Atrás do Santuário...
13 Sexo, sexo, sexo. E viveram felizes até onde deu..
Notas iniciais
Novamente aqui postando outro capítulo que é o último.
Me desculpem pela demora, estava super abarrotada de trabalho.
Esse último capítulo é 100% lemon.
Eu particularmente, acho que ficou muiiito meloso o lemon para uma fic de comédia, mas acho tb que ficou kuti kuti, ninguém merece primeira transa na bruta né não?
Espero que gostem mesmo, eu sei que detalhei demaiiis tambem esse lemon, é que eu sou assim, gosto tudo muito bem explicadinho nos seus mínimos detalhes. perdoem os erros de portugues existentes aê ( culpa de minhas unhas)desculpa esfarrapada...kkk Bj e boa leitura gente!
Enquanto isso...
- Milo...
- Sim... Ágape.
- Estou... Com medo. – gemeu.
- Não tenha medo anjo... – Milo acariciava o rosto acetinado, afastando uma mecha ruiva que estava colada à testa pelo suor. – Abre um pouco mais as pernas para eu me encaixar melhor ta bom?
E foi aí que todos os pesadelos de arrancar uma virgindade começaram para Milo. Haja paciência!
M&C.... M&C.... M&C.... M&C.... M&C.... M&C.... M&C.... M&C.... M&C....
Como todos já estão cansados de saber, Camus e Milo estão na mó love só de boa curtindo um amorzinho gostoso. Bem ao menos estavam até Camus ter uma crise de pelancas com medo de entrar na vara. Aliás, deixar que a vara entrasse nele.
Ele estava ansioso com a certeza de que agora não tinha mais escapatória, já estava na chuva então teria que se molhar, ou dá ou desce. Não conseguia fazer outra coisa que não fosse prender as pernas nos quadris de Milo e espalmar as mãos no peito forte do grego empurrando-o cada vez que ele tentava se acomodar melhor entre suas pernas.
Camus estava muito apreensivo e dificultando a vida do pobre e excitado Milo. Ele sabia que devia ter muita paciência com o ruivinho imaculado. Mas porra, que coisa mais chata!
Claro que ficar ali daquele jeito estava muito gostoso e tal, mas também torturante. Milo não estava acostumado a lidar com situações como aquela. Com ele as coisas eram sempre rápidas e seus amantes eram mais rodados que os corrimãos das escadas rolantes do Shopping Center de Athenas.
Era tudo novo. Estar com Camus era diferente de todas as transas que já tivera. Lidar com um virgem era uma situação totalmente inusitada para um cara que só de aparecer na porta dos quartos, becos, matos, carroças e as roupas já estavam no chão.
E Camus, embora estivesse igualmente excitado, estava um poço de nervosismo. Também pudera, Milo era um tesão e era mais que normal que o ruivinho estivesse com medo de transar com ele. Qualquer um em sã consciência teria, pois ele carregava um enorme e famoso “instrumento” de trabalho dentro das calças.
O pobre ruivinho ainda nem havia olhado diretamente para a máquina de seu namorado, apenas sentido o calor e a umidade e tremia só de imaginar todo aquele volume abrindo passagem em seu corpo virgem. Milo percebendo o desconforto de seu anjinho tornou a beijá-lo lenta e deliciosamente para que ele se sossegasse. E pelo visto a tática estava funcionando perfeitamente.
O efeito daqueles beijos era revigorante. Aos poucos o ruivo se desprendia da teia de medo que o envolvia e baixava a guarda arriscando movimentar as mãos para um meio abraço tímido. Milo sorriu com a iniciativa do namorado.
Milo estava exultante com a ingenuidade de Camus. Mas definitivamente tinha que agir e por logo um fim naquilo. Na verdade “pôr logo” era sua maior vontade, mas esses virgens são tão frescos e medrosos e para não machucá-lo e deixá-lo traumatizado para sempre teria que seguir o protocolo e fazer uso de muito doce, carinhos e apelidos melosos típicos dos namorados quando querem arrancar virgindades.
Teria que ser muito arguto naquele momento tão especial para Camus e também para ele, afinal de contas a vida de cavaleiro era muito curta e passar os últimos anos de vida na seca era pior que enfrentar Hades lá no Mundo dos Mortos usando apenas bermuda e chinelo Havaiana.
