Atos E Consequências
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Quero pedir desculpas também,porque apesar de esse capítulo estar escrito eu não tive nenhum tempo para revisar nem minha outra prima pode ler,para alterar o que fosse necessário,por isso eu peço perdão pelos erros de ortografia e afins.Depois quando tiver tempo vou revisar esse capítulo e atualizá-lo,mas por enquanto para fazer a alegria de vocês vou postá-lo assim mesmo!
P.S.-Jake-é um ex-namorado da Lindsay na fanfic,pesquisei na internet para colocar alguém que realmente ela tivesse namorado,mas eu não tenho certeza se ele é mesmo o ex-dela,por isso se não for não liguem para isso.
Boa leitura!
Espero que gostem...
Ainda nervosa eu discava o número há tanto tempo conhecido por mim. Não sabia se era o certo o que estava fazendo temia tanto que quando contasse minha mãe deixasse de amar, e que no lugar desse tão nobre sentimento ficasse o ódio.
Tocou uma, duas, três vezes e nada. Só não sabia se isso era bom ou ruim.Apesar de não querer revelar tudo a ela, sabia bem que existia uma possibilidade,pequena admito de que minha mãe ficasse feliz com a notícia ou quem sabe no mínimo que ela simplesmente se conformasse com a idéia.
E no fundo do meu coração eu apenas esperava que Júlia estivesse certa. Não suportaria mais gente me abandonando.
– Alô? Quem fala?- Escutei a voz da minha mãe tão clara e bonita, exatamente como me lembrava. Nada disse,apesar de já ter telefonado ainda não tinha coragem para conversar.
– Quem fala?- Repetiu ela já um tanto impaciente. E sem que eu tivesse chance de pensar ,disse:
– Sou eu, mãe: Lindsay.
– Oi, filha. Como você tá? Para estar me ligando depois de tanto tempo alguma besteira você fez. Pode dizer o que foi!
– Eu estou bem, é que eu preciso te contar algo.
– Pode falar à besteira que você fez , Lindsay. Te conheço, menina!
– É que... é que...bem...é que...- Cortando completamente com meu raciocínio minha mãe falou.
– É que: o quê, Lindsay? Desembucha, conta de telefone é paga não dá pra ficar enrolando desse jeito.
– Eu tô grávida! — Falei rápido temendo por mais uma vez sua reação.
– O QUÊ?
– Isso que escutou.
– O QUE VOCÊ TEM NA CABEÇA, LINDSAY? É COCÔ? ME DIZ, POR FAVOR! NÃO CONSIGO ENTENDER COMO FEZ UMA BURRICE DESSAS. NÓS NÃO ESTAMOS,MAS NO SÉCULO XIX SÓ ENGRAVIDA QUEM QUER.
– Eu não queria. — Disse em sussurro tentando segurar as lágrimas que inevitavelmente já caíam.
– NÃO QUERIA! COMO ASSIM NÃO QUERIA? SE REALMENTE NÃO QUISESSE TERIA USADO UMA CAMISINHA, UMA PÍLULA; QUALQUER DROGA. QUE EVITASSE ESSA TRAGÉDIA DE OCORRER.
– O meu filho não é uma tragédia. — Falei baixo, mas com uma firmeza que impressionou até mesmo a mim.
– COMO NÃO, LINDSAY? VOCÊ TEM UM FUTURO PELA FRENTE!SE ESSA CRIANÇA NASCER SUA VIDA VAI ESTAR ACABADA.
– Quem disse isso?Existem muitas coisas que eu posso fazer...
– COM UM BARRIGÃO DE NOVE MESES OU COM UM BEBÊ PARA CUIDAR? VAI TER QUE ABANDONAR SEUS SONHOS, QUERIDA. E eu não quero que você passe por isso.- Disse ela diminuindo tom.
– Você, sempre disse que não se arrependia de ter tido o meu irmão, mas não parece do jeito que fala.
