Atrás do Santuário...

10 O cangurú e sua flor. A prova final!


Notas iniciais
Olá leitores.
Novamente eu aqui postando esse capitulo. Quero avisar esse capítulo contém um teor mais baixo de palavrões mas ainda assim está bem sem noção rs. Coloquei também uma piada, sim uma piada bemmm antiga e não sei quem foi o maluco q a inventou, portanto reservo todos os créditos seja lá a quem for que a inventou para que não venha me encher o raio do saco depois. E se for proibido me avisem que eu tiro rapidinho, já tenho dívidas o suficiente enão quero ter que pagar mais nada. No mais é isso, espero que gostem.

Camus adentrou o santuário com passos rápidos e já subia as escadarias secundárias dos templos com um semblante furioso e também estava mais branco que pingüim sem paletó, o que não passou despercebido por Mu, Shaka e Afrodite que estavam no salão principal conversando sobre a festa. Preocupados, correram até ele e o interceptaram em busca de respostas para a cara de péssimos amigos que ele estava.

- Boa tarde Camus. — Perguntou Shaka, e como não obteve resposta, resolveu bloquear a passagem do amigo, tudo muito discretamente, afinal não queria virar sorvete de Barbie nas vésperas de seu aniversário de dezenove anos.

- Camus, desculpe a intromissão, mas aconteceu alguma coisa? – insistiu o amigo.

- Shaka, dá licença que hoje a minha paciência está curtinha que nem coice de porco! – Nem se deu ao trabalho de olhar a face preocupada do colega apenas desviou dele e seguiu pisando duro sumindo santuário adentro.

Shaka levantou as mãos em sinal de desânimo e preocupação, dado que ele havia saído com Milo, coisa boa não tinha acontecido.

- Gente que bicho mordeu ele? – Mu estava preocupado.

- Afrodite, ele não tinha saído com o Milo?

- Sim Shakinha, eles foram até Rodorio hoje de manhã, Milo pediu que ele o acompanhasse e ontem ele estava até animadinho. Aii meus sais, o que será que o projeto de aranha com rabo torto fez com o geladinho.

- Sei não, mas pelo jeito que o Milo vem ali a coisa foi séria. – Shaka de braços cruzados apontava com a cabeça indicando a aproximação do loiro.

- Milinho, o quê que aconteceu, ou melhor, o que você fez com o Camus? Ele passou fervendo por aqui há cinco minutos e nem nos deu papo. Trate de se explicar mocinho. – Afrodite balançava o dedinho indicador para Milo que também não estava com a cara muito boa.

- Ai, Afrodite, eu fiz tudo errado! – Ele estava preocupado.

- Milo, fala logo, que eu já estou com agonia aqui. – Shaka aproximava-se mais dos dois amigos, começando a perder a paciência com a falta de informação.

- Ai, caras, eu sou um merda mesmo. Acredita que eu beijei o Camus?

- Aiiii que lindinho! — Afrodite deu dois pulinhos e bateu palminhas.

- Até que enfim!! – Shaka e Mu disseram em uníssono.

- Mas que cara de velório é essa Milinho? E por que você é um... Ah isso aí que você disse? E o Camus também não passou por aqui com a cara muito boa. O que mais aconteceu?

Depois de um suspiro profundo Milo contou todas as bizarrices que fez deixando os três amigos consternados e procurando os queixos pelo mármore do salão.

- Aii meu Zeus, você não fez isso Milo. Puta que me pariu, eu pensei que você fosse doido, mas não tanto assim. – Shaka comentou levando uma mão à testa.

- Milinho, mais você não dá uma dentro, como é que você faz uma coisa dessas!

- É meu povo, eu sou mesmo um grande otário. Estava com a mão na massa e agora a massa já se foi e nem sei se vai voltar. – Seus olhos brilharam e ele finalmente pediu ajuda aos colegas. — Gente me ajude a recuperar o ruivo. – Pediu quase em desespero.

Dois dias depois...........

Depois da sucessão de tragédias que embalaram o primeiro encontro sóbrio de Camus e Milo depois que se descobriram “a fim(N/A,PQP, esse a fim é antigo demaiiiss RS) um do outro, o desiludido ruivinho ainda mantinha-se de cara fechada. Apareceu nos treinos matutinos e mal cumprimentava os amigos, Milo então, nem se fala, ao avistar o grego virava a cara e saía de perto. Não queria papo.