Carinhos sensuais e beijos cálidos deixavam Camus cada vez mais relaxado e Milo aconchegava-se movendo os quadris em círculos voluptuosos numa tentativa de provocar e deixar-lo ainda mais excitado. E estava conseguindo do jeitinho que queria.
Suas mãos corriam as laterais daquele corpo primoroso apalpando com vigor a pele firme que estava toda livre para seu deleite. Sabia que ali ficariam as marcas daquele momento, mas ambos não se importavam. Naquela ocasião nada mais importava.
Os corpos estavam cobertos por uma fina camada de suor, denunciando o nível de excitação entre ambos. Camus sentia seu coração bater com força ao sentir a ereção de Milo pulsando ao mesmo momento em que a sua.
A cama ampla era o palco perfeito para aquela cena, que marcaria a vida dos dois apaixonados para sempre. Camus enfim abriu os olhos e encarava seu amor com olhos que combinava apreensão e desejo.
Milo correspondia aquele olhar com mais beijos e leves mordidas que desciam pela cútis perfeita daquela face tão corada e seguia para saborear a extensão daquele pescoço primoroso. Camus gemia de contento com os movimentos precisos e prazerosos do amante.
Milo não perdeu mais tempo. Enquanto deslizava seus lábios para acariciar os mamilos intumescidos daquele peitoral definido, uma mão atrevida se desviava em uma rota que a levava para a região pulsante e sensível de Camus. Ao atingir o ponto úmido massageou com suavidade arrancando mais gemidos guturais de Camus. Era perfeito, quente, delicioso e tão... Excitante.
Milo observava cada expressão no rosto de seu valioso. Cada toque era especial e cada gemido vindo de Camus o estimulava a aprofundar mais as carícias visando mostrar ao seu ruivinho todas as maravilhas do prazer.
Camus não tinha mais dúvidas. Esperara por tantos anos por um momento como aquele. Sonhara diversas vezes e manteve o desejo oculto no canto mais obscuro de sua mente. Mas naquele momento teve a certeza que o que sempre esperou, era uma pessoa que, mesmo sendo apressadinha, não poderia ser outra senão, Milo.
Mais toques e seu corpo não estava mais teso. O grego então decidiu que era chagada a hora de apresentar a seu amor todas as delícias do sexo.
Ainda massageando aquele pedaço de perdição entre seus dedos, aconchegou-se mais próximo, como se quisesse se derreter ao corpo do ruivo. Abandonou a ereção úmida pelo desejo e segurou a sua com firmeza direcionando-a para a intimidade de seu anjo. Nesse momento Camus o segurou pelos braços e voltou a encará-lo com olhos desejosos e com um sorriso muito tímido nos lábios. Tentava disfarçar todo o receio.
- Camus, faremos só se você quiser. – Milo olhava-o nos olhos transmitindo-lhe mais segurança.
- Eu... Eu quero...
- Se é o que você quer não se preocupe anjo, eu não vou machucá-lo. – Ainda olhava nos olhos verdes que brilhavam com a expectativa. – Confie em mim...
- Eu confio... M-mas, mas dói muito... Humm – Sua voz ainda saía arrastada.
Milo seguiu olhando-o enquanto tentava penetrá-lo lentamente. O corpo virgem apresentava resistência e o desconforto daquele momento tomava Camus e mais gemidos escapavam de sua garganta. Suas unhas cravaram-se nos músculos dos braços fortes do grego a cada centímetro introduzido em seu corpo.
- Amor... Fale comigo... – Milo demonstrava preocupação com seu ruivo que mantinha na face uma expressão dolorida apresentada em seus olhos que agora estavam novamente fechados com força. – Quer que eu pare?
- N-não... — Apenas gemidos ecoavam de seus lábios.
- Podemos tentar depois. Vamos parar um pouquinho.
- N-não, anjo, continue. Preciso... humm...d-de você... Agora.
As palavras de Camus incendiaram mais ainda o corpo de Milo. Quanto tempo ele esperou para ouvir seu anjo lhe pedindo, ansiando por seus carinhos.
- Eu te amo, Camus! — Então a excitação tomou conta de seu senso enquanto se declarava e numa arremetida vigorosa penetrou-o completamente. Um grito rouco de dor ecoou pelo quarto.
- Ahhi!!!!...... Milo p-pare!... Está... Me m-machucando! Humm...
Milo entrou em transe por alguns segundos, lançando-se para o interior daquele corpo quente por duas vezes, antes de ouvir o som rouco e dolorido da voz de seu amor. Tentou acalmá-lo.
