Aventuras do CCPA: O Andarilho de Dimensões
1 Capítulo 1: Koichi, Megan e Ingrid
Notas iniciais
Chego em casa, tiro meus sapatos, pego a Ragnarok (que agora é um bracelete) e corro em direção à Zoey, que estava a 9 meses grávida, abraçando-a com demasiada delicadeza.
Luc:- Que saudades... — Digo, olhando para sua grande barriga.
Zoe:- Falta pouco, bem pouco.
Luc:- Vou cozinhar um pouco pra você e depois iremos dormir, sinto que amanhã será um ótimo dia.
Zoe:– Claro, claro. — Ela diz, soltando um sorriso que, para mim, podia reluzir a luz do Sol. Olho para ela e sorrio junto, seguindo para cozinha.
Dirijo-me a cozinha, pegando alguns vegetais para cozinhar. Enquanto limpo o alface, conjuro Dark Lucius para temperar a comida e preparar alguns ovos. Ao terminar de Cozinhar, temperar e limpar tudo, levo a comida até o quarto e depois sigo até o escritório, retirando uma chave da gaveta. Abro o portão do porão e entro no Ginásio. Retiro minhas vestes superiores e coloco pesos de 3KG em meus membros. Logo, começo a meditar junto a Dark Lucius, até que começo a brilhar e, ao abrir os olhos, estou dentro do mundo da luz, também conhecido como Lux. Tudo aqui é calmo e bonito, não há poluição nem tecnologia, apenas um caminho de pedras cercado por grama e uma água transparente, dando a impressão de que os peixes brancos e dourados que ali viviam estavam flutuando sobre o solo. Sigo o caminho de pedras até um monte com uma estátua de um dragão de cerca de 5 metros de altura. Ergo minha mão ao céu e grito
Luc:- NIDHÖGG, AGERTZEN!
Após 30 segundos, um vulto gigante passava pelas nuvens. Nidhögg, um dragão branco e amarelo, semelhante aos dragões chineses, surgia em minha frente, com seus olhos mais brilhantes que o Sol e seus chifres tão reluzentes quanto o mar.
Nid:–Olá, Lucius. O que deseja?
Luc:–Olá, Nidhögg. Eu estou aqui porque vim pedir para que o "senhor" abençoa-se o brilho dos meus filhos que nascerão logo logo.
Nid:– Ah, claro. Você já escolheu o nome dos tais?
Luc: Já que são três, eu tinha pensado em Alakazam, Bellsprount e Charmander! Cada um começa com as três primeiras letras do alfabeto, respectivamente! O que acha?
Nid:– Megan, Ingrid e Koichi.
Luc:- É o que ?
Nid: -Sinto algo diferente nestes nomes. Uma sensação boa. O Nome do garoto será Koichi e o das outras duas garotas, Megan e Ingrid.
Luc:– Como sabe o gênero deles?
Nid:– O Sol me diz.
Luc: – Espero que esteja certo. Se acertar, será esse os nomes.
Nid: -Lucius, preciso falar algo importante com você.
Luc: – Ahm? Agora?
Nid: É algo urgente. Tome muito cuidado com suas crianças. É possível que uma delas seja o lendário Saint' Aquilla, o escolhido para portar o maior poder de toda a galáxia, o Coração da Vida.
Luc:– Mas, por que logo os meus filhos?
Nid: -Eles são a unificação da luz e das sombras, no caso, você e a Zoey. Escute com bastante atenção, Lucius, vou lhe contar uma história verídica. A muito tempo atrás, existiu um guerreiro chamado Jon "Nid" Lux, o criador do mundo da luz e seus primeiro antecessor. Jon criou o poder da luz, porém, possuía certas limitações, como por exemplo, ele só possuía uma habilidade, que era o Flash Light Cannon.
Luc: Mas não é preciso que VOCÊ utilize o Flash Light Cannon?
Nid: Ele utilizava sozinho, apenas com as mãos.
Luc: Que incrível!
Nid: Continuando... Jon passou 15 anos de sua vida estudando seus próprios poderes, até que se apaixonou por uma mulher de cabelos mais escudos que a noite. Seu nome era Zanshi "Alv" Noctis, também conhecida como a criadora do mundo das sombras, Noctis. Depois de 3 anos, Jon e Zanshi tiveram uma filha chamada de Aquilla. A Garota era incrivelmente poderosa, podendo conjurar habilidades da luz e das trevas perfeitamente. Ela que criou todas as habilidades do livro Luxiano e do livro Noctíno e também foi minha criadora, juntando 1/3 do brilho do sol com uma parte de seu poder. Foi montada em mim que governou Lux e Noctis, ao mesmo tempo, ganhando a bênção da imortalidade.
