Atrás do Santuário...

11 ...Todo mundo odeia, primeiros socorros...Quase...


Notas iniciais
Olá leitores
Desculpem a demora nas postagens sem tempo em tempo integral...rs
Esse capítulo contém cenas com duplo sentido,portanto quem se sentir ofendido com esse tipo de coisa, não leia.

Eu disse que esse seria o último cap mas resolvi dividi-lo se nao ficaria mt grande e ninguem merece textos longos. Prometo postar o outro Final mesmo amanha.
Bjs e obrigada
P.S tentei ser original, qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidencia, ou não?

Ahhh o amor............é uma flor roxa que brota no coração dos trouxas....mas tudo bem...

L’amour, l’amour... O mais sublime dos sentimentos. Aquele que trás consigo o efeito abestalhado, mas gostoso onde sentimos “borboletinhas azuis” passeando pela pele ou aquela sensaçãozinha idiota de choquinhos, como aqueles que levamos ao abrir o registro do chuveiro antigo da casa de nossas avós ou então ouvir sininhos tocando e outras besteiras do gênero que só gente abobada consegue ver e sentir quando está apaixonada.

Dizem que quando encontramos o amor da nossa vida e nos declaramos, nasce uma estrela no céu que fica marcada com o nome dos pombinhos para sempre. (N/A Por isso já não vejo mais tantas estrelas no céu... mas tudo bem, melhor prosseguir com essa história fingindo mesmo).

As loucuras do amor vêm passando de geração a geração, como o diabetes. Mesmo hoje, ouvimos todo tipo de história e declarações, coisas totalmente sem sentido ou nexo. Assim é a vida dos apaixonados enquanto não cai a ficha...

Mas hoje, estamos aqui apenas para saborear uma conquista suada, regada a muitas confusões e embaraços.

Milo. Esse nome tem a força de desestruturar até mesmo a Grande Muralha da China. Uma pessoa que enfim chegou aos seus dezoito anos de idade e perdendo fragmentos da massa cefálica pelas trilhas da vida à medida que ficava mais velho. Mas ele possuía uma beleza única que supria a falta dos fragmentos cerebrais. Vigilância e beleza para Milo eram arquiinimigas, mas como bravas amadoras, cumpriram seu papel.

Milo sempre fora o maior fanfarrão dos confins do santuário, porém devido a essa sua façanha de amalucado e desatinado, mesmo que na maior das conveniências ao seu favor, muitas coisas haviam sido mudadas no santuário.

Desde o fatídico dia detrás do santuário, quando flagara o Grande Mestre e seu divertimento sexual, digo assessor entre as pedras em uma devassidão inesquecível e graças ao dom de espião conseguiu a tão sonhada armadura de Escorpião, e também conseguiu a abolição da escravidão dos aprendizes no santuário. Um marco na história.

Fora o grande responsável pela saída do armário de vários cavaleiros e amazonas e inclusive embebedar o maior protótipo de certinhos e cubos de gelo do mundo, talvez até do universo, além de finalmente conseguir conquistar o coração do amigo de infância, que sempre lhe deu condição, mas como foi dito anteriormente, devido a perca de massa cinzenta, só foi capaz de se perceber totalmente apaixonado após os últimos incidentes.

Finalmente, pois já estava ficando muito cansativo para todos ali, fazê-lo perceber-se apaixonado, mas o que ele nunca contou, foi que por causa de suas maluquices quase perdeu o ruivinho metido a certinho.

Milo sempre fora um libertino. Sua beleza atraía homens e mulheres de todos os quatro cantos do santuário, e ele, lógico, se aproveitava da conveniência e se esbaldava. Mas quando ele precisou de sua imagem de pessoa/homem “sério” seu ruivinho teve medo que tudo o que ele desejava fosse um mero divertimento. E dadas as circunstancias, ele até podia jurar que era isso mesmo. Mas aí já era tarde. Estava também apaixonado.

Quem te viu quem te vê. O grande certinho, tido como frio e insensível. Aquele que era capaz de congelar tudo com o seu Zero Absoluto, se pegar de repente fingindo dormir para ser “aproveitado”, e o pior, até deu uma “descabelada no palhaço, a famosa espocada na silibita” na banheira, lembrando-se dos dedos firmes do greguinho sem noção em sua intimidade. Claro que esse era um segredo que ele levaria para o túmulo. Mas o fato é que foi feito e agora já era.

