Atrás do Santuário...
12 A primeira vez, a gente nunca esquece...dói muito!
Notas iniciais
Já já vcs vai ficar livres de mim...rsrsr
AHH GENTE, ME PERDOEM TB PELOS POSSIVEIS ERROS DE DIGITAÇÃO,É QUE MINHAS UNHAS ESTÃO GRANDES E ESTÃO ATRAPALHANDO DIGITAR. (NÃO É MENTIRA) KKKK E EU ESTOU COM PREGUIÇA DE REVISAR CAPITUO, JÁ SÃO QUASE TRES DA MADRUGA...BJUX
Já parou para pensar o quanto pode ser irritante uma situação dessas? Você ali na maior expectativa, só pensando naquilo e ploft! Lá se foi a oportunidade. Ninguém merece se decepcionar assim. Afrodite estava possesso, mas ao mesmo tempo preocupado com o ruivo.
- Mais que merda é essa no seu pé Camusinho? – Afrodite tentando se recompor, cruzou os braços e aproximou-se da escrivaninha onde Camus era atendido por seu enfermeiro particular.
- Algum estúpido... aii... Quebrou uma garrafa lá na casa de Libra e eu pisei no caco. – Camus dizia enquanto Milo com uma pinça retirava um pequeno fragmento de vidro do profundo corte.
- Como você é descuidado, andando descalço por aí! – Afrodite falava num tom levemente desaforado. Se os dois soubessem que estavam sendo observados por ele, até poderiam dizer que ele estava puto por ter se decepcionado.
- Tadinho, não fala assim não Afrodite, ele só tirou as sandálias por que eu pedi. – Milo rebateu. – Prontinho anjo, já tirei o caquinho e agora vou terminar de arrematar os pontos.
- Ai, não quero nem ver. – Camus fechou os olhos e virou o rosto para o lado mordendo o lábio inferior.
Afrodite observava a cena. Se não estivesse tinindo de decepção, até riria da situação. Camus, o tão poderoso mago do gelo e da água, temido e respeitado por todos os aprendizes, lá, todo xôrôrô por causa de um corte num caco de vidro. Afrodite até apostou que ele estava era fazendo c** doce de novo, só para ter toda a atenção do greguinho centrada nele.
- Pronto! Terminei xuxu, agora você vai ter que ficar em repouso alguns dias até o ferimento se fechar bem. – Milo disse numa voz infantil enquanto depositava um beijinho no pé enfaixado.
- Ah, obrigado, ángelos! – Camus agora estava todo romantiquinho com seu escorpiãozinho de estimação e não economizava muxoxos com o namorado.
Afrodite revirou os olhos e saiu de perto, quando Milo deixou o pé enfaixado e subiu depositando beijinhos na canela, coxa, pulou um montinho, beijou a barriguinha, peito, pescoço e por fim depositou um beijo estalado na boquinha vermelha e carnuda de Camus.
- É melhor eu sair de perto, pois podem aparecer abelhas por aqui e eu sou alérgico á insetos. Adeusinho casal 20. – Afrodite, até tentou ser irônico, mas no fundo estava feliz pelos amigos terem enfim se acertado. Ele saiu do quarto sem nem ao menos ser interrogado por Milo sobre o que estaria fazendo em seu templo àquela hora da manhã. Voltou a beijar seu francesinho enfermo.
Fora do templo, Afrodite já havia se esquecido completamente do caderno de receitas que ia comprar. Estava chegando á escadaria de acesso a Sagitário, quando num estalo resolveu voltar e ir até o templo de Câncer, depois de um momento de estresse nada melhor que fazer um amorzinho gostoso... Passar por momentos de grandes expectativas podem deixar um ser humano muito sensível e necessitado de carinhos digamos, mais quentes. Só pra aliviar a tensão.
Uma semana depois..........
Uma semana havia se passado desde o acidente com o caco, Camus ainda andava mancando e tendo como muleta um loiro escultural. Ele ia aos treinos apenas para observar os colegas e também ficar de olho em Milo, não se pode confiar em gregos safados, melhor evitar do que remediar.
Era tarde de segunda feira e Camus estava na arena sentado em uma coluna de mármore que havia sido derrubada por um aprendiz metido que acabara de chegar ao santuário. Seiya era o nome do indivíduo e ele se achava a última batata Ruffles do pacote.
