Através dos Seus Olhos

16 Me apaixonando por você


Notas iniciais
Mais um novo capítulo para vocês! YAY! Espero que gostem! Músicas do capítulo: Falling for you, que embora não toca no capítulo, foi ela que me inspirou. E Taking Chances, que é a música que a Bella canta. Essa música é originalmente da Celine Dion, mas a versão disponível para Download está na voz de Lea Michele!


Capítulo 16- Me apaixonando por você
[BPOV]
Acordei sentindo minha cabeça extremamente pesada. A sensação que eu tinha era como se eu estivesse de ressaca, não que eu já tivesse experienciado alguma vez, mas acho que essa definição chegava bem próxima ao que eu estava sentindo.


Aos poucos, as lembranças da noite anterior iam aparecendo na minha mente.
Eu havia tentado veementemente permanecer afastada dele, mas eu não havia conseguido.


Ao sentir a proximidade entre nós, enquanto dançávamos naquela festa, me havia feito perceber o quanto aquela minha resolução era vã.
O masoquista ali não era apenas o sentimento que habitava em mim. Eu era tão masoquista quanto o mesmo por ceder à necessidade de estar ao lado dele.
Porque ficar longe dele era ainda mais doloroso do que estar com ele.


Era inevitável.


Minha mente continuou a vagar pelos acontecimentos da noite anterior, e eu não me surpreendi ao lembrar que eu havia ido parar no hospital. Aquilo era típico de Isabella Marie Swan.


As palavras de Emmett ecoavam vagamente pela minha mente... Algo como eu estar chapada e colocar um vídeo no youtube. Ele iria me pagar quando eu o visse. A culpa não era minha se os antialérgicos exerciam esse estranho efeito na minha pessoa.


Continuei revivendo minhas memórias, uma por uma, até que senti meu corpo congelar, quando uma imagem apareceu.
Edward estava me colocando na cama, e antes de desejá-lo uma boa noite, eu havia beijado levemente os seus lábios.


Como eu podia ter feito aquilo?


Eu estava disposta a enterrar esse sentimento no lugar mais escondido dentro de mim e então, do nada, um remédio me faz ter a coragem de beijá-lo?
Como eu o encararia depois disso?


Mesmo que eu culpasse o remédio pelas minhas ações, eu sabia que ele só manifestara o que eu desejava internamente.


Sorri ironicamente ao perceber que mais uma vez eu estava presa no meu quarto, com medo de sair dali e ter que lidar com a reação do Edward.
Só que dessa vez era muito mais assustador.


Se eu tivesse um pouco de sorte, Charlie chegaria ali antes mesmo que eu cruzasse com ele.


Reuni toda coragem que eu tinha, e abri a porta do meu quarto, esbarrando em uma pessoa.
Eu realmente era muito azarada.


“Como você está?” Ele perguntou. Eu tentava ler suas emoções, mas Edward estava com aquela expressão ilegível, que ele usava quando não queria transparecer o que realmente estava sentindo. Eu o conhecia bem demais para enxergar além daquela fachada que os demais viam.


E era isso que me assustava.


Porque isso significava que eu enxergaria antes que os demais os primeiros sinais de rejeição da parte dele.


“Bem.” Respondi, desviando o meu olhar. Eu não queria ver os sinais que ele por ventura me daria.


“Que bom.” Ele comemorou com uma voz vazia.


A tensão que estava no ar era quase palpável. Ele estava com tanta vontade de sair dali quanto eu estava.


“Eu tenho que ir ao banheiro.” Falei a primeira desculpa que veio na minha mente. Eu realmente precisava fugir dali.


Edward apenas assentiu, e seguiu caminhando lentamente pelo corredor.
O que seria pior? Conversar sobre o que aconteceu ou ignorar o fato? Eu me perguntava mentalmente, enquanto deixava a água do banho cair pelo meu corpo.


As duas opções não me agradavam nenhum pouco.


Conversar sobre isso, apenas adiantaria o que eu mais temia: o fim da minha amizade com ele.


Por outro lado, eu não podia ignorar aquele beijo. Eu não podia ignorar as sensações que seus lábios macios causaram no meu corpo.
Sei que foi breve, e que eu estava entorpecida, mas eu podia jurar que senti meu coração acelerando naquele momento.


