Atrás do Santuário...
3 A entrega das Armaduras, A festa...
Notas iniciais
Novamente esse capítulo está restrito a menores de 30 anos, devidos a altos teores alcoólicos descritos, (Só de escrever já fiquei bêbada)contém também algumas palavras chulas. Caso prossigam com a leitura espero que gostem.
Ao lerem voces vão perceber que tentei fazer algo dentro do universo do santuário, só que totalmente ás avessas e com os escrúpulos de alguns (MILO) dos cavaleiros abaixo da zona permitida hehehe....Mas tudo isso, por que eu os AMO muito e me permito certas intimidades.
Boa leitura.
Um mês depois...
Na manhã daquela sexta feira estavam todos de pé na arena as cinco da madrugada. Seria naquele dia a grandiosa entrega das Armaduras de Ouro, e isso significava o fim de todas aquelas proibições e o término daqueles castigos infernais que só eram impostos aos aprendizes. Já haviam sido entregues seis armaduras, a de Gêmeos á Saga, Áries á Mu, Câncer á Mascara da Morte, Capricórnio a Shura, Virgem a Shaka e Sagitário para Aioros. Eles recebiam os cumprimentos dos conselheiros do santuário enquanto vestiam as armaduras para se exibirem.
Lá no altar estava ele, o Grande Mestre, com sua tradicional vestimenta branca e o maldito elmo vermelho. Imponente como sempre e trazendo a tiracolo Dohko. Ao seu lado as outras cinco armaduras. Milo esbanjava sorrisos diante da certeza que tinha que receberia a Armadura de Escorpião. E seguiram assim todas as solenidades. Milo e seus amigos enfim receberam as respectivas armaduras. Shion então os dispensou das ostentações para que fossem comemorar cada um a sua maneira. Seguindo assim para o templo com seu amante, digo amigo.
O dia todo foi de festa e a madrugada já ia alta, naquela ocasião todas as bebidas estavam liberadas no santuário, daí já se imagina as circunstâncias que eles estavam. Alguns cavaleiros já haviam se dirigido para suas novas moradas acompanhados de algumas servas que agora puxavam o saco.
Outros estavam sendo levados para os seus templos carregados por servos enquanto vomitavam pelas escadarias. O buxixo no santuário entre servos e outros aprendizes era como as coisas estavam mudadas por lá nas últimas semanas e era tudo muito misterioso, alguns até apostavam um comentário que algo havia acontecido desde o dia em que Milo e os outros foram chamados ao templo do Grande Mestre, mas não passavam de suposições. Castigos haviam cessado, já era até permitido dar uns amassos e uns traguinhos aqui e ali, mas não questionaram nada e deixaram correr frouxo. Time que está ganhando não se meche.
Música eletrônica rolava solta e Milo estava se esbaldando na manguaça, seguido por Aldebaram e Aioria. Afrodite e Camus tomavam um coquetel em uma das mesas mais afastadas e conversavam reservadamente sobre o comportamento inadequado dos companheiros e até se divertiam com isso. Para todos os lados que se olhava podia observar casais se esfregando. Servos, servas, amazonas, cavaleiros, e até cavaleiros com cavaleiros trás da arena. O que não passou despercebido aos olhos de Afrodite que já ficava bem interessado no assunto, O povinho estava realmente se liberando geral por lá. Foi á partir daquele dia que alguns sentimentos curiosos começaram a ser despertos.
- Camus, olha como os rapazes estão se movendo. Eles estão tão graciosos, não?
- Aonde é que você ta vendo graça naqueles marmanjos Afrodite? – Camus fingia não notar os fatos e se passava por indiferente.
- Responder com outra pergunta não vale Camusinho.
- Ah e como é que você quer que eu responda. Não vejo graça nenhuma naqueles caras lá. – Disse sério correndo rapidamente os olhos em Milo, que estava trêbedo.
- Ah Camus, vai dizer que ninguém aqui te chama atenção?
- Se liga Afrodite, desde que vim pra cá há oito anos não faço nada além de treinar. Claro que depois que enturmei com vocês a minha vida mudou um pouco. Passei a ser vítima de muitos vexames e constrangimentos. Tirando isso, nada mais. E você sabe que eu não tenho tempo e nem me interesso para essas coisas.
- Aii Camus, você é muito circunspecto, você tem só dezoito anos e parece um ancião eremita, tem que relaxar mais e aproveitar melhor a vida, sair da caverna, ou melhor, “entrar na caverna”, se é que você me entende. Por exemplo, você já transou?
Camus nesse momento quase engoliu a taça de champanhe que bebericava, e seu rosto ficou tão vermelho e quente que poderia incendiar a taça que segurava.
- Que raio de pergunta é essa Afrodite?
- Quê isso Camusinho, é só uma pergunta inocente oras.
- Err...eu, é.. é claro... É já sim!
- Com quem?
- Ah... bem...é com...ah não te interessa, isso é particular.
- Hum...Eu tenho um palpite Camusinho!
- A é? E que palpite seria?
- O Milo!