Enquanto observava os colegas treinando seus pupilos, fixou o olhar em seu namorado. Como era lindo mesmo com aquela roupa suja de terra e todas aquelas bandagens amarradas nos pulsos. Os longos cabelos dourados estavam trançados como na vez em que aceitou o pedido de namoro.
Não pôde deixar de suspirar, ao observar os músculos das coxas grossas formando vergões pela contração enquanto executava com precisão um golpe no adversário. Aquele grego era a encarnação da perfeição e era todinho dele.
Ao longe Milo constatou que era observado pelo namorado e lhe lançou um beijo seguido de uma piscadela. Camus corou e sorriu. Depois de quase dois meses de namoro ele ainda ruborizava quando Milo manifestava publicamente seu carinho.
Perdido em sua imaginação, Camus não notou a aproximação de Afrodite, que chegou de mansinho e tocou em seu ombro trazendo-o de volta ao mundo real.
- Olá Camus, aterrissa e limpa a baba, por que alguém pode escorregar e bater com a cabeça e ter traumatismo craniano.
- Oi Afrodite! Nem vi você chegando. – Camus lhe lançou um sorriso amigável e voltou o olhar para a arena.
- Aii Camusinho, você é um cara de sorte viu! – Afrodite sentou-se ao lado do amigo e cruzou os braços, olhando para a mesma direção que Camus.
- Sim, eu tenho! – Camus foi direto.
- Ele é lindo e te ama muito!
- Sim, eu sei disso Afrodite. Sabe, jamais pensei que pudesse ser tão feliz quanto estou sendo nesses quase dois meses que estamos juntos.
- Aii que lindinho! Sabe, eu fico observando vocês dois juntos e sinceramente vocês são tão grudentos, que nem parece que poderiam se matar a qualquer instante há pouco tempo atrás.
- Sim, nem eu sei como isso aconteceu. Sempre fui tão seco e fechado com ele e agora não consigo se quer ficar alguns minutos longe daquele maluco. Sei que estava bravo, mas passou depois da festa do Shaka.
- AIIIII QUE ROMANTICOOO! – Afrodite batia palminhas de contentamento com as declarações nada frias do aquariano ex-metido a freezer. – Vocês são perfeitos juntos Camus, e todos no santuário estão torcendo por vocês.
- Fico feliz em saber que vocês torcem por nós. Obrigado, devo uma grande parcela disso á você.
- Olha não precisa me agradecer por nada, e eu não me chamo Afrodite a toa não meu bem.
- Obrigado meu amigo! – Camus deu um tapinha leve nas costas do amigo.
- Bom, Camusinho, conversa ta boa, mas vamos às vias de fato. Como é a pegada do Milo! Conta-me tudinho não me esconda nada! – Afrodite tinha um brilho nos olhos parecido com aquele de criança querendo muito um algodão doce. Camus quase engasgou com a própria língua ao ouvir a citação do amigo enxeridinho.
- Que porra de pergunta é essa Afrodite? Que pegada? Num tem nada disso não! E nem pense que eu vou te dizer alguma coisa, isso é particular. E ó não fala assim comigo não tá sabendo! – Camus se irritou um pouco com a indiscrição do amigo.
- Camus, eu te conheço há anos e se você não quer falar é por que ainda é cabaçinho. AIII que lindinho! – Batia mais palminhas.
- Oras Afrodite, você é muito indiscreto e eu não vou te dizer nada! – Camus torceu o nariz e cruzou os braços levemente irritado com o pisciano curioso.
- Ahh vá Camusinho! Me fala vai, como é Milo na cama? Quando foi a primeira vez de vocês? Ele te pegou com carinho né? Sim por que os escorpianos são muito tarados e... — Não pôde dizer mais nada por que Camus tapou a boca do pisciano curioso e lançou-lhe um olhar glacial. Afrodite gelou literalmente e fechou a matraca, não queria virar sorvete de pirarucu.
- Tá bom Camusinho, não precisa me dizer nada. Através dos seus olhos já vi que não rolou nada. Aff. Aii meus sais quanto desperdício de tempo! – Afrodite agora observava Camus muito vermelho e sem graça com a intromissão do colega e foi logo mudando de assunto. Afrodite fingindo que ouvia o que Camus estava lhe contando massageava as têmporas processando a informação.
