Aurores Academy

15 Capítulo 15- Lendo a mente do meu namorado.


Notas iniciais
Cap enorme para vcs!
Agradecimento enorme, gogantesco, big, super, hiper, blaster enorme de grande a senhorita Stphe_Hoe que escreveu praticamente -quase- tudo desse capitulo. Amei mesmo obrigada, sem sua ajuda esse capitulo não ia sair de jeito nenhum, sabe ocmo é preguiça de rever tudo! Valeus mesmo!

Bjus e Boa leitura!

Capítulo 15- Lendo a mente do meu namorado.

Narrado por Edward

Eu tinha uma vida comum, se você analisar bem as coisas. Eu era um adolescente vampiro preso para sempre em seus 17 anos e que repetia o pior momento da vida de qualquer adolescente normal, o colegial.

Aquele era para ser mais um dia normal em minha vida chata de vampiro. Eu estava indo em direção ao refeitório, encontrar meus “irmãos”, quando notei que algo havia mudado ao ouvir a voz mental de Rosalie: “O que eles pensam que são para sentar na minha mesa?”

Dava para ver na mente de Rosalie que havia quatro garotos novos sentados lá. Deve ter sido isso que a deixou assim, pois todos sabiam que nós sempre sentávamos naquela mesa. Depois disso, Rosalie ficou pensando em coisas ruins que poderia fazer com aqueles novatos.

Olhei, rapidamente, curioso para a mesa onde costumávamos nos sentar e em seguida, fiz um sinal positivo mínimo com a cabeça para que Rosalie visse. Depois fui direto para a mesa onde estava a minha família.

Eu não prestava realmente nenhuma atenção a minha volta. A única coisa que eu via era a garota de cabelos castanhos e pele clara como creme sentada com seus amigos. Eu nunca havia visto garota nenhuma como ela antes, ela tinha algo de diferente, que fez com que qualquer pensamento que eu pudesse ter fosse destinado somente a ela.

Abafiato. – falou uma segunda garota sentada a mesa, um pouco mais baixo. Depois tentei prestar atenção ao que eles diziam, mas nenhum som era ouvido, meus irmãos olhavam alarmados para eles e logo começaram a discutir sobre o que aquilo significava. Aquela palavra era muito estranha, eu tinha certeza absoluta de nunca tê-la ouvido antes. Tentei prestar novamente atenção a conversa deles, mas a única coisa que deu para perceber era que eles estavam rindo, era como se eu estivesse vendo uma televisão sem som.

Eu e todos os meus irmãos estávamos olhando para a mesa ao lado, quando a garota de cabelos castanhos escuros encontrou o meu olhar. Rapidamente virei meu rosto. Um pouco antes do sinal tocar, nos levantamos e seguimos para nossas aulas. A minha seria de biologia, então segui para o prédio 5.

Eu esperava a aula começar, quando vi Mike Newton e a garota nova entrarem na sala. Ela entregou um papel ao professor, que assinou e disse para que ela viesse se sentar comigo. Nossos olhares se encontraram enquanto ela vinha em minha direção. Então um vento fraco entrou pela janela e eu senti um perfume floral e incrivelmente doce incendiar a minha volta, aquilo não era nada que eu havia sentido antes, era como se de repente tudo estivesse certo, cada pecinha encaixada em seu lugar, como se eu tivesse encontrado o meu caminho, o lugar onde eu pertencia no mundo. E eu soube que aquela garota nova era ela, aquela que era a minha destinada, aquela quem eu amaria por todos os dias de minha eternidade, não que ela precisasse de um laço tão forte assim para fazer com que eu a amasse..

Por tantos anos invejei Carlisle e meus irmãos por terem encontrado suas companheiras e agora a minha estava ali caminhando em minha direção. Minha. Não pude deixar de dizer essa palavra em minha mente enquanto ela se sentava ao meu lado.

Tratei logo de puxar assunto com ela, ansioso por saber mais e mais sobre ela. Sobre a minha Isabella, ou Bella, como ela preferia ser chamada. E então como se algo estivesse contra mim, o sinal anunciando o fim da aula soou.

– A gente se vê Edward. – ela se despediu de sim, pegando sua mochila.

– A gente se vê. – disse olhando o caminho que ela fez até a porta, o ambiente ainda estava impregnado com seu doce aroma e eu fiquei ali por alguns segundo a mais, apreciando.

Assim que saiu da sala, fui direto à secretaria. Eu estava decidido a passar todo o tempo que pudesse ao lado dela, descobrir mais sobre ela, então eu iria mudar meus horários para estar em todas as aulas com aquela garota. Eu queria desvendar todos os seus fascínios, queria poder gritar ao mundo que ela era minha, mas eu teria que dar um passo de cada vez, e um desses passos seria descobrir o porquê de eu não conseguir ler a sua mente.

Cheguei à secretaria e a Sra. Cope estava distraída com alguns papéis. Aproximei-me da bancada e pigarreei. Ela olhou para cima e se assustou quando percebeu que era eu. “Se controla mulher, ele tem idade para ser seu filho!” Ela se repreendia mentalmente.

– Deseja alguma coisa, Sr. Cullen? – perguntou-me ela.

– Sim, eu gostaria de trocar meus horários. Tem como? – perguntei, inocente, olhando para ela diretamente em seus olhos.

– Claro, claro. Gostaria de mudar quais aulas? – Sra. Cope mostrou-se disposta a me ajudar.