Luc: E por que ela não existe mais?
Nid: Ela foi assassinada. Assassinada por alguém de outra dimensão. Alguém que não se sabe quem é até hoje. Como não sabemos seu nome, nem quem ele é, nomeamos ele de " Andarilho de Dimensões ", pois conseguimos fragmentos dele em mais de uma dimensão.
Luc: Isso é um tanto quanto assustador.
Nid: Lucius, você deve ter cuidado com ele. Se ele conseguiu derrotar a guerreira mais forte do universo, você deve ter noção do poder dele. Agora, vá dormir, está tarde na Terra e você terá um longo dia amanhã.
Luc: Ok. Até, Nidhögg.
Nid: Até, Lucius.
Acordo do transe e saio do Ginásio. Tranco o portão do porão e me dirijo até o quarto, botando meu pijama e indo dormir logo em seguida.
Acordo com o barulho de gritos, que vinham de Zoey. Estava acontecendo. Finalmente, meus filhos iriam nascer. Me levanto em um salto e logo ajudo Zoey, que falava :
Zoe: Água, preciso de água!
Corro até a cozinha e procuro desesperadamente por um copo. Ao achar, coloco água morna no tal e volto para o quarto, estregando o copo para Zoey. Corro até meu celular e clico em um botão azul.
Luc: Logo logo eles chegarão, mas por hora eu irei te ajudar!
Seguro a mão de Zoey, que apertava-a muito.
Depois de cerca de 4 minutos, todos meus amigos chegam com um incrível equipamento pro parto. Amanda estava com um uniforme de médica e ajudava diretamente Zoey, ajudando os pequenos a saírem. Uma luz extremamente brilhante começa a sair do útero de Zoey.
Paul: Ela está dando a luz! LITERALMENTE!
Mig: Paulo!
Após um tempo, os 3 garotos estavam nos braços de Zoey. Primeiro, Megan tinha nascido, depois Ingrid e por ultimo, Koichi. Pego os três no braço e começo a chorar olhando para suas delicadas faces.
Gui: Lúcio, venha aqui.
Deixo os meninos com Zoey, que descansava com eles nos braços.
Luc: Fale, Guilherme.
Gui: Temos alguns presentes para seus filhos. Você foi o primeiro a ser pai, então, será o primeiro a ganhar presentes para os filhos.
Todos traziam presentes únicos. Guilherme trouxera um Ovo de Cachorro (Sim, é um ovo de cachorro. ) que logo daria vida a um cachorro esquelético; Miguel, um velocípede enorme movido a carvão; Matheus, um arco encantado com flechas de borracha infinitas; Paulo, uma mini bengala doce com a capacidade de congelar, não completamente, as coisas; JV, uma bola de queimado que podia aderir qualquer forma (e sim, ainda era uma bola de queimado!); Gietulio, um chocalho fantasma que uma hora ficava invisível outrora não; Arthur, uma joelheira indestrutível; André, um filhote de tubarão que não passava de 60 centímetros; Amanda, uma pedra de Amandine amarrada em um colar.
Luc: Obrigado de coração a todos! Não sei como retribuir esses presentes incríveis.
Amand: Seja um bom pai, que ficaremos todos felizes.
Luc: Vou me esforçar o máximo para isso!
Gui: Tudo pela próxima geração do CCPA.
O Tempo passava, todos ficaram conversando entre si, comendo os pratos de comida que ali haviam. Paulo se dirigia a mim e falava:
Paul: Lúcio, tenho que falar com você. Não apenas com você, mas sim com todos daqui.
Paulo batia o copo na mesa 3 vezes, chamando a atenção de todos.
Paul: Sei que esse não é o melhor momento pra falar isso, mas tenho que dizer uma coisa. Há alguém, extremamente poderoso, transitando entre as dimensões da Terra. Eu não faço a minima ideia de quem seja e nem porque está aqui, pois nunca o vi antes, mas a bengala doce me diz que o poder dele é inigualável.
Matt: É o andarilho de dimensões.
Andre: Quem ?
