Notas iniciais
LOL, fui viajar e demorei para postar, foda-se, vi o Pedro Negrini e fiquei doida. LEIA!

Passamos pelo quarto azul e Percy falou:

-Esse é o meu.

-Aham.

Passamos por um banheiro muito pequeno, com um espelho cheio de desenhos de ondas e tubarões.

-Meu banheiro.

Eu ri.

E chegamos ao final do corredor, que dava para um quarto um pouco maior que o anterior. E ele não era azul. Era de um bege bem claro. Um criado mudo na direita da cama, que era virada para a porta. À esquerda, a janela era bem grande. Na parede da porta, do lado direito também, tinha um banheiro um pouco maior também do que o de Percy.

-Ah, é lindo. – eu falei baixinho.

Ele riu.

-Pronto, mostrei suas instalações. Está com fome?

-Hmm, um pouco. – meu estomago roncou nessa hora. – Ou muito.

Nós rimos e ele me levou de volta a sala, me sentou no sofá, foi até a cozinha e pegou um pacote de bolachas e arqueou uma sobrancelha.

-Bem, eu não sei fazer uma bela refeição.

Eu ri e fui até ele.

-Temos o que aqui? – eu perguntei, apontando para o armário.

Ele colocou o pacote de bolachas na pia e abriu o armário. Tinha um pacote de macarrão no canto. Eu o peguei e perguntei:

-Gosta de macarrão?

-Adoro.

Eu perguntei onde ficavam as panelas e o molho de tomate. Ele pegou o molho enquanto eu esquentava a água para cozinhar o macarrão.

-Sal? – perguntei quando coloquei o macarrão na água.

-Ei, meu pai é senhor dos mares, e sabe, o mar é salgado. Sempre temos um belo estoque de sal aqui. – ele riu e tive que acompanha-lo.

Percy pegou o pote com sal e o colocou na pia, abrindo-o. Com uma colher peguei um pouco e coloquei na égua fervente com o macarrão já meio amolecido. Tampei a panela e despejei em outra o molho, para esquentar. Percy ficou me olhando, encostado na parede. Às vezes eu o olhava também e sorria.

-Pronto. – eu disse depois que o macarrão amoleceu de vez – Só preciso de um escorredor para a água do macarrão.

-Claro. – ele disse enquanto jogava a caixinha vazia de molho no lixo.

Mexi um pouco no macarrão e depois ele me deu o escorredor. Depois de escorrer, pedi a Percy os pratos, e enquanto ele abria duas latas de Coca, eu servi á nos dois.

-Macarrão ala Annabeth. – ele disse sorrindo, enquanto pegava os talheres.

Dei o prato dele e peguei o meu. Sentamos no chão mesmo, encostados no sofá.

-Não tem nada de diferente nele para ser ala Eu.

Nós rimos.

-Okay, Sabidinha. – ele disse, enrolando o macarrão no garfo.

Ficamos em silêncio por uns dois minutos, quando eu pensei e falei sem pensar:

-Eu não trouxe pijama.

Ele riu e um pouco de macarrão caiu na sua blusa.

-Quanto você veste? – ele perguntou, despreocupado.

Eu o fuzilei, com uma raiva mentirosa.

-Nunca. Pergunte. Quanto. Uma. Mulher. Veste. – depois eu ri e ele me acompanhou.

-Calma, porque dependendo, você pode usar uma blusa minha. Vai te dar como camisola.

-Mas eu preciso tomar banho e não trouxe hmm, sabe. – eu não queria dizer a palavra calcinha.

-Hmm, claro. – ele deve ter entendido – Bom, ai eu já não posso ajudar.

Eu sorri.

-Mas uma blusa minha te cairia bem. Se você não se importa de dormir com uma blusa minha, e também de dormir de camisola na cama da minha mãe, é claro.

-Acho que é melhor você me emprestar uma bermuda também. – eu falei sem pensar. Nossa, eu já estava ficando abusada – Hmm, se você também não se importar.

Ele sorriu um sorriso torto.

-Claro que não.

Acabei de comer e dei o último gole na minha Coca. Percebi que já era noite. Umas nove horas. Como o tempo passou tão depressa?

-Você fez o jantar, eu lavo a louça. – ele disse, levantando e pegando o meu prato e o dele.

Eu sorri, grata. Me levantei e peguei minha lata de Coca vazia e perguntei:

-Cadê a sua lata?

-Hmm, está no canto. – ele falou mais alto que o barulho da água.

Eu olhei para o chão e pensei: Que canto? Agachei e olhei em volta, e no último lugar que eu olhei, vi a lata de baixo do sofá.

-Idiota. – eu disse baixinho.

-Eu ouvi isso, okay?

Peguei a lata e joguei junto com a minha no lixo. Nisso, ele já tinha acabado de lavar a louça.

-Deixe eu ver se sua Fúria de estimação ainda está acampada na frente da sua casa.

Eu assenti.

-Continua lá, mas agora se sentou no degrau. Até amanhã ela já se encheu de esperar por você.

-Deuses que te ouçam, Percy.

-Bom, vai tomar banho? – ele perguntou.

-É, sim, vou.

-Eu... Eu não posso te ajudar muito com suas... Suas... – ele respirou fundo, reunindo coragem – Suas roupas íntimas.

Meu sangue se acumulou nas bochechas. Eu olhei para baixo, a fim de esconder isso.