- Perdão amor, perdão... Pronto! Shhh... Calma... Já estamos encaixados. Fique calmo... – Milo estava se controlando ao máximo para não arremeter-se novamente ao sentir-se fundido ao seu anjinho.
Camus gemia pelo desconforto doloroso enquanto Milo afagava-lhe os cabelos e depositava leves beijos em seus lábios trêmulos. – Estamos ligados agora amor, para sempre! Você me pertence e eu te pertenço.
- M-Milo, eu... Eu amo você. Mas... Sinto muita... Hummm... Dor. Faça algo! – Camus gemia em seu pedido. Milo entendendo o recado acariciou seu anjinho ruivo massageando e estimulando-o com movimentos possantes, fazendo-o enrijecer-se novamente.
Com movimentos cadenciados Milo observou seu ruivinho excitar-se novamente permitindo-o acostumar-se a seu membro. Novos beijos e palavras reconfortantes eram trocados entre os apaixonados.
Milo então sentiu a necessidade de se movimentar mais naquele corpo. Lentamente arremetia-se sentindo o suave calor do corpo do amante gemendo abafado com a sensação. A melhor sensação de sua vida.
Aquele corpo perfeito lhe pertencia e pedia por ele a cada movimento. Uma mistura perfeita de sons e calor, o cheiro da pele, tudo funcionava como um estimulante exato.
O tempo não contava desde que estivessem conectados. As carícias intensas despertaram Camus das amarras do desconforto e já arriscava movimentar-se em busca de mais contato com o corpo forte sobre o seu.
- Amor, cuidado, não se movimente assim, posso te machucar. – Milo dizia sensual ao ouvido do namorado – Calma, que ainda temos o resto de nossas vidas para fazer amor!
- Eu quero... Mais... Eu quero tudo de você... Agora.
- Você não aguenta... – Milo ria ao observar os olhos enevoados pelo prazer.
- Quer apostar?
Entre beijos, sussurros, gemidos e palavras sem sentido algum, Milo projetava-se para o interior do corpo suave sentindo-se envolto no mais sublime amor.
Camus suportava aquela doce tortura se transformar na mais prazerosa das emoções. Jamais imaginou que fazer amor com Milo pudesse ser tão mágico. Definitivamente aqueles dias de alívio solitário no templo de Aquário estariam para sempre esquecidos.
Os dois estavam enlaçados nas teias do tesão e nem mesmo se uma bomba atômica caísse sobre o santuário seria capaz de interrompê-los.
Camus sentia o corpo estremecer com as investidas de Milo. A dor ainda estava lá, mas o sabor dos toques de seu namorado abrandavam-na. E permaneceram na deliciosa dança sensual.
O tempo, esse não importava, apenas o prazer que sentiam. E perdidos no calor do momento Camus manifestou primeiro que chegaria ao ápice do prazer.
- M-Milo...e-eu...eu... Vou.........
- Diz pra mim... Diz o que você vai fazer anjinho...
- E-eu.......vou....Ahhhh!!!
- Sim... Isso, amor goza pra mim, humm! Assim... Isso, eu também... Vou...
Não conseguiram mais pronunciar nenhuma palavra, apenas gemidos eram ouvidos enquanto suas seivas eram enfim derramadas selando assim a primeira das inúmeras noites, dias e tardes de amor que seriam protagonizadas pelos dois.
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E tudo correu na mais perfeita ordem do universo. Os dois seres mais diferentes do santuário finalmente se encaixaram, no mal sentido é claro, depois de tantos anos de amizade carregada de loucuras e vexames....
Dias se passaram desde a primeira noite de amor e para todos os lados em que se olhava lá estavam os dois pombinhos trocando olhares, carinhos, toques, alguns muito indiscretos e as pessoas à volta até fingiam que não viam isso.
Quanto aos dois pombinhos não saíam mais da cama, do mato, da praia da carroça e até da *liteira que seria destinada a Athena. Ah! Não se esquecendo de mencionar a casa de Libra, lá possuía um labirinto que era tudo de bom para uma trepada selvagem.
Camus, o mais novo ex-virgem até que estava sendo um bom aluno nos assuntos sexuais, também pudera, o excelente professor que teve era pra ninguém botar defeito.