Matt: Um dos guerreiros mais fortes do mundo. Ele está atrás da Saint Aquilla, a pessoa mais poderosa de todas as dimensões da Terra e bem, desconfio que um dos filhos de Lúcio seja a tal.
Gui: Como sabe disto, Matheus ?
Matt: O Templo da arquearia possui muitos livros. Um deles é sobre a primeira Saint Aquilla.
Luc: Nidhögg me falou sobre o andarilho. Eu não sei o que fazer. Se o poder dele for realmente o que dizem, não tenho como para-lo.
JV: Eu tenho uma ideia. Todos nós dormiremos aqui hoje e supervisionaremos as crianças. Caso o andarilho apareça, ligaremos na chamada de emergência do CCPhone, como fizemos quando as crianças estavam nascendo.
Luc: Concordo com sua ideia. Todos estão de acordo?
Todos concordavam com a ideia e iam para suas casas pegar roupas e coisas importantes. Preparo o quarto de hospedes, com 4 beliches de cada lado, botando um lençol e um travesseiro em cada uma.
Todos chegavam após 2 horas, quando a noite já havia se apresentado. Após 4 horas de brincadeiras e diversão, todos vão dormir e eu fico treinando no porão. O Tempo passa rápido e quando percebo já são 3 da manhã.
Luc: Que fome...
Vou até a cozinha e pego um pacote de biscoitos. Estou morrendo de sono. Ando feito um zumbi até a porta, quando escorrego e largo o biscoito. Algo estava errado. O biscoito não havia caído, ele estava flutuando no ar. O TEMPO PAROU! Corro até o quarto das crianças e vejo um homem vestido de preto com um roupão vermelho encima. Ao virar-se pra mim, o tal estaria com uma máscara um tanto quanto estranha
e com meus três filhos nos braços.
Luc: Não ouse fazer mal aos meus filhos!
O Bracelete da Ragnarok se materializava na real espada, no qual eu partia em direção ao tal, mirando sua cabeça, tendo cuidado para não acertas as crianças. Uma barreira de cristais vermelhos aparecia em frente ao tal, protegendo-o do ataque. Após isso, o tal se dirigia a um portal dimensional em nossa frente, que começava a fechar. Uso a chamada de emergência, mas vejo que não vai dar tempo dos outros acordarem, então entro no portal, que fechava logo em seguida.
Luc: Onde estamos?!
Andar: Santorium. Minha terra natal.
Luc: Você parece calmo para alguém que vai morrer logo logo.
Andar: Eu não vou. Você se quer consegue topar em mim.
??: Finalmente, mestre! — Dizia um homem com a roupa igual ao do andarilho, porém sem o manto vermelho. — Quem é este ser ?
Andar: O Pai da Aquilla. Um terráqueo com a Ragnarok.
??: Ele será um problema?
Andar: De forma alguma. Guava, leve-o para o calabouço. Talvez ele venha a ter uma utilidade.
Luc: Não vou a lugar nenhum sem meus filhos!
WM(Watermelon): Você não tem escolhas, terráqueo.
Watermelon envolvia seu braço a correntes, socando meu rosto, no que me faz desmaiar.
Acordo de meu turbulento sono e ao abrir os olhos me espanto.
Luc: Onde estou .. ?
Tento me levantar mas correntes me prendem no chão. Tenho que salvar meus filhos. Tento quebrar as correntes com minha força, porém não é o bastante. Tento utilizar a luz para destruí-las, porém não consigo usa-las. Eu estava fraco. Me apoio na parede e viro a cara para o lado direito, vendo um esqueleto reluzente.
Luc: Mas que diabos é isto ?
Continuo olhando o local e percebo que a cela no qual eu estava presa não tinha nenhuma ligação com o exterior. Não havia se quer um buraco que entrasse luz. Escuto passos vindo na direção da cela e fecho meus olhos, fingindo que ainda estou dormindo.
??: Quando vamos executa-lo ?
??: Nosso senhor falou que não agora, porém ele precisa morrer antes da Aquila ser sacrificada.
Senti um aperto no peito. Eles iriam me matar e matar minha filha logo depois. Começo a chorar incansavelmente. Puxo as correntes até rompê-las, porém sem sucesso. É o fim? Estou sozinho nessa dimensão, sem poderes, armas, sem nada. Não, a ragnarok ainda estava comigo, digo olhando para o pulso, vendo o bracelete. Deito no chão, apoiando a cabeça na parede e caio no sono.
