Atrás do Santuário...

1 A praia dos desejos...


Notas iniciais
Olá gente...
Mais uma história que tento aki, era pra ser uma comédia tentei e vamo ver no q vai dar, espero que gostem, é simples mas é de coração.
bjux.......
Ah e tem mais erros de portugues tb, so q estou (de novo) com preguia de corrigir.
Sorry.
No mais,boa leitura.

Athenas alguns anos atrás....

Era mais uma dessas intermináveis tardes de treinamento onde a paciência já havia se esgotado e todos os sacos já estavam cheios. Um tédio só. Nada de diferente, como por exemplo o ataque surpresa de algum soldado à mando de um deus maligno, uma enchente em pleno verão, ou uma nevasca no deserto. Esse tipo de coisa, nada, nadinha.

O Grande Mestre com toda sua imponência, trajando sua vestimenta branca impecável com todos aqueles penduricalhos estranhos, tipo baiana do Pelourinho, e aquele elmo dourado tapando quase toda a cara. Ah aquele maldito elmo, pra quê aquela merda tapando a cara, afinal, todos sabem que o Shion é o Grande Mestre. Aff...

Mas tudo bem. Ele ficava lá quase o dia todo sendo servido dos melhores vinhos e uvas, enquanto os pobres adolescentes e aspirantes a cavaleiros de ouro, estavam lá no sol escaldante da Grécia, no meio daquela maldita arena se estatelando no calor engolindo seco quando batiam os olhos na taça suada pela condensação.

Ele também sempre era paparicado por um cavaleiro em especial, Dohko, (que por sinal era uma companhia muito da suspeita) ele não saía de seu lado sabe-se lá quantas gerações, e aproveitava o moral que tinha com o *“Pica Grande” e mandava nos garotos como se fossem as empregadas do seu templo. Nossa como aquilo era irritante. Ele deveria puxar algo a mais que o saco do Grande Mestre, só pode. Mas tudo bem, isso não era da conta de ninguém mesmo.

Mas naquele dia quente todos os doze aspirantes a cavaleiros estavam enfastiados de verdade. Não se podia fazer nada além de treinar e treinar. Não podia fumar, beber, nem foder, e outras coisinhas mais, essa era a principal psicologia do Grande Mestre. Maldito! Ele podia tudo e os coitados podiam tudo do nada. Pois é, mas eles faziam assim mesmo, ás escondidas, aquele santuário era muito grande e nem sempre os guardas estavam por perto. Dar uma escapulidinha não era tão difícil assim. Mas era de extrema periculosidade. Se alguém fosse pego no exercício da função ilícita, o bicho pegava literalmente.

Os castigos administrados pelos carcereiros do santuário eram fogo. Tipo, se alguém fosse pego fumando teria que ficar numa solitária por uma semana com alguns porcos como companhia, e quando digo porcos eram animais mesmo, e até a comida teria que ser dividida com eles; Se fossem pegos bebendo os castigos eram diferentes para cada tipo de bebida, por exemplo, uma cerveja básica ficavam presos numa árvore por uma hora com mel nos pés em cima de um formigueiro, se fosse com a marvada grega Ouzo ou qualquer outra, eram amarrados no rochedo do Cabo Sounion quando a maré estava subindo, só pra dar um medinho mesmo, eles não deixavam os moleques se afogarem, muito, afinal estavam em uma época ruim que ninguém queria ser cavaleiro e os órfãos estavam sendo adotados em grande escala, por um casal hollywoodiano.

Agora meu filho, o castigo pior era para aqueles que eram pegos fodendo. Os garotos e até as garotas pegos em flagra eram obrigados a ficarem nus e abraçados no pátio do santuário com uma plaquinha escrito: “Nós estávamos trepando, e fomos pegos!” durante o período de treinamento dos outros cavaleiros para servir de exemplo.

Esses eram apenas alguns dos castigos, mas como nada nesse mundo é impossível pra adolescentes, eles davam um jeitinho, digamos brasileiro, já que tinha mesmo um brasileiro na brigada e eles acabaram se infectando. Afinal tudo que é proibido é mais gostoso.

Naquela manhã, o calor forte do local parece ter derretido o cérebro de certo garoto. Milo, que reuniu um grupinho dos mais chegados e propunha que fizessem um passeio escondido numa praia deserta, que ele, havia descoberto por acaso há alguns dias enquanto dava uma escapadinha pra dar um traguinho.

- Caras, vocês não sabem, mas eu descobri uma praia desertinha da silva. — Enquanto falava lançava olhares ao redor, pois poderia chegar algum guarda e acabar com o plano.