– Bom... Eu gostaria de assistir às mesmas aulas de uma certa aluna... – parei para ver sua reação.

– Sim, e qual aluna seria? – ela disse levantando uma sobrancelha.

Ela estava me ajudando e muito. Bom, eu sei que ela me acha lindo, e todas acham, mas dar em cima de mim deste jeito é demais.

– Er... Seria a senhorita Isabella Swan.– perguntei, mesmo sabendo a resposta.

– Claro! Mudarei seus horários e amanhã o senhor começa a estudar com a senhorita Swan. – respondeu-me ela me entregando a folha com os horários.

– Obrigado, Sra. Cope. – falei sorrindo para ela e já saindo da secretaria.

– Disponha Sr. Cullen. – respondeu-me ela, quando eu já estava do lado de fora da secretaria.

Estava quase terminado o último tempo da aula de Espanhol, então resolvi ir direto ao estacionamento. Fiquei encostado no meu carro esperando meus irmãos.

Assim que acabaram as aulas. Os alunos começaram a chegar ao estacionamento. Alice foi a primeira a aparecer, os outros vinham logo atrás, então contei a ela rapidamente o que havia acontecido, eu sabia que meus irmãos estavam ouvindo, pois vi Emmett sorrir largo e socar o ar, Jasper sorriu animado também e Rosalie parecia encantada por eu finalmente ter encontrado minha companheira, eu sabia que ela queria muito que esse dia chegasse para mim, e instantaneamente toda a implicância que ela tinha com Bella sumiu, meus irmão eram tudo o que o que eu tinha até mais cedo e agora...

-Ed maninho, você vai ser tão feliz com ela! –Alice saltitava em minha frente animada.

-Sério você viu isso? –perguntei esperançoso.

-Bom... Não, eu meio que sinto isso. –Alice disse um pouco desanimada.

-Você não viu? –perguntou Jasper confuso, ele ainda estava razoavelmente longe, mas a nossa super audição fazia parecer que conversávamos lado-a-lado.

-Não, eu bem que tentei ver algo daqueles novos alunos, mas nada... Eles são como vulto em minha mente. –Alice disse. –Não como os Quilleutes sabe, algo como sombras, toda vez que tento vê-los só vejo sombras... É muito esquisito isso! –ela disse aborrecida. Meus outros irmãos chegaram e sorriam animados para mim.

Mesmo com o que Alice havia acabado de dizer eu simplesmente não conseguia deixar de sorrir, abri a porta para meus irmãos e nesse instante ouvi algo que me aborreceu.

“Essa Bella é uma gata!” –ouvi Mike Newton dizer para seu amigo e olhei para a mesma direção que ele.

Bella caminhava ao lado de seus amigos, ela olhava em nossa direção timidamente e sorri mais largo ainda. Alice viu que eu olhava para Bella e deu um gritinho animado, bem a cara dela mesmo, nem sei como ela não agarrou a garota e a obrigava a casar comigo, eu não duvidaria que Alice fosse capaz disso. Do outro lado do estacionamento ouvi Bella comentar algo que fez meus irmãos explodirem em risos.

– Esses americanos são muito entusiasmados. – ouvi Bella comentar, do outro lado do estacionamento. Soltei uma gargalhada, olhando para onde ela estava com seus amigos.

Eu ainda estava sorrindo, estava muito alegre. Eu ainda olhava para onde Bella e seus amigos estavam e percebi quando ela olhou para Rose, que sorriu para Bella.

– A loira encrenqueira sorriu pra você? – perguntou a garota de cabelos castanhos, amiga de Bella. Todos nós rimos desta vez.

Emmett mesmo sendo o companheiro de Rose a atormentaria por séculos com o apelidinho.

-Loira você adora fazer amigos! –ele disse fazendo eu e meus irmãos rirmos animados, o clima negro que pairava sobre mim mais cedo já havia sumido a muito.

Bella e seus amigos entraram no carro e tiveram que passar perto do meu carro para sair do estacionamento. Fiquei acompanhando, com os olhos, eles saírem. “Vai entrar no carro ou vou ter que ir a pé para casa?” Ouvi Rose reclamar, ela estava novamente aborrecida, só que desta vez com Emmett. Entrei no carro e segui para a nossa casa.

Deixei-os em casa e segui correndo para a clareira, o lugar onde gosto de ficar sozinho. Aproveitaria para caçar também. Esse era um momento único em minha vida, e eu queria contemplar toda a magnitude do que estava acontecendo sozinho, somente com meus pensamentos e a lembrança do sorriso tímido de Bella. Quando cheguei à clareira, ainda tinha um pouco de sol e minha pele ficou brilhando com a luz. Deitei-me no meio da clareira e fiquei pensando na conversa que tive com Bella Swan.

Quando ficou totalmente escuro, resolvi caçar.

Voltei para casa, pois já estava quase na hora de ir para a escola. Há uns dois dias eu diria que eu estava indo para o purgatório, mas agora digo com todas as letras que eu vou para a escola, pois agora eu finalmente tinha um motivo para ir.

Cheguei na casa de Carlisle e todos estavam na sala a minha espera, Carlisle me olhava orgulhoso e Esme tinha um sorriso maternal em sua face.

-Parabéns meu filho. –disse Carlisle.