Ele demorou dezoito anos para enfim perder o cabaço e agora queria recuperar o tempo perdido. Milo claro já havia emagrecido dois quilos apenas na primeira semana após eles terem feito amor. Mas estava adorando a taradice do namorado.
Realmente toda aquela rabugisse de Camus teve um ponto positivo, fez com que ninguém ousasse tentar conquistá-lo, com exceção da serva Petaloúda Ble, que era uma tarada inveterada. Se bem que ela não tentou exatamente conquistá-lo, e sim estuprá-lo. E assim Camus ficou virgenzinho só pra ele.
Camus depois da deliciosa descoberta do sexo, não podia ver seu escorpiãozinho parado. Se ele estava na cozinha do templo tomando uma aguinha tranqüilo, já chegava tirando a roupa e derrubando o grego no chão se entregando lá mesmo. Milo adorava fazer amor na cozinha principalmente sobre a pia de mármore.
Uma vez no banheiro de escorpião, Camus o atacou derrubando-o na banheira onde fizeram amor na água quentinha da banheira. Outra vez no box mesmo. Milo o prensou contra a parede de finos e decorados azulejos egípcios. Mordendo-o nos ombros enquanto o penetrava vigorosamente sob a água do chuveiro.
Ninguém mais via Camus com a cara amarrada. Seu sorriso estava sempre de orelha a orelha ao passo que Milo estava sempre em forma, pois o taradinho aquariano não deixava que ele acumulasse nenhuma gordurinha extra. Eles sempre estavam queimando as calorias em algum canto. Se é que vocês me entendem.
Mas não eram só os dois taradinhos que estavam felizes não. Os amigos deles também estavam radiantes com o namoro, aliás, todos no santuário estavam felizes pelos dois terem finalmente se acertado.
Shaka e Mu já planejavam uma festa para comemorarem a formação do mais novo casal. Todo mundo no santuário já estava agora com seu cobertor de orelha para dias frios.
Afrodite e Mascara da Morte engataram um namoro pra lá de quente, toda noite Afrodite dormia por lá. Ele deveria fazer um café da manhã balanceado para seu italianinho, pois acreditava que ele estava com anemia.
Aioria e Shura eram um casal estranhamente bizarro, pois cada vez que faziam amor, apareciam pilastras cortadas só para dar trabalho para os servos limparem a bagunça. Ainda bem que eram as pilastras da decoração, já pensou se fosse outro tipo de “pilastra”?
Aldebaram e as servas ainda continuavam naquela mesma história, se não tivesse uma marvadinha, não tinha sexo. E toda noite era uma serva diferente. Rotina não era o forte do boizão.
Aioros e Marin estavam de casamento marcado afinal, como todos no santuário, comeram o lanchinho antes de recreio, e a moçinha acabou grávida. Acabando com a farra.
Shakinha e Mu eram só Love. Andavam pra lá e pra cá sempre organizando festas e cuidando da vida alheia juntamente com Afrodite. Isso quando não estavam na biblioteca dando uns amassos entre os livros antigos de história grega.
Mas um fato realmente bizarro acontecia com Saga. Eis que certa ocasião quando Shaka descia para o templo de Áries por volta das 21:00 p.m e pensou que teria um ataque cardíaco com um cena surreal na casa de Gêmeos.
Ao pisar no salão do templo, ouviu alguns estalidos seguidos de gemidos altos no andar de cima da casa. Como todo virginiano a intromissão era carteira registrada. Seguiu escadaria acima em silencio para averiguar os fatos e ouvindo os sons cada vez mais nítidos vindos de uma sala paralela ao quarto principal.
Caminhou devagar quase se fundindo à parede do corredor e enfim chegou á frente da pesada porta de aroeira. Forçou-a, mas ela estava trancada. Então decidiu voltar, na certa seu morador deveria estar se divertindo com alguma serva, já que Saga nunca havia sido visto com ninguém.
Estava dando meia volta quando ouviu uma voz feminina que gritava palavras bem obscenas.
- Responde agora quem é que manda aqui seus putinhos sem safados! – Aquilo realmente fez o sangue de Shaka ferver. Quem se atreveria chamar Saga de putinho, e o pior, putinho safado. Espera aí?! Esses adjetivos estavam no plural!! Não se contendo de curiosidade, ocultou mais ainda seu cosmo e se pôs em frente à porta a olhar pela fechadura. Quis morrer naquele momento.