Milo tentou desesperadamente falar com ele no templo de Aquário nos dois últimos dias, mas tudo que recebia eram baldes de água gelada na cara, no sentido figurado, se bem que a vontade do ruivinho era lançar um Execução Aurora nas fuças dele, mas se conteve.

Precisava dar uma lição em Milo e escolheu a indiferença por que sabia que isso era a única coisa que o afetaria, pois ele odiava ser ignorado, ainda mais pelo ruivão.

Era tarde de sexta feira, dia da festa de Shaka. Todos no santuário já estavam animados andando de um lado para o outro, uns ajudando, outros só atrapalhando mesmo, coisa típica de pré-festa, sempre tem os bisbilhoteiros que ficam de plantão tentando pegar algum rebarbo, comer um brigadeiro antes da hora, beber uma cerveja e beliscar um salgadinho e de quebra ainda enfiar o dedo no glacê do bolo para que depois quando vir às fotos identificar a cratera feita por seu dedo e se gabar com o feito às escondidas, mas ajudar que é bom, necas.

Afrodite e Aldebaram cuidavam da decoração do salão, Aiolia, Aioros e Shura estavam ajudando com as mesas, Milo comendo brigadeiro, Saga e Máscara da Morte estavam na cozinha dando ordens ás servas de Mu como se fossem as suas próprias. Todos estavam atarefados em seus ofícios enquanto Shaka dava uns amassos em Mu num cantinho atrás de uma pilastra.

- Aii pára... Seu taradinho, eles vão ver... — Mu sussurrava ao ouvido de um assanhadinho Shaka.

- E o que é que tem eles verem oras, eu não tenho nada a esconder, você tem? – O loirão metido a santinho do pau oco, mordia e beijava o pescoçinho perfumado do carneirinho, enquanto suas mãos percorriam o corpo formoso que estava prensado contra a pilastra de mármore.

- Vou ter que te dar um banho gelado para ver se apaga esse fogo que você tem aí debaixo da túnica.

- Meu nome é pronto!

- Humm...Safado. Ah e falando em gelo, não vi o Camus aqui, você o viu?

- Aiii, que hora pra pensar em Camus, quem é Camus? Fala sério...

- Ah pára né, responde, e chega de amasso e vamos trabalhar também. – Mu reuniu o bom senso e afastou o aniversariante de si, recolocando as roupas no lugar.

- Olha, eu não o vi por aqui ainda não, mas ele deve estar aparecendo logo, por que ele ficou responsável em congelar as bebidas. Relaxa que ele já vem. – saíram de trás da pilastra e Mu chapou um tapa daqueles bem sonoros na bundinha de Shaka enquanto seguiam para o meio do salão.

Mais alguns minutos se passaram e eis que de repente chega uma mulher rechonchuda e de feição séria, tipo aquelas diretoras de creches públicas, acompanhada de dois homens musculosos usando roupas típicas de servos e carregando alguns engradados de cervejas e outras bebidas e perguntando ao dono do templo onde poderiam descarregar aquelas coisas.

Mu acompanhou a mulher e os dois homens que se identificaram como servos de Camus.

- Mestre Mu, me chamo Adhara Sofia e a mando do meu mestre Camus, trouxe as bebidas. O senhor deseja mais alguma coisa desta serva? – Disse formal e breve.

- Tudo bem Adhara, obrigado.mas me diga, onde está seu mestre Camus? Por que não veio?- Mu perguntou curioso.

- Senhor, não tenho permissão para dar informações sobre meu mestre. Agora, se me der licença preciso retornar ao templo de Aquário.

- Tudo bem, está dispensada. Obrigado – Mu sempre tratou a todos os servos com muito respeito, principalmente os mais velhos, antes mesmo de se tornar o guardião de Áries.

Voltando ao salão, disse aos outros que Camus havia enviado seus servos para trazer as bebidas e já foi logo incumbindo Afrodite para ir atrás do ruivo.

Milo baixou o olhar e de longe podia ser visto em seu rosto uma expressão de desapontamento. Todos estavam agora começando a preocupar com o cubinho de gelo temperamental.

No templo de Aquário..........

Afrodite conhecia muito bem os aposentos de Camus e sem pedir licença foi entrando no local como se fosse a sua própria casa deixando as servas com cara de taxo para trás.