Camus se engasgou com a bebida e cuspiu o líquido longe ao ouvir o pronunciado do amigo.
- Cê ta doido cara, nunca, sai fora. Não sou igual a você que pega qualquer um. Eu sou seletivo.
- AHHH viu só te peguei! Eu já imaginava. Agora tenho certeza do que você gosta...
-... Sorriso discreto – (N/A Quem cala consente... sábio provérbio.)
- Ah Camus, me diz, vai, se não foi com ele, então não sei com quem, por que conheço toda amazona e cavaleiro daqui e já interroguei todo mundo eles disseram que não por que você é um poço de gelo, só me resta essa opção chamada Milo. Esse ainda não interroguei.
- Não, é ninguém daqui do santuário, e vamo encerrando esse papo.
- Tá bom, mas mais cedo ou mais tarde a verdade chegará. Mas uma coisa eu te digo, não seja medroso, ele também gosta da fruta, é só você balançar a “isca” que ele vem facinho.
- Ahh cala boca...
Afrodite era muito espertoe nada passava despercebido aos seus olhos. Sabia que Camus nutria uma admiração incomum pelo amigo há anos, mas era reservado demais pra assumir os sentimentos. Conversaram mais alguns minutos até que uma figura morena se movia em direção a eles. Com o corpo suado e muito bêbado falando alto e pelos cotovelos como de costume. Milo.
Aproximando-se da mesa onde estavam Camus e Afrodite, com um sorriso sacana ornamentando os lábios, pegou a taça das mãos do ruivo e bebeu em um só gole.
- Esperei que após ser consagrado cavaleiro de ouro, algum juízo brotasse em sua cabeça vazia, mas vejo que não. – Camus utilizando sua melhor mascara de indiferença tentava esconder o rubor devido ao teor da conversa que estava tendo com Afrodite, enquanto bebericava o líquido borbulhante.
- Não se preocupe os bons modos logo serão totalmente extintos de mim meu caro. Aí ficaram apenas esses péssimos e velhos companheiros de guerra, vai ser legal né?
- Creio que seria bom você tomar um banho gelado e tirar essa inhaca de pinga que você está pra ver se entra alguma molécula de água em sua cabeça os micróbios existentes nela te façam ter algum juízo.
- Vejo que se preocupa muito com minha cabeça, sugiro então que você venha me dar esse banho gelado já que agora, você é o cavaleiro do gelo e da água.
- Bem... Bem... Sinto que essa conversa já não está apropriada para mim. Ah lá está o Máscara da Morte adeusinho colegas, e bom banhinho pra vocês. – Afrodite saiu pela tangente deixando Milo bêbado com Camus envergonhado.
Milo se jogou em uma cadeira, esbarrando seu corpo no de Camus que o empurrava para longe. Sentiu o bafo de cana do amigo próximo a sua face e fez cara de nojo. Aquela madrugada ia ser longa.
- Bem Camus, pelo que vejo você está aproveitando bem a festa?
- Sim, está boa.
- Mas você não me parece muito contente, é por causa da armadura né?
- Sim, não estou confortável em receber a armadura devido a chantagens suas Milo.
- Hum, mas bem que você aproveitou lá na praia né?
- Sim, foi bom, mas não esperava que você pudesse fazer algo desse nível.
- É realmente eu sou uma caixinha de surpresa, mas não fique triste. Eu sabia que você seria escolhido por seus méritos, apenas eu e o Aldebaram estávamos meio na berlinda, você e os outros podem se aliviar da culpa, eu não to nem aí, nem o chifrudão lá.
- Quem disse isso?
- Uma serva do Grande Mestre me disse certa vez que você é um dos preferidos do grande “engolidor de espadas”. Pode ficar tranqüilo e relaxar sua arcada dentária ta ok.
- Não acredito em você. Mas isso já me alivia um pouco da culpa.
- Seja como for, você já é o Santo de Aquário relaxa e goza. Hoje a festa é nossa, e joga essa merda de champanhe fora e manda brasa numa cerva, você vai gostar, é amargo no início, mas depois fica docinha...
Havia várias vantagens de ser amigo de Milo, se você não morresse de vergonha nos primeiros dias da amizade, poderia se beneficiar devido a algum trambique dele. Era um problemão em forma de homem, mas um amigo insubstituível.
Entre risadas e muita, mas muita cerveja mesmo, a claridade do amanhecer despontava tímida no leste, Camus nunca havia ficado acordado tão tarde desde que viera para o santuário. Conversou com Milo de forma tão descontraída que nem mesmo percebeu que o dia já raiava.
Era manhã de sábado, e devido ás comemorações do dia anterior foi declarado feriado no santuário, até por que ninguém tinha condições físicas e nem psicológicas de treinar, mas nem mesmo sob tortura.
Podia ser visto espalhados pela arena todo tipo de coisa, pessoas dormindo com latinhas de cerveja nas mãos, uns deitados sobre as escadas alguns sobre as mesas e até mesmo nas escadarias que davam acesso aos templos sagrados. Alguns servos mais puxa sacos tentavam limpar o local arrastado um bêbado aqui outro alí, mas sem muito sucesso. Milo e Camus já estavam pra lá de Bagdá, era o primeiro porre da vida do ruivo.
