Atrás do Santuário...

6 O santuário da fofoca.


Notas iniciais
Olá leitores...
Essa história contém cenas com palavras improprias, mas não se preocupem a fic ta kuais akabandu...hehehe

Dois dias depois.......

Dois dias após a entrega das Armaduras Sagradas e da festa de arromba o Grande Mestre convocou a todos os Cavaleiros de Ouro, para a primeira Assembléia no grande salão principal. Todos os cavaleiros trajavam suas respectivas armaduras e estavam de pé em frente ao trono às seis da manhã. O silencio imperava entre eles. Era a primeira vez em dois dias que os onze se viam.

Com certeza estavam esquivando de ter que dar explicações aos colegas de armas sobre os “detalhes” da festa. Apenas se olharam e se cumprimentaram respeitosamente. Enfim o Grande Mestre apareceu, acompanhado por seu amante, digo “assessor”. Shion mantinha a postura de líder e pela primeira vez, apareceu sem o famoso elmo vermelho, mostrando totalmente sua belíssima face para admiração de todos os cavaleiros. Mostrava-se radiante.

- Caros amigos de armas, declaro aberta essa Assembléia parabenizando a todos pela posse de suas Armaduras Sagradas. Espero que tenham gostado de suas acomodações, é uma cortesia de sua deusa Athena. A pauta de nossa breve reunião de hoje é para fins de informação de que nossa deusa em breve estará entre nós.

Athena renascerá e como de costume desde épocas mitológicas, todos os cavaleiros de ouro recém formados terão discípulos que serão enviados em breve ao santuário vindos de várias partes do planeta. Assim como vocês obtiveram um mestre que os treinaram e transmitiram os ensinamentos necessários, vocês imortalizaram seus conhecimentos transmitindo-os aos seus discípulos.

A reunião foi bem rápida e prática logo após Shion os dispensou. Saíram em silencio do grande salão e seguiram para o terraço onde seria servido o café da manhã.

O silencio, enfim, estava sendo quebrado paulatinamente, sutis sorrisos eram trocados enquanto se dirigiam ás mesas. As famosas “panelinhas” estavam se formando novamente. Milo estava há muito impaciente com todo aquele silencio e recato dos colegas. Desde quando eles eram daquele jeito, bom, alguns deles até eram, mas a maioria... Melhor nem comentar. Avistou Camus no beiral do terraço tomando uma xícara de chá e dirigiu-se até ele.

- Hei Camus, quanto tempo heim? – Disse dando uma cotovelada na costela do amigo.

- Ah Milo, sim dois dias, muito tempo né. – Adorava ser azedo com Milo.

- Cara, você viu só quanto luxo? Eu morri e fui pro céu, tem uma banheira lá no meu quarto que parece o Mar Egeu, e umas paradas que eu nunca vi na vida, e tem um monte de servos me bajulando o tempo todo. Tô no paraíso. Agora que não me arrependo mesmo de ter pressionado o Grande Mestre hêhêhê!

- Ah Milo deixa de ser exagerado, e sim as acomodações são muito luxuosas.

Não demorou muito para que Milo começasse a falar da vida dos outros como se a dele não fosse um poço de vergonha.

- Cara, mudando de assunto, você viu como os nossos coleguinhas estão estranhos. Chutam o pau da barraca, bebem todas e se comem depois ficam aí pelos cantos como se nunca tivessem se visto.

- HUU ai ai ai, vai começar, tava demorando... Milo, cala a boca, eles vão ouvir!

- Camus olha lá o Shura, você não sabe da maior eu confirmei por uma serva ontem que ele comeu o Aioria, por isso tinha todas aquelas pilastras cortadas lá no templo dele, só pra dar trabalho pros servos limparem. – Ele quase não se continha abafando o riso entre as mãos. – e o Mascara da Morte dando uma de macho alfa pegou o Afrodite, olha só como eles se esbarram.

- UUUHHH Milo, fala baiixo pelamor de Zeus.

- E olha só as duas traçinhas de biblioteca, eles podem até fingir, mas não me enganam não, e ó quer saber, acho que eles já estão agasalhando o croquete há mais tempo do que eu imagino.

- Ahii cala essa merda de boca Milo, o que é que você tem a ver com a vida dos outros, o seu teto também é de vidro. Cala a boca.

- Quê!? Como assim meu teto é de vidro ruivão? Quê que você quis dizer com isso? Ah quer saber muda de assunto, muda de assunto que o Afrodite ta chegando.

- Bom dia lindinhos!

- Bom dia Afrodite, como tem passado?

- Ai Camusinho, estou MA-RA-VI-LHO-SO, e vocês dois?

- Bom, eu estou ótimo!

- É Afrodite, eu também estou ótimo. – Milo realmente era muito cara-lisa – E aí, você já visitou seu templo?

- Ahm? Oras tolinho, claro, onde pensa que eu estive? Lógico que visitei né.

Camus estava ficando roxo, sabia onde Milo queria chegar, provocando e jogando indiretas.

