaginou que ele não teria dinheiro para pagar. Ao perceber isso, o garoto abriu sua mochila e tirou um bocado de dinheiro. O homem ficou surpreso, nunca tinha visto uma criança com tanto dinheiro. Ele pegou uma das chaves e entregou para Kellyn sem fazer nenhuma pergunta. Enquanto o garoto subia as escadas com seu Pokémon no ombro, ele diz:
- Será que as pessoas só pensam em dinheiro?
-Pachi.
Ele continuava subindo até chegar a seu quarto. Na porta tinha o número 25. Kellyn abriu a porta com a chave e viu que o lugar não era tão grande como seu quarto e muito menos igual a uma suíte de luxo, mas ele só queria descansar. Tinha uma cama de solteiro, uma TV simples, uma mesinha e um banheiro. Ele jogou sua mochila no chão e pulou na cama, Pachirisu também se jogou e deitou perto de seu treinador. O Pokémon se aconchegava e logo começou a dormir. Kellyn levantou e foi para o banheiro tomar um banho, isso o deixava relaxado.
Após alguns minutos no banho ele saiu. Agora estava com roupas limpas. Um short preto e a toalha enrolada em seu pescoço estava com algumas manchas de sangue, provavelmente por causa de seu machucado. Ele vestiu uma camisa azul sem mangas, ligou o ar condicionado e deitou na cama. Já era bem tarde, o garoto suspirou deu um sorriso e disse: Amanhã eu conheço a cidade, hoje estou muito cansado. A noite chegou e o garoto adormeceu, ao lado de seu pequeno amigo.
Uma nova aventura estava prestes a começar. O jovem Kellyn conquistou o que mais queria: sua liberdade. O que o futuro reserva para o nosso jovem herói? Que tipo de aventuras o espera? Isso e muito mais nos próximos capítulos...
Notas finais
Deixem Reviews ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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