Notas iniciais
Antes de dar o meu Oi, falar um pouquinho sobre o capítulo e desejar uma boa leitura, eu gostaria de agradecer a Miki Ashinamura :3
Sua linda, eu pulei, PULEI, de alegria quando li sua recomendação. Poxa, muuuuuuuuuuito obrigada mesmo, sério, foi o meu motivo de felicidade da semana EHUAEHUA ♥ ♥ ♥

Agora sim,
Oi gente, tudo bem? kkk
Eu adorei o capítulo, espero que também sintam o mesmo c:
Acho que vou postar um capítulo por semana agora.

Boa leitura! ♥

- Vamos, Lyanna – Daryl insistia – Acalme-se.

Eu não podia acreditar que isso estava acontecendo, que eu estava chorando na frente daqueles desgraçados, que estava passando por tal humilhação – Está me pedindo calma? – Digo com dificuldade enquanto passo a mão sobre meu nariz encharcado – Sério? – Já havia voltado para a cela. Não havia mais ninguém olhando para mim. Só ele, apenas ele e ninguém mais, e isso basta.

Ouço um breve suspiro – Já está tudo explicado. Pra que esse chororô todo? – E arruma meu cabelo, que certamente estava horrível. Logo em seguida ele segura meu rosto com uma das mãos e com a outra seca as lágrimas que passaram por minha bochecha esquerda. Sorrio timidamente com sua ação e baixo a cabeça. Ele parece intimidar-se também e abaixa suas mãos – Bom... – Começa a falar outra vez. A voz está meio rouca – Eu vou voltar. Vem comigo?

- Depois daquela cena? – E sento-me na beirada da cama, erguendo a cabeça para observá-lo – Jamais.

Ele ri – Um dia você vai ter que descer.

- Esse dia com certeza não é hoje – Então alguém aparece na porta.

- Hey – Carol fala. Seus traços são tão meigos e tranquilos, que sinto inveja dessa qualidade desde que a conheci. Desde ontem, para ser mais clara – Trouxe uma coisa – E joga minha calça. Nem faço esforço para pegá-la no ar, pois sei que não vou conseguir. Ela cai bem aos meus pés e só então a pego – Vai precisar de ajuda? – Carol pergunta.

- Não – Respondo enquanto sinto uma leve dor nas costas ao pegar a calça.

- Ok... – Então desvia o olhar para Daryl – Você vai descer? – Pergunta em um tom manhoso enquanto coloca as duas mãos nos bolsos de trás da calça. Olho desconfiada para ela e para o modo com que o encara. Conheço esse olhar... – Podemos fazer a próxima ronda juntos.

- Não sei... – Ele responde e logo em seguida desvia o olhar para mim – Você vai? – Pergunta, fazendo a expressão facial de Carol mudar.

- Claro que não – Carol responde por mim – Ela ainda está machucada.

Rio mentalmente ao notar seu ciúme nítido e pergunto-me se Daryl sabe disso – Quer saber... – Digo enquanto me levanto da cama, dando uma espreguiçada logo em seguida – Já me sinto bem melhor – Falo como se existisse dezenas de “e” no meio de “bem”.

Carol ri como se não gostasse da idéia – Não... Você ainda vai vestir sua calça...

- Não, não, vou de shortinho mesmo – E sorrio para ela, aproximando-se de Daryl, que pelo visto já notou o que está acontecendo e acaba de esboçar um sorriso no rosto – É bem mais confortável.

Carol ri mais uma vez enquanto olha estranhamente para mim – Tudo bem... Estarei lá em baixo – E sai da cela ainda olhando para mim. Dou um tchauzinho antes de ela ir e são exatos 30 segundos para Daryl começar a gargalhar.

- Acha a situação engraçada? – Pergunto ironicamente enquanto coloco as duas mãos no quadril. Ele continua rindo, só que dessa vez baixo. Então empurro de leve seu ombro – Ah, Daryl, coitada.

- “Ah, Daryl, coitada”? – Ele repete – Você que ficou provocando ela.

- É, mas eu não sabia que você sabia – Digo enquanto vou em direção a minha calça para guardá-la.

- Sabia o que? – Pergunta sarcasticamente. Mas que convencido, penso enquanto jogo minha calça no canto do beliche.

- Não me faça de boba – Repreendo-o, voltando minha atenção para ele – Ela gosta de você. Devia pelo menos ter a consideração de dizer que não sente o mesmo.

- Mas eu sentia – Ele responde rapidamente e logo percebo que está falando sério.

Encaro-o com as sobrancelhas arqueadas, perguntando-me se esse sentimento ainda o reside – Sentia? – Reflito sobre o uso do pretérito – O que te fez parar de sentir?

Ele olha para o chão por um momento – Comecei a gostar de outra pessoa – Ah, que ótimo, ironizo assim que ele fala. Depois de muito tempo finalmente me sinto atraída por um cara e agora descubro que ele gosta de outra. Que ótimo mesmo.

- Ah... – Tento disfarçar minha insatisfação olhando para as paredes, para o chão, para os pés, coçando os braços, mas de nada adianta – Que bom... – Digo inutilmente – Isso é ótimo.

- Você acha? – Ele pergunta com um sorriso meigo que por ora ignorei.

