Atrás do Santuário...

7 Uma disputa e uma descoberta do óbvio.


Notas iniciais
Olá leitores.

Como sempre este capítulo contém palavras chulas. Como me foi sugerido em um review, aviso a todos que estarei em breve lançando uma enciclopédia com a relação completa de todas as palavras chulas descritas em minha fic, a PAPILLONPÉDIA...kkkkkkkkkkk...claro, tudo a fim de informação, afinal, Papillon Bleu tb é cultura...kkkkkkkkk

Bem quanto a fic, Milo e Camus estão...Ah leiam a fic que fica mais fácil....hehehe

Uma semana depois.........

E mais uma semana se foi rapidinho, o santuário a cada dia estava mais liberal, todo mundo andava de boa para todos os lados e faziam o que bem queriam e como queriam. Estava tudo liberado nos alojamentos. Os treinos ainda eram rígidos, mas os malditos castigos já não existiam.

O Grande Mestre andava sem o elmo pra lá e pra cá ao lado de Dohko fazendo exposição da figura. Os cavaleiros de ouro estavam mais soltinhos também e alguns, como Shaka e Mu até já assumiam seus namoricos quando dormiam nos templos dos amantes. Estava tudo uma beleza.

Porém no templo de Aquário as coisas também estavam diferentes. Todas servas de Camus haviam sido trocadas por mulheres mais velhas e mal-encaradas, que foram indicadas por Saga. Queria evitar fofocas santuário adentro e tomou essa decisão para preservar sua privacidade.

No entanto, as trinta servas de Camus foram para o Templo de Escorpião, onde consolidaram um clubinho de fofocas.

Ao contrário de todos os outros cavaleiros, Camus havia se tornado mais inflexível que nunca. Milo apenas o estudava. Até aquele dia que finalmente resolveu por em prática seu jogo de sedução planejado nos últimos dias.

Porém ele não contava que exatamente naquele dia sua rival também colocaria as garrinhas para fora.

Eis que numa tarde de domingo Camus estava andando pela praia atrás do santuário sozinho, gostava de caminhar na areia, aquilo sempre o ajudava a relaxar e esquecer-se do resto do mundo.

Sentia a brisa marinha tocar sua face e movimentar seus cabelos, a temperatura estava bastante agradável e ele até andava sem as suas típicas sandálias pela fina areia branca.

Procurou um lugar aconchegante sob uma palmeira e se sentou olhando para o mar. A tranqüilidade rondava e Camus até mesmo fechou os olhos sentindo a brisa.

E foi então que depois de uma semana de tranqüilidade, eis que o seu sossego estava sendo quebrado. Ouviu um barulho de agitação na água e abrindo os olhos perdeu o fôlego. Milo estava na água.

- Ei Camus! Chega aí, a água está uma delícia.

- O quê?! Mas que merda... Milo, o que está fazendo aqui?

- Oras, estou tomando banho de mar.

- Mas por que aqui?

- Oras, e por acaso, essa praia está no seu nome? Que eu saiba as praias próximas ao santuário pertencem a todos nós agora. Deixa de ser ranzinza e vem logo.

- Milo, eu não vou, e vê se vai tomar banho em outra parte, eu quero ficar a sós.

-Hum, que estressadinho. Olha se você não vier eu vou ai e te arrasto.

- Você não é louco!

- Vai querer saber se sou ou não mesmo? – Milo nesse momento saía da água, e Camus apenas observou o seu deslocamento, quando a água chegou à altura da cintura uma onda fez com que a água se abaixasse bastante, e ele pôde ver que Milo estava peladinho da silva. Gelou.

- NÃO!...Não sai da água. Pára aí mesmo – Ele estava visivelmente corado o que não passou despercebido por Milo.

- Por quê? Você me desafiou, e eu estou indo aí te buscar. – Camus estava paralisado na areia, não sabia se corria ou o que faria. Milo já caminhava na areia, e foi nesse momento que quase tiveram um ataque do coração.