Saí do banheiro e fui para a cozinha onde toda a família me esperava. Ou pelo menos, quase toda.
Ali estava o sinal claro da rejeição. Ele estava me evitando, assim como ele fez quando me conheceu.


Ele não me queria por perto.


“Bella!” Todos exclamaram, quase que em uníssono ao me verem na porta da cozinha.


“Oi.”


“Como você está?” Esme perguntou, vindo até mim.


“Bem.” Respondi.


Esme me levou até um dos lugares vagos que tinha a mesa, antes de colocar torradas no meu prato e suco no meu copo. Eu ficaria mal acostumada nessa casa.


“Finalmente você voltou a parecer gente.” Emmett resolveu começar o bombardeio logo cedo.


“Depois nós teremos uma conversinha.” O avisei, fuzilando-o com os meus olhos.


“Se deu mal, ursão.” Rosalie disse.


“Que bom que você já está bem, Bells.” A sininho na forma de minha melhor amiga comemorou.


“Está sentindo alguma coisa?” Carlisle perguntou.


“Não. Só um pouco de dor de cabeça.” O único resquício que ficava em mim depois de uma crise alérgica, ou nesse caso, um quase choque anafilático.


“Tome um analgésico caso a dor persista.” Ele recomendou, com aquele ar de médico preocupado.


“Sim, senhor.” Disse, enquanto batia uma continência.


“Ele é médico, não general.” Emmett disse, revirando os olhos.


“Emmett, eu estou ignorando você.” Falei irritada.


“Posso saber o porquê?” Ele perguntou, curioso.


“Porque você queria me colocar no youtube.” Lembrei-o.


“Você ficaria famosa e ainda tá brigando comigo?” Ele disse indignado.


“Você ia mesmo fazer isso?” Jasper perguntou surpreso. Não sei como ele ainda ficava surpreso com um amigo daqueles.


“Ia, só que o Edward não deixou.” Emmett se lamentou. Que bom que o Edward resolveu ir junto, caso contrário eu estaria sendo vista por milhares de pessoas no mundo todo.


“Pelo menos ele tem bom senso.” Comentei, revirando os olhos para o Emmett.
O café da manhã seguiu normalmente, e em nenhum momento Edward desceu. Senti meus olhos lacrimejarem, mas eu engoli o choro.


Eu não podia desabar ali.


“Eu tenho que ir, antes que meu pai resolva vir aqui me buscar.” Alice anunciou enquanto estávamos todos na sala.


“Eu não conheço o seu pai.” Comentei, tentando participar da conversa, por mínima que ela fosse.


“E nem queira conhecer...” Jasper disse, para logo depois ganhar um tapa da Alice. “Ai. Você tá passando tempo demais com a Rose.” Ele reclamou, massageando o ombro.


“Ela sabe como usar bem o tempo dela.” Rose falou, fazendo uma careta para o Jasper. Às vezes eles pareciam dois irmãos brigando. “Ali, você me dá uma carona?”


“Claro. Vem também, Bella?” Alice perguntou.


“Acho melhor esperar meu pai.” Respondi. Se eu conhecia bem o Charlie, ele já devia estar a caminho.


“Ok então.” Alice disse, antes de beijar Jasper. Rose fez o mesmo com Emmett, e depois as duas se despediram de mim.


Já eram quase onze horas da manhã, e Charlie Swan ainda não havia dado o ar de sua graça. Justamente hoje meu pai preferiu se atrasar?


Não agüentando mais de impaciência, resolvi ligar para o número de celular, que Charlie me instruiu a ligar somente em casos de emergência.
E, convenhamos, isso era uma emergência.


“Alô?” Ele atendeu após dois toques.


“Pai, sou eu.”


“Bella.” Ele disse com uma voz culpada. “Eu esqueci de você.”


“É.” Concordei.


“Eu estou um pouco enrolado aqui na delegacia. Aconteceu um assassinato, e estamos muito atarefados.” Ele explicou. É, acho que eu não tinha sorte mesmo.


“Tem alguma previsão para sair?” Perguntei, tentando saber quanto tempo mais

eu ficaria na casa dos Cullen.


“Temo que não. Sinto muito.” Charlie se desculpou.


“Tudo bem. Eu dou um jeito.” Tranquilizei-o. Eu poderia voltar para casa sozinha.