Passa-se 6 dias que estou nessa cela. Os guardas não me alimentavam, mas sobrevivi comendo insetos que entravam na cela e bebendo a água amarela de uma torneira que ali tinha. Boto a mão no braço e vejo que estou extremamente sujo. Começo a fechar os olhos pra dormir novamente, quando algo começa a surgir no meio da cela. Um portal. Consigo ver minha casa dali. Paulo e Miguel saem de dentro do portal, olhando para mim.
Mig: Surpresa! O Campeão chegou!
Paul: Só deu pra trazer ele, os outros estavam dormindo feito pedra.
Mig: Ei! Eu sou mais que o necessário para salvar o dia, cof cof.
Luc: Claro ...
Miguel incinerava a própria mão, queimando as correntes logo em seguida.
Paul: Devemos nos desesperar ?
Luc: Querem me matar e depois matar meus filhos.
Paul: Ok, devemos.
Luc: Por que demoraram tanto pra chegar ?
Paul: Demoramos 6 minutos!
Luc: Mas o que?! Eu estou aqui faz 6 dias. Há algo de errado. O Tempo deveria ser 1 minuto na terra = 1 hora aqui. Isso não faz sentido.
Mig: Vamos nos preocupar com isso depois. Precisamos arranjar um jeito de sair dessa prisão que mais parece um cemitério e eu tenho uma ideia. Paulo, verifique a direita e Lúcio, a esquerda. Eu consigo ver a porta daqui. Ela não está longe.
Luc: Miguel, eu vi dois guardas aqui na prisão. Tome cuidado com eles.
Paul: Darei um jeito neles.
Mig: Ok, vamos.
Miguel queimava as barras da cela e nós corríamos até a lateral da prisão. Bosta. Os dois guardas estavam supervisionando a porta. Paulo congelava a cabeça dos guardas, que tentavam quebrar o gelo, porém sem sucesso. Miguel corria até os tais e incinerava suas mãos, cravando seu punho no rosto dos dois, um com cada mão.
Luc: Boa.
Mig: Pera, tem algo estranho. Eu já vi o rosto desses caras em algum lugar.
Paul: Isso é normal. Estamos em um universo paralelo.
Mig: Eles morreram ha 2 anos.
Paul: Wow...
Luc: Gente, ainda estamos dentro de uma prisão.
Saíamos da prisão e corríamos sem rumo, o mais longe possível.
Mig: Por que as ruas são tão vazias se vimos duas pessoas normais agora a pouco?
Luc: Quem tem certeza de que eles são normais ?
Paul: Vejam! Tem um prédio ali. Vamos nos abrigar lá e pensaremos no que faremos depois disto.
Todos concordavam com a cabeça e corriam até o prédio. Subíamos as escadas do prédio até o 4° andar. A pota de um dos apartamentos estava aberta, que no caso foi o que usamos. Ao chegarmos, vejo dois esqueletos sentados no sofá em frente a TV.
Luc: Estranho. Bem estranho.
Paul: Ah... estou morrendo de fome... — Dizia Paulo, se dirigindo até a cozinha do apartamento, abrindo as portas das prateleiras, procurando por comida.
Mig: Não vamos achar nada comestível aqui. Provavelmente esse lugar é muito velho.
Paul: Achei!
Mig: Que?!
Luc: Miguel, estou começando a entender parte da lógica deste lugar. Certas coisas seguem a mesma lógica da Terra, como a física — Digo, jogando um anel que encontrei no chão pela janela — Já outras, não tem a mínima coerência com a lógica da Terra, um exemplo é o tempo. Nós não tempos tempo de analisar tudo que é diferente, mas tempos que ter cuidado.
Paul: Miguel, esquente essas comidas aqui.
Paulo jogava um pedaço de carne e um pote de arroz para Miguel, que sentava no chão e pegava o arroz com uma mão e a carne com outra. Miguel se concentrava pra queimar o arroz e a carne. Passa-se um tempo que as mesmas continuam frias.
Mig: Não estou conseguindo usar meus poderes... Estou cansado — Dizia ele, se apoiando no pé da cadeira que tinha ali. — Sinto como se eu estivesse exausto.
Paul: Pra falar a verdade, também me sinto assim. É como se naquela hora, quando derrotamos os guardas, eu tivesse gasto toda minha energia.
