Atropelada pelo Amor BTS, Kim Taehyung
9 Encontro, part 2
Notas iniciais
Não foi difícil achar o Jin. Quando ele disse que a árvore é grande, não estava de brincadeira. Ele está sentado no banco de costas para mim, mexendo no celular. Respiro fundo. Lembre- se Jheny, aja naturalmente, ele só um cara normal que é mortalmente lindo, só isso. Dou a volta no banco e sento ao lado dele sem fazer barulho. Ele está tão concentrado no que está escrevendo que nem percebe minha presença. Aproveito para olha- ló bem. Ele está tão lindo com uma casaco de moletom fino branco com as mangas dobradas até o cotovelo, calça jeans e tênis preto. Deve estar morrendo de calor com essa coisa. Comprimo uma risada. Me inclino perto dele e falo.
– Está escrevendo o que? — Ele pula pelo susto, mas logo olha para mim e sorri. Sorrio de volta.
– Oi! Quando você chegou? — Diz guardando o telefone no bolso.
– Faz algum tempinho.
– Desculpa, eu nem percebi. — Balanço a cabeça.
– O que vamos fazer primeiro? — Seu sorriso se alarga.
– Você que escolhe. Hoje você é minha guia de turismo particular. O que você quer fazer? — Penso um pouco... não faço ideia! Coço a cabeça.
– Então... humm. Que tal a gente dar uma volta no Park só para aquecer enquanto eu penso em alguma coisa?
– Se eu aquecer mais que isso eu vou derreter. — Diz sacudindo a blusa. — É sempre quente desse jeito aqui? — Tive que rir.
– Você não viu nada. E ainda por cima você veio de casaco. — Balanço a cabeça ainda rindo.
– Verdade. — Ele simplesmente levanta e começa a tirar a blusa. Congelo. O Jin está tirando a roupa na minha frente! Eu vou morrer! Tá bom, ele está com uma camisa sem manga por baixo, mas uauuu, ele andou malhando...
Ele me surpreende o encarando e eu desvio o olhar, com o rosto pegando fogo. Limpo a garganta.
– É, acho que assim está melhor. — Digo tentando disfarçar. Ele amarra o casaco na cintura e pega um óculos escuros de dentro do bolso.
– Vamos? — Estende a mão para mim.
– Vamos lá.
✴...ஜ 웃 ஜ...✴
Só andamos por uns vinte minutos e meus pés já então em carne viva. E para piorar, eu já estou em agonia de tanto que minha cabeça está coçando.
"Para de coçar Jheny, ele vai acabar pensando que você tem piolho! "
É tudo que eu consigo pensar.
Uso toda a minha força interior para manter as mãos longe do cabelo. Tento ao máximo prestar a atenção no que o Jin está dizendo, mas não consigo. Isso é um pesadelo.
Finalmente chegamos ao banco da onde partimos, e me jogo nele casada, resistindo ao impulso de jogar esses malditos saltos longe. Tudo culpa daquela Capricho! Solto um suspiro irritado.
– Jheny, posso fazer uma pergunta? — Diz sentando ao meu lado.
– Claro. — Forço um sorriso.
– Você está me achando irritante? — Arregalo os olhos pela surpresa.
– O que? Claro que não! Por que pensou isso?
– É por que você está parecendo desconfortável perto de mim.
Parece irritada, meio longe... achei que você estivesse entediada comigo. — Diz baixando a cabeça, envergonhado.
– Não, não tem nada haver com você! Nem pense nisso, por favor!
– Então você não está se sentindo bem? Não vou ficar chateado se quiser ir embora. — Diz com o olhar preocupado.
– Não, eu estou ótima. — Caramba, que confusão eu me meti! Fiz o Jin pensar que está me irritando! Que merda! Ai, quer saber? Vou abrir o jogo.
– Olha Jin, para ser sincera... Tem uma coisa me incomodando sim.
– O que é?
– Esse cabelo! Está me enlouquecendo! — Digo arrancando todos os grampos e presilhas, soltando- o. Solto um suspiro de puro alívio. Eu nunca mais vou usar grampos na vida. O escuto deixar escapar uma risada. Ótimo, ele deve estar me achando uma idiota.