Ao chegar em frente a maciça porta de madeira tocou a maçaneta e pode constatar que estava trancada. Deu dois toques e nada, bateu e chamou nada. De repente o espírito do MacGiver incorporou nele e com um grampo de cabelo, conseguiu abrir a pesada porta.

Adentrou o local belo e bem decorado e de uma organização magnífica chamando por seu morador que não respondia. Procurou-o na sacada, na biblioteca e nada, então seguiu para o banheiro e lá o encontrou adormecido na enorme banheira.

A visão daquele ruivo perfeito era digna dos deuses. Afrodite o observou parecendo estar adormecido e aproximou-se sentando na borda da banheira tocando levemente seu ombro.

Com o toque Camus abriu os olhos, mas não se assustou com o invasor. Afrodite sorriu ao observar a bela face, mas seu sorriso morreu ao observar que Camus estava triste.

- Camus, que carinha mais triste meu lindinho. Não fica assim não, vem cá. – Disse estendendo os braços para o amigo. Camus ergueu o corpo e aninhou o rosto no peito de Afrodite permitindo-se derramar uma lágrima tímida e solitária.

- Afrodite, eu tentei...

- Calma Camus, não é culpa sua e nem do Milo. Tá certo que ele é um crianção, irresponsável e louco. Mas ele gosta muito de você.

- Mas eu não sei como lidar com um maluco em tempo integral. Afrodite vê se eu posso, o cara deixou de me dar um beijo para atirar pedras em vespas e depois quando eu decido dar uma segunda chance e o beijo finalmente acontece, o maluco cisma com um projeto bem sucedido de múmia do Tutancâmon e eles travam uma guerra boçal bem no meio da estrada. Ah não aquilo lá foi a gota d`água.

- Camus, você tem o temperamento totalmente diferente do dele. Mas uma coisa é fato. Você está apaixonado.

- Sim, acho que sim. Mas o Milo é broxante Afrodite.

- Camus, você há de concordar que também não é uma criatura muito fácil.

- Sim, eu concordo, mas não pretendo me mudar.

- Com esse gênio terrível que você tem, será muito difícil então. E com isso você sofre e causa sofrimento ao greguinho. Ele te quer muito Camus. Dê uma chance a ele.

- Não sei...

- Olha, por que você não tenta acertar as coisa hoje na festa do Shakinha. – Afrodite estava confiante.

-Eu não vou à festa! – Camus foi decisivo.

- AHHHH MAIS VAI MESSSMO! – Afrodite empurrou Camus de novo para a banheira e se levantou indo até o armário escolhendo a roupa para o ruivinho. Camus finalmente abriu um meio sorriso com a atitude impetuosa do amigo.

Nessas horas, Afrodite parecia uma irmãs mais velhas. E daquelas que sempre conseguem coagir a fazer tudo da maneira que elas querem. Sabia que não seria uma tarefa muito fácil bancar o cupido, mas tentaria o máximo que pudesse para ver os dois amigos enfim se acertando.

Na festa...........

Camus e Afrodite desciam as escadarias, deslumbrantes. Os dois estavam impecáveis e perfumados. As duas figuras arrancavam suspiros dos servos que deixavam pele caminho. Perfeitos. Quando Zeus estava distribuindo beleza, eles passaram setecentas e trinta e seis vezes na fila (deixando os cavaleiros de bronze de fora).

Já na casa de Gêmeos podia se ouvir a Techno House rolando solto na casa de Áries. A festa estava no início e prometia muito. Afrodite estava saltitante e todos os outros já estavam na festa.

Ao chegarem na escadaria de acesso principal da casa de Áries, Camus parou e hesitou por alguns instantes, olhando fixamente para dentro do templo onde já podiam ser visto várias pessoas dançando. Afrodite percebendo que o ruivo estava parado resolveu puxá-lo pelo braço.

Subiram mais alguns lances de escada e chegaram ao salão principal. Camus admirou o local e se envergonhou por não ter ajudado na decoração como havia prometido.

Ao entrarem foram recebidos com abraços cordiais dos anfitriões. A felicidade transbordava naquele lugar. Afrodite servindo de escolta para Camus desfilava com ele pelo salão, enquanto tomavam um coquetel, sem álcool. Os olhos de Camus varriam o local em busca de certo grego.

- Camusinho relaxa sua musculatura, você está entre amigos, não fique assim tão retraído. Faz mal a saúde. – Afrodite tentava ser comediante nesse momento.

