Atrás do Santuário...
5 ...Quem nunca fingiu estar bêbado...
Notas iniciais
Este capítulo está bem curto. (baixo teor de inspiração)E relaxem,pois a fic está chegando ao fim, como disse, não gosto de escrever histórias longas. Novamente esse capítulo terá algumas perversões, mas agora, nada de ácool (nunca mais vou dopá-los). Espero que gostem.
No Templo de Aquário...
Camus por fim chegou à sua nova morada cerca de vinte minutos depois, ele sabia que os Templos eram separados por vários lances de escadas, mas não imaginava que eram tantas. Ao pisar na soleira da porta principal do templo, duas servas já o aguardavam e lhe davam as boas vindas a sua casa. Uma delas ofereceu-se para mostrar seus aposentos enquanto a outra já se apressava em servir-lhe uma xícara de café e dos mais fortes. Sabiam das necessidades do mestre naquele momento.
- Mestre, boa tarde, eu me chamo Layce e sou uma de suas trinta servas. Aqui está um café extra forte. Espero que esteja ao seu gosto.
A outra serva apressou-se em se apresentar também puxando o saco do mestrinho.
- Mestre, eu me chamo Ahmilla e assim como Layce sou sua serva, e já lhe preparei um relaxante banho. Permita-me acompanhá-lo.
Camus estava internamente abismado com tanta puxação de saco, e pensou se realmente se acostumaria com aquilo por muito tempo. Agradeceu as moças pela presteza e agilidade ainda mantendo sua máscara de indiferença para com elas. Não queria muitas liberdades com os criados.
- Obrigado, senhoritas, agora, por favor, se me dão licença preciso descansar. O café estava ótimo.
Nesse momento a serva Ahmilla mais afoitinha já ia logo querendo dar banhinho no mestre, mas ele a cortou.
- Senhor, permita-me acompanhá-lo no banho.
- O quê!?
- Sim senhor, são ordens do Grande Mestre, o senhor não deseja que eu lhe dê banho?
- Não, senhorita, obrigado pelo serviço, mas por hora estão dispensadas.
Entrou no quarto fechando a enorme porta de madeira acabando com o sonho da moçoila ousada em dar banhinho no mestrinho.
- Onde já se viu, anos e anos sendo tratados como meros pedaços de carne inúteis naqueles campos de treino, e só por causa da Armadura de Ouro, agora tem todas essas regalias. – Sorriu, realmente não sabia se acostumaria com tudo aquilo.
Depois da “discreta” recepção, entrou em seu quarto rapidamente e só então pôde observar o requinte do lugar. O quarto era enorme, todo branco, paredes, móveis, tudo, diferente do tom escuro austero do salão principal. Cortinas de seda azuis ornamentavam as enormes janelas por onde entrava um vento agradável que trazia o perfume das flores das macieiras dos campos de Rodorio.
Uma enorme cama que podia muito bem acomodar todos os Doze Cavaleiros de Ouro, uma ante-sala com uma biblioteca abissal e uma espécie de bar muito requintado e um pouco mais afastado, uma escrivaninha em carvalho onde jaziam objetos e apetrechos típicos de um mine observatório.
O quarto era meramente suntuoso, muito bem decorado com lírios brancos em vasos de cristal e nas paredes algumas obras originais assinadas por *Renoir, distante em milhões de anos luz da pocilga que era o alojamento onde as camas eram mais duras que rochas e baratas, lagartixas, escaravelhos e saúvas disputavam com eles pelo local. Sem mencionar os ratos que mais pareciam capivaras que insistiam em passear pelo lugar.
Desbravou mais seu quarto e descobriu um banheiro enorme com sauna, espelhos gigantescos em todas as paredes e uma banheira que parecia uma piscina. Estava preparada e aromatizada. Na água pétalas de rosas vermelhas e ao lado da banheira havia uma taça de cristal e um balde com uma garrafa de vinho e uvas.
Ao ver o vinho Camus sentiu náusea, embora fosse de uma excelente safra. Sorriu, pensou ter morrido e ido diretinho pro céu. Rapidamente se livrou das roupas sujas que ainda trajava jogando-as em um canto. Entrou na banheira e sentiu a temperatura morna da água.
Aconchegou-se e inalou a essência de canela e rosas que emergiam da água. Fechou os olhos e deixou sua mente limpar-se. Uma sensação de calmaria tomou conta do seu formoso corpo. Permaneceu inerte por alguns minutos apenas apreciando o momento, e foi então que se lembrou de Milo.