-Obrigada pai. –eu disse. Eu era o único de meus irmãos que chamava Carlisle e Esme de pai e mãe, às vezes Alice ou Emmett o faziam. Alice porque queria um cartão de credito novo, ou um carro, e Emmett porque ele adorava fazer manha, geralmente quando a Rose brigava com ele e o botava para fora do quarto, aí ele ia pedir arrego aos seus ‘pais’, era uma coisa muito engraçada de se presenciar.

“Separei uma roupa para você, Ed, está no seu quarto.” Pensou Alice, toda animada.

Sorri em agradecimento e subi para meu quarto trocar de roupa, apesar de não precisar trocar de roupa, era bom faze-lo a fim de manter as aparências. Enquanto estava em meu quarto aproveitei para ligar o computador e pesquisar sobre aquela palavra esquisita que ouvi a amiga de Bella usar. Digitei a palavra Abafiato no site de buscas e nenhum resultado foi encontrado, deixei para ver isso mais tarde e terminei de me arrumar. Depois de eu ter trocado de roupa, voltei à sala. Já estava na hora de irmos, então fomos para a garagem, pegar o meu carro.

Chegamos ao estacionamento e logo saímos do carro. Quando Bella passou por mim, dei um sorriso e ela retribuiu com outro sorriso meio tímido. Fui à direção ao meu armário pegar meus livros. Depois segui para a aula de inglês, que era a primeira do dia, junto com Bella. Entrei na sala e avistei Bella e Ângela numa mesa e atrás tinha uma mesa com um lugar vago. Fui direto para a mesa e, assim que sentei, o sinal tocou e o professor entrou.

A aula passou rápido e logo já estava na hora da aula de história. Sai da sala e fui até o armário pegar os livros de história. Eu podia carregar todos os livros, mas para manter as aparências, eu os deixava no armário. Depois fui em direção da sala de história. Entrei na mesma e avistei Bella com seu amigo conversando em uma das mesas. Procurei rapidamente uma mesa.

– Estranho. – ouvi Bella comentar com o garoto ao seu lado. – Ele não fazia essa aula com a gente ontem, nem a de inglês comigo.

– Ele está na sua aula de inglês também?– perguntou o garoto olhando discretamente para mim, enquanto eu seguia para uma das mesas vazias a pouca distancia da de Bella. – Já reparou na forma como ele fica olhando para você. – disse o garoto.

– Como assim? – perguntou Bella.

Sentei-me na mesa atrás de Bella, mas parece que ela não percebeu.

– Não finja que não reparou em como ele e metade da ala masculina dessa escola olha para você. –o garoto disse, ele parecia meio irritado? Será que ele gostava de Bella?

– Ciúmes? – perguntou ela, dando um soco de brincadeira no ombro do garoto.

– Só te protegendo. – defendeu-se o garoto. – Eu ainda me lembro da última vez e...

– Chega. – Bella disse, se virando para frente.

O professor já havia entrado na sala e estava explicando a matéria. O que havia acontecido da ultima vez? Será que Bella havia sofrido por alguém, ou pior, será que ela amava alguém? Porque se fosse isso complicaria muita coisa.

O garoto escreveu em um papel e entregou à Bella, que abriu e sorriu, escreveu de volta e o garoto deu uma risadinha também. O garoto começou a fazer desenhos em seu caderno e Bella estava rindo quando o professor lhe chamou a atenção.

Ele queria que Bella lhe dissesse sobre a gripe espanhola, mas por alguma razão ela não soube responder, seu amigo também. A ajudei com a resposta e no fim da aula vi que ela saia da sala com seu amigo a abraçando. Aquilo me deixou com raiva, será que ela tinha algo com ele? Ela era minha!

Quando a aula terminou fui para o refeitório encontrar-me com meus irmãos. Não entrei na fila para pegar o almoço nem nada. Fui direto para a mesa em que Rosalie estava com os outros, como já era de se esperar, ela já estava em nossa mesa de costume, ela podia ter simpatizado mais com Bella, mas ela sempre seria encrenqueira.

Depois do almoço eu teria aula de biologia. E foi para lá que eu segui, pouco antes de tocar o sinal. Quando Bella entrou na sala e veio sentar ao meu lado, apenas dei um meio sorriso fraco, eu ainda estava chateado pelo que aconteceu na aula de história.

Novamente a ajudei com a tarefa que o professor nos havia dado, e depois comecei a conversar novamente com ela. Eu queria saber tudo sobre ela. Como quando uma pessoa começava a ler um livro e não conseguia parar, era assim que eu me sentia sobre ela, eu simplesmente tinha que saber tudo sobre ela, e então eu absorvia cada palavra do que ela me dizia a seu respeito. Mas em alguns momentos não pude deixar de notar que ela parecia editar alguns fatos de sua vida, ou então ela mudava rapidamente o que iria falar. Perguntei sobre ela e aquele seu amigo, que eu descobri se chamar Harry, e ela me disse que eles não tinham nada juntos, na verdade a sua reação assustada foi mais do que satisfatória para mim. Então eu tomei a liberdade de chamá-la para sair, eu sabia que fui um pouco precipitado com tudo, mas eu simplesmente precisava estar com ela. Ela ficou de pensar, mas ao contrario do que você pensa aquilo não me desanimou, me deu mais esperanças ainda, pois significava que ela iria pensar em mim.

A aula de biologia passou muito rápido depois disso. Eu já estava me dirigindo ao ginásio e, quando entrei, vi Bella e seu amigo Harry conversando.