- Sinceramente não estou nem um pouco confortável Afrodite. Todo mundo está me olhando.

- Ah relaxa... Veja, lá está o Aioria e o Aldebaram, vamos lá cumprimentá-los.

Seguiram em direção ao local onde se encontravam os dois amigos. Aldebaram já estava empunhando uma Long Neck e ao lado uma dose de Velho Barreiro e Aioria um Wisky, Santuário's Old Black Hades 1278 a.c.

- Grande picolé de cereja, achei que você não viria. Mas que bom que está aqui. – Aldebaram tentava ser amistoso dando pequenos soquinhos no abdome de Camus que o cumprimentou e arriscou um pequeno sorriso. – Que bom que conseguiu trazer o geladinho aê. – Disse entre dentes para Afrodite que esbanjava sorrisos e acenos aos demais colegas.

Camus tentava ser amistoso, mas sua atenção estava mesmo era focada no salão em busca de certa figura loira, alta, musculosa, perfeita, deliciosa, maravilhosa...

Conversaram amistosos mais alguns minutos, quando finalmente Camus avistou o objeto de sua procura descendo as escadarias do templo seguido por Shaka e Mu.

Sentiu seu coração disparar quando o viu. Ele estava belíssimo, podia-se até mesmo dizer que estava formoso como nunca. O amor às vezes faz isso com a gente. Ficamos tão obcecados que vemos beleza até mesmo em um palito de dente usado.

Mas esse não era o caso de Milo, ele estava mesmo um chuchuzinho. Usando roupas menos escandalosas e menos coladas ao corpo, como gostava. E naquela ocasião usava os cabelos numa trança francesa perfeita. Jamais havia prendido os cabelos daquela forma, Camus arrepiou-se todo ao observá-lo.

Por um instante pensou ter se enganado. Aquele não era Milo. Mas quando ele abriu aquele sorriso. Ah aquele sorriso era inconfundível.... E novamente seu coração bateu forte e descompassado. Maldito grego!

Ao longe Camus observou os amigos que já estava no salão principal e cochicharam algo no ouvido de Milo. Em seguida eles o deixaram e seguiram rumo à porta para recepcionar aos outros convidados que estavam chegando.

Milo então avistou o seu grupinho conversando descontraídos. Camus agora fingia que não o tinha visto e conversava com os colegas.

- Boa noite pessoas! – Milo os cumprimentou com cordialidade.

- Boa noite Milinho! Nosssaa você está divino. – Afrodite bateu palminhas enquanto se aproximava do amigo para lhe dar um abraço.

- Quê quê isso colega, que visual é esse, vai em algum casamento? – Aldebaram e sua garrafa sabiam ser engraçadinhos em período integral. – ta chique no urtimo!

- Você está bem na fita heim? Desse jeito vou em casa trocar de roupa. – Aioria acompanhava Adebaram no excesso de elogios sem noção ao companheiro. Realmente o que dizem sobre má influencia pode ser aplicado à esses dois.

- Obrigado amigos, alguém tem que ser elegante aqui né? – Milo devolveu a brincadeira e logo lançou o olhar para Camus que bebia seu coquetel disfarçando o nervosismo.

- Boa noite Camus! Fico feliz que tenha vindo. – Milo o cumprimentou formalmente. – É bom te ver. – Não resistiu e soltou, mesmo que discretamente, sua saudade de dois dias afastado do ruivinho. Coisa que desde a adolescência não acontecia. Depois de alguns arranca rabos entre eles, logo se perdoavam e voltavam às boas.

- Olá Milo. – Camus não conseguiu encará-lo nos olhos e logo ele que sempre fora tão bom com as palavras, sentiu que elas o abandonaram naquele momento. Coisa típica de pessoa apaixonada!

O clima entre os cinco amigos estava ameno, Milo conversava com todos, mas Camus sempre dava respostas curtas e diretas, tentando não se embaraçar com as palavras.

Os outros estavam soltos e a conversa fluía bem. Milo vez ou outra lançava olhares para Camus que desviava o olhar para outro local. Até que Afrodite enfim avistou Shaka que em um ponto do salão, deu um toque para que eles desconfiassem e deixassem os dois á sós.

- É bem, Aldebaram, Aioria o Shaka está chamando a gente ali, vamos lá ver o que ele quer? – Afrodite tentava sair pela tangente e levar os dois manguaceiros juntos.