Afinal como pode Milo, o ser mais tarado que já existiu na face do santuário agüentar quase dois meses sem sexo. Sim, sem sexo mesmo, tchaca tchaca na butchaca, afogar o ganso, molhar o biscoito por que punheta não é sexo é só uma forma de aliviar a tensão. E como ele agüentava ficar ao lado do francesinho gostoso sem avançar o sinal e atropelar tudo que fosse só para dar uma despenada no pardal?
Aquilo estava errado. Será que Camus contaminou Milo com sua decência e moral fora do comum? Aquilo tinha que ser resolvido e rápido. Afinal naquele santuário ninguém poderia ficar virgem depois dos dezessete anos não. Isso era um caso muito sério e teria que ser resolvido. Falaria com Milo para saber o que estava acontecendo naquele dia mesmo.
Camus já estava entretido na nova conversa da qual Afrodite nem sabia o tema, apenas respondia sim e não, seu pensamento estava pra lá de Bagdá. Nesse momento Milo termina seu treinamento e segue em direção aos dois.
- Olá Afrodite? – Milo o cumprimentou com um belo sorriso nos lábios bem feitos.
- Ah olá Milinho! Como tem passado? – Afrodite o olhava bem fundo nos olhos com um meio sorriso sapeca.
- Eu estou ótimo! – disse aproximando-se e depositando um selinho salgado pelo suor em Camus.
- Fico feliz por você estar fazendo companhia a meu amor!
- Ah sim, Camus e eu estávamos relembrando umas coisas do passado aqui, não é Camusinho? – Camus quis morrer, pois temia que o pisciano ignorasse as leis da morte por congelamento e se atrevesse a falar para Milo sobre o que estavam conversando.
- Ah é? E por acaso posso saber do que falavam? – Milo perguntou curioso e com um sorriso sapeca nos lábios.
- Ah sim Milinho o Camus e eu falávamos... – Foi abruptamente interrompido.
- Sobre os antigos aposentos do alojamento. – Camus tentava disfarçar com um sorriso amarelo nos lábios. – Como eram horríveis não eram?
Afrodite vendo o embaraço do ruivo sorriu abafado e lançou um olhar brincalhão para Camus. Ele perdia o amigo, mas não perdia a piada.
Enfim Camus foi salvo pelo gongo, pois Máscara da Morte chegou de surpresa e abraçou Afrodite por trás depositando-lhe um beijo no pescoço fazendo-o se arrepiar e logo se despediram e seguiram para o templo de Câncer. A brincadeira terminaria ali. Mas Camus ainda teria notícias de Afrodite.
Naquela noite, eis que Milo estava em seu templo se preparando para ir até Aquário para jantarem juntos, como faziam nas noites de segunda. Arrumou-se todo e se perfumou para seu francês. Mas ao colocar os pés na soleira do templo Afrodite o interceptou.
- Ai Milinho, desculpa chegar assim sem avisar, mas preciso falar com você urgente antes que suba até Aquário. – Milo se assustou com o bloqueio inesperado.
- Por quê? O que aconteceu com o Camus? – preocupou-se.
- Aii nada Milo, me deixa falar rápido antes que ele perceba meu cosmo aqui no seu templo.
- Então fala logo, desembucha que eu to agoniado!
- Milinho, eu sei que você ainda não pegou o ruivinho...
- O quê? – Ia protestar, mas foi interrompido.
- Cala boca e ouve! Olha primeiro quero saber o motivo, razão e circunstância que vocês ainda não se comeram? O que você tem feito ao ruivinho?
- Oras nada apenas estou esperando que ele decida, afinal, não foram vocês mesmos que me disseram para deixar que ele tomasse todas as decisões?
- Aiii Milo! Sinceramente, viu! Você só não é mais burro por que é um só. Cata logo o ruivinho. Ele tá te dando mó condição! E ó vai com calma, lembra do que eu disse aquela vez sobre ele ser virgem né?
- É claro que me lembro você não pára de falar. E eu estou esperando que ele tome a iniciativa. Estou seguindo os conselhos do Shaka e seus.
- Aii tolinho, os conselhos eram apenas para você conquistá-lo, já que você esta com a presa garantida vai ficar só na punheta até quando?
- Olha vou te dizer uma coisa. VOCÊS SÃO UNS FILHOS DA PUTA! Como é que você só me diz isso agora? Tem quase dois meses que não dou uma e já estou com LER de tanto bater punheta.