Entrei no vestiário masculino, troquei de roupa e voltei à quadra, onde o treinador Clapp estava começando a aula. Logo em seguida Bella apareceu e falou com o treinador que não faria a aula. Bella foi se sentar na arquibancada junto com seu amigo, Harry. O treinador Clapp nos mandou correr em volta da quadra.

Vi que Bella conversava sobre a nossa conversa com seu amigo. E a reação dele quando ela lhe contou que eu tinha suspeitas sobre os dois foi igual a dela, ele parecia assustado em saber que alguém poderia pensar aquilo sobre eles. Não sei por que, Bella é linda e totalmente desejável, todos pos garotos daqui, em menos de dois dias, queria ter uma oportunidade com ela.

Eu poderia dizer que estava chocado com a reação deles, mas eu gostei muito de saber que não havia possibilidade alguma de algo acontecer entre eles, pois vendo na mente das outras garotas esse tal de Harry e Rony (o amigo ruivo dela) estavam sendo muito cobiçados. As garotas e os garotos daqui podem ser comparados a chacais, sempre esperando carne nova no pedaço, na minha época de adolescente as coisas não funcionavam da mesma forma que hoje em dia.

Quando Harry disse a ela que eu havia mudado todas as minhas aulas para estar perto dela, ele podia não saber, mas estava absolutamente certo disso.

Eu estava no estacionamento esperando por meus irmãos quando uma Alice totalmente saltitante veio em minha direção.

-Tenho certeza de que ela vai aceitar seu convite! –ela disse animada.

-Você viu isso? –perguntei esperançoso.

-Não, eu simplesmente sei. –ela disse.

-E com pode ter tanta certeza disso? –perguntei.

-Ela vem vindo aí... –ela cantarolou e saiu de perto levando meus irmãos para o outro lado do estacionamento, me virei a tempo de ver Bella parando ao meu lado.

– Olá. – falei, animado.

– Olá. – respondeu. – Er... Sobre o seu convite de mais cedo...

– Ainda esta de pé. – falei, por ela.

– Sim. – ela disse.

– Sim você aceita ou sim, você sabe? – perguntei.

– Sim, eu aceito. – deu um sorriso enorme, apesar de já saber sua resposta por Alice, eu nunca mais duvidaria de Alice, nunca. Eu estava muito feliz por ela ter aceitado meu convite.

Dei um beijo na bochecha de Bella, como despedida. Quando meus lábios encostaram em sua pele quente, seu coração foi a mil e tenho certeza de que se eu tivesse um coração também, que ele estaria tão acelerado quanto o dela. Depois ela foi em direção ao seu carro e partiu com os amigos. Fiz o mesmo, entrei no carro e minha família logo entrou também, e fomos para casa.

Mais uma vez naquela noite fui para a campina, lá era um lugar que eu gostava de pensar e ficar sozinho, ou então fiar longe de todo aquele amor que havia em minha casa, mas agora eu ia até lá para apreciar como se deve os últimos acontecimentos de minha vida.

Já estávamos no estacionamento quando Bella e seus amigos chegaram. Assim que ela saiu do carro fui em direção a mesma.

– Bom dia. – cumprimentei-a, dando um sorriso.

– Bom dia. – ela disse tímida.

– Olá. – cumprimentei os amigos de Bella. – Como passou a noite? –perguntei, franzindo o cenho ao ver suas olheiras.

– Não muito bem e você? – perguntou.

– Pensando em você. – disse e ela corou, muito. – Na verdade eu queria fazer uma coisa, mas não sei o que você pensa a respeito. – eu disse e ela me encarou confusa.

– O que é? – perguntou.

Balancei a cabeça negando e cheguei mais perto dela, colocando uma de minhas mãos em sua cintura e outra em sua nuca. Não a deixei com tempo para reações, logo meus lábios gelados tocavam os seus quentes. Eu a beijei devagar e com doçura, ela queria aprofundar mais o beijo, mas me afastei rindo.

– Então... O que você pensa a respeito de eu te beijar? – perguntei, dando um sorriso.

– Eu penso muito bem sobre isso. – Bella me beijou e dessa vez o beijo foi mais aprofundado. Pude sentir o calor de sua língua na minha. Quando nos separamos, todos nos encaravam.

A minha família e os amigos de Bella sorriam cheios de malicia e o resto da escola nos encaravam chocados, eu podia ouvir todos os pensamentos pipocando a nossa volta, claro, menos o de Bella e seus amigos. O que será que eles tinham de diferente, eu tentaria descobrir, mas eu sabia que se Bella quisesse me contar, que ela contaria.

– Ta todo mundo olhando. – Bella disse constrangida.

– Não se preocupe com eles. – falei, pegando em sua mão. – Vamos pra aula?

– Sim. – ela disse e seguimos em direção a sala de inglês.

Foram os momentos mais felizes que eu pude me lembrar. Nunca, nem em minha vida humana, eu me lembrava de ter sido tão feliz assim. Logo Bella e seus amigos se tornaram amigos de minha família, e todos nós agíamos como se fossemos velhos conhecidos. Eu agora podia ter Bella em meus braços e eu não podia pedir mais do que isso. Eu sentia algo de diferente no ar, todas as vezes que ela se reunia em particular com seus amigos e Hermione, sua melhor amiga, falava aquela estranha palavra, a qual eu não havia encontrado significado em lugar algum. Eu deixava de ouvir sobre o que eles conversavam e em alguns momentos eu podia ver suas caras preocupadas e eu também podia sentir a tensão em volta deles, mas nunca cheguei a ouvir o que eles falavam e muito menos seus pensamentos. O que era muito frustrante, mas logo Bella voltava para meus braços e frustração se passava como água vaporizando.