- Ahh não, deixa a Barbie lá com o bichinho de pelúcia dele. Eu to bebendo e... — Nesse momento Afrodite enfiou sem dó as unhas bem feitas no couro grosso que protegia a costela do cachaceiro num beliscão estilo chave turquesa que fez com que quase engasgasse com a cerveja só então o fazendo desconfiar da mancada. Aioria entendeu o recado e os acompanhou.

- Ah Milinho, Camus, por favor, nos dê licença precisamos socorrer o loirinho ali ta bom, fiquem a vontade. – Camus quis protestar e acompanhá-los, mas foi impedido por Afrodite.

Eles entenderam a retirada estratégica dos três colegas, e no momento em que se viram sozinhos, o silencio tomou conta dos dois. Camus apenas olhava o copo que já estava vazio e Milo com as mãos nos bolso da calça tentava lembrar-se das dicas de Shaka e Mu trinta minutos atrás.

- Bom Camus...errr...bela festa não? – Disse meio atrapalhado tentando puxar assunto com o ruivo que já se preparava para sair da companhia de Milo.

— Sim, muito bela Milo. – Camus também não ajudava mesmo.

Mais alguns segundos sem palavras e finalmente Milo se manifestou soltando um emaranhado de palavras ininterruptamente.

- Olha Camus, eu sinto muito por aquele dia. Conhecendo você como conheço durante todos esses anos deixei-me levar pelas veredas da tolice quando o assunto em questão era você. Se pudesse voltar atrás jamais teria te envergonhado na vila e nem permitido que acontecessem todos aqueles episódios que para mim foram divertidos naquela hora. Quero que não me ignore mais, isso está me causando sofrimento. Sei que fui um completo insensível e estúpido. Perdoe-me por aquilo. Confesso que tenho sido um brincalhão inveterado e sem juízo e sei também que estou completamente apaixonado por você. E desde aquele dia na praia detrás do santuário meu coração bate mais forte só de ouvir o som da sua voz.

Milo desabou as palavras sem quase tomar fôlego, Camus estava catatônico com todas aquelas revelações. Ele jamais imaginou que dentro da cabeça de Milo pudesse ter algum conteúdo aproveitável. Afinal ele sempre fora o tipo pirralho atentado dentre os onze cavaleiros de ouro.

E enfim a declaração do grego caiu-lhe como uma bomba, pois ele havia declarado estar apaixonado. Camus ficou feliz ao ouvir aquelas palavras saírem da boca de Milo e suas dúvidas em relação a ele estar mesmo era querendo aproveitar-se da situação e tê-lo como mais um brinquedo estavam quase desaparecendo.

- Milo... – Tentou argumentar, mas Milo tapou-lhe os lábios com o dedo indicador enquanto olhava profundamente em seus olhos como se vasculhasse sua alma.

- Shhh... Não diga nada, por favor. Não quero ouvi-lo dizer que não me perdoa. Se o fizer estarei morto em vida. Às vezes o silencio diz a verdade, mas dói menos que guardar a sua voz me dizendo. Peço apenas que não quebre os laços de nossa antiga amizade. Se fui tolo e não consegui o seu coração, eu morreria se perdesse também a sua amizade.

Camus não acreditava no que estava acontecendo. De onde saiu este Milo. Alienígenas de Plutão devem ter raptado o antigo e deixado um clone no lugar. Não era possível uma pessoa mudar tanto sua postura em dois dias.

Aquilo era surreal demais. Aquele não era o Milo que ele conhecia há tantos anos. Milo nunca agiu daquela forma nem mesmo quando eles brigavam. Claro que sempre fora ele quem reatava a amizade, mas ao jeito brincalhão e inconseqüente típico dele.

Mas este de agora estava completamente diferente. Camus o observou. Seria mais uma das brincadeiras sem noção de Milo? Ou ele estaria falando sério.

Um dilúvio de emoções aflorou no belo corpo do francês. E num ímpeto que nem mesmo ele imaginava laçou Milo pelo pescoço e o beijou. Ao longe podiam ser vistos cinco abelhudos de bituca sorrindo com a cena e um entre eles dava pulinhos e batia palminhas todo serelepe comemorando.

O terceiro “primeiro beijo” mais perfeito. E dessa vez foi um beijo cheio de saudade. Camus o apertou em seus braços e nem mesmo se importava com todos aqueles olhos os observando. Milo sentia seu corpo acolher o calor gostoso que o corpo de Camus espargia.