“Nada disso. Fique aí até eu ir te buscar.” Ele ordenou. Quando ele ia aprender que eu sabia muito bem me virar sozinha?


“Pode deixar.” Concordei, mesmo estando completamente contrariada.


Desliguei o telefone, e fiquei encarando as paredes do meu quarto enquanto os sentimentos e as questões sobre a noite anterior voltavam a se manifestar.
Eu não queria pensar nisso, mas eu não conseguia achar nada que prendesse minha atenção por mais de cinco minutos.


Liguei a televisão, me encolhi na cama e tentei me distrair com alguma programação, mesmo sabendo que seria em vão.


“Oi.” Olhei para Jasper que estava parado a minha porta.


“Oi.” Respondi.


“Posso ficar aqui?” Ele perguntou, cauteloso.


“Pode.” Jasper sentou ao meu lado, passando sua mão pelos meus ombros, fazendo com que eu encostasse minha cabeça em seu peito.


Eu já podia sentir meus olhos se enchendo de lágrimas novamente. Com muito esforço, segurei as que estavam prestes a sair.


“Eu não gosto de te ver assim.” Jasper comentou, passando a mão pelos meus cabelos.


“Assim como?” Levantei minha cabeça para olhá-lo.


“Calada... Triste.” Ele me analisava com seus olhos azuis que estavam cheios de preocupação.


“Eu não...” Desviei meus olhos dos dele, pois sabia que não conseguiria mentir daquela forma.


“Eu já disse que os Cullen têm dom para essas coisas.” Jasper me interrompeu, antes que eu seguisse com a minha mentira.


“Serem metidos?” Devolvi malcriada.


“Até que enfim um pouco de sarcasmo.” Ele comemorou, beliscando o meu braço de leve, me fazendo sorrir.


Um silêncio se instalou e eu me sentia incomodada com aquilo. O silêncio sempre me induzia a pensar, e essa era a última coisa que eu queria fazer naquele momento.


“Como você soube que estava apaixonado pela Ali?” Perguntei, antes que ele resolvesse descobrir qual era o motivo da minha tristeza.


“Não sei. Acho que aquela pequena me conquistou no instante que eu a vi.” Ele sorriu amplamente, e pude ver o brilho nos olhos que ele tinha ao falar dela. Alice tinha muita sorte de ter um namorado como ele.


O sorriso de Jasper mudou levemente, assumindo um ar maroto, enquanto suas sobrancelhas ficavam questionadoramente arqueadas. Isso era um péssimo sinal.


“E você, como soube que estava apaixonada pelo meu irmão?” Quase engasguei com o ar ao ouvir aquela pergunta, enquanto Jasper mantinha sua expressão. Ele fazia questão de demonstrar o quanto estava se divertindo com aquilo.


“O quê?!” Exclamei desesperada.


“Você não me engana.” Ele disse, com um sorriso prepotente no rosto.


“Que história é essa?” Respondi na defensiva.


“Você acha que eu não vi vocês dançando ontem? Ou o jeito que você tem agido ultimamente?” Eu era tão estúpida! Eu estava tentando esconder uma coisa que pelo visto estava estampado no meu rosto o tempo todo.


“Jas...” Tentei falar, mas minha voz ficou embargada.


“Se for tentar negar, você vai perder o seu tempo.” Ele disse bem humorado, mas nem isso impediu que minhas lágrimas caíssem. Já me parecia inútil ter que segurá-las.


“Fica assim não.” Ele disse carinhosamente, afagando os meus cabelos.


“Não dá.” Disse num soluço, antes de afundar minha cabeça outra vez no seu peito.


“Por que você não fala com ele?” Jasper sugeriu.


“É complicado.” Respondi, limpando as lágrimas que ainda caíam. “Além do mais, ele está me evitando.”


“Aconteceu alguma coisa?” Ele perguntou preocupado.


“Não quero falar sobre isso.” Disse categórica.


“Bella...” Ele implorou, mas nada me faria falar sobre o que tinha acontecido.


“Não insista.” Disse. Jasper ainda se deteve uns segundos, olhando o meu rosto,

antes de admitir sua derrota.


“Então vê se melhora essa cara, não gosto de te ver assim.” Ele falou num tom imperativo e doce ao mesmo tempo.


“Tá legal.” Concordei, revirando os olhos.