Nosso encontro não foi outra coisa se não perfeito. Poderia ter sido muito mais perfeito não fossem dois idiotas dando em cima de minha Bella. Durante todo o nosso programa não deixei de prestar atenção em minha doce Bella que parecia se divertir como nunca ali comigo. Quando a levei até sua casa ficamos enrolando um pouco dentro do carro.

-Pára Ronald! –ouvi a voz de sua amiga, Hermione gritar dentro da casa e franzi o cenho. Bella havia me dito que eles haviam ido para a Inglaterra visitar uns amigos, e não havia nenhum meio de transporte tão rápido assim, eles levariam no mínimo dois dias para ir e voltar e não teriam tempo de ficar por lá, não questionei, pois Bella devia ter algum motivo para ter mentido para mim.

Abri a porta do carro para ela e ela seguiu cambaleante para sua casa. Bella abriu a porta e olhou para trás, eu estava acenando para ela de dentro do carro, ela acenou de volta e entrou. Dirigi de volta para casa. Quando cheguei, Alice já estava na porta me esperando para me bombardear de perguntas. E foi o que aconteceu, antes mesmo de eu entrar em casa, ela já havia começado a me fazer perguntas sobre como havia sido o encontro, com todos os detalhes. Contei-lhe tudo e depois fui para meu quarto, onde fiquei o resto da noite pensando em Bella e no nosso primeiro encontro.

Depois daquele primeiro encontro que tive com Bella, tivemos muitos outros. Um mês havia se passado, voando, e os amigos de Bella estavam cada vez mais amigos de meus irmãos. Dava para perceber que Bella ficava contente por todos estarem se dando bem.

Bella e seus amigos tinham algumas coisas estranhas, dava para se notar. Às vezes eles iam conversar e falavam aquela palavra estranha, Abafiato, e nós não conseguíamos ouvir a conversa deles. Achei estranho, pois se ela não me contou, era porque ela ainda não estava preparada para contar. E nem eu estava preparado para contar-lhe o eu era.

As mortes continuaram, em menor ritmo, mas continuaram. Eu e minha família fazíamos pequenas buscas a noite, mas não conseguimos descobrir grandes coisas. Havíamos refeito o tratado com os lobos Quilleutes –aquele em que não podíamos pisar em suas terras e nem em nossas. Agora tanto lobos quanto vampiros, inimigos por séculos, haviam se unido para acabar com um inimigo em comum, vampiros nômades e sanguinários que ameaçavam a vida dos habitantes locais e que ameaçavam o sigilo do segredo de nossas famílias.

O mês havia passado e eu estava completamente apaixonado por Bella. Eu nunca havia sentido isso por ninguém em minha vida, nem como humano nem como vampiro.

Estávamos encostados no carro, no estacionamento da Forks High School, quando Bella chegou em seu carro com seus amigos. Aproximei-me de seu carro, abri sua porta e a puxei para meus braços me beijando, como em todos os dias. Nunca cansarei disso!

Estávamos de mãos dadas. Meus irmãos estavam conversando com os amigos de Bella quando um carro esporte azul entrou no estacionamento, chamando a atenção de todos. O carro estacionou a alguns metros do carro de Bella e o motorista saiu, e ouvi o coração de Bella acelerar.

– O que ele está fazendo aqui? – Rony, amigo de Bella, falou quase rosnando. Bella soltou sua mão da minha e foi em direção do motorista.

– Bella. – eu, meus irmãos e os amigos de Bella falamos, ao mesmo tempo, mas ela não deu a mínima atenção. Caminhou até o garoto, parando a sua frente. O garoto a encarava com um sorriso cínico em seu rosto.

– Está cada vez mais linda Bella. – falou o garoto para Bella. Emm teve que me segurar para que eu não fosse lá e acabasse com a cara daquele sujeito.

– O que está fazendo aqui, Malfoy? – Bella sibilou. O tal Malfoy riu mais ainda, me fazendo ficar com mais raiva dele.

– Bella, vamos. – Hermione falou, puxando Bella. Eu não havia a visto ir para perto de Bella.

– Olá para você também Granger. – disse o sujeito, todo cínico.

– É um desprazer te ver também. – Hermione disse.

– Sempre tão educada. – falou o garoto, em tom de deboche.

– O que faz aqui? – Harry falou furioso, ao lado de Bella. Quando eles haviam ido para perto de Bella mesmo?

– Ah... Potter. – disse Malfoy. – Por motivos muito maiores do que vocês imaginam.

– Motivos maiores? – questionou Harry, desdenhando.

– Já que vocês não fazem o trabalho de vocês direito, eu vou fazer o meu. – falou Malfoy, andando em direção à secretaria, todo cheio de si.

– Não acredito que ele está aqui. – ouvi Bella murmurar.

– Calma Bella. – Hermione disse.

– A gente não vai deixar ele chegar perto de você de novo. – Rony falou, abraçando Bella pelos ombros. Se esse tal de Malfoy fez Bella sofrer no passado, eu iria fazê-lo sofrer agora, no presente. – Nunca mais, já bastou uma vez, duas não. – definitivamente eu iria fazê-lo sofrer.