Aquele beijo quente, molhado e cheio de paixão era de longe melhor que o primeiro, roubado enquanto ele fingia estar dormindo e o segundo na estrada. Tudo transbordava. Os dentes já não se chocavam mais e os lábios macios eram como a mais delicada das sedas resvalando.

Milo sentiu os lábios macios deixarem os seus e se posicionar a milímetros diante de si. Ainda permaneceu com os olhos fechados sentindo o torpor daquele momento enquanto Camus o observava.

- Camus, esse foi o beijo mais perfeito da minha vida! – Milo dizia ainda com os olhos fechados.

- Cala a boca, não arruína a ocasião Milo... — Camus sussurrou e voltou a beijá-lo. O ruivo finalmente estava agindo e tomando a frente da situação impressionando ao loirinho.

A platéia só aumentava observando o casal, claro tudo muito discretamente, afinal a festa estava muito boa para serem transformados em espetinhos congelados que seriam vendidos na feira livre de Rodorio no domingo pelo proprio Camus.

- Camus...?- Milo ronronou.

- Hum...

- Posso te contar uma piada?

- Quê? Tava demorando... – Camus sorriu. Enfim o velho Milo havia retornado de Plutão. E em parte ele também estava mais aliviado por ele ter “voltado”.

Por um instante quase se condenou diante das confissões de Milo minutos atrás. Afinal, não queria que Milo se anulasse apenas para satisfazê-lo. Apenas queria que ele crescesse mentalmente.

E agora já esquecidos pelos demais amigos, Milo acariciava o rosto perfeito. Insistiu em contar a tal piada para o ruivo que agora estava mais complacente.

- Tá bom Milo, conte! Só nao garanto que vou rir disso.

- Então tá bom. Lá vai! Essa é bem antiga. Bom é o seguinte: O Joãozinho estava na escola e a professora pediu aos alunos que produzissem um poema. Ela pediu para que a Mariazinha lesse o seu e ela o fez: - As rosas são vermelhas, as violetas são azuis, assim é o meu amor por você, Luiz.” E a professora disse: — Muito bem! Agora leia a sua Joãozinho, e ele começou a leitura: - Lá vem o cangurú com uma flor no c**. A professora ficou possessa e disse que ele não poderia fazer um poema como aquele e pediu-lhe para que produzisse outro. Joãozinho terminou enfim o poema. A professora lhe pediu para ler e ele o fez: “- Lá vem o canguru com a flor na bochecha por que no c** a professora não deixa!”

- AHIII Milo, sinceramente, você não muda mesmo! Estava tão bom quando seu clone estava aqui, será que dá pra pedir pra ele voltar? – Camus bateu a mão no rosto e revirou os olhos. Mas não deixou que o mau humor o dominasse. E pela primeira vez gargalhou de uma piada sem noção.

Milo acompanhou seu ruivo durante a festa que havia se tornado muito mais divertida com seu cubinho de gelo à tiracolo. Os amigos estavam agora todos reunidos e comemoravam o início de uma relação que prometia muito.

Em um momento da festa Milo puxou Camus para a sacada do templo de Áries, e ao passarem por Shaka e Mu, sorriu e lançou uma discreta piscadela em agradecimento aos conselhos que lhe renderam a melhor e maior de suas conquistas. O coração de certo aquariano metido a picolé de cereja.

E o cangurú com sua flor, foi apenas uma prova de resistência. Se Camus não o matasse depois dessa, seu namoro estaria assegurado.

Afinal, uma piada sem graça pode até valer um *Dracma, mas ganhar o amor de Camus, não tem preço.

Notas finais
Obrigada por lerem.
Este capítulo ficou tosco e grande demais eu sei, só que estava com poukissimo tempo para fazer aí saiu esse grande assim..rs.Esse terminei sábado e pedi para uma amiga postar qd tivesse tempo e se acaso tiver demorado a culpa é dela rs. Ah a história esta terminada. Só falta mais um cap. que pretendo postar o mais rápido possível e me livrar dessa história kkk. E prometo que será curto.

* Dracma, eu sei que voces sabem, mas era a moeda utilizada na Grécia, antes do Euro.

P.S(TODAS AS NOTAS FORAM DIGITADAS POR PAPILLON BLEU, EU, HAMYLA, APENAS AS POSTEI CONFORME ELA ME SOLICITOU E COM UM POUCO DE ATRASO. DESCULPEM).