Separei-me de Jasper, e me sentei na cama, envolvendo os meus joelhos com os braços, um costume que eu tinha desde quando era criança.
Não pude deixar de notar o olhar dele, que parecia estar vidrado no meu rosto. Não era como há minutos atrás, quando ele estava preocupado comigo. Era como se ele estivesse me estudando.


“Tive uma idéia!” Ele disse de repente.


“Qual?” Eu não estava tão curiosa assim para saber a idéia, mas a boa educação exigia aquela pergunta.


“Vou pintar você.” Ele falou decidido.


“Você vai me pintar? Ficou louco?”


“Só quero fazer um retrato seu.” Ele explicou.


“Não, obrigada.” Rejeitei prontamente. Se nos meus melhores dias eu já odiava fotos, imagina servir de modelo num dia como aquele.


“Vamos, é para o meu trabalho.” Ele continuou insistindo.


“Pinta a Alice então.” Sugeri, esperando veementemente que ele acatasse a minha sugestão.


“Acredite, minha professora não agüenta mais retratos dela.” Ri brevemente. Até consegui imaginar a professora dele tendo que avaliar inúmeros retratos de uma mesma pessoa.


“Faz um nu do Emmett.” Dei outra sugestão. Aposto que a professora iria amar. Não que eu tenha visto o Emmett pelado, mas mesmo assim eu achava que ela iria gostar do que veria.


“Não quero fazer terapia.” Jasper falou, horrorizado com a idéia de pintar o amigo.


“Alguma chance de eu conseguir escapar?” Perguntei, já imaginando qual seria a resposta.


“Não.” Ele respondeu sorrindo. “Você vai ficar aqui muito tempo?”


“Provavelmente. Meu pai não tem nem previsão de quando vai vir me buscar.” Bufei irritada. Por que o tal assassino não cometeu o crime amanhã? Será que ele não poderia ter esperado mais um dia, e assim não ter complicado minha vida?


“Então começamos depois do almoço.” Jasper me avisou, levantando-se da cama.


“Como se eu tivesse escolha.” Soltei um muxoxo e deixei meu corpo cair novamente sobre a cama.


Eu teria um longo dia...


[EPOV]
O acontecimento da noite anterior ficava retornando incessantemente à minha cabeça. E em cada vez, era como se eu pudesse sentir seus lábios, quentes e doces, beijando levemente os meus.


As batidas do meu coração aumentavam, enquanto eu sentia um arrepio percorrendo todo o meu corpo.


Argh!


Por que eu não conseguia parar de pensar naquele beijo?


E mais importante ainda: Por que Bella havia me beijado?


Será que ela...


Não. Isso seria impossível. Ela não poderia... Quero dizer, não por mim.


Mas então, por que ela havia me beijado?


Porque ela estava fora de si. A parte racional do meu cérebro respondeu.
Sim, essa parecia ser a única explicação. Bella estava sobre os efeitos do remédio. Ela estava falando — e fazendo — coisas desconexas.


Eu não podia encarar as ações dela como algo que ela tivesse a intenção de fazer.


Eu já sabia disso.


Mas por que, mesmo assim, eu ficava ali pensando, tentando achar outra resposta para tudo aquilo?


Decidi sair do meu quarto, na esperança de encontrar alguma coisa que me distraísse daqueles pensamentos.
Infelizmente, não consegui o que queria. Assim que desci o primeiro lance de escadas, eu ouvi a voz dela.


Ela ainda estava aqui?


“Sério Jasper, quanto tempo mais eu vou ter que segurar esse violão?” Bella reclamava. Ela parecia estar extremamente irritada com algo.


“A pintura é uma arte que exige precisão.” Jasper disse. Eu precisava sair dali. Afinal, o que eu diria se alguém aparecesse? Que eu estava escutando atrás da porta sem querer?

Eu tinha que sair, mas a minha curiosidade falava mais alto. Eu precisava saber o que estava acontecendo ali.


“Quanto tempo mais?” Ela insistiu na pergunta.


“Alguns dias.” Meu irmão respondeu de maneira displicente.


“O quê?” Bella praticamente gritou dentro do quarto.


“Você acha que a Monalisa ficava apressando o Da Vinci? Você acha que o teto da Capela Sistina...” Jasper bem que tentou usar seus argumentos, mas Bella não o deixou.