Luc: Eu estou assim desde que cheguei, mas ao decorrer dos dias minha energia foi retornando. Talvez isso aconteça por causa do tempo. Nosso corpo pode não estar acostumado a este lugar.
Paul: É, pode ser... Então, teremos que comer a comida fria.
Luc: Eu esquento.
Paul: Ahn ? Ah pera, é verdade. A Luz produz o calor que esquenta a comida.
Miguel botava o arroz no pote e passava-o para mim, junto com a carne. Pego um prato grande da cozinha e boto as duas comidas encima do mesmo, conduzo. Crio um feixe de luz embaixo do prato de metal, que esquentava a comida logo em seguida.
Luc: Peguem mais pratos e se sirvam.
Comemos toda a comida e nos deitamos, eu no sofá, Paulo no colchão ao lado e Miguel nos travesseiros que nós tiramos do sofá.
Paul: Preciso falar uma coisa pra vocês. Eu não sei muito a respeito então terão que tomar as próprias conclusões.
Luc: Diga.
Paul: Não consigo sentir onde estamos.
Mig: Como assim?
Paul: Quando eu e Lúcio estávamos em dimensões paralelas a Terra, fazendo a enciclopédia das dimensões, eu conseguia sentir onde estávamos e podia falar com toda certeza o nome da dimensão e a localização da mesma, porém, aqui é diferente... Eu não tenho a minima ideia de onde estamos.
Luc: Estranho...
Mig: Muito estranho.
Paul: Talvez nós não estamos em uma dimensão paralela a Terra e, coincidentemente, uma dimensão que parece com uma.
Luc: É a opção mais plausível. Pode ser por isso que nossos poderes se enfraqueceram quando entramos aqui.
Mig: Pode ser...
Luc: Uma pergunta. Por que só vocês dois vieram para cá ?
Paul: Não conseguimos acordar os outros.
Luc: Sério isso?
Paul: Eles estavam dormindo feito pedra!
Mig: Se bem que JV não estava na cama quando tentamos acordar os outros.
Luc: Curioso.
Paul: Agora que eu disse o que precisava falar, é melhor dormimos. Você não dorme bem a quanto tempo, Lúcio ?
Luc: A Quanto tempo estou aqui?
Paul: Foi o que achei.
Paulo e Miguel caíam no sono rapidamente e eu tento dormir, porém tenho uma ideia. Fecho os olhos, abro minha mente e me esforço para canalizar a luz dentro de mim. Me concentro o máximo possível e, quando abro os olhos, estou dentro de Lux, o mundo da luz. Dirijo-me a pedra do dragão e chamo por Nidhögg, que apareceria sem muita demora.
Nid: Olá, Lúcio.
Luc: Você estava certo. Um dos meus filhos é a Aquilla.
Nid: Sinto muito, Lúcio. Você tem que ser forte agora.
Luc: Eu sei... Mas, tenho algo para lhe perguntar. Você não tem nenhuma informação do porquê do andarilho de dimensões quer a Aquilla ?
Nid: Eu estava olhando nos pergaminhos luminosos e vi algo parecido. Era uma carta que o pai da Aquilla, Jon, escreveu. Nela, dizia que o andarilho era o ser mais forte das dimensões, paralelas e não paralelas, da Terra, pois ele havia coletado todos os Kheseg. Imagino que não saiba o que seja isso, então já irei lhe falar. Cada dimensão possui seu Kheseg, que é o espírito que possui todo o poder de cada dimensão. Esse espírito pode estar em qualquer coisa, como um anel, um animal ou, no caso da Terra, em uma pessoa. O Andarilho tem todos os Kheseg de todas as 209 dimensões paralelas a Terra e agora, ele precisa da Aquilla para conseguir seu poder máximo.
Luc: Desgraçado... Tudo isso por poder... Nid, você sabe onde estou?
Nid: Lux, o mundo da luz.
Luc: ...
Nid: Desculpe, amo piadas.
Luc: Tenho um amigo que você iria adorar...
Nid: Então, voltando ao assunto principal. Você está em Arret, a dimensão nula. Ela foi destruída a tempos atrás e por algum motivo desconhecido, ela voltou. O único que pode criar ou reerguer uma dimensão é o Chaos, o Titã, que é também o ascendente daqueles que você chama de Cuber, Machoman e Trianglehead.
Luc: Preciso saber mais...