– Eu não me arrependo, Lindsay, mas o que eu era, o que eu tinha. Eu não era nada e ele me fez ser alguém,mas você,minha linda tem um futuro brilhante pela frente.Se eu tivesse um talento como o seu minha vida teria sido completamente diferente.
– Têm certeza que nós somos tão diferentes assim? Apesar de todo o meu talento, só agora eu me sinto completa.
– PARA QUÊ APRESSAR AS COISAS? EU NÃO ESTOU DIZENDO PARA NÃO TER FILHOS, SÓ QUE ESSA NÃO É À HORA. VOCÊ TEM QUE...
– O que está insinuando por um acaso você quer que eu interrompa a minha gestação? Por favor, me diz que não é o que eu estou entendendo!
– É exatamente, é um procedimento simples nem dói.
– FISICAMENTE VOCÊ QUER DIZER. EU JÁ AMO ESSA CRIANÇA NÃO POSSO SIMPLESMENTE MATÁ-LA COMO SE ELA NUNCA UM DIA TIVESSE EXISTIDO.
– Você, não vai se arrepender. Pense bem você é muito jovem não vai ser uma boa mãe.
– Olha, quem fala. A mulher que teve um filho com dezessete anos. Apenas três anos mais nova que eu.
– Lindsay, eu errei muito na educação do seu irmão se não fossem as outras pessoas me guiando sabe se lá onde ele estaria hoje.
– Eu assumo, mãe, vou precisar de ajuda e é por isso que eu estou te ligando preciso da SUA ajuda, do seu socorro.
– Mas, filha...
– Mãe, não adianta. Não importa o que você fale eu não vou mudar de idéia.
– O que acha de entregar a criança para adoção? É muito melhor para vocês duas. Vai poder seguir sua carreira artística sem preocupações e a criança vai ter uma família estruturada.
– Você, ao menos me conhece? Sabe o que eu sinto sobre isso. Eu fui entregada a adoção...
– E foi criada por uma ótima família muito melhor que seus pais biológicos.
– Quem sabe se vocês são realmente melhores que eles? É provável que sim, mas eu nunca saberei com certeza, porque nunca vou conhecê-los vou sempre carregar essa culpa, esse sentimento de imperfeição.
– Por um acaso algum dia eu te tratei mal? Fiz diferença entre você e os seus irmãos?
– Não é isso. Eu amo a senhora. Não sabe como agradeço ter sido adotada por você, mas querendo ou não eu fui abandonada tenho que assumir. E isso me machuca até hoje, posso fingir que não, porém essa é a verdade não importa quanto tempo passe eu sempre vou carregar essa insegurança por culpa deles. E não consigo sequer pensar na chance de fazer meu filho passar pelo mesmo.
– Filha, você pode pedir ao casal que não conte a ele.
– Mesmo assim quem me garanti que eles vão mesmo manter segredo?
– Parece que você está muito certa do que vai fazer. Te conheço bem para saber que agora não mudará,mas de ideia, porém não posso esconder minha indignação você não está fazendo o certo.
– Estou sim, mãe. Cansei de ouvir tudo calada. Eu sou maior de dezoito anos EU tomo minhas próprias decisões eu quero ter o meu filho, eu vou tê-lo querendo a senhora ou não.
– Faça o que bem entender. Eu não vou dizer mais nada, porém não me peça ajuda quando perceber o quão errada é a sua decisão. Vai ser tarde demais.
– Eu não vou me arrepender pode ter certeza disso.
– Vamos ver! — Disse irônica.
– Eu liguei buscando apoio, mas parece que não é o que a senhora têm a me oferecer. Vou parar de estender essa ligação só está me fazendo mal.
– Não desliga, filha. Me desculpa tudo o que eu disse. Eu te amo, não quero brigar com você.
– Mas foi você quem veio com todas essas pedras na mão.
– Lindsay, você me vêm com uma bomba dessas. Como quer que eu reaja? Que eu te dê parabéns. Me desculpa se eu não sou o tipo de mãe,que você sempre quis. Não vou aplaudir enquanto a minha filha destrói a sua própria vida.