– Você está me achando ridícula, não é? — Ele dá um sorriso de lado, e coloca uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.
– Na verdade, você fica mais bonita de cabelo solto. — Coro violentamente.
– S-sério?
– Uhum, você não precisa fingir ser uma coisa que não é só para me agradar. Eu quero conhecer quem você é de verdade. — Segura minha mão com um sorriso fofo no rosto. — A verdadeira Jheny. — Sorrio como uma boba sem saber o que dizer.
– Vem. — Ele diz me puxando.
– Vamos a onde? — Um sorriso cresceu em seu rosto.
– Vamos comprar um sapato para você. Esses saltos estão te machucado, não é? — Dou de ombros envergonhada. Como ele notou? Acho que o fato de eu estar andando igual a uma pata me entregou.
– Sim, mas não...
– Sem mais, não vou deixar você andar mais com essas coisas machucando seus pés.
✴...ஜ 웃 ஜ...✴
Eu fui o caminho todo tentado convence-lo que não precisava, mas a verdade é que eu não conseguia dar um passo sem gritar mentalmente. Entramos em uma loja perto do park e pego o sapato mais barato que eu encontro, mas o Jin tira ele das minhas mãos e manda eu escolher outro.
– Mas eu gostei desse, sério. — Menti. Eles eram horríveis, pareciam sapato de enfermeira, mas eu não queria que ele gastasse comigo.
– Você não me engana mais, dá para ver na sua cara que não gostou. — Suspiro derrotada. Volto à prateleira e pego um melhorzinho. Um all star preto com o cadarço branco.
– Feliz? — Digo mostrando os pares a ele.
– Muito. — Fomos para o caixa. Ele paga pelo par e vamos embora. De volta ao banco, eu tiro os saltos e coloco os tênis novos.
– Obrigada mesmo pelos tênis, não estava aguentando mais.
– Não foi nada. Então, aonde vamos?
– Você já ouviu falar do Cristo Redentor? — Ele pensa um pouco.
– Claro, sempre quis ir!
– Que tal a gente ir agora?
– Adorei a ideia. — Pegamos um taxi até lá. Quando chegamos eu fiquei sem fôlego! É enorme!
– Noosssa! — Exclamou o Jin.
– Põe nossa nisso, eu não tinha noção de que era tão grande! Vamos tirar uma foto! — Eu peço para um homem tirar para nós. Abrimos os braços imitando a estátua e demos o nosso melhor sorriso.
– Obrigada moço. — Ele assente e vai embora.
– Deixa eu ver! Ah, ficou boa! Depois passa para mim.
– Claro!
Foi muito divertido, a gente não parava de tirar fotos. E sabia que dá para entrar dentro do Cristo? Foi incrível! Tem um coração enorme lá dentro, eu sem sabia disso. Depois fomos comer alguma coisa em uma das barraquinhas. Caraca, um guaraná aqui é quatro reais! Alá na esquina da minha casa custa um e cinqüenta, que roubo!
– Aonde vamos agora, minha guia de turismo particular? — Diz dando outra mordida no seu sanduíche. É muito engraçado ver ele comer. Parece uma criança satisfeita.
– Nossa próxima parada, o Pão de Açúcar. Vamos andar de bondinho!
– Sério? Tem um bondinho? — Diz animado. Faço que sim com a cabeça. Pegamos um outro táxi e fomos direto para lá. No táxi não paramos de falar um minutos, nem sei da ondo saiu tanto assunto. Chegando no Pão de Açúcar, fossos ocorrendo para o bondinho. Quando ele começou a andar o chão foi sumindo cada vez mais.
– Uaaaau, dá para ver o Rio de Janeiro todo daqui! — Diz o Jin com o rosto grudado no vidro, maravilhado.
– É, é muito legal. — Digo agarrando com mais força o ferrinho que tinha lá dentro. Olha para mim.
– Você tem medo de altura? — Diz rindo.
