Aurores Academy
4 Capítulo 4 – Presente surpresa
Notas iniciais
Capítulo 4 – Presente surpresa
No domingo eu e meus amigos levantamos era mais de 10 horas, era difícil se acostumar com o fuso-horário. Quando levantamos tinha um café da manhã maravilhoso a nossa espera. Tia Reneé havia preparado todas as guloseimas típicas da Inglaterra, incluindo suco de abóbora que era o nosso favorito.
-Bella, temos uma surpresinha para você! –disse meu tio e ele e minha tia trocaram olhares animados, estreitei meus olhos, o que eles estavam aprontando?
-O que é? –perguntei curiosa.
-Não é nada demais querida, é só uma coisinha que você precisará para se misturar entre os trouxas. –disse minha tia sorrindo e eu fiquei imaginando o que poderia ser esse meu presente misterioso. Podia ser um celular, mas isso seria muito desnecessário, os bruxos tem maneiras de comunicação muito mais eficientes e rápidas do que os trouxas.
-Ah tia não vale fazer suspense, fala logo! –eu pedi ansiosa, eles sabiam muito bem que eu não era muito de curtir surpresas.
-Assim que vocês terminarem o café nós lhes mostramos, já que o presente será útil para os quatro. –disse meu tio fazendo cara de mistério. Olhei para meus amigos e Rony e Harry começaram a comer na velocidade da luz, eu e Hermione rimos e os acompanhamos na correria.
-Feche os olhos querida. –disse minha tia vindo atrás de mim e tampando meus olhos.
-Não é justo! Porque eles podem ver e eu não? –eu disse emburrada.
-Porque o presente é seu! –disse minha tia.
-Mas a senhora não disse que eles poderão usar também? –perguntei.
-Duvido que eles saibam como usa-lo. –minha tia deu uma risadinha.
-Pronto chegamos. –ouvi a voz de meu tio.
-Maneiro! –ouvi a voz de Rony dizer excitada.
-Eu quero ver! –eu disse.
-Só mais um segundo, quero você num ângulo perfeito para poder apreciar seu presente melhor. –disse minha tia me levando um pouco mais para a direita e girando meu corpo um pouquinho para o lado. –Pode olhar! –ela retirou as mãos de meus olhos e então eu vi.
-Um carro? –perguntei olhando para a máquina a minha frente. Ele era compacto com uma aparência de ser muito veloz, e preto, muito discreto.
-Não é um simples carro. –disse meu tio fazendo a demonstração. –É um Audi Coupe, veloz, muito veloz. Esse carro é uma verdadeira máquina. –disse meu tio olhando cheio de emoção para o carro.
-Suas musicas favoritas já estão salvas no MP3 player do carro querida. –disse minha tia.
-E ele tem um bom sistema de som, airbergue acoplado, direção hidráulica, câmbio automático... –meu tio continuou recitando todas as vantagens do carro, parecia que ele havia ensaiado para essa apresentação. –E freio ABS... –ao que parece às vantagens do carro não acabariam tão cedo assim, então resolvi interromper.
-Deve ter custado uma fortuna. –eu resmunguei.
-Você sabe muito bem que isso não é problema para nós querida. –disse minha tia acariciando meu braço. Claro, um auror aposentado e para a Curandeira Chefe do hospital bruxo de Washington, dinheiros não era problema para eles, eu havia me esquecido com quem eu estava falando. Eu também havia herdado uma boa herança de meus pais, não que isso contasse, eu não ligava muito para isso, só usava o estritamente necessário, mas meus tios as vezes exageravam.
-Mas Bella você não sabe dirigir. –disse Rony e eu corei.
-Na verdade sei sim. –eu disse cabisbaixa.
-Como? –perguntou Harry ainda encarando o carro.
-Na ultima férias de verão antes de terminarmos Hogwarts meus tios me obrigaram a tirar carteira de motorista. –eu contei me lembrando quão desordenada eu fui no meu teste e que meu tio teve que mexer na memória do meu instrutor para ele deixar escapar meus deslizes.
-E porque você não contou para a gente? –perguntou Rony.
-Sei lá, vocês iam tirar sarro de mim. -eu disse envergonhada.
-Você vai ter que me ensinar só de pirraça agora Isa. –disse Rony marrento e Harry concordou veemente com ele. Meu Merlin!
-Na verdade eu também tirei carta de motorista. –disse Hermione dando uma risadinha, isso não era novidade pra mim, eu também havia contato pra ela quando tirei minha carteira e decidimos nunca contar para os garotos.
-Hermione! –disse Rony olhando bravo pra ela, mas era só fingimento.
-O que? –disse ela de olhos arregalados. –Meus pais também me obrigaram! –todos nós rimos agora eu e Hermione ficamos responsáveis por ensinar esses dois tontos a dirigir!
–Obrigada tios, vocês são demais! –eu disse abraçando eles. -Vamos dar uma volta? –eu disse animada.
-É pra já. –disse Rony, ele olhou para Harry e ambos saíram correndo para ver quem ia no banco ao lado do motorista, eles tentavam se espremer na porta um empurrando o outro.
-Parem já com isso! –disse Hermione puxando os dois pela camisa. –Eu é que vou no banco do passageiro. –ela disse se sentando e fechando a porta, em seguida ela abaixou o vidro e olhou toda irônica para eles. –Estão esperando o que para sentar no banco de trás? –ela disse sorrindo.
-Vocês não têm jeito mesmo! –eu disse rindo e entrando no carro, a chave já estava na ignição e então eu liguei o motor que roncou como um leão. –Potente! –eu disse sorrindo e então assim que os garotos se acomodaram no banco de trás eu arranquei com tudo com o carro cantando pneu pela rua.
-Não esqueçam do sinto de segurança! –ouvimos minha tia gritando.
Quando voltamos para casa depois do passeio de carro minha tia nos esperava com um jantar maravilhoso. Nós conversamos alegres sobre banalidades, contando como era lá na academia, sobre como sempre nos destacávamos nas aulas e como o resto dos alunos nos olhavam feio por terem inveja da gente. Minha tia dizia que eles eram um bando de bobos chorões. Contávamos das situações engraçadas que passamos durante a época em que estudávamos em Hogwarts. Já era quase dez horas quando todos foram dormir.
Eu estava deitada em minha cama, já estava tudo escuro quando Hermione começou a conversar comigo, sempre fazíamos isso, desde a época de Hogwarts.
-Você acha que nos sairemos bem na missão? –perguntou ela.
-É claro que vamos você se esqueceu de quem somos? –perguntei rindo e ela me acompanhou.
-Sabe tenho um pressentimento bom sobre nossa estadia aqui. –disse ela.
-Não é você que acha que essa coisa de adivinhação é coisa de charlatões? –perguntei divertida, afinal no terceiro ano ela havia abandonado as aulas de adivinhação porque achava a matéria ridícula.
-E continuou achando. –disse ela. –Mas eu não estou fazendo adivinhação, é só um pressentimento bobo de que as coisas vão mudar em nosso mundo.
-Credo Mione até arrepiei agora! –eu disse contendo o calafrio.
-Diga o que quiser, mas nada vai mudar minha opinião. –disse ela bocejando. –Agora boa noite.
-Boa noite. –eu disse me virando para o outro lado da cama.
Será que o que Hermione havia dito era verdade? As coisas mudariam em nosso mundo? E se mudassem? Seria de uma forma boa ou ruim? Mas eu não consegui me prender mais a esses pensamentos, o dia tinha sido longo e logo eu estava no mundo dos sonhos.
Fale com o autor