- Pois é seu tolo, pega logo ele, a era da conquista já passou agora você esta entrando na era da sedução. Manda bala! – De repente Afrodite sente o ar ficando mais frio e sai rapidinho pela tangente, ou melhor, em direção à casa de Câncer. Nada melhor que fazer um amorzinho gostoso de novo pela terceira vez naquele dia só para aliviar a tensão de quase ser transformado em picolé de tilápia. – Boa sorte grego! Vai que é sua e boa trepada! – Milo sorriu e jogou uma almofada nele que se escondeu. – AH! e não se esqueça de me contar tudinho depois! – Recebeu outra almofada bem no meio da cara e saiu gargalhando.
Mais tarde na casa de Aquário...
Milo subiu as escadarias que davam acesso ao templo de Aquário pensando em como fazer uma jogada de mestre para tentar conseguir sua primeira noite de amor com o ruivinho.
Sentia o coração bater forte e seguido daquele frio no estômago. Milo era um amante maravilhoso e muito experiente, mas o simples fato de pensar em fazer amor com Camus pela primeira vez o desarmava. Sentiu-se um pouco inseguro.
Ao pôr os pés no último degrau de acesso ao salão principal da casa de Aquário, gelou ao observar a figura perfeita do namorado encostado e com os braços cruzados em uma pilastra próxima à entrada do salão principal.
Com uma elegância típica dos lordes europeus, Camus usava seus belíssimos cabelos ruivos soltos e esvoaçavam ao contato com o vento. Estava com um semblante diferente naquela noite.
Milo enfim colocou-se de frente para seu namorado enlaçando a cintura delgada e depositando um breve beijo na superfície de seus lábios. Camus pôde aspirar o perfume âmbar de sua colônia preferida emanando da pele macia daquele pescoço apetitoso. A recepção foi suave, mas deliciosa.
- Boa noite ángelos! – Camus disse apartando-se do abraço e tomando-o pela mão para que entrassem no templo.
- Boa noite anjo! Você está lindo.
- Que bom que o Afrodite não o atrasou. Senti a presença dele em sua casa há pouco.
- Sim, ele estava de passagem para Câncer.
- Sei... — Disse enquanto dava a volta para trás de Milo tapando-lhe os olhos. – Tenho uma surpresa.
Milo sorriu muito impressionado. Camus fazendo surpresas? É realmente as coisas estavam muito mudadas com o ruivinho.
- Anjo, que bom! Adoro surpresas.
Camus guiou Milo pelo salão até chegarem á uma enorme sala de jantar, paralela ao salão principal.
- Surpresa!
Camus tirou as mãos dos olhos de Milo e ele se emocionou. Na bela sala havia uma mesa posta para os dois. Duas taças e um bom vinho francês para acompanhar o prato principal preferido de Milo.
- Gostou?
- Camus, eu... Puxa eu adorei. Obrigado amor!
- Eu mesmo preparei tudo. Espero que esteja ao seu gosto.
- Sério? Não sabia de seus dotes culinários. – Milo sorriu e voltou-se para o ruivo beijando-o lentamente nos lábios.
- Existem muitas coisas sobre mim, que você não sabe grego... – disse entre o beijo.
- Mostre-me então... – Milo desafiou.
- Não. Primeiro vamos jantar. – Camus afastou-se lentamente encarando-o nos olhos.
Caminhou até a mesa puxando uma cadeira para Milo e em seguida servindo-lhe uma taça do vinho escolhido. O grego estava muito surpreso com a postura de Camus. Como é que pode uma pessoa tida como fria e introvertida como o ruivo, mudar tão radicalmente.
Agora era Milo que não entendia nada. Camus com certeza havia sido raptado por alienígenas de Plutão e aquela criatura ruiva diante de si só podia ser seu clone perfeito. Mas ele estava adorando. Se o antigo Camus havia sido raptado mesmo, Milo estaria torcendo para que a nave espacial se perdesse no espaço para sempre.
Naquela noite, todos os servos de Camus haviam sido dispensados. Ele desejava estar totalmente á sós com o seu grego. Serviu-lhe uma porção do seu prato predileto, carneiro assado ao molho de maçãs.
Milo estava tão surpreso que se sentiu muito tímido na presença do ruivo. Afinal, era para ter sido ele o sedutor e não o seduzido. E Camus estava se saindo muito bem nesse ofício, além de ótimo cozinheiro. Camus em seus tenros dezoito anos era um homem maduro em vários aspectos, mas esse dote pegou Milo realmente de surpresa.
- Está gostando do jantar, ángelos?
- Anjo, está perfeito, como você.