– Na verdade não, tenho medo é de cair e morrer tragicamente. — Ele ri ainda mais.
– Não ria do desespero dos outros, isso é feio. Nunca ouviu falar de carma? — Ele chega perto de mim é segura a minha mão.
– Não precisa ter medo, estou aqui com você. Relaxe, curte a vista. — Faço o que ele mandou, e mais calma, pude ver como era lindo. O sol começou a se por e estamos assistindo de camarote toda a sua beleza. Solto um suspiro e deito minha cabeça no ombro dele, fazer isso foi tão natural.
Chegando no topo da montanha e para minha surpresa não era um monte de rochas e sim restaurantes, lojas e até pousada! Noossa, eu preciso vir mais vezes aqui.
– Vamos tomar um sorvete? — Sugeriu o Jin.
– Bora! — Comprei uma casquinha de duas bolas de chocolate e flocos com cobertura de morango hummm. O Jin pediu uma de três bolas. Rodamos aquilo tudinho! Paramos em uma barraquinha que vendia acessórios para fantasias como tiaras, óculos gigantes. O Jin pegou uma tiara com orelha de coelho e colocou na cabeça.
– Que tal? — Diz fazendo egyo.
– Humm, ficou muito fofo! Vem tirar uma self comigo com esse óculos gigante. — Começamos a botar todas as coisas e tirar fotos fazendo caretas. A gente não parava de rir um segundo. Até a dona da barraca está nos olhando estranho, mas também duas pessoas que nem doidas falando freneticamente uma língua sem sentido, normal.
– Jheny, olha só que legal! — Coloca uma peruca loira. — Fiquei bonita? — Diz fazendo bico. Quase morri de ri. Minha barriga está doendo, mas não consigo parar.
– Não, tá parecendo um travesti. — Ele finge estar ofendido, mas logo cai na gargalhada junto comigo. Compramos duas tiaras uma do Mickey para ele uma da Minnie para mim. Já está escuro, então resolvemos ir embora. Pegamos o bondinho de novo e a vista de noite é ainda mais incrível! Luzes de todas as cores brilham na cidade, nunca vi nada tão bonito. Sinto a mão do Jin envolver a minha. Olho para ele e sorrio, nunca havia me sentido desse jeito. É pura magia.
De volta ao taxi, fomos ao nosso destino final. O taxista nos deixou na minha casa e pedimos para ele esperar. O Jin me acompanhou até a porta.
– Muito obrigado Jin. Hoje foi o melhor dia da minha vida. Me diverti muito!
– Também me diverti demais, você é uma ótima guia! — Diz sorrindo, sorri de volta. Uma pausa. Agora ele está me encarando com mais intensidade e chegando mais perto de mim, fecho os olhos esperando sentir seus lábios nos meus, mas a porta abre de supetão nos fazendo pular para trás. Mãe.
– Oi, filha você chegou! E quem é esse rapaz bonito? É aquele tal de Jin, que diz estar apaixonada? — Meu rosto começa a pegar fogo. Graças a Deus que ele não entende português.
– Mãe!
– Que foi? Ah, isso era segredo? Ops, desculpa. — Dou tapa na minha testa.
– Mãe.
– Meu filho, você deveria jantar com a gente um dia, vai ser ótimo! O que você acha?
– Ele não entende português. Ele é coreano!
– Ah, então convide ele para...
– Tá, mãe. Pode nos dar licença?
– Ah, estou atrapalhado? Desculpe, já vou. Bye Jin. — Diz acenando para ele, que acena de volta.
– Desculpe pela minha mãe, ela é meio doidinha.
– Vocês estavam falando o que?
– Ela estava te convidando para almoçar qualquer dia. Você quer?
– Vou adorar! — Diz sorrindo.
– Boa Noite, Jin.
– Boa Noite, Jheny. — Lhe dou um beijo na bochecha e entro dentro de casa rapidamente sem ver sua reação.
Encosto na porta e escorrego devagar até o chão. Será possível se apaixonar ainda mais por alguém já se estava apaixonada?
✴...ஜ 웃 ஜ...✴
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