– Você, não entende. Eu não estou destruindo a minha vida.Eu só estou seguindo um caminho diferente do que você e eu esperávamos.
– Pra mim dá no mesmo. Ainda acho que deveria fazer um aborto, mas como você mesma disse é você quem toma as suas decisões. Não tenho mais o poder de interferir.
– Está certa, não tem.
– Se mal me pergunte. Quem é o pai dessa criança?
– Damian.
– O holandês?
– Mãe, ele é da Irlanda do Norte. — Disse entediada,não importava o quanto falasse. Ela nunca absorvia a informação.
– Como se fizesse alguma diferença. Quando foi que vocês começaram a namorar da última vez que me disse vocês nem se falavam mais.
– Bem,... nós nunca namoramos.
– Como assim? Depois você não quer que eu reclame. Está grávida de um homem que você sequer namorou. Parece que L.A. realmente te mudou. Eu não te reconheço mais!
– Mãe, eu não estou ligando para ser ofendida. Se é isso que vai fazer,eu vou desligar!
– Lindsay, me desculpe se estou te desagradando, mas não posso deixar de dizer a verdade só porque ela não soa bem aos seus ouvidos.
– Do jeito que fala até parece que eu sou uma prostituta, que passa cada noite com um homem diferente.
– E como vou saber que não é? Por isso preciso que você me conte as coisas ao invés de simplesmente omiti-las.
– Se essa é a sua preocupação eu não sou uma prostituta. Damian foi o meu segundo.
– Segundo? Com quem mais você passou a noite?
– Com o Jake, oras. Quem mais poderia ser?
– Glória a Deus! Por um momento pensei que tivesse tido outro “lance”, como vocês costumam chamar essa pouca vergonha de sexo de uma noite.
– Só fiz isso uma vez, mãe. Eu amo o Damian e simplesmente não consegui resistir.
– Ele já sabe do bebê?- Respirei fundo, enquanto pensava no que deveria dizer, contudo me lembrei da fala de minha mãe há pouco. Precisava ser honesta com ela,ao menos desta vez.
–Sabe, mas...
– Mas o quê? Não me diga que ele não quer assumir a criança. E mesmo assim você segue com essa idéia absurda? Criar um filho não é tão fácil como pensa.
– É bem pior que isso. — Revelei tudo a ela,detalhei todo aquele dia e minha mãe calada simplesmente escutava.
– Posso te dizer uma coisa, filha. Eu pouco conheço o Damian, mas ele não me parece ser capaz de um plano desses.
– Eu não quero acreditar, mas são evidências demais para eu simplesmente ignorar.
– Talvez ele tenha feito tudo isso ,mas só existe um modo de descobrir: falando com ele.
–Mas mãe e se for tudo verdade?
– Se for você só vai confirmar o que já imaginava, porém se não vai tê-lo, Lindsay. E não se joga fora um amor verdadeiro.
– Eu tenho medo.
– Você, teve medo de me ligar, contudo você me enfrentou. Tenho certeza que pode derrotar mais um!
– Mesmo assim eu não sei...
– Isso é uma ordem, Lindsay. Assim que puder você vai telefonar pra ele,entendido?-Falou minha mãe com a voz autoritária, que por tantas vezes ouvi na minha infância.
– Vou fazer isso. — Disse ainda um pouco relutante.
– Tenho certeza que não vai se arrepender.
– Vou desligar já passei tempo demais no telefone da Júlia.
– Ok, filha. Tenha um bom dia e me liga depois que conseguir falar com ele para me contar as novidades.
– Pode deixar vou fazer isso. — Desliguei o telefone e impaciente esperava Júlia. Senhora Pearce tinha toda razão,só depois de falar com ele parte da angústia enfim me deixaria.
Notas finais
Amei escrever esse capítulo...Sei gente me empolguei um pouco comparado aos últimos ele tá bem grandinho!
L.A.-Los Angeles
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