Camus, o grande picolé de tinta guache cor púrpura, se fazendo de difícil e dando a maior fadiga no coitado do Milo, enquanto o que realmente queria era se esbaldar nos braços do loirão. Ah Camus, fazendo c** doce, como sempre, mas Milo não era diabético. E demorô já era! Caiu na teia, ou melhor, na pinça do “escorpiagulhão”.

Em meio a beijos calorosos e apaixonados Milo se surpreendia a cada segundo com Camus enquanto vagava em filosofia. Quanto tempo havia se passado desde o fatídico dia na praia detrás do santuário e agora lá estavam eles, dois pombinhos trocando suas primeiras promessas de amor depois de tantas confusões protagonizadas pelo grego maluco, quantas situações constrangedoras, enfim. Os atropelos passados já estavam realmente no passado.

O amor tem dessas coisas, se estamos zangados com alguma loucura de nossos companheiros, basta uma bitoquinha para que águas passada não movam mais os moinhos. Apenas o vento soprava para um futuro talvez não tão longo, mas muito feliz os cingia na sacada da casa de Áries.

Palavras não eram mais necessárias. Apenas beijos eram trocados, muito já havia sido falado durante dezoito anos de suas vidas. Naquele momento as bocas deveriam ficar abertas apenas para sentirem a textura macia das línguas que exploravam o doce sabor da descoberta.

A festa de Shaka havia sido um sucesso, todos estavam comentando pelos corredores e escadarias do santuário. O comentário também era geral á respeito do mais novo casal formado. Fogo e gelo, inverno e verão, responsabilidade e displicência. Camus e Milo.

Os dias se transformaram em semanas e os amigos estavam comemorando, pois finalmente puderam observar os companheiros felizes e sorrindo pelos cantos. Os dias continuaram a passar e já se transformavam em um mês e tudo estava na mais perfeita ordem do universo.

Os pombinhos saíam juntos para todos os lados, treinos, jantares, até para ir ao banheiro eram juntos. Um verdadeiro grude!

Quem os conhecia antes da fatídica paixão, agora não os reconheciam mais. E o pior, ou melhor, estava ficando contagioso.

Afrodite que durante todo o tempo serviu de ama seca e cupido, agora andava de mãos dadas com seu mais novo amor Máscara da Morte, esbanjando purpurina e perfume.

Aioria e Shura também estavam finalmente juntos, Mu e Shaka, foram os primeiros a se revelar, então esses não contam.

Aioros depois do bafafá da festa das entregas das armaduras deixou de ser voyeur e agora namorava uma amazona ruivinha chamada Marin que conheceu na festa do Shaka. Aldebaram estava se esbaldando e cada noite, ou dia dormia com uma serva diferente de um lado e com um barril de pinga do outro. Super feliz. A vida que pediu pra Zeus!

Dentre todos os novos casais, apenas Saga estava sozinho. Também, quem é que ia querer alguém com distúrbios de dupla personalidade? Mas dizem que toda panela tem sua tampa, quem sabe um dia né?

Milo agora havia conseguido um discípulo fiel, Camus, que o seguia pelas praias em busca de novidades, tais como observarem Dohko e Shion que estavam sempre atrás de pedras e por aí vai. É, e depois dizem que más companhias não influenciam. Típica atitude de quem está namorando de pouco tempo, tudo que um faz o outro quer imitar só pra agradar. Ninguém merece!

Mas a conversa está muito boa e o tempo só passando. Tudo na mais perfeita ordem e paz. Eis que numa manhã de domingo, Afrodite estava de passagem rumo à Rodorio em busca de um livro de receitas italianas, quando pediu permissão para passar pela casa de escorpião. Adentrou o local muitíssimo limpo e procurou por seu ilustre morador para lhe dar um bom dia, quando de repente quase caiu duro ao ouvir os sons de vozes que vinham do andar de cima.

- Ahhiii... Pára, pára pááára que está doendo... muito! – A voz era melancólica, arrastada e carregada de gemidos.

- Calma amor, é assim mesmo, dói no início. Calma... Assim... Calma...

- Ai M-Milo, por favor, eu não vou agüentar, dói muito... hummm... – Camus quase gritava tamanha era a agonia em sua voz.