Eis que Saga estava totalmente nu juntamente com uma figura idêntica a si, amarrados à cama com algemas de fru-fru rosa e amordaçados com lenços de oncinha e em seus rostos estavam com a expressão mais safada que existiam. Ele quase engoliu a própria língua com a cena.
Primeiro por que o ser amarrado na cama era considerado o mais machão do santuário depois de Máscara da Morte e segundo a figura idêntica era seu irmão Kanon, que havia sido exilado do santuário por Shion há alguns meses.
E o mais bizarro mesmo era que ambos estavam sendo subjugados por uma mulher. Quem diria que uma coisa daquelas poderia acontecer com o grande poderoso fodão, cavaleiro de Gêmeos. Aquilo realmente ficou muito, mas muito interessante e se ele tivesse algumas pipocas e uma coca cola ficaria melhor.
O loirinho curioso se contorcia todo para pegar o melhor ângulo de visão pelo buraco da fechadura, quando de repente ele quase se enfiou pelo buraquinho quando sentiu um toque em seu ombro.
Era Mu que estava indo até seu templo por que ele estava demasiado demorado e ao sentir um pequeno resquício do cosmo do loirinho seguiu o rastro e o pegou no flagra.
- Shaka, que merda é essa que você est..... – Mu teve os lábios tapados por Shaka que estava verde com a cena.
- SHHH!!! Quieto! Vem aqui ver uma coisa. – Disse a curiosa Barbie.
Mu o seguiu preocupado e também curioso. Ao olhar pela fechadura quase que seus cabelos lilases ficaram pretos, tamanho o embasbacamento que ele ficou.
Ao observar a cena no quarto pôde ver que uma mulher estava vestida com roupas jamais vistas no santuário. A dita cuja estava usando um lingerie com cinta liga e sainha toda preta com meias arrastão e sapatos de salto altíssimos, seus cabelos negros estavam amarrados em um rabo de cavalo alto e na mão uma espécie de chicotinho.
Ela gritava toda sorte de palavrões esdrúxulos enquanto desferia golpes nos dois escravos amarrados. O episódio infelizmente não podia ser todo visto pelo mísero buraco que era disputado por dois seres curiosíssimos.
A festinha rolava solta no quarto do sadomasoquismo de Saga. Os curiosos estavam animadíssimos e nem mesmo perceberam a chegada de mais um ser curioso.
- Que bonitinho heim? – Shaka e Mu quase enfartaram, mas se acalmaram rapidamente ao ver que era Afrodite. E logo o chamaram para compartilhar a festa. Afrodite como rei dos curiosos nem pensou duas vezes e se juntou a turminha espiã.
- Puta que pariu!!! – Afrodite olhava pelo buraco e tapava a boca com a mão tentando abafar o riso. Em seguida pegou os dois amigos pelos braços e saíram correndo do templo antes de serem descobertos e enviados para Outra Dimensão.
Fora do templo de Gêmeos. Afrodite tentava recompor-se alterando risadas e abanando o vento no rosto.
- AIIII meus saiiizinhos perfumados... Gente o que foi aquilo lá em Gêmeos?
- Olha, Afrodite, me amarrota que eu estou passado! – Dizia Shaka enquanto dava risadas.
- Gente que coisa mais bizarra. Caralho. Olha agora posso dizer que já vi de tudo nesse mundo viu! – Mu estava indignado.
- Gente, mas que coisa, aquele lá é o Kanon, ele é muito descarado, como se atreve a voltar aqui o santuário?
- Aiii Shakinha, sinceramente eu não sei. Só sei que aquilo me deixou perturbado.
- Eu que o diga. Vou ter pesadelos com aquilo pra sempre. – Mu estava chorando de rir da situação.
- Aiii gente e isso não é tudo, vocês não adivinham quem era a mulher.
- Quem? – Disseram os dois curiosos.
- AIIII gente, que loucura! – Afrodite colocava a mão no coração enquanto falava. – Gente, aquela maluca é a ex serva do Milo Petaloúda Ble.
- QUÊ????? – Mu e Shaka estavam procurando seus queixos pelas escadarias do templo de gêmeos.
- Sim, é ela mesma! O Milinho teve foi sorte, aquela lá é do mau mesmo. Conseguir domar Saga e Kanon ao mesmo tempo, isso não faz sentido para mim, aiii que loucura!!!
- Olha se não faz para você imagina para nós?- Shaka estava laranja de rir.
