Até Parecem Idiotas

9 Onde a história começa.


Notas iniciais
Olá, lindezas!
Bom, antes de vocês lerem o capítulo eu preciso de defesas:
Não tive tempo para nada e nem terei até o próximo fim de semana que vem, então invés de deixa-las, amadas minhas, sem nada eu resolvi postar um capítulo curto que havia feito só por diversão. Espero que gostem e que me perdoem...

8 anos atrás.

-Mas papai, isso não esta certo, eu não posso gostar de garotas. Elas são nojentas!

Carlisle riu do filho fazendo beicinho.

- Um dia, Edward, você vai se arrepender muito por falar isso.

- Own, meu bebê esta apaixonado.

- Esme, ele é só uma criança.

- Eu não sou criança, tenho 10 anos já! – o filho protestou, arrancando mais risadas dos pais. – E o que é estar apaixonado?

- Um dia você vai saber, campeão.

O pai o levantou nos ombros e subiu com ele para o quarto.

A escola infantil era uma selva, o lugar capaz de deixar qualquer pessoa despreparada em estado irreversível de loucura. Havia apenas uma regra a ser seguida, uma simples e fácil regra: Meninas são nojentas.

E a punição para quem quebrasse o selo da paz: enormes e asquerosas verrugas por todo o corpo.

Um garoto de oito anos teve que ser levado as pressas para a enfermaria depois de passar o recreio conversando com uma menina... E ele nunca mais foi visto. Alguns dizem que agora ele assombra os banheiros masculinos alertando sobre o perigo de manter contato com as inimigas.

Mas com dez anos os pensamentos, por mais inocentes que fossem, já começam a mudar para alguns. O menino ruivo só não sabia disso quando viu a professora apresentando para a sala uma nova aluna. A nova aluna.

O que estava acontecendo com ele? Porque o coração batia mais rápido, e suas mãos suavam? Porque seu rosto estava quente? Será que estava ficando com febre? A única coisa que sabia é que por algum motivo não queria que seu amigo Mike Newton percebe-se que tinha algo errado.

- Crianças, essa é Isabella Swan. Veio transferida do Arizona. Digam olá.

A sala toda cumprimentou a garota.

Edward achou adorável como ela ruborizou e pareceu querer se esconder atrás da professora. A cor vermelha devia ficar tão forte no seu rosto porque sua pele era muito branca, quase translúcida – até mais do que dos moradores da cidade chuvosa em que estavam. Ele também reparou nos cabelos e nos olhos, ambos lembravam chocolate quente. E depois de sua irmã Alice, era a menor garota que ele já tinha visto. Talvez fosse um efeito das roupas largas que usava.

Ela era linda.

O QUE? Não! Garotas não são lindas. Elas são nojentas! ECA!

- Pode se sentar ali, querida. – a professora mostrou o lugar e ele tentou não sorrir. Ela sentaria ao seu lado, no meio dele e de Alice.

Isabella, ainda muito envergonhada não deu mais que cinco passos até tropeçar em algo e cair de cara no chão.

A sala toda rompeu em risadas. – Ah, como as crianças podem ser más às vezes. Ali nascia o estigma que a menina Swan carregaria até os dias atuais.

- Você esta bem? – A professora correu ajuda-la, que levantou com lágrimas nos olhos. Ninguém tinha parado de rir ainda. Edward nem tinha começado, ele só queria saber se ela estava bem.

- Que bobona! – Newton tirou sarro, se sobrepondo as outras vozes.

Ele olhou para o amigo procurando aprovação, e Edward, uma criança que até alguns momentos atrás odiava meninas, fingiu rir também.

- Agora chega! – A professora deu um basta. – Mike, peça desculpas agora!

- Eu não, ela que é uma boba.

- Mike Newton, eu não vou tolerar isso. Peça desculpas.

- Ok. – se chateou. – Desculpas.

- E que isso não se repita. – A Senhora Johnson levou Isabella até seu lugar.

Edward não conseguiu deixar de observar a menina que parecia querer sumir dali. De repente ela puxou a blusa nos braços para esfregar um local que deveria estar doendo, e quando viu que o menino do lado prestava atenção, mais que depressa, desceu a manga embaraçada. Mas não antes de Edward poder ver os hematomas na pele alva.