Eis que saiu da mata, sua serva Petaloúda Ble, que percebendo as intenções de Milo, correu para interromper o ataque fulminante dele.

- Mestre Milo! Mestre Milo! AH graças a Athena o senhor está aqui, socorro! – Ele quase enfartou, não por ser visto nu pela serva, mas por ela ter lhe atrapalhado o bote no ruivinho.

- Que porra você quer aqui Petaloúda Ble? Não vê que estou ocupado?

- Ai mestrinho, é que eu estava passeando aqui pelo local para colher algumas daquelas amoras que o senhor tanto gosta e uma arara azul brasileira correu atrás de mim. Que bom que o senhor está aqui para me proteger.

Camus olhava a cena em que a moça se agarrava ao grego pelado quase subindo em seu colo, e agradeceu mentalmente por ter aparecido a Arara Azul. Espera aí? Arara Azul brasileira? Correndo ao invés de voar? Na Grécia? Procurou não pensar mais nisso, apenas reuniu forças e saiu correndo da praia deixando Milo e a serva para trás.

Milo estava puto da vida por ter sido interrompido, mas naquelas épocas os cavaleiros estavam proibidos de punir os criados com a morte. Há alguns dias ele soube que aquela atrevida era a serva que queria competir consigo.

Resolveu jogar com as mesmas armas da galinha safada que estava tentando roubar o SEU ruivão. Camus tinha deixado apenas seus rastros na areia e a serva estava agora recolhendo sua cesta de amoras e rumava para o santuário com um sorriso cínico nos lábios. Havia ganhado essa.

- Sua galinha, como ousa me atrapalhar no momento em que eu ia dar o bote?

- Calma mestrinho. Vale tudo no amor e na guerra...

- Você me paga, isso não vai ficar barato, não mesmo. Vai ter troco, aguarde e verás.

Camus chegou em cinco segundos a seu templo com o coração saindo pela boca por ter visto Milo peladão, de novo. E correu para o banheiro onde dispensou a banheira e tomou uma ducha abundante e fria para acalmar os acendimentos.

Dois dias depois da ocorrência tosca na praia, Camus jantava sozinho em seu templo, a noite estava agradável. Depois de um mês da bebedeira homérica ele apostou em uma taça de vinho. O jantar correu tranqüilo e em seguida foi para seu quarto.

Entrou no recinto sofisticado de sua biblioteca e pegou um grosso volume literário de Voltaire e ajeitou-se em uma espreguiçadeira na sacada de seu templo.

O ar estava agradável e aromatizado tudo corria na mais perfeita ordem no universo até que ouviu ruídos estranhos vindo da sacada. Retirou os óculos e parou sua leitura tentando ouvir melhor o som.

Levantou e seguiu até o beiral da sacada, nesse momento quase teve um ataque do miocárdio, pois a serva de Milo estava subindo na sacada e se atirou nos braços dele, fazendo com que ambos caíssem no mármore do templo.

- MAIS QUE MERDA É ESSA!

- Ai que bom que o senhor está aqui mestre Camus, socorro!

- De novo essa história de Arara Azul? Mais o que há com você? O que estava fazendo na minha sacada?

- Não mestre não é a arara não. Ai mestre, que bom que o senhor está aqui na sacada, acredita que fui atacada por uma jibóia de duas cabeças agorinha mesmo e agora estou aqui, vê se pode?

- Quê?! – Camus estava incrédulo com a revelação ridícula, é obvio que ela inventou aquela de jibóia. – Que raio de jibóia? Você esta dentro do santuário aqui não tem cobras, e depois jibóia não ataca ninguém e nem é venenosa... — Teve sua fala interrompida quando a serva atacou seus lábios o beijando fervorosamente o deixando catatônico enquanto esperneava.

- PÁRA... COM ISSOO! – Ele tentava argumentar e empurrar a mulher, mas tudo em vão. Era tanta mão passeando pelo corpo do ruivinho que ele não sabia dizer se ela era uma mulher ou um polvo com mão em cada tentáculo e no cio.