- E onde é isso Milo? Disse Aldebaram, já se interessando muito pelo assunto e se juntando mais ao lado do amigo.

- Ah é do outro lado do rochedo do Cabo Sounion, lá tem uma parede de pedras e tem uma fenda longa que dá pra uma praia desertinha. Caras, nós temos que ir lá, só que não dá pra ir todo mundo de uma vez, se não da muito na cara. Espalha pra galera aí aos poucos, por enquanto vamos só nós cinco. – Estava empolgadíssimo.

- Grande Milo. A mente mais brilhante desse santuário. – Aioria chegou mais perto e deu um tapinha no ombro do amigo.

- É, eu sei que vocês não vivem sem mim, se não fosse eu pra descobrir as coisas boas da vida vocês ainda estavam nesse mundo sem saber o gostinho da aventura...hehe.

- Não contem comigo, eu não vou! – Disse Camus cruzando os braços.

- Como assim, não vai? Você vai perder uma chance como essa de sair desse lugar infernal aqui? – Milo fechou a cara, odiava quando o francesinho metido empatava as coisas.

- Ó se você não quer ir eu chamo o Shura, ele vai adorar. – Disse Aldebaram. – E ó, tenho uma garrafa da marvada lá no meu quarto, posso levar pra gente dá um trago, quê que vocês acham?

- Apoiado! – Manifestou Milo.

- Aii, eu também vou, eu tenho uns cigarros aromatizados escondidos também. – Afrodite estava saltitante com a hipótese de sair do santuário e dá um traguinho ao ar livre.

- Então ta combinado, vamos hoje à tardinha quando encerrar o treino. E Camus, vem com a gente cara, vai ser legal, cê vai ver.

- Não Milo, não vou participar disso, e depois eu sou alérgico a formigas e morro de nojo de porcos. Vai que nos pegam.

- Cara, cê é preocupado demais, relaxa. Cê tá comigo he he. E depois você já esta envolvido, se nos pegarem eu digo que foi você quem descobriu o lugar.

- Você é amigo ou filho da puta? Você não seria capaz Milo, se tu fizer uma dessa eu mesmo mato você na frente de todo mundo pra dar exemplo de como se elimina um traíra. – Camus estava começando a apelar.

- Relaaaaxa amigo, é só vir com a gente, vai ser legal, e eu sei que você também tá doido pra dar uma escapulidinha.

- Digamos que eu vou pensar até a tarde.

- Hehe, eu sabia que o ruivinho não ia resistir. – Disse Aioria.

- Ó nem precisa beber cara, só relaxa.- Aldebaram tentava convencê-lo. E você pode tomar um banho de mar também que eu sei que você gosta, e nós também estamos proibidos de tomar banho de mar cê sabe.

- É, bem, pensando bem...Talvez eu vá. – Êbaaa....- Afrodite dava pulinhos comemorando.

- Então tá combinado, depois do treino, vocês me encontrem detrás do santuário perto daquela figueira velha falou.

- Ok. – Todos combinaram.

A tarde já ia chegando e aos poucos os aspirantes eram liberados para seus quartos e alguns iam para alguma biblioteca, já que não tinha nada de interessante pra fazer mesmo o jeito era ler alguma merda de instrução de como proteger a deusa ou como aprimorar algum golpe ou disfarçar que estava lendo algumas daquelas porcarias e colocar uma revista pornô dentro de algum livro e ficar alegrinho fingindo ler algo “importante”.

E sempre tinha um que queria aparecer mais que os outros também, tipo um garoto metido a deus, Shaka, esse parecia uma traça, adorava uma biblioteca tanto quanto Camus. Tanto que percebeu que o amigo não apareceu na biblioteca no horário de sempre e seguiu atrás de Aioria para perguntar se ele o havia visto perambulando por algum lugar.

Não o achou também, mas não deu muita atenção para o sumiço, no mínimo deveriam estar metidos dentro de seus quartos arrumando alguma bagunça, já que eram feitas vistorias semanalmente. Detalhe, bagunceiros também recebiam castigos. Milo que o diga...

Não muito longe dali, encontravam-se aos pés da figueira velha os cinco mosqueteiros. Milo foi o primeiro a chegar e vistoriar o local pra ver se não havia sido seguido por algum guarda. Aioria e Aldebaram chegaram minutos depois munidos de marvadas, Afrodite rapidamente chegou com os cigarros e uns salgadinhos que ele importava da vila Rodorio, ele sempre dava uma escapulidinha e seguia até lá onde trocava rosas por essas guloseimas.