Nid: Desculpe, Lúcio, mas não tenho mais informações, mas eu conheço algo que possa te ajudar. A enciclopédia de dimensões.
Luc: Ela não havia sido destruída?
Nid: Ela desapareceu. Alguém roubou ela do tempo de arquearia.
Luc: Você tem alguma ideia de quem fez isso?
Nid: Receio que tenha sido um dos guerreiros do andarilho.
Luc: Então, a enciclopédia está com o andarilho, não?
Nid: Curiosamente, não.
Luc: Por que?
Nid: Isso você terá que saber por conta própria, porque eu também não sei.
Luc: Ok. Obrigado pela ajuda, Nidhögg. Eu jamais conseguiria sem você. Mas, tenho uma pergunta. Como você sabe disso tudo?
Nid: Um amigo barbudo me contou.
Luc: Ahn ?
Nid: Depois te falo. Agora vá, vá salvar seus filhos.
Saio do transe e vou dormir. Finalmente eu teria uma noite tranquila de sono.
Acordo com tapas de Paulo em minha face, que me espantava. Me levanto e olho ao redor. Vejo Miguel com o braço incinerado de chamas negras em frente a janela, olhando para a rua, com uma feição de raiva e medo.
Paul: LÚCIO! TEM GENTE VINDO PRA CÁ!
Luc: Que?!?!
Paul: Eles devem ter descoberto onde estamos via aqueles guardas. Precisamos sair daqui já!
Corro até a janela e vejo um homem encapuzado, ao lado de um com o cabelo extremamente grande e chifres. Os tais iam andando em direção aos prédios. Eles não deviam saber onde estamos. O Encapuzado ergue a mão até um dos prédios e uma uma energia negra ia se juntando em frente a sua mão, formando uma esfera de 5cm, que era lançada em direção ao prédio a dois quarterões do nosso. O prédio começava a se desintegrar em segundos, sumindo em meio a energia negra que o tal havia conjurado.
Mig: O Que foi isso?!?!
Luc: Meu deus... Ele destruiu todo o prédio em menos de 20 segundos.
Paul: Então, como eu estava dizendo, VAMOS EMBORA!
Mig: Peguem tudo que for necessário. Eu irei distrair eles.
Miguel olhava para a rua e incinerava um poste, apenas com o olhar. Os dois caçadores viam e se dirigiam ao poste, porém não faziam nada em relação ao mesmo. Miguel tentava queimar a cabeça do homem com chifres, que batia na própria cabeça desesperadamente, fazendo o fogo sair. O Mesmo resmungava para o homem com capuz, porém os dois continuavam seguindo. Paulo pegava uma mochila que havia encontrado na casa e pegava as primeiras roupas que havia pela frente, logo depois isso ele corria até a cozinha, pegando toda a comida enlatada que havia por ali e algumas frutas ainda embaladas.
Paul: Estamos prontos! Vamos!
Miguel corria e olhava pela janela do banheiro, que mostrava a rua de trás. Havia cerca de 50 homens espalhados por toda a rua, esperando nossa saída.
Mig: Eles nos cercaram!
Luc: Vamos sair pelo ultimo andar! Miguel, queime os obstáculos e Paulo, quando chegarmos lá, você irá fazer uma trajetória de gelo que nos levará até a floresta ao lado, entendeu ?
Paul: Entendido!
Miguel ia na frente, correndo até as escadas, queimando o armário que havia sido deixado lá e todas as outras coisas que haviam na mesma. Chegávamos ao 11° andar e Miguel arrombava uma das portas do apartamento da direita, no qual nos entravamos e corríamos até a janela que levaria-nos até a floresta.
Mig: Vou explodir esse apartamento. Tampem os ouvidos e vamos!
Paulo construía algo como uma rampa de gelo, no qual nós saltávamos na tal, escorregando até a floresta. Enquanto estávamos na rampa, Miguel olhava fixamente para o apartamento 1102 e uma explosão tomava conta do prédio. Todos os caçadores olhavam para a explosão, sem se quer ter a ideia de que estávamos saindo pelo 1101. O Plano foi um sucesso.
Paul: Pra onde iremos agora?
Olho para cima e vejo um castelo acinzentado e isolado de qualquer outra coisa. Sem dúvidas era ali onde o andarilho estava, junto com meus 3 filhos.
Luc: Nós iremos até o inferno.
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