Ele pensou em usar o Execução Aurora nela, mas num lampejo lembrou-se que matar os servos infringia uma pena terrível, apenas tentava afastá-la de seu corpo, mas estava ficando cansado pelo tanto que se debateu

- Ai mestrinho, o senhor é tão gostoso hummmm.... Eu quero fazer amor com você agora....... – A mulher estava mesmo no cio e o pobre Camus quase não conseguia se mover, pois ela já estava com as pernas enroscadas em sua cintura prendendo-o ao chão.

- Que porcaria é essa, eu não vou fazer nada com você, muito menos amor, sai de cima de mim sua tarada insana! – Num último esforço conseguiu empurrar a mulher que caiu num canto batendo as costas na parede e lá permaneceu imóvel.

Ao observar o que tinha feito, Camus preocupou-se e pensou que tinha matado a tarada. Aproximou-se novamente e quando ergueu uma mão para tocar nela, eis que ela voltou do túmulo e saltou sobre ele imobilizando-o novamente.

- Eu não vou avisar de novo, sai de cima de mim pelamor de Zeus, ou eu vou ignorar as leis e soltar um torpedo em você. – Camus estava furioso com a servinha safada.

- Aiii que delícia, um torpedo é... Adoro torpedos... Como esse... – Disse pausadamente e Camus teve um treco ao ter o pênis apertado por uma das várias mãos que a mulher possuía novamente.

Aquele toque ousado, o fez voltar no tempo e lembrar-se de que fora tocado por Milo daquela mesma forma. Naquele momento Camus até parou de se remexer deixando a serva muito mais animada. Ela aproveitou-se que ele estava imobilizado e perdido em lembranças e beijava o pescoçinho perfumado arrancando pequenos gemidos de sua garganta.

A mão ousada ainda permanecia fazendo uma pressão gostosa e relaxante. Ela estava realmente feliz quando percebeu que Camus estava começando a “despertar” e começou a descer a alça da túnica expondo seus seios. Camus apenas de olhos fechados enquanto a tarada lhe aplicava aquele golpe fantástico.

Com o pobrezinho sob sua “custódia” a danada estava fazendo a festa mordendo, chupando, apertando. Mas como alegria de pobre dura pouco, eis que chega à sacada ninguém mais ninguém menos que Milo.

- Mais o que é que você pensa que está fazendo sua estúpida? Larga esse ruivo que ele é meu! – Berrou sem se importar com o que acabou de falar se denunciando.

A serva quase teve um ataque de pelancas ao ser interrompida em seu ato predatório a ruivos indefesos.

- Mestre Milo, como ousa vir até aqui e me interromper? – Sim, ela era mesmo muito atrevida, falava com seu mestre como se ele fosse sua vizinha.

Nesse momento Camus se assusta com o rebuliço e se levanta jogando a tarada no chão e se posiciona de costas para Milo escondendo seu “brinquedinho” que estava bem acordado, muito corado e nem mesmo conseguiu balbuciar algumas palavras.

- Petaloúda Ble, saia já daqui e retorne ao templo de Escorpião!

- HUM HUM Não! Hoje é minha folga e eu não vou obedecê-lo mestrinho pode tirar seu escorpiãozinho da chuva.

- Ahh mais você vai mesmo. – Milo pegou-a pelo braço e a puxou sob muitos protestos para fora do quarto.

Camus ainda de costas tentava processar tudo aquilo em estado de choque enquanto “abaixava” seu estado de calor. Como pode ele, o cavaleiro mais circunspecto entre todos se deixar levar daquela maneira com um simples toque.

Não que estivesse de fato gostando que a serva petulante tivesse tentado “estuprá-lo”, não de forma alguma, mas foi pelo fato de ter pensando em Milo durante aquele toque e imaginar que estava sendo beijado por ele ao invés da moça. E aquela revelação de Milo quanto a ele lhe pertencer. Aquelas palavras lhe atingiram em cheio.

No salão do templo de Aquário Milo e a serva estavam aos berros disputando quem tinha o maior acervo de ofensas.