Cinco minutos se passaram e os quatro já estavam impacientes, Camus ainda não havia chegado.

- Mas que merda, onde é que se enfiou o frances fresco. – Milo estava irritado.

- Relaxa Milinho, ele vem.

- Acho bom mesmo, minha goela ta sequinha de vontade de mandar essa branquinha pra dentro. – Aldebaram estava com as garrafas e já não se agüentava mais.

- Calma aí amigão, espera mais um pouco, não vou te arrastar até a praia e nem de lá pra cá de novo. Vai com calma. – Aioria tentava controlar o grandalhão.

Depois de quase dez minutos, eis que aponta por entre o capim alto uma figura ruiva, com a cara meio espantada, nem ele acreditava no que estava fazendo sendo cúmplice de uma infração como aquela. Ele também trazia em mãos uma caixa de refrigerantes.

- Puta merda Camus, nós achamos que você não viria mais, porra cê demorou pacas.

- Sim, já estou aqui, e se não formos logo, eu vou voltar, nem acredito que minhas pernas me trouxeram até aqui, acho que meu cérebro foi contaminado.

- Relaaaxa ruivão, você vai gostar muito. – Milo deu um soquinho no braço dele e eles seguiram rumo á tal praia de Milo.

Caminharam durante trinta minutos mata adentro, até chegarem a uma clareira, onde puderam espiar e certificarem de que não tinha nenhum guarda pelas redondezas.

Saíram em fila indiana do mato e caminharam na areia até chegar á fenda que Milo falou. Entraram nela e seguiram se esbarrando nas pedras sentindo o ar ficar mais pesado e as paredes mais estreitas. Sentiram muito desconforto na travessia e juntamente com os resmungos do Camus essa tarefa estava ainda mais estressante.

O ruivo era um poço de chateação. Quando não reclamava das pedras reclamava por estar sendo coagido a participar daquela ofensa, ou então reclamava quando via alguma aranha passeando tranqüila pelo local, e até da escuridão em algum ponto da travessia, quando finalmente entre todos os resmungos do amigo uma luz pode ser vista.

- Ei, que luz é aquela? – Perguntou Aioria.

- Aiiii minha deusa Afrodite, são os guardas, minha nossa, vão nos castigar até a próxima encarnação de Athena. – Afrodite estava se desesperando.

- Err...será que to vendo coisas, mas só dei uma bicadinha na marvada. (hic) – (N/A I nem precisa falar quem né?)

- Ai, calem as bocas, mariquinhas, é a saída da caverna porra. Depois ainda querem ser cavaleiros, puta que me pariu heim...

Enfim saíram da fenda, e puderam finalmente pisar na areia fina e branca do local, contemplando a beleza que existia naquele lugar, que ao mesmo tempo fosse longe parecia ser tão próximo ao santuário e eles jamais haviam descoberto ou ouvido falar daquela região. Ficaram pasmos que permaneceram em silencio por alguns instantes.

Eles ainda teriam algumas horas de sol e poderiam aproveitar o mar. Milo rapidamente acendeu um cigarro e tirou as sandálias para sentir a areia entre seus dedos, sendo seguidos pelos outros. Camus ainda estático apenas observava.

- E aê cambada, gostaram? – Dizia Milo com o cigarro entre os lábio.

- Nossa Milinho, aqui é lindo demais, valeu a pena demais.

- Errr. Gente podemos beber (hic). (N/A II nem precisa dizer quem né?).

- Puta que pariu o Aldebaram bebeu metade da marvada. Aioria estava indignado. – Mais um pouco e nos ficaríamos sem galera, vamo caí matando. – Tomou a garrafa das mãos de Aldebaram e deu um tapa na macaca também sentindo o sabor forte com aroma de anis.

- Realmente Milo, você se superou, o lugar é belíssimo.

- E desde quando eu faço coisa ruim ruivão.

- É...melhor não responder.

Mas a mente de Milo ia além, ele enfim propôs aos amigos um banho de mar.

- E aê galera, bora tomar um banhinho de mar?

- Demorô.

- Ai deixa eu passar meu protetor, o sol ainda ta forte.

- Então vamo. – Camus depositou a caixa de refrigerante na areia e tirou apenas camisa e já foi seguindo pro mar, quando ouviu um grito.

- PARA AÍ FRANCÊS!! – Era Milo, que o interrompeu puxando-o pelo braço. – Cê ta doido, tem que tirar toda a roupa.