- Sei. Bem o meu templo é muito confortável o cheiro lá é delicioso e eu estou muito contente por que não preciso mais usar MÁSCARAS para agüentar o cheiro do banheiro.

- Ahh ééé? Bem... Que bom né... – Afrodite entendeu onde ele queria chegar, mas não deixou a peteca cair, afinal era um homem livre e fazia o que bem entendia de sua vida. – Vejo que você é muito espertinho não é escorpiãozinho? E você pensa que eu também não estou sabendo de vocês né...

- Hêhêhê! Eu sou o máximo, eu sei tudo, eu estou em todos os lugares...

- Ahh Milo cala a boca, você é muito inconveniente.

- Ah Camus você é um chato quando não está bêbado. Ah e falar em bêbado, lá vem o grande Chifrudão.

Aldebaram se aproximava do local com um grande sorriso que expunha quase toda a sua alva arcada dentária.

- Grande Milo, fala aê! – Cumprimentaram se com um bom abraço.

- E aí grandão, fico feliz em vê-lo vivo, teve um momento em que pensei que você tivesse morrido ou estava em coma alcoólico cara. – Milo já estava bem descontraído com os dois amigos, Camus estava calado tomando o restante do chá e morrendo de medo que Milo soltasse mais pérolas. No momento em que Milo parou de falar pelos cotovelos Aldebaram segurou a conversa.

- Cara, quem te viu quem te vê, eu fiquei sabendo que o Shura mandou ver no Aioria e que o irmão dele o Aiolos ainda tava dando uma de voyeur assistindo tudinho, pois é, pois é, pois é...

- SÉRIO!!! Esse detalhe eu não fiquei sabendo.Quem te contou isso cara?

- Minhas servas, elas são muito “prestativas” se é que você me entende, e em troca de um pirulito de touro, elas me contaram as últimas notícias do santuário.

Camus gelou que raio de santuário era aquele? Só se fosse o santuário da fofoca. E se alguém tivesse visto a ceninha dele e Milo na manhã quando chegaram trêbedos. Sim, pelo modo como as coisas estavam acontecendo. Mas permaneceu estático apenas ouvindo, se a conversa atingisse a ele, aí sim ele ia apelar, resolveu ouvir mais.

- O Shaka e o Mu também se pegaram lá no templo de Áries. O povinho daqui resolveu sair do armário mesmo. O único que eu não consegui informações precisas foi de Saga. Ele é muito estranho e as servas do templo dele são ainda mais obscuras que ele.

- Ahá! Eu sabia que o loirinho estava se dando bem. E quanto a Saga...Bem isso será um enigma que teremos que decifrar. Mesmo que dê muito trabalho, eu descobrirei. – Milo foi definitivo.

- É isso aí. Pois é, mas as notícias não param por aí não colegas. Tem notícias sobre vocês dois também... — Aldebaram lançou um olhar sacana para Camus que quase pulou do terraço e Milo sorriu com o embaraço dele. – Cara você ta famoso entre as servas viu?

- EU?! O que quer dizer Aldebaram?

- Que isso Camus não seja modesto. Eu sei de tudo.

Camus já estava quase enfartando imaginando que tipo de coisas estavam falando as servas por aí num período de tempo tão pequeno. Milo apenas sorria parecendo não se importar.

- Ora Aldebaram, eu não nego que tenha ficado um pouco bêbado, nada mais que isso. – Camus estava começando a suar temendo o pior.

- Ahh sim, quanto à manguaça você se superou cara, eu daria meu barril de pinga para ter visto você bêbado e caindo por cima do pescoço, mas o que ouvi foi outra coisa...

- Bem, seja o que for não me interessa. – Camus merecia um Oscar como melhor ator coadjuvante por fingir que não estava desesperado. Afrodite ouvia a tudo com muita atenção, não queria perder nenhum detalhe da conversa fiada do chifrudão.

-Fala aí tourão, o que estão falando do ruivinho? – Milo se manifestou curiosíssimo em saber se havia sido flagrado em atos ilegais com o amigou ou era outra coisa.

- Bom, tirando o fato que vocês dois chegaram fodidos no Templo de Escorpião, e que você caiu no piso como uma batata podre e que vocês cantavam pelas escadarias, a ala feminina das servas está elegendo a sua bunda como a mais gostosa do santuário. E Milo você está eleito como Milo de Escorpiagulhão. Parece que você foi espionado enquanto tomava banho heim colega?

Bom mas elas até que foram gente boa, pois se recusaram a dar mais detalhes do que viram no seu Templo... Mas vejam bem caros colegas, não vão punir as coitadas, vocês sabem que mulher é igual formiga lava-pé, se pisar numa as outras caem matando, esse bicho é coisa do cão.

Camus estava em estado de choque com as declarações do touro cachaceiro e por Milo estar se achando agora a última Coca Cola gelada no deserto por ser taxado de pintudo. Aquilo realmente não poderia ficar impune, medidas drásticas teriam que ser tomadas, afinal aquelas mulheres não poderiam ficar por aí falando pelos cotovelos como discípulas bem treinadas de Milo.