– Obrigada. – Bella disse. – Edward. – ela falou com a voz alarmada.

– Aqui Bella. – falei, atrás dela. Quando foi que eu andei até ela?

– Me desculpe. – ela disse e se jogou em minha direção, me abraçando.

– Tudo bem, vamos para a aula? – a chamei, pegando suas mãos e a arrastando para aula de inglês. Porque se eu ficasse ali mais algum tempo eu iria acabar com a raça daquele sujeito chamado Malfoy.

As aulas voaram e já estava na hora do almoço. Sai de mãos dadas com Bella da aula de espanhol e Harry estava caminhando calado ao nosso lado. Ele nem ficou desenhando em seu caderno hoje. Provavelmente por causa daquele garoto que eu ainda vou matar.

Nos sentamos em nossa mesa de costume, com minha família e os amigos de Bella. Hermione parecia tensa e Rony estava com o rosto todo vermelho quando chegamos. Minha família começou me bombardear com seus pensamentos, mas só dei atenção à visão que Alice havia tido. No sábado iria ter sol na minha clareira e eu estava esperando por isso, eu poderia levar Bella até lá no sábado e contar tudo sobre mim.

– O que aconteceu? – Bella perguntou aos amigos, me tirando de meus pensamentos.

– Hermione discutiu com o Malfoy, e eu fui defendê-la e quase... – Bella olhou chocada para o amigo quando ele se cortou. Não entendi porque, mas eu ia descobrir.

– Rony e Hermione, vocês não devem sair fazendo esse tipo de coisa! – Bella disse, olhando brava para eles.

– Ele provocou. – Hermione falou.

– O que ele fez? – Bella perguntou.

– Ficou olhando pra gente com a mesma cara de deboche de sempre, aquilo me irrita! – disse Hermione, bufando de raiva.

– De onde vocês conhecem aquele garoto novo? – perguntou Alice, se intrometendo na conversa deles.

– Estudamos com ele na Inglaterra. – Bella disse.

– Vocês não parecem se dar muito bem com ele. – disse Alice, encarando Bella diretamente. Alice já havia percebido a rivalidade entre eles.

– Vamos dizer que éramos de times rivais na escola. – disse Harry.

Os amigos de Bella e minha família começaram a conversar e Bella comia seu lanche quieta, enquanto eu fazia carinhos em seu pescoço, que a deixava mais calma com meu toque. Do nada se ouviu uma explosão de risadas e Bella olhou em direção ao burburinho e viu aquele sujeito, que me dava nos nervos, rodeado por várias garotas, mostrando algo em seu braço esquerdo. Bella ficou encarando aquilo com raiva misturado ao choque.

– Bella. – Hermione a chamou e Bella olhou em sua direção. – Vamos comigo ao banheiro antes do sinal bater? – ela disse com uma das sobrancelhas levantada e Bella concordou de cabeça baixa.

– Nos vemos na sala. – Bella disse me dando um selinho. Meu olhar era de quem estava magoado e Bella havia percebido isso. Ela saiu acompanhando Hermione pelo corredor do banheiro.

Pouco tempo depois que as meninas saíram da mesa, vi que o garoto Malfoy se levantou e seguiu o mesmo caminho que elas fizeram. Quando percebi, eu já estava indo atrás dele e nem Alice conseguiu me segurar na mesa.

O garoto foi se aproximando das duas, que conversavam no meio do corredor. Encostei-me à parede para ouvir a conversa.

–... Eu amo Edward e... – Bella estava falando, mas foi interrompida pelo loiro.

– Não é lindo? A Swan está apaixonada. – o garoto falou, se aproximando delas.

– Olha aqui seu... – Hermione disse, indo em direção ao loiro, apontando o dedo para a cara do mesmo, mas Bella a segurou pelo ombro.

– Hermione pode deixar. – Bella disse. – Eu quero conversar com ele. – ela continuou e o loiro parecia rir. O que Bella queria falar com ele?

– Tem certeza? – perguntou Hermione e Bella afirmou. Hermione vinha em minha direção, para voltar ao refeitório, e eu me escondi rapidamente, e olhava para Bella vez ou outra. Nenhuma delas me viu, melhor assim.

– Olha aqui. – Bella disse, se virando totalmente para o loiro. – Você não tem o direito de aparecer assim e...

– Tenho sim. – falou ele, se aproximando dela. Bella continuou de cabeça erguida, eu não estava em seu campo de visão. – E tenho os meus motivos também. – continuou ele.

– Ah é, e quais são? Me atormentar? – Bella disse irônica.

– O mundo não gira em torno de você, sabia? – o loiro disse, com sarcasmo. – Mas na hora certa você vai saber.

Bella o encarou pasma. Mas o que o louro falou em seguida a deixou chocada, e a mim também.

– Eu ainda não desisti de você, Swan. – falou ele de repente. – Você pode até me dizer que já me esqueceu, mas você ainda sente algo por mim.

– Tem razão. – Bella respondeu, me assustando. – Eu tenho nojo de você e de quem você se tornou. – ainda bem que Bella não disse que ainda o amava. – Comensal da Morte. – Bella cuspiu essas três palavras que eu nunca havia ouvido sendo usadas juntas. – Por causa de pessoas como você, eu perdi toda a minha família e muitas pessoas que eu amava. Você pode até dizer que foi forçado a fazer aquilo, mas no fundo, bem no fundo, era o que você mais queria, não é? Ter essa tatuagem nojenta em seu braço, que você hoje exibe para suas fãs. – Bella terminou e o loiro ficou calado por um tempo.