Não – Acho – Sorrio meio nervosa enquanto coço o maxilar – Vamos? – Pergunto, já me direcionando às escadas.

Mas antes que eu pudesse continuar, Daryl puxa o meu braço – Hey... – Ele diz com um sorriso maravilhosamente meigo – Não vai perguntar quem é? – Enraiveço-me.

Era só o que me faltava – Não, não me interessa – Respondo com um pouco de ignorância, fazendo-o ficar com uma expressão confusa.

Até parece que eu quero saber quem me roubou o deus grego, penso enquanto volto a caminhar para as escadas. Paro no meio do caminho e olho para trás – Você vem ou não? – Pergunto e logo noto que ele ainda está com cara de confuso – O que foi?

- Nada... – Ele diz, já voltando a caminhar e então descemos as escadas juntos.

Passamos por todas as pessoas que antes estavam me interrogando, mas agora parece que não estão mais interessadas. Cada um está em seu lugar, exercendo sua seguinte função, realizando seu respectivo trabalho. Vou simplesmente seguindo Daryl pelos imensos e sombrios corredores até que chegamos a uma última porta que dá acesso ao exterior da prisão. E assim que ela é aberta sou surpreendida por um vasto e magnífico território verde com grades, cercas e portões por todos os lados.

Dezenas, se não digo centenas, de zumbis estão nos rodeando agora, tentando passar seus braços podres por entre os minúsculos buracos das cercas e ainda assim não corremos o mínimo risco. Sorrio abismada ao começar a perceber a sorte que eles têm, e que eu tenho agora, tendo em mãos tudo isso.

- Uau – Penso alto enquanto coloco uma das mãos na cintura.

- Pois é – Daryl diz e logo sorrio para com ele, maravilhada com o lugar e principalmente com a companhia... Até que lembro que estou chateada.

Então desmancho o sorriso, cruzo os braços e volto a ser ignorante. Desço os poucos e míseros degraus que faltam para chegar ao solo e então noto várias pessoas, mais do que eu poderia imaginar, reunidas e conversando.

- Vocês são tantos assim? – Pergunto, ainda com os braços cruzados.

Daryl também desce os degraus e ficam ao meu lado – Agora somos. Eles vieram para cá quando o lugar em que viviam entrou em desordem. Ou melhor... O homem que os comandava entrou. É um louco. Criou uma cidade inteira com total reforço militar para proteger os que nela viviam, mas fracassou. Tentou nos tirar desse paraíso, mas fracassou também. Ele enlouqueceu com isso e ainda matou boa parte de seus seguidores – Ele olha intensamente para mim – Eles também estariam mortos se não tivessem vindo pra cá – Assusto-me com o que ele diz e não encontro palavras para respondê-lo, apenas encaro-o com a mesma intensidade.

Desvio o olhar para o chão ao lembrar-se das atrocidades de Tomas e de tudo que aconteceu nos últimos dias. Não passo de mais uma infeliz, penso enquanto volto a olhar para Daryl. Ele dá um sorriso meio triste de canto de boca e sinto-me obrigada a retribuir. Ele não merece minha ignorância...

- Então... – Tento esquecer o assunto. De tristeza já basta o meu passado – Vamos?

- Vamos – Ele diz e então viramos para a direita. Caminhamos pelo imenso gramado até chegar bem próximo às cercas.

- E a Carol? – Pergunto meio sem jeito – Ela não falou que viria?

- Acho que desistiu da idéia – Daryl responde risonho.

Olho para ele e rio brevemente – Você adora isso, não é? – Empurro seu ombro outra vez, fazendo-o rir e pegar onde empurrei, como se tivesse doído.

- Não escolho essas coisas – Ele diz e puxa-me de novo pelo braço. Tento me soltar, mas ele está segurando com força – Já disse que gosto de outra pessoa.

- Ah, então agora vai ficar esfregando isso na minha cara? – Digo com raiva. Isso só pode ser brincadeira – Eu já sei que você gosta de outra – E puxo o meu braço.

Daryl ri como se estivesse confuso. Logo franze as sobrancelhas e pergunto-me o porquê de ele estar fazendo isso – De quem acha que estou falando? – Finalmente diz e logo minha raiva aumenta.

- Não sei e não quero saber – Respondo friamente, fazendo-o rir mais uma vez. Encaro-o totalmente séria, esperando suas risadas irem embora.

Ele dá um último suspiro, ri indiferente mais uma vez e passa a mão esquerda pela barba.

- Você está com ciúmes – Ele se gaba enquanto aproxima-se de mim.

Rio forçadamente – Ciúmes? Eu nem te conheço – Viro o rosto, já nervosa e cruzando os braços para ele não pegar.

- Está sim, admite – Ele diz enquanto tenta descruzar meus braços. Nego com a cabeça e o empurro de leve. É claro que eu estou com ciúmes, que pergunta idiota – Sabe o que é mais engraçado? – Ele pergunta enquanto aproxima-se ainda mais de mim. Meu coração acelera à medida que os centímetros vão diminuindo entre nós dois. Tento não encará-lo, mas isso é impossível – Está com ciúmes e não faz a mínima idéia de que eu estava falando de você o tempo todo.

Notas finais
O que acharam? COMENTEM ♥