A coisa estava tão crítica que eles andavam pelas escadas cambaleando abraçados segurando garrafas de cerveja, quando um caía o outro ajudava a levantar, encarnaram então Edith Piaf e assim seguiram cantarolando La Vie en Rose santuário adentro.
Passaram pela casa de Áries e não pediram licença, já que não viram rastro de Mu. Milo apenas teve um lampejo de memória de tê-lo visto com alguém de longos cabelos loiros, depois disso não se lembrava de mais nada.
Seguiram para Touro, e puderam ver que Aldebaram estava dormindo no mármore da escada junto a quatro servas morenas e segurando um barril de pinga, sim a marvada original mesmo, a branquinha, água que passarinho não bebe que havia sido importada do Brasil, especialmente para a ocasião. Provavelmente ele não havia conseguido subir as escadas e adormeceu lá mesmo. Havia também uma poça de vômito próximo a ele.
Seguiram para Gêmeos e puderam ver que haviam roupas espalhadas desde a entrada do templo até a escada, acharam melhor não importunar o morador, ele era meio bipolar e isso poderia trazer problemas.
Em Câncer, os bebuns observaram que Máscara da Morte estava deitado num canto com alguém, mas eles não puderam visualizar direito quem era, apenas uma cascata de longos cabelos num tom exótico de azul piscina pôde ser visto, eles estavam tão enroscados que nem mesmo a matemática poderia explicar o ângulo em que permaneciam.
Chegando a Leão se assustaram em observar que o local estava um pouco destruído, algumas pilastras estavam cortadas como se alguém tivesse usado uma espada muito afiada. Mas perceberam que ele estava bem, ao menos estava vivo, pois do lado de baixo do templo podiam ser ouvidos seus gemidos. Milo e Camus gargalharam com os acontecidos. Enfim os colegas estavam saindo do ostracismo.
Em Virgem estava tudo na paz, nenhum som era ouvido ou cosmo sentido, a casa estava realmente vazia. Os bebuns levantaram algumas suspeitas de onde o loirinho pudesse estar, mas o álcool tomou novamente conta do cérebro e eles cantaram.
Libra estava vazia como sempre, lógico, pois eles sabiam exatamente onde seu morador estava mesmo, nem deram muito moral e passaram seguindo em direção a casa de Escorpião. Subindo aqui, caindo ali, e enfim chegaram à porta do templo, exaustos. Adentraram o local, que estava muito bem decorado e limpo, próximo a escada que dava acesso aos aposentos privados tinha uma mesa com vários tipos de frutas e água para seu novo morador, que as ignorou.
- Camuuussssss, aquii não tem maiss cerveja, vocccê não querr subir e desscansarr? (Hic). – Milo vasculhava a mesa derrubando algumas frutas.
- Nãoo, (hic) tenhho que chegaarr no meeu (hic) templ(hic)o.
- Relaxa amigãoo, voc(hic)ê, está em casaa. E talvezz você nemm chegue l(hic)á no sssseu templuu hojjee.
Camus, como todo bêbado, estava além de resmungão, confiante e teimava que conseguiria subir mais aquela infinidade de escadas. Despediu-se de Milo e se dirigiu para a porta de saída do templo.
Nesse momento tropeçou em suas próprias pernas e se esborrachou no mármore do templo feito um saco de laranjas quando jogado por um feirante da vila de Rodorio na cantina do santuário, mas sem deixar a garrafa de cerveja quebrar é claro. Seus ossos poderiam virar pó, mas a garrafa não. Camus havia aprendido direitinho a ser um bebum autêntico, também pudera, com o “professor” que teve.
Os santos realmente devem proteger os bêbados, dadas as suas proezas, até hoje, nunca se ouviu falar de algum pinguço que tenha morrido após cair dezessete lances de escadas, estão todos por aí vivinhos da silva para contar a história (N/A vide experiência própria).
Milo reuniu um pouco de força e foi de encontro ao amigo que estava no chão para ajudá-lo rachando de rir do colega. Ergueu-o por um braço e o levou rumo à escadaria que daria acesso ao andar de cima.
- Nãoo ssei pra quê essse tantuu deescadaas. – Bebeu mais um gole da cerveja que já estava quente, choca e... (#@*Burrrrpp!!!*@) (cerveja+ quente+choca= Arroto...)
Enfim subiram com muita dificuldade aqueles dois lances de escadas. Camus já estava apagado e era arrastado por Milo que também estava quase entrando em coma alcoólico, resistiram bravamente até chegar à nova alcova do escorpião.
Mais alguns milímetros ele jogou o amigo na cama ampla e se jogou também. Nada mais pôde ser visto. Apagaram-se enfim, exaustos depois de várias sessões de bizarrices, que é melhor não relacionar nesta história devido à restrição quanto à permanência de crianças na sala.
Notas finais
Grande beijo a todos que vieram até esse senatuário.
Fale com o autor