- Gente, um bafão desses não pode ficar só com a gente. Veja bem, espalhem essa pra todos quanto puderem. Afinal todo mundo tá careca de saber que aqui no santuário não tem essa de segredo não ta sabendo. – Afrodite era a própria encarnação da fofoca. – Aiii o Milinho vai A-DO-RAR saber dessa.
- Bem que eu vi que o Saga estava emagrecendo muito nos últimos dias. – Mu analisava.
E finalmente a serva Petaloúda Ble, mostrou que com ela não se brincava. E mesmo depois de todos, (e quando digo todos são todos mesmo) no santuário saberem das últimas fofocas sobre os gêmeos tarados e sua serva domadora, eles não se intimidaram não. Afinal se tudo estava transformado lá no santuário, queriam mais era que o mundo acabasse em chicotinhos para que eles morressem açoitados, e de preferência pela servinha malvada.
Saga e Kanon nunca descobriram quem foram os autores da disseminação da fofoca, mas isso só aumentou a fama deles trazendo assim, novos amantes para sua salinha do sadô.
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Algumas semanas se passaram e o santuário e seus cavaleiros seguiam em suas rotinas. Novos aprendizes chegavam e a notícia que Athena estava sendo gerada se espalhou. Logo ela nasceria e comandaria o pedaço com mão de ferro, então o jeito era aproveitar da melhor forma possível.
Milo e Camus estavam na mesma rotina de maratona sexual. Uma delícia. O ruivinho estava totalmente diferente da figura emburrada e congelante de meses atrás. E o melhor, agora estava mais tarado que o próprio Milo.
Em mais uma quente tarde de domingo, sem nada para fazer além de ficar nos templos transando, Camus sugeriu ao namorado que fizessem um passeio pela praia dos desejos. Sim, eles batizaram a praia que Milo descobriu de “praia dos desejos” e desde que começaram a namorar estiveram diversas vezes por lá para se distraírem e fazer algum pic nic sexual.
Ao atravessarem as fendas da encosta pisaram nas finas e brancas areias da dita praia. Camus estava radiante naquela tarde e também muito mais sexy. Milo até pensou que deveria ser o calor daquela tarde.
Camus escolheu um local agradável e estendeu uma esteira retirando as sandálias e a túnica, despindo Milo em seguida.
- Amor, vamos descansar um pouquinho! A caminhada até aqui me deixou exausto. – Disse Milo um pouco exausto enquanto bebia um pouco d`água.
- Hum Hum! Sem descanso senhor escorpião. – Camus disse dando um beijinho na ponta do nariz de Milo. – Quando eu tenho um desejo tem que ser na hora!
Milo suspirou fundo e sorriu. Não sabia negar nada a seu francês.
- Então ta bom, amor, o que você quer? Pode dizer?
- Lembra daquelas pedras onde te flagrei observando o Shion e o Dohko?
- Sim, me lembro. O que é que tem?
- Quero ir até lá.
- Ir lá? Por que?
- Vamos, lá eu te falo... – Lançou um olhar sensual para Milo que sorriu e ficou excitado com a proposta do seu francês agarrando-o em seguida e beijando-o acariciando suas nádegas nuas apertando-as.
- Vamos então, antes que eu te coma aqui mesmo. – Milo lançou um olhar para o próprio membro desperto balançando-o na direção de Camus que sorriu.
- Safado...
Andaram pela mata em busca da encosta. No caminho Milo que estava atrás de Camus o puxou pelo braço o virando bruscamente para si.
- Camus... – Milo olhava o namorado com admiração. – Eu amo você!
Camus se emocionou com a declaração, como todas as vezes. Estava feliz.
- Amor, preciso lhe dizer uma coisa que nunca disse antes. – Milo estava com a expressão séria.
- Sim, anjo, diz!
- Promete que não vai brigar comigo?
- Sim, prometo, mas diga logo o que é que estou agoniado já! – Camus estava ansioso.
Então sem rodeios Milo soltou enquanto mantinha Camus preso em seus braços.
- Lembra quando chegamos bêbados a meu templo após a entrega das armaduras? – Dizia mantendo um sorriso travesso nos lábios bem feitos.
- Sim, me lembro.
- Eu te beijei, enquanto você dormia! – Foi direto.
- Me beijou? – Camus fingia não saber de nada para ver até onde o grego ia.