O jantar seguiu animado e muito romântico, com leves pausas para trocas de olhares e carinhos como um toque na face ou um suave beijo nas mãos. Aos olhos de Milo aquela ocasião era surreal.
Toda aquela ocasião estava embalada por uma música relaxante. Os dois amantes conversavam animados e desta vez não era pelas taças de vinho da segunda garrafa que fora aberta. Viajaram ao passado, no tempo em que chegaram ao santuário, excluindo da conversa os maus momentos, mas não deixando de reconhecer o quão difíceis foram àqueles tempos.
De todas as ocasiões da melhores até as mais bizarras foram relembradas durante a descontraída conversa.
E de repente, ao tentar abraçar Camus, Milo acabou por desequilibrar a taça e derramar o líquido escarlate na fina camisa branca que o ruivo usava manchando-a.
- Oh anjo, me perdoe! Como sou desastrado. – Milo envergonhou-se pelo incidente levantando-se para ajudar o ruivinho com a camisa.
- Não, não se preocupe com a camisa. – Camus estava muito sereno. – Eu vou até o lavabo e já volto. Não se preocupe.
Camus seguiu pelo corredor em direção ao lavabo para trocar a camisa. Entrou no cômodo refinado e com um grande espelho, desabotoou a camisa se livrando da peça. Mas não havia percebido que foi seguido por Milo, que entrou no local o abraçando por trás se desculpando mais uma vez pelo desastroso episódio.
Num movimento rápido, Milo virou seu anjo para si. As palavras sumiram de seus lábios, apenas olhares eram trocados. Milo sentiu um arrepio gostoso subir-lhe pela espinha ao ter suas mãos em contato com a pele exposta do ruivinho. Aproximou-se devagar, vencendo toda a distância até alcançar os lábios entreabertos de Camus e tomá-los junto aos seus num beijo cálido cheio de paixão e ternura.
Milo sentia-se trêmulo por dentro, mas tentava se controlar ao máximo para dar toda a segurança que seu ruivo precisava. As mãos fortes e bronzeadas enlaçaram a cintura delgada, puxando o corpo alvo para mais perto numa deliciosa troca de calores.
Camus ainda permanecia de pé e recostado ao frio lavatório de mármore sentindo seus sentidos esvaírem.
Perdendo-se nos beijos que a cada segundo se intensificavam mais, Camus deixou-se levar pelas veredas do prazer. Era estranho. Todas aquelas sensações eram diferentes. Sentia um estranho calor tomar-lhe o corpo a cada toque mais firme administrado em sua pele.
Milo era de longe mais experiente. Podia-se até mesmo afirmar que centenas já passaram por seus braços e seus lençóis, mas as sensações que experimentava com o ruivinho eram diferentes. Eram verdadeiras.
E foi então que Milo percebeu que a hora de tomá-lo para si havia chegado. Intensificou mais o beijo e apertou o corpo alvo e formoso junto ao seu como querendo fundir-se ao ruivo.
Mãos fortes subiam pelas costas delineadas pelos duros anos treinos, até encontrarem a farta cabeleira ruiva, embrenhando os dedos ali e fechando-os sentindo a maciez dos fios. Um pequeno gemido foi emitido pela sensação confortável que lhe foi proporcionada. Milo sorriu com a demonstração de contento dando-lhe mais coragem para avançar ao próximo nível.
Sem apartar o beijo, novamente as mãos fizeram o caminho de volta pelas costas de Camus em direção ao abdome perfeito em busca de mais liberdade. A peça jeans atrapalhava bastante, e se lhe era permitido avançar para retirá-la ele o faria. Uma mão imponderada abriu o fecho da peça e os polegares atrevidos a removiam lentamente para baixo.
Milo, teve de se controlar ao nível máximo para não meter a mão por dentro do jeans e encontrar a jóia que havia tido o prazer de tocar em uma ocasião imprópria, mas não menos prazerosa. E antes de tudo, não poderia afugentar seu anjo. Ele iria devagar, até onde lhe fosse permitido.
Uma oportunidade como aquela era a primeira em dez anos e não poderia desperdiçá-la com o pecado da pressa. Teria que ser paciente. Teria que ser inteligente. Conquistar o coração de Camus fora muitíssimo difícil e afugentá-lo era ao extremo contrário.