No intervalo Mike já tinha feito todos ficarem contra ela. Tânia, uma menina que sempre queria ter o desenho mais bonito da classe, já não a suportava. E assim ninguém parecia gostar da presença da criança que nem sabia de nada. Mas os olhares hostis a fizeram sentar sozinha longe de todos que comiam seus lanches juntos como sempre faziam.

Ele e Alice eram os únicos que não falavam nada.

- O que você acha Edward? – Mike o interrogou em certa altura.

- Do que?

- Da boboca, a nova aluna? – Ele não queria falar mal dela, mas tampouco queria perder a amizade de Mike.

- Esta falando da estranha garota desastrada e que parece ficar vermelha por tudo? Uma tonta!

Ele gelou quando ouviu um ofego atrás de si.

Isabella tinha ouvido tudo e saia correndo e, ele apostava, chorando também.

- Muito bem, Ed, colocou ela no lugar. – Tânia o parabenizou.

Então porque ele não se sentia nada bem? Muito pelo contrario...

Fingiu que iria ir ao banheiro e foi procura-la. A encontrou embaixo de uma arvore, com o a cabeça entre os joelhos e o corpo tremendo, denunciando que estava chorando. Respirou fundo incontáveis vezes para criar coragem de se aproximar.

Quer saber, não ligo para o que Mike vai dizer. – com esse pensamento deu passos decididos em direção a ela.

Mas estancou vendo seu irmão mais velho, Emmett, que já estava na quinta série se aproximando da menina. Edward se escondeu atrás de outra arvore e ficou os observando.

Seu irmão sentou ao seu lado, e falou por algum tempo até a garota ter coragem de levantar a cabeça. Seu rosto estava banhado em lágrima. Ela riu de algo que ele disse, e então Emmett segurou sua mão a levantando e os dois saíram juntos.

Edward ainda não entendia porque, mas não gostou daquilo.

A sensação desconhecida que ele sentia continuou quando Emmett foi levar Isabella até sua carteira, antes de ir para sua própria sala de aula.

Ninguém na sala se quer dirigia a palavra a menina nova.

- E como foi a aula hoje, crianças? – O pai perguntou quando já estavam todos no carro na saída da escola. Ele ainda estava chateado demais para responder, então só ficou olhando pela janela, tentando acha-la na multidão de pais e filhos.

- LEGAL! – Alice, a empolgada gritou. Tudo para ela era legal!

- Eu fiz uma amiga nova. – E Edward logo prestou atenção ao que o irmão dizia.

- Isso é ótimo. – a mãe aprovou. – Ela é da sua sala, filho?

- Não, infelizmente. Mas ela é da turma da Alice e do Edward.

- Jura? E vocês também ficaram amigos dela?

- Não! – Edward não deixou a irmã responder.

- Por quê? – Esme quis saber, pronta para reprovar o filho. Mas ele apenas deu de ombros.

- Ela é muito legal, mãe. Se chama Bella. E adivinha, o pai é policial, ela anda na viatura e tudo. Não é demais? – Emmett parecia empolgado.

- Muito, querido. – Ambos os pais concordaram, achando graça na animação do filho mais velho e não vendo a carranca que o outro fazia.

- Ela pode ir brincar lá em casa, não é?

- Se os pais dela concordarem é claro que ela pode.

- Só o pai, ela não tem mãe. – o tom de voz triste demais para uma criança sempre alegre.

Edward olhou para Emmett, e refreou a vontade de perguntar.

Os pais se olharam com uma expressão de dó.

Do outro lado da rua a menina caminhava de cabeça baixa.

Ninguém nunca soube, mas naquele ano, quando o menino ruivo sobrou às velhinhas do seu aniversario, ele pediu uma mãe para ela.

Notas finais
Gostaram, moças?
Querem me matar?
não querem?
Falem comigo! kkk
Ah eu amo vocês, e obrigadas eternos pelos comentários que me fazer ter inspiração e amor para continuar a escrever!... Mas vocês não tem ideia do quanto eu surtei com aqueles "99" comentários que nunca se tornavam "100", SÉRIO, eu entrava todo dia rapidinho só para ver se tinha chegado a 100 kk
Beijitos coisas lindas!
Até semana que vem com um capítulo de verdade kk