- Sim, e não foi só beijo, eu toquei em você e confesso que só parei por que me acovardei com medo que você acordasse e me congelasse.
- Ahhh...sim, você me...tocou?
- Sim, e espero que me perdoe por ter aproveitado de você. – Disse enquanto beijou de leve os lábios carnudos do francês que permaneceu sério e em silencio preocupando Milo
- Diz alguma coisa! – Sua expressão ficou séria. Ah Camus por favor!! – Camus nada disse durante todo o trajeto até as pedras.
- Pronto! Chegamos, agora melhora essa cara Camus, eu já pedi desculpas eu sei que fui um es... – Não pôde dizer nada mais, pois seus lábios foram selados com um quente beijo.
- Eu te perdôo, mas só se você me prometer uma coisa! – Camus era todo malícia e acariciava o corpo nu de Milo que agora estava pressionado numa rocha.
- Sim, meu amorzinho, qualquer coisa, é só pedir!
- Qualquer coisa, mesmo? – Camus sorria.
- Sim, é só pedir, aliás,manda você não me pede nada, você manda!
- Tudo bem,mas promessa é divida e eu sempre cobro o que me devem.
- Peça...que eu faço...tudinho.- Milo ronronava as palavras ao ouvido de Camus.
- Tudo bem Milo! Eu quero comer você! To-di-nho... – Camus com a voz rouca destacava cada sílaba. Milo arregalou os olhos. Numa relação nunca foi o passivo. – Lembre-se promessa é dívida e eu vou cobrar...
Milo com um sorriso amarelo, estava todo sem jeito, mas além de fazer uma promessa, a fez para a única pessoa a quem não poderia recusar um pedido, e depois era orgulhoso demais para não cumprir uma promessa mesmo que essa fosse meio digamos, complicada.
- Quero comer você aqui! Bem nesse lugar onde você está Shion e Dohko transavam, e você batia uma punheta que ficou em meus pensamentos por dias me deixando louco de desejo. Então agora quero você aqui.
- Camus, você joga muito sujo.
- De forma alguma meu caro. Eu jogo limpo e depois, você prometeu. – Camus aproximou-se mais e beijou-lhe a orelha sensualmente. É aceitar ou aceitar se não eu não te perdôo pelo que fez comigo escorpião.
- Tudo bem, eu deixo amor. Serei todo seu, só para que me perdoe.
E foi então que ali nas pedras onde tudo começou, finalmente Milo se entregou à Camus pela primeira vez.
Fizeram amor várias vezes entre as pedras. Milo estava realmente impressionado com a performance de seu namorado em tão pouco tempo. E ali exaustos na areia e observando o belo entardecer abraçadinhos Milo relembrou.
- Camus, agora estou perdoado? – Disse depositando um beijo em seu amor.
- Claro, você sempre esteve perdoado. Nem precisava ter pedido perdão bobo. – Sorria sacana.
- Como assim, o que quer dizer? – Milo estava curioso, o que seu namorado estaria querendo dizer.
- Eu estava acordado naquele dia, seu tolo!
Milo sorriu com a audácia de seu namorado e se surpreendendo com a revelação. Jamais, nem mesmo em sonhos imaginou que ele pudesse estar acordado sentindo seus toques.
- Eu amo você Camus, para sempre!
- E eu, sempre te amei.
Amaram-se mais uma vez nas areias da praia dos desejos. A vida poderia deixá-los naquele exato momento que entrariam no Mundo dos Mortos mais satisfeitos que um dia estiveram.
A esperança de construírem um futuro onde envelheceriam juntos, talvez não tivessem, mas cada segundo que viveriam juntos daquele momento até onde lhes fossem permitido seria eterno e prazeroso ao extremo.
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Notas finais
Obrigada por lerem essa história até o fim. Confesso que fiquei surpresa por ela ter agradado a todos. Eu acho...rsrs
Meu agradecimento pelos reviews e tudo o mais. Peço perdão pela demora nas atualizações, fiz o que pude na medida que meu tempo permitiu. Se a história ofendeu a alguém peço desculpas, se divertiu fico feliz em saber. Esse era o único propósito dessa fic.
Obrigada.
beijos.
* Liteira, eu sei que vcs sabem, mas é uma espécie de carroçinhas carregadas por escravos, com algum monarca podre de rico e FDP dentro e batendo nos pobre para eles andarem mais rápido na estrada de cascalhos...kkk
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