– Como eu disse você ainda sente algo por mim. Senão não haveria motivos para sentir tanto ciúmes de mim. – o garoto falou e parecia que o mesmo estava rindo.

– Eu não sinto nada por você. – Bella disse, sem emoção na voz.

– Você realmente conhece quem seu namoradinho é? – o loiro disse do nada. Ele sabia o que eu era?

– Como é? – Bela disse confusa.

– Seu namorado, você sabe quem ele realmente é? – o loiro falou, ele sabia? Mas como?

– Eu conheço Edward muito bem. – Bella disse calma.

– Ele não é o que parece ser. – o garoto disse, como quem sabe do que fala. Será que ele sabe mesmo?

– Como você? – ela rebateu e o garoto se encolheu muito minimamente. – Eu também pensava que você era uma pessoa, no final eu descobri quem você realmente é. – Bella disse.

– Como você também descobrirá no final quem seu namorado realmente é. – ele disse, chegando perto de Bella bruscamente e ela se afastou um pouco, assustada. Aproximei-me deles sem nem pensar.

– Olá. – eu disse e ouvi o coração de Bella disparar.

O loiro me olhou furiosamente e eu retribui com um olhar mil vezes mais feroz. Então o garoto se foi, me deixando a sós com Bella.

– Você ouviu? – perguntou.

– Boa parte. – disse, mas queria falar que eu tinha ouvido tudo.

– Me desculpe. – Bella disse, me abraçando. A acolhi em meus braços com carinho.

– Você não tem culpa Bella. – eu disse. – Mas quem Draco foi para você? – perguntei, depois de um tempo abraçada a mim e ela suspirou. Eu não queria ter falado o nome daquele sujeito.

– Precisamos conversar. – ela disse e eu fiz um gesto afirmativo com a cabeça.

– Você realmente quer ir para a aula de biologia? – perguntei.

– Não, por quê? – questionou.

– Vamos matar aula em meu carro então. – eu disse, pegando em suas mãos e a levando em direção ao estacionamento.

Chegamos ao estacionamento e entramos no carro. Assim que sentei ao seu lado, ela suspirou duas vezes e começou a me contar sobre sua história com aquele garoto. Eles haviam sido namorados há alguns anos atrás. E ao que parece ele havia usado ela para tramar algum tipo de coisa e quando ela descobriu ficou arrasada, e ver seu olhar de dor quando me contou isso, fez com que eu sentisse mais raiva ainda daquele garoto, quem ele pensava que era para magoar a minha Bella? Como eu queria ter conhecido ela antes, assim ela não teria passado por nada disso.

– Que coisas ele estava tramando? – perguntei.

– Eu ainda não estou pronta para contar. – ela disse olhando em meus olhos. – Eu vou te contar sobre isso Edward, mas não agora. Primeiro eu tenho que contar coisas sobre mim, coisas que você nem imagina existir. – ela disse. O que ela queria dizer com isso?

– Também tenho que te contar algo. – eu disse encarando-a. Eu sabia que ela tinha lá os seus segredos e como eu tenho os meus não pedi que ela me dissesse nada.

– Eu sei. – ela disse.

– Sabe? – eu disse, preocupado. O que ela sabia?

– Sei que você tem segredos, eu também os tenho. – falou. – Vamos fazer uma troca então, eu te conto o meu e você me conta o seu.

– Sim. – eu disse. – Eu queria te levar em um lugar no sábado. O lugar vai ser perfeito para nós contarmos nossos segredos.

Ficamos em silencio por um longo tempo, cada um com seus pensamentos. Eu queria que existisse uma forma menos assustadora para que eu possa contar a Bella sobre o monstro que eu era, mas não havia uma forma menos assustadora.

– Você ainda sente algo por ele? – perguntei, quebrando o silêncio.

– Não. – ela disse com firmeza. – Desde que te conheci a única coisa da qual tenho certeza é que te amo. – ela revelou seus sentimentos e eu, que estava de olhos fechados, a encarei com surpresa e então meu sorriso se abriu por vontade própria.

– Também te amo. – revelei e ouvi o coração de Bella parar e voltar a bombear seu sangue com toda a potência. Eu só queria beijá-la, muito, e então a puxei para meu colo e a beijei com toda a intensidade.

Sorri o caminho de volta todo. Meus irmãos sabiam o motivo e não falaram nada. Assim que chegamos à casa de Carlisle, fui direto para o piano e fiquei tocando o resto do dia, e da noite.

No sábado de manhã eu sai para caçar com meus irmãos. Pois se eu fosse contar para Bella sobre quem era eu teria que estar em meu controle total.

-Vamos apostar. –disse Emmett.

-O que? –perguntei me interessando.

-Quem caçar mais animais ganha. –ele disse. –Os perdedores além de lavar todos os carros da casa terão que comer comida humana.

-Eu sempre ganho Emm. –eu ergui as sobrancelhas.

-Não dessa vez branquelo! –ele rosnou para mim.

-Olha quem fala. –eu disse rindo.

-Quando eu contar 3! –berrou Jasper. -3! –e saímos correndo em direção a uma clareira.

Eu estava em minha terceira caça, pelo caminho eu havia abatido dois alces. Tanto eu quanto os meus irmão sempre deixávamos o melhor para o final, Emm segurava um urso e eu um leão da montanha e Jasper um alce... Se bem que isso não era o melhor, mas aqui é a quantidade que conta.