- Hêhêhê...Eu sou o máximo né não! – deu uma cutucada em Aldebaram.

- É você é mesmo Milo, e ainda tem coisas obscuras....- Lançou um olhar 73 para Milo, com uma sobrancelha erguida, deixando-o com uma interrogação.

- Ahhii vocês são esclerosados, vou sair daqui, essa doença de vocês pode ser contagiosa. Camus se afastou muito nervoso e suando em bicas deixando Milo, Aldebaram e Afrodite tecendo mais fofocas.

No momento em que Camus se retirou da presença dos amigos, eis que Aldebaram fez uma revelação a Milo.

- Bem meu caro, já que nosso coleguinha esquentadinho saiu de perto, vou revelar só para vocês dois, e acho que isso pode ser interessante para você Milo. Camus saiu de sua casa deixando as suas criadas babando por ele, e eu sei, assim como metade do santuário sabe que você é e sempre foi doido por aquele ruivo, mesmo que não admita. E vou te dar um conselho como um cara experiente que sou, aproveita que as coisas aqui no santuário estão realmente mudadas e manda ver no ruivinho com força. .

Milo estava agora um pouco mais sério com a revelação de Aldebaram sobre seu interesse pelo ruivinho. Será que estava tão evidente assim?

- Ah, e eu já ia me esquecendo, não comentei na frente dele por que não queria virar picolé de touro e também não quero que ele faça picolé de suas criadas. Mas elas viram você se aproveitando dele enquanto ele dormia. Ah você é mesmo um grande tarado filha da puta Milo. – Aldebaram ria da condição catatônica do amigo.

- AIII que fofinho Milo, você está apaixonado!! Dá pra ver por essa sua cara de criança que foi pega comendo açúcar escondido. E ainda por cima aproveitou-se do ruivinho gostoso. Ui!!! Bom já que vocês tocaram nesse assunto pois vou lhe revelar mais uma escorpião, se for fazer alguma coisa vai com calma, o geladinho ainda é virgem. AIII que lindinho!

- QUÊ!? Quem te falou isso Afrodite? Ele já deu uns pegas por aí sim, um dia estávamos conversando e ele disse....

- Ai, meus sais...Você é tão ingênuo. Zeus te deu todo esse corpo, mas se esqueceu de te dar cérebro. É lógico que ele queria passar a imagem de que já tinha feito sexo para não ficar atrás. Afinal quem quer ser virgem hoje em dia?

- Você só pode estar brincando!

- E eu lá brinco com uma coisa dessas?

- Bom colega, acho melhor você por suas barbas de molho e dar um cata logo nele, antes que uma rachada o faça, dado o grande interesse que elas ficaram por ele. E meu amigo, eu te garanto, aquelas servas são fodas. Elas podem fazer um homem subir o Monte Olimpo de joelhos, e eu sei do que estou falando heim?

Milo estava pasmo, e ele que pensava ser a mente mais astuta e sabe tudo de todo o santuário. E sim, nos últimos dias pensava muito em Camus de uma forma diferente, tão diferente que até se aproveitou dele e gostou muito disso.

- Ó querem saber, deixe que Camus viva a vida dele ta ligado, se ele quiser uma serva que fique com ela. – No fundo estava se roendo de ciúmes e se fazendo de difícil.

- Ai Milinho, você vai perder um deus daquele, e ainda por cima, cabaçinho.

- É verdade Milo, se eu gostasse da mesma fruta que o Afrodite e você, eu juro que seria um rival muito difícil. Mas você quem sabe.

- É, eu que sei mesmo deixa o ruivinho lá no canto dele.

- Por que é que você não tenta ao menos Milinho. Afinal você já provou o doce sabor do francesinho gostoso. Quê que custa invesir, não seja falso com você mesmo, você sabe que quer.

Milo parou um instante e pensou. Realmente era uma afronta muito grande. Logo ele o Grande Escorpião, o rei da maior “agulha” de todo o santuário ser desafiado por uma mera mulher. Não definitivamente não ia perder o ruivinho.

- Querem saber, vou conquistar o ruivinho, não vou perdê-lo, ainda mais para uma rachada. Vou colocar as pinças do escorpião para funcionarem.

- É assim que se fala garotão! Mas não fica dormindo de botina não heim, as mulheres são criaturas muito criativas e nesse meio tempo que você estará pensando no que fazer, elas já estarão fazendo há muito tempo.

- É mesmo Milinho, vai que é sua e rápido. Mas lembre-se seu histórico de sem vergonha nato, vai atrapalhar um pouco, seja sincero com ele. Balance sua isca.

Milo estava engajado em sua causa, iria jogar pesado pra conquistar o ruivinho, mal sabendo ele que a sementinha já havia sido plantada no coração dele, mas dadas as circunstâncias da vida promíscua de Milo, Camus temia que no fundo o que o greguinho queria fosse brincar o que tornaria tudo muito mais difícil para que a conquista fosse bem sucedida.

Notas finais
Obrigada por lerem.