Ao conseguir livrar o ruivinho da peça tão incômoda, não se afobou. Deixou que Camus seguisse seus passos. Queria que ele o imitasse para que se sentisse bem seguro. Camus que esteve inerte durante todo o tempo, agora começava a se mover.
Ergueu as mãos em direção a camisa de Milo, e o livrou da peça num instante. E suas mãozinhas não pararam. A calça foi a próxima peça a escorregar pelo corpo do grego. Ele estava radiante com a iniciativa de seu anjo.
Percebeu que Camus imitava todos os seus movimentos conforme ele esperava. E então observou o local em que estavam e constatou que não era o melhor lugar para experimentarem as delícias do prazer. Com toda a sua astúcia tomou o ruivo no colo e seguiram rumo ao quarto.
Engraçado que quando queremos muito uma coisa não há obstáculos que possam nos parar. Naquela hora em que estava com Camus nos braços, se a escadaria do templo tivesse vida e resolvesse se multiplicar sozinha, com certeza ela não pararia Milo. Não naquele momento em que estava prestes a realizar o sonho de seus sonhos, fazer amor com aquele pedaço de perdição.
Chegaram ao quarto e Milo colocou Camus delicadamente na cama. E entrou num estado de êxtase ao observar aquele corpo belíssimo e bem definido sobre finos lençóis de seda negra. Os cabelos vermelhos contrastavam com a cor negra do tecido. Nuance perfeita.
Um detalhe magnífico foi observado. Camus estava excitado e sua face apresentava um tom avermelhado e acetinado. Milo sorriu ao observá-lo sobre a cama. Perfeito, imaculado e inteiramente ao seu dispo.
Não pôde mais perder tempo, aproximou-se mais e arrancou-lhe a peça intima que restava. Tocou levemente as coxas fortes e Camus fechou os olhos, sabia que estava chegando a hora. Deixou-se conduzir. Milo e suas ousadas mãos retiraram o último obstáculo que impedia a observação da mais perfeita obra de Zeus. Camus era simplesmente lindo!
Ele sentiu seu coração bater tão forte que podia arrebentar o peito e sair pulando santuário a fora. Camus ainda com os olhos fechados estava agora trêmulo. Milo sorriu da condição frágil de seu namorado. E pensar que minutos atrás ele apresentava-se tão confiante em si, tão dono da situação. Até mesmo se imaginou sendo tomado por ele.
Subiu sobre o corpo trêmulo apoiando uma perna de cada lado. Abaixou-se e sussurrou ao ouvido do ruivinho.
- Não tenha medo meu anjo. Eu poderei fazer tudo com você, menos machucá-lo. Esperei tanto por esse momento.
Aquelas palavras tão doces deixaram uma dose de confiança a mais no coração do ruivo que ainda mantinha os olhos fechados. Como se a visão do corpo nu de Milo sobre o seu pudesse desestruturá-lo. As palavras o haviam abandonado, ele sabia que se tentasse balbuciar qualquer palavra que fosse perderia o controle sobre si mesmo. Portanto deixou-se ser conduzido totalmente pelo amado. Pensar no que fazer era até razoavelmente fácil, difícil era convencer o próprio corpo a parar de tremer.
- Acalme-se meu anjo ruivo. Apenas sinta todo o prazer que eu lhe proporcionarei.
Camus reuniu um décimo de forças e levou as mãos que antes estavam inertes ao lado do corpo, até as coxas expostas do amante e tremeu ao sentir a textura da pele firme. Mas os olhos, ah esses tinham vontade própria e não queriam mesmo encarar o monumento grego que estava sobre o seu corpo completamente nu.
O ruivo podia sentir a masculinidade pulsante, quente e úmida de Milo sobre seu abdome ao passo que sentia a sua ser pressionada gentilmente por uma das mãos fortes do grego. Que sensação!
Milo estimulava-o com acanhados movimentos cadenciados. Seus dedos longos apertavam e massageavam levemente. A visão daquele membro perfeito em suas mãos era magnífica.
O pobre Camus não tinha forças para abrir os olhos e então sentia com muito mais intensidade aqueles toques tão firmes e ao mesmo tempo tão sutis e carinhosos naquela parte tão sensível de seu corpo.
Milo percebendo que o ruivo lhe dava mais espaço nas carícias pouco a pouco ousou mais. Abaixando-se e serpenteando pelo corpo de Camus colocou-se deitado entre as fortes coxas e pôs-se a observar de perto cada centímetro daquela jóia perfeita e desperta.