“Eu não quero ouvir suas aulas sobre os grandes pintores.” Bella disse cortante.


“Então cala a boca e me deixa continuar pintando.” Ele devolveu no mesmo tom.


“Por que você não tira uma foto e a usa como modelo?” Ela perguntou. Estava claro para mim que Bella não queria estar ali, servindo de modelo para o Jasper. O que não estava claro para mim era a alegria que senti assim que constatei isso.


“Uma fotografia não é muito precisa. Eu poderia perder alguns dos seus traços.” Ele explicou. Como não ouvi mais nenhum protesto por parte dela, concluí que ele a havia convencido.


Passaram-se poucos minutos até que a voz de Jasper fosse ouvida outra vez.


“Bella, não se mexa!” Jasper ralhou com ela.


“Mas minha mandíbula tá doendo!” Ela protestou, “Por que eu não posso ficar séria? Daria um efeito bem legal.”


“Eu acho seu sorriso bonito.” Jasper a elogiou, e eu senti uma súbita raiva invadindo meu ser, “Assim como o restante do seu rosto.”


“Sei...” Bella parecia não acreditar muito nele.


“É sério. Seu rosto é bem simétrico.” Ele comentou.


“Espero que você não elogie a Alice desse jeito.”


“Não. Geralmente eu falo que ela é gostosa...”


“Me poupe dos detalhes, por favor.”


Mesmo durante o silêncio que se seguiu, eu fiquei ali, grudado na porta tentando ouvir qualquer coisa que eles falassem.


Eu sabia que aquilo não era muito saudável, muito menos educado, mas o meu lado racional parecia ter me deixado no momento que deixei Bella se aproximar.


“Agora canta a música.” Jasper falou, me deixando curioso. De que música ele estava falando?


“Que música?” Bella também parecia não saber.


“A que você estava dedilhando durante os intervalos.” Ele explicou.


“Como você sabe que ela tem uma letra?” Ela perguntou surpresa.


“Você ficava movimentando os lábios enquanto tocava.” Ele respondeu. “Vai, canta.”


“Você não está em condições de me pedir nada.” Ela avisou. “Mas eu acho que gostaria de ouvir sua opinião.”


“Ok.”


“Essa é a música que eu vou cantar na apresentação.” Ela falou.


“Você que compôs?”


“Sim.”


Don't know much about your life
Don't know much about your world but
Don't want to be alone tonight
On this planet they call earth.

You don't know about my past
And I don't have a future figured out
And maybe this is going too fast
And maybe it's not meant to last

But what do you say to taking chances?
What do you say to jumping off the edge?
Never knowing if there's solid ground below
Or a hand to hold, or hell to pay
What do you say?
What do you say?

I just want to start again
Maybe you can show me how to try
Maybe you could take me in
Somewhere underneath your skin

What do you say to taking chances?
What do you say to jumping off the edge?
Never knowing if there's solid ground below
Or a hand to hold, or hell to pay
What do you say?
What do you say?

And I had my heart beaten down
But I always come back for more, yeah
There's nothing but love to pull you up
When you're lying down on the floor, yeah
So talk to me, talk to me
Like lovers do
Yeah walk with me, walk with me
Like lovers do
Like lovers do

What do you say to taking chances?
What do you say to jumping off the edge?
And never knowing if there's solid ground below
Or a hand to hold, or hell to pay
What do you say?
What do you say?

Don't know much about your life,
And I don't know much about your world

“Uau!” Foi a única coisa que meu irmão conseguiu falar e, também, a única que eu conseguia pensar.


“Então?” Ela perguntou ansiosa.


“É perfeita. A letra, a melodia... Tudo.” Jasper a elogiava e eu concordava com cada palavra que ele dizia.


“Obrigada.”


“Sabe, eu ia perguntar onde você tirou tanta inspiração, mas eu acho que já sei.” Jasper disse de uma maneira sugestiva. Deduzi que devia ser algum tipo de piada interna entre eles.


“Idiota.” Ela sibilou.


“Mas você me ama mesmo assim.”


Resolvi sair logo, antes que um dos dois me flagrasse ali. Fui direto para o meu quarto, mesmo sendo a hora do jantar.


Eu ainda não podia encará-la.


Minha mãe veio me chamar para o jantar, mas eu recusei dizendo que estava sem fome.


