Notas iniciais
Oi gente, primeiramente gostaria de pedir desculpas pela imeeeeensa demora. Sério, não era minha intenção :c
Uma semana depois de postar o capítulo 6 eu já tinha metade do capítulo 7 pronto. Só que aí vieram as provas, simulado e até papo de reposição, e eu, sinceramente, não encontrei tempo para terminar o capítulo.
Daí entraram as férias e minha mãe inventou de fazer uma viagem, e eu aproveitei e levei o notebook para terminar logo a droga do capítulo. Mas eu tenho a mania de colocar o note no chão, do meu ladinho, quando vou dormir, e minha tia não sabia que ele estava lá e acabou pisando. Ele quebrou, ficaram umas luzes super loucas na tela, foi pro conserto e até agora não voltou. E eu fiquei super chateada pq eu tinha adorado o início do capitulo, nunca que eu conseguiria fazer outro e eu não lembrava de nada.
A unica coisa que eu lembrava era que Lyanna borrava as calças! kkk
Então tentei refazer o início. Não ficou tão bom assim, mas foi o que consegui lembrar. Fiz um finalzinho legal e deu no que deu.
Antes tarde do que nunca!
Espero que gostem e que me desculpem ♥
Boa leitura ♥

Assim que termino de comer coloco a vasilha no chão e caio de costas na cama. Estou cheia. Olho para cima, coloco o antebraço esquerdo na testa e respiro fundo. Meu Deus... Sinto como se tivesse comido por uma cidade inteira, e olha que a comida nem estava tão boa. Aliás, estava horrível. Mas não vou comentar isso, senão vão pensar que sou uma ingrata e não vão me deixar ficar no grupo. Sinto que estou quase lá.

Respiro fundo mais uma vez e do nada sinto um aperto na bexiga. NÃO! Sento-me rapidamente e tento cruzar as pernas, mas a dor é insuportável e desisto da ideia. Ai meu Deus, vou urinar nas calças. Então tenho a leve impressão de estar sendo observada. Olho para as grades e vejo a lourinha que trouxe água para mim há alguns minutos.

– Oi... — Digo com um sorriso nervoso enquanto coloco as duas mãos no meio das pernas.

– Você está bem? — A moça pergunta, ficando brevemente na ponta dos pés.

– Eu preciso fazer xixi — Digo desesperada.

– Ah, tem uns banheiros lá embaixo, mas acho que você não vai querer usá-los — Faz uma cara de nojo — Até por que...

– Meu Deus, eu não posso fazer nas calças, já passei constrangimento demais! — Suplico.

– Faz ali — Ela diz nervosa enquanto passa o braço fino por entre as grades. Olho para onde ela está apontando e logo volto a encará-la, indignada.

– Eu não posso fazer isso. Eu acabei de comer ali! — Digo em um tom alto, já sem paciência, até que, pra minha surpresa, sinto algo descer pelas minhas virilhas. Sinto um imenso alívio e um desespero ao mesmo tempo, perguntando-me se isso realmente está acontecendo. Coloco as duas mãos nos rosto e depois volto a olhar para a garota — Quer saber? Não precisa mais — Digo e ela coloca uma das mãos na boca, deixando escapar um riso. Inevitavelmente começo a rir com ela, perguntando-me o porque de estar rindo — Vou precisar de uma ajudinha.

– Claro — Ela fala já voltando a ficar séria — Vou chamar o Daryl.

– NÃO! — Digo alto enquanto aponto pra ela e pigarreio ao perceber que fui exagerada — Não... seria melhor você me ajudar? Afinal, você é mulher...

– Ah, sim, mas... o Daryl suportaria o seu peso e... aliás, eu nem sei se posso mesmo ajudar... Rick não está aqui e não sei se ele permitiria tal contato e...

– Onde ele foi? — A pergunta sai involuntariamente de minha boca. O quê? Isso não é da minha conta.

– Saiu — Ela responde e percebo que não quer passar muitas informações — Vou procurar alguém pra te ajudar — E sai rapidamente da frente das grades.

– Pra onde você vai, garota? — Pergunto, mas logo vejo que é tarde. Mas que menina estranha. Esqueço-a e volto a atenção para mim.

Droga, penso enojada enquanto tento sair dessa poça de urina, sustentando-me pelas mãos. Que ótimo, ironizo ao conseguir ficar de pé com a maior dificuldade do mundo. Minha perna está doendo muito e já estou começando a suar por causa da dor e do grande esforço.