Eu estava lutando com o meu leão quase pronto para atacar, eu gostava de um pouco de emoção antes de caçar de verdade, a adrenalina no sangue dos animais fazia com que o gosto fosse mais apetitoso. Eu estava pronto para atacar quando senti um cheiro floral e delicioso, algo dentro de mim rosnou cheio de ansiedade, mas outra coisa disse para o meu monstro interior se calar, então ergui a cabeça e vi minha Bella parada na clareira olhando chocada para nós, ouvi Jasper começar a rosnar e então Emmett foi até ele para segura-lo. Eu estava em tal estado de choque que não percebi o meu leão escapar e ir em direção a Bella.

-ESTUPEFAÇA! –ela apontou algo para o leão e um jato de luz vermelha o atingiu no peito fazendo com que ele caísse desacordado no chão.

Eu olhava chocado para a cena. Bella ainda estava no chão com alguma coisa levantada na mão. Mandei meus irmãos irem para casa e me aproximei de Bella. O que ela era?

Eu não queria que Bella descobrisse sobre mim desta forma, o que ela pensaria de mim? Que eu era um monstro provavelmente. Quando a questionei sobre o que ela era ela me disse ser uma bruxa. Eu não entendi muito bem, mas deixei para ela explicar, pelo visto ela não se sentia assustada comigo e aquilo era reconfortante. Então fomo para a clareira, era o que eu havia planejado para nós dois nos revelarmos um ao outro, eu fui correndo e Bella voando em uma vassoura, então alguma coisa se encaixou em minha mente. Ela era ma bruxa, de verdade, e eu me peguei pensando em quantos segredos o mundo ainda guardava e se algum dia, todos eles seriam revelados.

Contamos tudo um ao outro. Ela me contou sobre a sua trajetória de vida e eu a contei sobre a minha.

E agora estávamos sentados um de frente para o outro. Ela havia acabado de pedir para ler a minha mente e eu havia deixado. Apesar de sentir uma pontinha de inveja, pois tudo o que eu mais queria nesse mundo era saber o que se passava em sua mente e eu não podia ter, mas esse era um preço bem favorável a se pagar, quando a recompensa esta sentada bem a minha frente, de olho fechado e sorrindo amavelmente. E nesse momento eu não podia pensar em outra coisa, a não ser que eu a amava mais do que tudo em minha vida, independente dela ser ou não a minha companheira.

Narrado por Bella.

-Eu também te amo. –sussurrei abaixando a varinha. Ver tudo o que ele pensou desde o dia em que nos conhecemos havia me deixado emocionada, ainda mais por saber que ele realmente gostava de mim.

-Bella, acho que meus pais gostariam de te conhecer. –ele disse depois de um tempo que passamos em silencio. –Você tem algum problema em contar para eles sobre você?

-Não. –eu disse. –Fazemos praticamente parte do mesmo mundo agora não é? –ele sorriu largo. –Só tenho que comunicar aos meus amigos antes de tudo.

-E onde eles estão agora? –ele perguntou.

-Na Inglaterra. –eu falei e ele arregalou os olhos. -O mundo bruxo é bem mais divertido do que parece. –eu falei. –Temos meios de comunicação e de transporte extremamente rápidos. –eu disse.

-Bella... –ele falou meio hesitante.

-O que? –perguntei.

-Você poderia fazer alguma mágica para mim? –eu ri alto de sua curiosidade.

-Ok. –eu pensei em algo que pudesse lhe chamar atenção e então me lembrei de algo que Hermione havia usado contra Rony uma vez no sexto ano. –Opugno. –eu murmurei balançando a minha varinha e então milhares de canários amarelos surgiram da ponta de mim varinha. Edward estava maravilhado, ele ficou admirando os pássaros por um bom tempo e então franziu o cenho. –O que foi? –perguntei.

-Eu estava pensando... –ele disse com uma expressão concentrada. –O que vem a ser um Abafiato? –ele me olhou com olhos extremamente curiosos e não pude deixar de gargalhar com sua pergunta. Ele me olhou por um tempo confuso e então me recuperei para poder lhe explicar direito. –É sério estou curioso.

-É um feitiço. –falei e ele revirou os olhos. –Que quando lançado, ninguém a nossa volta pode ouvir nada do que dissemos.

-Isso explica muita coisa. –disse ele.

-O que, por exemplo?

-Eu e meus irmãos não conseguíamos ouvir nada do que vocês diziam em algumas ocasiões. –ele falou e então ele ficou com um ar constrangido. –E também porque não encontrei nada no Google e nem na internet sobre o termo, é serio eu fiquei meio obsessivo procurando que nem louco você viu isso. –ele deu uma risadinha.

-Você não existe sabia. –eu disse divertida e então ele ficou sério por um tempo e aproximou se rosto de mim lentamente.

-Existo sim. –ele falou a centímetros de meus lábios e então cobriu meus lábios com os seus.

Notas finais
N/A: Gente cap big né? super especial para vcs, é o unico capitulo que não será narrado pela Bella, só teme ste po do Ed, teremos depois, lá pro finzinho da fic, uma capitulo narrado pelo Narrador -noc aso eu!- ok, vai ser em legal, tem muita história e muito mistério envolvido, antigos segredos e tals...

Então até quarta feira talvez, para mais um capitulo!

Bjus da Leh ^^