Afrodite estava roxo, não acreditava no que estava acontecendo àquela hora da manhã no templo de Escorpião. Bom até acreditava, afinal já se passaram um mês desde que assumiram o namoro, era normal que estivessem tirando os atrasos, ele pensava enquanto se punha o mais silencioso possível e ocultava seu cosmo.

Mas seria possível mesmo que Camus fosse tão escandaloso na cama daquela forma. E então, como todo bom pisciano curiosíssimo, esqueceu-se do livro de receitas e resolveu invocar o espírito de Milo, se transformando em um bisbilhoteiro nato. Aproximou-se na ponta dos pés para ouvir melhor os sons que vinham do quarto de Milo

- Calma amorzinho, olha você faz assim, fecha os olhos com força que eu vou forçar só um pouquinho, ta bom? Já está entrando a pontinha. – Milo utilizava de uma voz quase maternal.

- Aii... tá bom, mas vai rápido então, que está doendo pra burro!

- Tudo bem amor, eu sei que dói, mas eu não posso pôr rápido se não machuca você mais. Relaxa um pouquinho a perna ta bom? Está preparado?

- Sim...humm...estou ai!

Afrodite, mantinha na face um sorrisinho sacana, daqueles que damos mordendo o lábio inferior esforçando para não rir. Aproximou-se mais e viu que a porta estava apenas cerrada. A curiosidade era tanta que podia ser palpável.

- Ai, aiiii, Milo, por favor, pare, eu não vou agüentar, é muito grande! – Afrodite quase teve um ataque do miocárdio.

- Calmo anjinho, claro que agüenta. Já está passando a pontinha viu calma... Só mais um pouquinho... Assim...

Camus gemia abafado quase chorando o que fez Afrodite tapar a boca com as mãos para não gargalhar.

- “eu não acredito que estou presenciando uma transa daqueles dois. Aii que lindinho!!! pensou – Não podia dar pulinhos ali naquele momento, mas por dentro soltava fogos de artifícios. Enquanto no quarto mais gemidos dolorosos e muito mimo por parte de Milo.

- A-aii...ahhii...Milo...

Cada gemido de Camus era uma palpitação no coração de Afrodite.

- Nossa amor, calma não se mova assim não. Espere! – Milo disse mais sério.

- O que foi? O que tem aí? – Disse Camus nervoso.

- Espera, não se mova, tem algo errado aí. – Milo parecia nervoso agora.

- Ai... O que é fala logo... Está doendo... Ai!

Afrodite estava ansioso demais e resolveu expiar pela pequena brecha. Lá dentro pôde ver apenas a parte de cima do corpo de Camus que estava apoiado nos cotovelos de costas sobre uma escrivaninha. O dialogo continuou carregado.

- Anjo, fica parado por que tem um pedacinho de vidro lá dentro.

- Aii...então tira logo!

- Quê? Vidro? – pensou Afrodite agoniado.

No momento em que ouviu Milo falar do pedacinho de vidro, assustou-se tanto que deixou seu cosmo ser revelado, Milo percebendo-o gritou pensando que ele estava longo para que ele entrasse. Afrodite quis morrer quando adentrou o quarto e viu Camus deitado sobre a escrivaninha e Milo que segurava uma agulha, dando pontos num ferimento no pé delicado de Camus.

- Aii meus saiss! Mas que merda é essa? – Afrodite estava indignado com tudo aquilo. Pensou que havia presenciado a transa mais esperada dos últimos tempos e quebrou a cara pois era apenas os primeiros socorros que Milo fazia em Camus, que se acidentara na casa de Libra a caminho da casa de Escorpião quando vinham de Rodorio. Provavelmente algum cachaceiro deveria ter quebrado uma garrafa por lá na noite anterior, já que o local era freqüentado por todo tipo de marmotas existentes no santuário que buscavam locais isolados para se divertirem á noite.

E sim, Milo havia feito um curso de primeiros socorros e tinha kit e tudo em sua casa para casos especiais. E nada melhor que cuidar de seu amorzinho pessoalmente. Pois não queria que nenhuma enfermeira baranga tocasse a pele alva e delicada do pezinho de seu francês.

Notas finais
Obrigada por lerem.

P.S CASO ALGUÉM SE SINTA OFENDIDO COM O CONTEÚDO DA HISTÓRIA SÓ ME AVISAR QUE RETIRO OK.
OBRIGADA POR LEREM.
POR FAVOR SE QUISER COMENTE, ISSO MASSAGEIA MUITO O MEU EGO.