- Sua catilanga, você é a mulher mais atrevida desse santuário inteiro, como ousa atacar o meu ruivo?

- Seu projeto de lacraia mal desenvolvido, como pode querer disputar aquele gostosinho comigo, você não tem chance alguma, saiba que eu tenho o que você não tem ó... – disse bastante segura de si abaixando a única alça da túnica vermelha mostrando os belos e fartos seios para Milo.

- AHHH é, pois saiba que você não tem também o que eu tenho ó... – disse abaixando a calça e mostrando o seu majestoso instrumento de batalha para a serva que arregalou os olhos. – E isso aqui é bem melhor que esses seu peitos de furar língua aí ta ligada.

- Você é patético mestrinho, mas não pense que eu vou desistir dele, vou levá-lo pra cama e mostrar como a vida é boa. Pode crer que EU, vou arrancar aquele cabaçinho lá.

- Ahh mas não vai mesmo sua safada, aquele lá já tem meu nome escrito e registrado no cartório do santuário.

- Veremos então mestrinho.

Após alguns minutos de discução vulgar, a serva saiu do templo e Milo subiu em direção ao quarto do ruivinho. Ao chegar lá Camus ainda estava na sacada observando ao longe o Egeu clareado pela luz prata da lua cheia.

- Camus? Esta tudo bem? – Disse Milo, preocupado.

- Sim, está tudo bem. – Camus parecia estar em outro planeta, olhando para o vazio.

- Aquela maluca te machucou?

- Não...

- Então, por que você esta aí assim, todo amuado?

Camus permaneceu em silencio. Milo se aproximou mais e encostou-se na sacada olhando para o encabulado ruivinho.

- Me perdoe pela atrevida serva, amanha mesmo tomarei providencias. Ela passou dos limites. – Milo se sentia o próprio mestre da maldade e já tinha em mente o que fazer com a servinha perva.

- Não faça nada a ela, não aconteceu nada. Ela apenas me jogou no chão. Só isso.

- É mais não parece, você esta mais vermelho que um morango, e depois eu vi que ela se aproveitou de você mais do que você esta me contando, e pelo que vi você até estava gostando. – Milo estava se roendo de ciúmes.

- Não é nada disso, apenas fui pego de surpresa. Só isso. Agora se me der licença preciso ficar sozinho Milo.

- Tudo bem...eu vou, se quiser conversar só me chamar. E não se preocupe a serva não vai mais incomodá-lo. Boa noite.

- Boa noite Milo.

*****

A noite foi bem longa para Camus, que estava todo confuso. E pensava nas palavras de Milo: “Larga esse ruivo que ele é meu!”. Vagou em pensamentos. Sabia que Milo estava agindo estranho com ele desde a festa de entrega das armaduras, será que ele estaria mesmo sentindo algo diferente, ou seria apenas mais uma de suas brincadeiras de gosto duvidoso.

Camus sabia no fundo de seu ser que estava começando a se apaixonar pelo grego maluco, mais e ele? Será mesmo? Poderia mesmo ele, o grande escorpião safado, estar interessado nele?

E perdido em suposições, e rendido pelo cansaço físico por ter “lutado” com a serva safada de Milo, sorriu ao lembrar-se da moça o atacando e de todos aqueles beijos e toques enquanto adormecia, e seu sono foi embalado por sonhos nada puros com o seu escorpiano.

No Templo de Escorpião, Milo estava deitado em sua cama e rolava de um lado para o outro, não conseguia parar de pensar em Camus. Estava apaixonado. Enfim assumiu para si mesmo. E sentiu ciúmes ao se lembrar da serva tocando o corpo do ruivo enquanto ele estava consciente e ele parecia gostar.

Definitivamente teria que tomar uma atitude, disputando como estava não iria conseguir chegar a lugar nenhum. Teria que se posicionar e finalmente conseguir aquele coraçãozinho para si.

**********************************M&C***************************************

Notas finais
Obrigada por lerem.
Beijos