Notas iniciais
LOL, confiram um capítulo estranho e (acho) que legal para vocês.

Cantei depois a melodia de umas cinco eletrônicas, um bolero que eu nem sabia que conhecia e um tango. (Sim, as pessoas que queriam, dançavam, e as que não, ficavam comendo em suas mesas). A entrada do jantar foi: uma salada básica de alface e cebola com salmão. O prato principal (que não foi muito legal de comer): lagosta. Depois de me sujar lindamente (Percy estava tendo um ataque de risos) com a lagosta e ficar escutando músicas antigas, decidi ir no banheiro. Percy continuou rindo enquanto em me levantava. Procurei o banheiro feminino e quando entrei, quase pulei de susto. 3.433 (número figurado, claro) mulheres e meninas se maquiavam e riam alto. Revirei os olhos para as pessoas de mentira e lavei a mão em uma pia no canto. Sai e vi o salão todo piscando com luzes azuis, verdes e vermelhas. Uma música eletrônica desconhecida tocava e todo mundo dançava, ninguém nas mesas, só Percy. Ele remexia o copo com Diet Coke de cor normal. Andei de volta até a mesa e sentei com cuidado de novo. O tuztuz na minha cabeça.

-Sabe dançar isso? – perguntei eu, enquanto ele olhava com a testa franzida para os garotos de 13 anos dançando loucamente na pista.

-Não. – ele me olhou com um medo dramatizado e eu sorri.

Alguém pigarreou alto no microfone e um barulho agudo invadiu nossos ouvidos. Olhei para o palco onde já estivera a banda de blues, e o DJ com óculos escuros olhava para um disco, esperando que um homem de terno branco falasse.

-Boa noite. – ele disse com uma voz que eu não esperava. Era uma voz bonita para um homem baixinho, cheinho, com um bigode muito grande e prateado e calvo.

“Boa noite” o coro inteiro respondeu. Percy, que tinha se virado para ver melhor, voltou a mim e sorriu. Sorri de volta e olhei para o palco.

-Sou o Capitão – Gancho idoso, com uma prótese da mão – Drew.

Todos aplaudiram e ele continuou:

-Ofereci esse jantar para especialmente o nosso ilustre passageiro, Senhor Jackson.

Nem Percy esperava por essa. Ele ficou vermelho e eu tentei acalmá-lo.

-São pessoas de mentira, não são?

Ele sorriu e ficou mais vermelho ainda, mas mesmo assim se levantou e foi até o Capitão Gancho/Drew. Eles apertaram as mãos e todos bateram palmas de novo. O Capitão sorria um sorriso bonito demais também. Dentes brancos e perfeitos quase saltavam de sua boca. Ele piscou para mim e depois para Percy, que voltava a mesa, estendendo a mão.

-Ofereço-lhes esta música calma para dançar.

Ai que eu entendi (sim, meu cérebro estava lento). Percy estava me tirando para dançar. Ele chegou mais perto, deu um meio sorriso e se abaixou um pouco, esperando eu aceitar. Gemi em pensamento e pisquei devagar, levantando e dando a mão para Percy. Tentei ignorar o quanto estava ansiosa. Tentei. Mordi o lábio e uma música lenta demais começou. A música era real demais para estar saindo de alto-falantes. Chegamos em um canto do pista e Percy me surpreendeu, me guiando mais para uma valsa, do que para o estilo de dança que ele tinha “dançado” comigo mais cedo. Em vez de eu enroscar os braços no seu pescoço, e as mãos dele em minha cintura, — não sei como – ele conseguiu sem forçar, colocar meu braço esquerdo apoiado em seu ombro, o direito segurando uma de suas mãos, enquanto a outra escorregava para a base de minhas costas. Estávamos a... 2 ou 3 centímetros um do outro? A música tinha altos e baixos, os violinos e violoncelos trabalhando mais rápido e mais agudo a cada 20 segundos. O incrível é que Percy me guiava sem uma gota da minha atenção ou qualquer outra coisa. Dançávamos para lá e para cá, ele sorrindo que nem bobo e eu sem resistência. 2 minutos. Meus pés não se enroscavam vai lá diabos saber como. 3 minutos. A música ia se acalmando, até só o violoncelo e seu primo mais baixo e grave ficarem tocando. Eu já disse que senti um frio na barriga o tempo todo? A música parou e alguns casais mais velhos se retiraram, só ficando casais de seus 13 ou 14 anos até os de 30 e lá vai fumaça. Um piano começou a tocar e Percy me assustou trocando tudo. De volta ao estilo de dança “antigo”. Como ele fazia aquilo? De repente, as mãos dele na minha cintura e as minhas em seu pescoço. O piano parecia Imagine do Jonh Lenon. Mas ai uma música do The Wanted começou. High & Low. Lenta. Só no piano. Minha barriga já tinha explodido já. Começamos a girar devagar, nos olhando nos olhos. Era incrível como eu podia estar viciada em adrenalina e conseguir não dar piti. E era incrível o como os olhos dele eram verdes. Legal. Tudo bem. Ele mordeu o lábio e eu quase desfaleci. Olhei para baixo. Sem separações desta vez. 0 centímetro. Ele se aproximou e eu simplesmente não pude arrancar tudo pela raiz. Mordi o lábio e ele respirou fundo pela boca. Não. Aquela não era eu. Uma parte de mim mandava impulsos para meus braços trazerem a cabeça dele para perto, mas a outra falava não. Chega. Uma das mãos dele subiu e de repente estava no meu pescoço. Eu quis rir com a minha própria desatenção ao mundo fora dos olhos dele. Quase arranquei um pedaço do meu lábio inferior. Sorri um pouquinho e deixei a parte maior tomar conta, sem saber qual das duas era tal. Meu braço teve um espasmo de força e de repente nossos lábios se tocaram. Lá se ia uma boca que nunca tinha beijado ninguém. O famoso selinho fofo. Era pouco. Minha mão esquerda se entrelaçava com os cabelos dele. A direita estava em seu ombro, apertando e eu não sei como eu sei disso. Claro. A língua dele pediu passagem e eu quis rir de novo. Claro. Lá se ia... Você sabe. A famosa perda do famoso BVL. Conhece o filme Dança com Lobos? Então, vamos editar um pouco. No fim, fica: A maravilhosa dança com línguas. Ele pareceu que já sabia como fazer, eu que era a novata ali. Sem parar cada movimento para refletir sobre o pensamento: com quem ele havia aprendido? Sorri sem querer e ele parou, abrindo os olhos e sorrindo também.