– Preciso tirar essa calça — Digo a mim mesma enquanto sustento-me nas paredes. A calça praticamente colou nas minhas nádegas — Por que isso só acontece comigo, Deus? — E então bato minha cabeça sucessivas vezes na cabeceira do beliche.

– Você está bem? — Ouço a voz de Daryl e de imediato paro de bater com a cabeça. Tenho um susto e logo coloco a mão esquerda no rosto. Não acredito...

– Hã... Estou sim — Digo totalmente constrangida ao pega-lo encarando o colchão com um ar de riso — Nem... — Interrompo-o enquanto levanto a mão e o aponto com o indicador — Nem pense em rir.

– Por que eu riria? — Ele pergunta risonho.

– Ha-ha-ha, que engraçado — Rio ironicamente, fazendo uma careta, e logo em seguida levanto o braço — Agora me ajuda.

Ele sorri mais uma vez — Parece que Rick já confia o bastante em você — E coloca sensualmente os braços por entre as grades. Oh, Deus...

– Não o bastante — Sorrio com o canto da boca — Mas um dia chego lá — E dou um leve gemido ao mover a perna — Será que dá pra me ajudar agora?

Então ele desperta da graça, afirma e sai da frente da porta.

– Ei! — Digo enquanto aproximo-me das grades — Aonde você vai? — Mas logo percebo que é perca de tempo continuar falando e apoio-me na porta — Qual o problema dessa gente? — Penso alto e tenho uma surpresa ao ver o lado de fora do quarto. Afasto todos os meus pensamentos por um momento e agora tenho certeza de onde estou. Reconheceria um lugar assim até morta — Uma prisão... — Sussurro com um pouco de raiva ao lembrar que esconderam isso de mim. E pior, que esse tempo todo eu estava encarcerada — Devia saber... — Então escuto o que parece ser pessoas subindo uma escada. Olho para a esquerda e vejo Daryl acompanhado de um garotinho com um chapéu estranho.

– Tem certeza? — O menino diz seriamente enquanto tira um molho de chaves do bolso.

– Ele tem — Respondo no lugar de Daryl. Logo os dois se encaram e o deus grego afirma com a cabeça. Arqueio brevemente as sobrancelhas para o garoto enquanto ele abre a porta e paro para observa-lo — Que lindo, esse menininho — Passo gentilmente a mão por seu chapéu e logo sou surpreendida com um empurrão. Cambaleio para trás e bato com força a cabeça na parede.

– Não sou um menininho! — O garoto grita com raiva enquanto recua uns passos.

– Carl! — Daryl repreende enquanto o puxa para longe da porta — Por que fez isso? — Ele deixa o garoto de lado e vem me ajudar. Já não bastava minha perna doendo e uma calça ensopada de urina, agora tenho um galo na cabeça para complicar ainda mais as coisas — Você está bem? — Pergunta, segurando os meus dois braços.

– Como pode tratá-la como se ela fosse uma de nós? — O garoto pergunta em um tom alto.

– O que? — Pergunto totalmente confusa enquanto passo delicadamente a mão em minha cabeça que logo é seguida pela de Daryl.

– O que? — Daryl diz a mesma coisa que eu — Ela É uma de nós. Ela está em uma situação pior que a nossa. Já conversei com Rick sobre isso! — Então me coloca outra vez na cama ensopada de urina. Que nojo... Nada pode ser mais constrangedor.

– O que está acontecendo? — Uma mulher de cabelos castanhos curtos aparece aparentemente espantada e logo olha para o garoto — Carl!

– Eu não tenho culpa! Não posso confiar nela agora, nenhum de nós pode, você sabe! — O garoto se defende.

– Olhe para ela. Nós precisamos ajudá-la — Ela fala e se agacha até ficar na altura do garoto — Ela não pode nos atacar na situação que está.

– Você que pensa — Ele diz e sai da nossa frente. Ótimo, agora faço o papel de vilã aleijada.

– Maggie... — Daryl começa — Será que pode ajudá-la? Vai ser mais fácil com você — Concordo – Vou falar com ele... — E sai da sala sem ao menos olhar para mim. Logo sinto um aperto no coração por causa do menino e encaro a tal de Maggie que ainda está agachada. Com toda sinceridade, não entendi porcaria alguma que aconteceu aqui agora. Olho bem para a porta aberta e noto que está escurecendo. Pelo visto, vai ser uma noite longa...

Notas finais
NÃO ESQUEÇAM DE COMENTAR ♥