- QUÊ???? – Camus fechou a cara numa total indignação. – E por que cargas d`água tem que tirar a roupa toda?

- Você se esqueceu? Se nós chegarmos com as roupas molhadas ao santuário seremos descobertos, só isso. Lembra, formigas, porcos. E depois aqui é uma praia DE-SER-TA, e tudo que você tem nos quatro temos, claro que com algumas diferenças hehehe. – Sorriso safado nos lábios. Os outros quatro olhavam para os dois esperando o veredicto de Camus que insistia e apelava em não tirar a roupa.

- Eu não vou tirar a roupa! – Foi categórico.

- Ó se você não tirar seremos descobertos. – Disse Aioria sério.

Camus olhou os quatro amigos e respirou bem fundo.

- Tá bem, mas temos que tirar os cinco ao mesmo tempo, e não vale espiar tão ouvindo?

...

- Ok, então vamo lá, no três. – Disse Milo colocando a mão no cós da calça de treino seguido pelos outros quatro que se entreolhavam.

- Um...Dois...Três....

Nesse momento apenas Camus abaixou totalmente a calça, enquanto ouvia as gargalhadas dos amigos sacanas que ainda permaneceram vestidos.

- SEUS FILHOS DA PUTA!!!

Ele era tão inocente. Esse tipo de brincadeira sem graça era uma espécie de iniciação ao convívio entre eles. Camus estava roxo de vergonha e tentava sem sucesso erguer a calça sem sucesso. Agora todos estavam retirando suas roupas e corriam para o mar.

- Relaaaxa Camus vem pra água. – Milo o chamava enquanto corria completamente nu com os demais para o mar. Camus ainda roxo segurava a calça na frente se protegendo. Seguiu para o mar também e ao entrar na água jogou a calça na areia.

Banharam-se nas águas azuis e brincaram como crianças, crianças crescidas, mas crianças, embora fossem praticamente homens feitos com corpos perfeitos e músculos bem desenvolvidos devido aos treinos rígidos. Por alguns momentos esquecendo-se completamente da vida dura que tinham no santuário. Ali na água divertiam-se como nunca tiveram a liberdade para tal. Aproveitando cada minuto e cada segundo protegidos pelos paredões de pedras esculpidos pelas águas do Egeu.

Após alguns minutos de diversão Camus já havia se esquecido do ritual de iniciação e da vergonha que passou e se divertia com os demais na água. Milo, no entanto havia saído da água e deitou-se na areia apoiando as costas em uma pedra. Enquanto fumava tranquilamente deixando que os raios de sol tocassem seu corpo perfeito e completamente nu um leve sorriso brotou em seus lábios. Estava orgulhoso de si por estar proporcionando momentos tão agradáveis aos amigos.

Terminando de fumar, resolveu desbravar um pouco o local afastando-se do grupo que ainda brincava na água e seguiu pela orla da praia chegando a um rochedo já mais afastado onde quase não podia ouvir os amigos. Andou por mais alguns metros e se deparou com uma formação rochosa. E o mais estranho é que daquela formação, vinham sons que o deixaram curioso. Aproximou-se com mais cautela e a medida em que se aproximava do conjunto de pedras os sons iam ficando mais altos e nítidos.

- Ohhh! Vai seu safado...mete tud-tudo...ohhhhhh! Vem mais...mais forte seu safaaaado!

Milo não acreditava em seus ouvidos, aquilo eram gemidos? Como todo bom adolescente que era aproximou-se mais e mais e mais....até conseguir visualizar, uma cena que o deixou catatônico.

Alguém transava do outro lado das pedras, e era alguém extremamente escandaloso e depravado que gritava, gemia e se contorcia. E o mais espantoso, eram dois homens. Por mais que aquilo fosse novo aos seus olhos, não pode deixar de sorrir maliciosamente e se aproximar mais um pouco para visualizar melhor, escondendo-se entre duas rochas de onde poderia ver sem ser visto. Um sorriso muito safado brotou em seus lábios, e o pior não foi só o sorriso que “brotou”, ele percebeu-se excitado ao contemplar o escandaloso “casal”.

Notas finais
Agradeço a todos os que lerem e deixarem reviews espero ter contribuido pra diversão de voces. Obrigada
Bju......
Massageiem meu ego e me deixem um comentário sim?
OBGD.

Lista de expressões chulas I, as demais, creio que vcs conheçam bem...kkkk.
* "Pica grande", não se assustem, é apenas uma expressão que usamos muito aqui em minha cidade quando nos referimos sarcasticamente á um superior, tipo gerente, patrão e outras bocas...