Beijou-lhe a extremidade com muito carinho sorvendo as primeiras e transparentes gotas agridoces do desejo ardente que corria o corpo de Camus como uma corrente elétrica.
Um gemido forte foi arrancado do fundo da garganta de Camus ao sentir o calor e a maciez dos lábios de Milo sobre a pele sensível de seu pênis. Milo certificando-se que o gemido era de prazer provocou um pouco mais, lambendo toda a extensão da base até a úmida extremidade. Mordiscando devagarinho enquanto alternava os movimentos com os lábios. Camus não desejava estar em outro lugar. Jamais experimentou uma sensação tão magnífica. Nem mesmo em suas carícias solitárias. Zeus, como era diferente.
As mãos de Camus estavam enroscadas nos cachos dourados de Milo, enquanto ele lhe administrava aquele mimo tão quente. Agora aproveitando que Milo estava ocupado em lhe dar tanto prazer, ele arriscou abrir os olhos. Apoiou-se em um dos braços e ao direcionar o olhar para baixo, encontrou as belas safiras de Milo encarando-o.
Ele não esperava que ele o estivesse olhando. E sorriu completamente entregue jogando a cabeça para trás ensandecido pelo prazer que seu grego estava lhe proporcionando.
Aquelas carícias estavam ficando muito intensas e Camus não conseguiria se segurar por muito mais tempo. Sua respiração começou a ficar mais rápida, entrecortada e ofegante. Milo sabia que ele não duraria muito mais sem expelir sua seiva. Mas ele não queria que ele acabasse naquele momento, queria mostrar mais á ele, fazê-lo sentir mais, se entregar mais.
Cessou a carícia e Camus desmontou sobre a cama, cerrando os olhos. Suas peles estavam cobertas por uma fina camada de suor. Milo então escalou aquele corpo quente e depositou um longo beijo nos doces lábios de sua paixão.
Ainda embalados pelo beijo, Milo sentiu sua ereção dolorida. Precisava de alívio. Aninhou-se então entre as coxas de seu anjo e sentiu todo o corpo tremer. Pensou em que sensação ele estaria concentrado, prazer ou medo? Utilizando palavras carinhosas tentando afastar as dúvidas e medos de seu namorado.
- Calma amor, eu jamais te machucarei. Confie em mim. – sussurrou ao ouvido do virginal ruivinho.
- Milo...
- Sim...ágape.
- Estou... com medo. – gemeu.
- Não tenha medo anjo... – Milo acariciava o rosto acetinado, afastando uma mecha ruiva que estava colada à testa pelo suor. – Abre um pouco mais as pernas para eu me encaixar melhor ta bom?
E foi aí que todos os pesadelos de arrancar uma virgindade começaram para Milo. Haja paciência!
Primeiro que você não pode ir arrebentando tudo de uma vez como se fosse uma manada de touros arrebentando cercas de arame farpado e segundo tem que ir com muita calma, utilizando todos os apelidos carinhosos que encontrar pelo caminho pra fazer a criatura medrosa se acalmar e se deixar penetrar. E depois tem as pernas.
Tem gente que trava as pernas como se fossem uma chave inglesa em volta dos quadris do companheiro quase quebrando o coitado ao meio. Camus estava fazendo exatamente isso com o pobre do escorpiãozinho.
Todo mundo acha muito bom, muito divertido a parte das preliminares, uma delícia só! Mas na hora de encarar a vara, as coisas se complicam bastante. Afinal ninguém encara numa boa ser empalado vivo. Pelo menos é essa a concepção de vinte e nove em trinta ex-virgens. E Camus estava entre esses vinte e nove coitado, um minuto atrás estava todo felizinho adorando a chupetinha, mas depois na hora do vamos ver...
Existe quem adorou a primeira vez e até chorou de emoção só de relembrar a primeira vez tal como Afrodite e Mascara da Morte. Mas existem realistas que sabem que a coisa é realmente muito estressante. O maldito cabaço não rompe na primeira e às vezes nem na segunda. E no caso de Camus não tinha nada para romper, mas o desgaste emocional da penetração, sinceramente, por vezes é muito broxante. O pobre do ruivinho que o diga.
Porém Milo ainda teria um queijo e uma rapadura pela frente para fazer amor com seu anjinho.
Notas finais
PS CASO ALGUÉM SE SINTA OFENDIDO COM O CONTEUDO DA HISTÓRIA ME AVISEM.
oBRIGADA.
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