Horas depois, quando ouvi que o quarto ao lado já estava ocupado, fui para a cozinha buscar algo para comer.


Infelizmente, a cozinha não estava tão vazia quanto eu esperava.


“Finalmente você resolveu sair daquele quarto.” Jasper falou, assim que entrei no aposento.


Ignorei seu comentário e peguei meu cereal, que sempre ficava no mesmo lugar. Jasper, que pelo visto não sairia dali tão cedo, me entregou uma tigela e a garrafa de leite.


“É verdade que você está fazendo um retrato da Bella?” Perguntei, já não me agüentando mais de curiosidade.


“Mamãe não te ensinou que é feio ficar ouvindo atrás da porta?” Ele me provocou.


“Eu não estava ouvindo atrás da porta. Apenas passei em frente ao seu quarto e foi quando ouvi por acidente.” Me defendi. Eu sabia que ele não acreditaria na minha mentira, mas não custava nada tentar.


“Sei.” Ele, como era esperado, não acreditou no que eu havia dito. “Mas respondendo a sua pergunta, é verdade sim.”


“Hum... Mas você geralmente não pinta a Alice?” Perguntei, tentando parecer desinteressado, mesmo querendo saber o porquê de ele ter escolhido a minha Bella. Espera. Eu acabei de dizer que a Bella era minha?


“Sim, por isso resolvi mudar.” Ele respondeu.


“Você não acha que ela pode ficar chateada?” Questionei, antes de colocar uma colherada do cereal na boca.


“Eu acho que quem está chateado é você.” Ele apontou, e eu me engasguei com o cereal.


“O quê?” Perguntei desconcertado.


“Você está com ciúmes.” Ele me acusou.


“Claro que não.”


“Está sim.” Ele insistiu.


“Me recuso a ficar aqui discutindo isso com você.” Peguei minha tigela com o cereal e saí da cozinha.


“Você tá apaixonado por ela?” Jasper me perguntou quando eu já estava alcançando a escada.


“Eu... O quê...?” Eu não sabia o que responder. Eu não costumava ficar sem palavras.


“Vocês são tão teimosos.” Jasper disse derrotado.


Resolvi ignorar os comentários do meu irmão e fui para o meu quarto.
Ao passar em frente ao quarto de Bella, eu senti uma vontade de ir lá e falar com ela.


Por mais que eu tentasse, eu não conseguia mais evitá-la, como eu fazia antes.
Agora, eu precisava dela.


“Bella?” A chamei, mas não houve resposta.


Ela devia estar dormindo, pois eu podia ouvir o leve som da sua respiração.
Minha mente me mandava sair dali o quanto antes, mas eu não conseguia retroceder.


Então, entrei silenciosamente no quarto dela, tomando cuidado para não fazer nenhum barulho. Felizmente, eu já sabia mais ou menos a distância entre a porta e a cama dela.


Assim que consegui achar a cama, me sentei perto da cabeceira.
Eu devia estar ficando louco. Imagina se ela acordar ou alguém entrar ali? O que eu iria dizer?


Eu podia sentir sua respiração batendo levemente no meu braço, o que indicava que seu rosto estava voltado para a minha direção.
Não consegui conter o impulso de tocá-la.


Quando dei por mim, meu dedo já estava contornando sua sobrancelha perfeitamente delineada.

Saia já daí! Gritou o que restava da minha razão.


Meu indicador continuou sua exploração, acariciando as pálpebras que estavam cerradas. Eu me perguntava, qual deveria ser a cor dos seus olhos? Verdes? Castanhos? Azuis?


Em seguida, contornei levemente as maçãs do seu rosto, sentindo seus cílios roçarem levemente no meu dedo. Continuei meu percurso e percebi que o nariz dela era pequeno e levemente empinado.


Seus lábios eram pequenos também e cheios. Eu sentia meu coração batendo mais forte no meu peito, enquanto eu me demorava, acariciando levemente seus lábios.


Naquele momento, tudo que eu queria era senti-los novamente contra os meus.
Eu queria poder envolvê-la em meus braços, assim como eu fiz enquanto dançávamos.


Eu queria poder sentir seu corpo próximo ao meu novamente.


Eu queria...


Talvez Jasper tivesse razão.


Talvez, eu estivesse me apaixonando por Isabella Swan.

Notas finais
Beijos! Até mais!