-Não... – respirei – Não para não...

Ele abriu o sorriso mais lindo do mundo (mais lindo que todos os que eu dizia serem meus) e me beijou de novo. Agora eu já sabia o que fazer. Mas não pude comigo mesma. O puxei para um canto, mesmo sabendo que as pessoas eram de mentira. Ele se surpreendeu, mas logo voltou a me olhar, mesmo que a pouca luz não ajudasse. De novo.Não me contive e o abracei forte, sem ouvir seu coração (o salto era muito alto para isso, então, minha cabeça estava quase no nível do da dele).

-Eu te amo. – sussurrou ele.

De novo, o meu índice de adrenalina subiu a 99999999% e eu quase desmaiei. De novo, mordi o lábio inferior. Ri baixinho e larguei de vez a vergonha. Ele agora era meu, só meu, sem ninguém para nos cutucar.

-Eu te amo mais. – foi o que saiu, antes de as mãos dele passar da parte do meio das minhas costas para o meu pescoço e desfazer o abraço.

Ele sorria mais que tudo e todos, com a mistura mais perfeita de todos os meus sorrisos. Tudo que eu consegui fazer foi um meio sorriso. Falávamos em sussurros. Ele me segurando no pescoço e eu com as mãos no rosto dele.

-Esse é o meu sorriso. Não o desperdice por ai. – ele.

Era demais para mim. Não me aguentei e pulei no pescoço dele para beijá-lo novamente. Era perfeito não imaginar mais sem querer enquanto eu andava e não confessava a mim mesma. Eu puxando de levinho os cabelos dele. Ele com uma mão no meu rosto e outra nas minhas costas, às vezes me puxando para mais perto, me fazendo explodir de água fria nas veias. Paramos para respirar duas vezes em três minutos. E todas as vezes eu olhava nos olhos dele, procurando alguma coisa em que pensar nos próximos segundos. Só paramos quando Frank Sinatra, The Theme of New York começou a tocar. Eu sorri o sorriso que era dele e sai daquele canto. Parei no meio da pista vazia e ouvi a música de olhos fechados, só balançando o corpo. Me arrepiei quando ele me abraçou por trás e se balançou comigo. Senti a respiração dele no meu cabelo e pensei na hipótese idiotíssima se o hálito fresco dele ficaria impregnado (não que eu fosse reclamar). Ficamos até heavy metal começar a tocar. Bandas com nomes estranhos e músicas pesadas foram umas das últimas, depois que eu já tinha ficado rouca e descabelada (quem ligou?). Esperei que o acorde de fá sustenido acabasse para fazer o símbolo do rock com as mãos e virar para Percy, sorrindo. Ele estava bobo. Hmm... Um pouco mais do que o normal, devo dizer. Ele tinha as sobrancelhas arqueadas, a boca meio entreaberta, e me olhava como se eu fosse uma louca pervertida, metaleira, gótica e louca. Eu ri.

-Que foi? – disse eu.

Ele saiu de um transe, balançando a cabeça e sorrindo.

-Você conhece Frank Sinatra, Iron Maiden, vai lá saber se gosta de Green Day – assenti – e deve gostar de pop também. O que eu não sei? – ele parecia surpreso com ele mesmo com a pergunta.

Revirei os olhos e sorri.

-Ouço pop sim, problema?

Ele sorriu e pegou a minha mão.

-Não... – ele deve ter ironizado, mas ignorei.

Percy me puxou para a saída.

Notas finais
EEEEEEEEE, mais uma vez, não foi como vocês esperavam não é? Não para mim, eu queria que fosse mais legal o beijo e pans, mas não consegui fazer melhor que isso. Desculpa ai para o povo que acho que ficou um pedaço de merda (eu concordo, mas ok).
Tudo bem... Ignorando toda essa parte de beijo, acho que o capítulo fico legalzinho, e peço para vocês não estranharem o nome dele, porque, aqui no meu computador, o capítulo tinha outro nome (maior, de jeito que não coube no lugar de colocar o nome, e mais idiota ainda). E, não liguem para o nhénhénhé de BVL e BV que tem no capítulo.
Fora isso...
Obrigada a todos que me desejaram boa sorte nas provas, tomara que tenha dado certo...
Ótimo final de semana, povo do meu órgão principal do meu sistema circulatório.