Lembrou-se do escorpiano safado e da cena em que ele arrancou sem nenhum pudor a toalha lhe mostrando o membro desperto. Sorriu da “brincadeira” do amigo. Tentando afastar aquele momento de sua mente, imaginou se Milo estaria tendo as mesmas regalias que ele. Na afobação nem observou os detalhes dos aposentos do grego.
Tentou desviar sua mente de Milo, não queria pensar nele, tentou pensar em outra coisa e então veio o flash back da festa, resolveu que seria melhor mesmo pensar no amigo tarado. A festa era muita informação para se ter em uma piscina, ou melhor, banheira.
Voltou o pensamento naquele momento que fingiu estar em sono profundo. Ainda de olhos fechados e agora mais sério analisou todas as sensações que experimentou Milo fazer em seu corpo há pouco mais de uma hora. Ainda tentava processar o porquê permitiu que o amigo o tocasse daquela forma tão intima e tão quente. Desde quando sentia atração por ele? Por que deixou que ele o beijasse enquanto fingia estar adormecido. Nunca havia agido assim.
Um arrepio gostoso percorreu seu corpo relaxado sob a água morna ao lembrar o momento exato em que acordou sentindo a língua macia de Milo suavemente abrindo passagem para dentro de sua boca. Manteve-se de olhos fechados, quis saber até onde aquela brincadeira iria.
Suspirou com a lembrança daquele roçar de lábios em seu pescoço, foi muito difícil manter-se imóvel diante daquela tortura voluptuosa. E quando teve a camisa aberta e um mamilo sugado foi o paraíso na Terra. Aquela língua estava tão atrevida, e ele sabia que estava arrepiado, mas manteve-se forte para não gemer e se denunciar.
Mas talvez a maior surpresa tenha sido o momento de hesitação do amigo em abrir-lhe o zíper. Em seu íntimo confessava que não resistiria caso ele tivesse prosseguido. Não podia negar que o momento em que teve o membro apertado sobre o tecido da calça, quase sucumbiu aos próprios instintos. Mais alguns instantes e não conseguiria manter-se fingindo estar “dormindo”. Apenas gemeu para afugentar aquela mão quente ou seu falso sono seria descoberto.
Ser dissimulado foi sua melhor estratégia para sair do quarto do grego o mais rápido possível. Corou com as lembranças e rendido pelas doces sensações do tesão que elas estavam lhe proporcionando, desceu a mão atrevidamente até seu membro desperto sentindo-o pulsar entre seus dedos.
O toque sob a água morna permitiu que ele gemesse. Iniciou então uma agradável massagem subindo e descendo vagarosamente da base até a glande, e aumentando o ritmo pouco a pouco. Naquele momento em sua mente não havia lugar para pudores desejava apenas se aliviar.
Um jovem de dezoito anos, tais práticas eram comuns para aliviar a tensão sexual. Camus sempre fora muito discreto, e raramente utilizava esses “artifícios”. Era muito metódico. Mas aquela era uma ocasião em que essa medida era extremamente necessária.
Aumentou o ritmo dos movimentos contorcendo-se e mordendo o lábio inferior para abafar os gemidos, pensou em Milo nu, e em seus beijos ousados, seus toques...
E no calor delicioso que sentia ao visualizar a cena com Milo, liberou sua seiva na água morna. Sentindo os espasmos do orgasmo solitário, deixou o corpo relaxando ainda mais na água cálida da banheira. Ainda trêmulo pelo e com o corpo sonolento, sentia que precisava de mais. Agora tinha certeza que precisava de muito mais. Mas ao abrir os olhos tudo o que pode notar além de toda a pompa, era a solidão que lhe fazia companhia em seu templo.
Quanto ao desejo, esse manteria em secreto, até que tivesse a plena certeza de que era recíproco. Os próximos dias lhe trariam as respostas de que precisava, até lá, continuaria fazendo uso da máscara da impassibilidade.
Notas finais
*Renoir. Pierre August Renoir, foi um dos maiores artistas expressionista franceses no século passado.
Um dia chego lá...
*Os nomes das servas não copiei de ninguem e de nenhuma história, eu acho,rsrs, são nomes de algumas amigas minhas, com apenas algumas pequenas alterações nas letras, e com o consentimento delas...
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