Ele deu uma risadinha baixa.

-Você pode usar o sabonete da minha mãe, no banheiro da minha mãe.

-Claro, obrigada.

E eu andei até o quarto da mãe de Percy e depois entrei no banheiro. Na hora que eu ia começar a tirar as roupas, lembrei que precisava de toalhas. Sai do banheiro e encontrei na cama da mãe de Percy uma camisa enorme dele, uma bermuda de surfista e uma toalha. Sorri e peguei as roupas. Sem querer, cheirei a blusa dele. Tinha cheiro de brisa do mar, muito suave, mas ao mesmo tempo, o cheiro ficou na minha cabeça. Entrei no banho sem pensar muito em como ele dever corrido para colocar aquelas coisas em cima da cama sem o menor barulho e no perfume natural dele. Sai, me sequei e coloquei as roupas de Percy, tentando ignorar o perfume delicioso. Passei a toalha no espelho embaçado e me vi com um vestido azul largo e enorme, e por baixo dele, o volume dos bolsos enrodilhados da bermuda dele. Arrumei os bolsos e procurei nas gavetas, sem fazer barulho, uma escova para meus cabelos encharcados. Tirei os nós e tirei os fios presos na escova. Joguei-os no lixo e olhei no espelho mais uma vez. Os olhos cinza da menina do espelho me fitavam, e eu via seus pensamentos por trás deles. Eu não fazia ideia de que pensamentos eram esses. Balancei a cabeça e um pouco de água pingou dos meus cabelos.

-Droga. – murmurei.

Peguei a toalha e torci meus cabelos em cima dela.

Sai do banheiro e vi que a porta do quarto havia sido fechada. Melhor assim. A voz da minha cabeça. Peguei minhas roupas e as dobrei e coloquei do lado da bolsa, que estava no criado mudo. Peguei a toalha no banheiro e abri a porta do quarto sem pensar no que Percy ai pensar.

-Percy? – eu o chamei ainda no corredor.

-No meu quarto. – ele gritou.

Respirei fundo, seria a primeira vez que ele me veria de pernas de fora, e andei até a porta do quarto dele. Ele estava sentado na cama ouvindo rádio baixinho. Tocava Call Me When You’re Sober, do Evanescence.

-Pelo menos ouve música boa. – eu disse, mas estava preocupada com a regra de não poder usar coisas eletrônicas e que emitiam ondas.

-Eu só não estou cantando porque não quero te assustar, afinal, sou filho de Poseidon e não de Apolo. – ele disse enquanto deligava o som.

Por incrível que pareça, ele ainda não tinha me olhado.

Quando ele se virou para mim, ficou meio boquiaberto. Depois de alguns minutos longos demais, ele piscou e falou:

-Me dê aqui a toalha.

Bem, eu esperava mais do que isso, como um Uau!, ou coisa parecida, mas me pareceu que ele se segurou para não fazer alguma coisa imprudente. Uma decepção que eu não queria confessar a mim mesma. Eu sorri e lhe dei a toalha. Ele saiu, acho que para estendê-la, e eu fiquei sozinha no seu quarto. Comecei a olhar a decoração: na parede, fotos de Percy e sua mãe; uma com ele, a mãe dele e Paul; outra com ele e Quíron, em sua forma humana de Sr. Brunner; no criado mudo da esquerda, uma foto dele comigo, Thalia, Grover e Tyson.

Ele me deu um susto quando perguntou:

-Saudades de Thalia?

Depois de pular, eu me acalmei e falei:

-Sim, muita.

Me virei e falei:

-E você?

-Sim. – ele olhou a foto de nós cinco com ternura.

Voltei-me para a foto e pensei no que Thalia estaria fazendo neste momento: com a deusa Ártemis e suas caçadoras fieis. Sorri.

-Obrigada pelas roupas. – eu disse.

-Disponha. Bom, agora é a minha vez de tomar banho.

-Claro.

E então ele fez uma coisa inesperada. Tirou a camisa e a atirou por trás de mim. Arregalei os olhos, me virei para ele. Definido. Preciso dizer algo mais? Mordi o lábio enquanto ele tirava os tênis e também os jogava. Voltei à Terra quando ele se endireitou. Não devo ter transparecido nada (graças aos deuses) porque ele não pareceu perceber. Ele sorriu e entrou no banheiro. Quando ele fechou a porta eu quase surtei. Peguei a camisa que ele havia atirado longe e cheirei. Deuses. Era ainda melhor do que eu estava usando. Era o mesmo cheiro. Só que mais concentrado e mais doce. (Cheiro de mar pode ser doce?) Devo ter ficado alguns belos minutos inspirando aquele aroma, porque quando me dei conta, eu estava sentada na beira da cama com a camisa ainda embaixo do nariz e a tranca do banheiro fazia barulho como se estivesse sendo aberta, então coloquei a camisa onde havia encontrado e consegui chegar a tempo no quarto de Sally. Ele passou pelo espaço entre o banheiro e o quarto dele só de toalha. Os cabelos estavam molhados e rebeldes. Suspirei e torci para que tenha sido em um volume que ele não conseguisse ouvir.

Notas finais
OLÁ!!! Então, viajei e não tinha internet, então tô postando só agora. Mas foda-se... Vi o Pedro Lindo Negrini
Beij*