Atlanta
6 Capítulo Cinco
Grace havia voltado de seu horário de almoço, acompanhada por Ruan e Mary. Durante a tarde, por enquanto, o CDC estava tranqüilo. Mary havia ido para uma reunião simples com outros cientistas, e Grace estava trabalhando em uma pesquisa sobre hidrogel e outros tipos de aplicações de silicones, e os danos causados nas pessoas que usam estes produtos. Era um caso de uma mulher que quis aumentar o volume do bumbum, e acabou sendo internada gravemente.
― Olhe estas fotos , Grace. ―mostrou Ruan, que estava com fotos dos hematomas causados pelo produto na paciente.
― A retirada do hidrogel danifica muito os tecidos. ―ela respondeu com ar pensativo.
― Dá uma olhada nesse outro diagnóstico dela, feito por um médico diferente. ― o rapaz dizia, enquanto analisava pequena quantidade do produto em microscópio.
Grace pegou o diagnóstico e começou a ler concentrada.
Em seu escritório, Jeremy avaliava o desempenho de quinze dos vários cientistas que estavam ali a trabalhar concentrados. O telefone tocou na recepção, alguns minutos depois tocou o telefone do chefe de análises.
―Lincoln. ―ele falou sério.
―Sr Lincoln, há alguém na linha querendo falar urgentemente com o senhor. ―falou a moça da recepção.
―Quem é?
―Lavínia Audrey, diretora do Grady Memorial Hospital. ―respondeu a recepcionista.
―Pode transferir.
―Um momento, por favor.
Jeremy ouviu uma musiquinha e em alguns segundos logo a linha foi transferida para Lavínia.
―Boa tarde, Sr Lincoln. ―disse a voz firme da diretora do outro lado.
―Boa tarde, Sra Audrey. Em que posso ajudá-la? ―ele continuava sério.
―Preciso de sua ajuda, vários pacientes chegaram aqui se queixando de certos sintomas e, comparamos, é quase a mesma coisa. Mas ainda não identificamos qual doença. E tem uma paciente que está chamando muito nossa atenção. ― ela fez uma pausa. ―Preciso que mande um de seus melhores cientistas, e que venha acompanhado de outro também, vamos precisar de uma ajuda a mais. ―ela suspirou ao terminar de falar.
Jeremy preocupou-se. Pelo que se via, parecia apenas uma simples virose como sempre havia a época em que surgiam determinados vírus que eram facilmente identificados e erradicados pelo CDC. Mas este com certeza seria um desafio que eles nem imaginavam ainda.
―Tudo bem, Lavínia. Em quanto tempo?
―Mande hoje ainda, se puder. ―ela pediu ansiosa.
―Estarei selecionando agora e mandando para o Grady, eles devem estar aí durante a noite.
―Obrigada, Jeremy.
―Ah, e se puder, mande o diagnóstico dos sintomas que os médicos chegaram a constatar nos pacientes, mande em meu email. Enquanto os cientistas que vou mandar, trabalham aí, o restante dos cientistas que ficarem vão trabalhar aqui, para descobrir mais rápido.
―Está bem, obrigada. Estarei no aguardo. ― agradeceu a diretora e em seguida desligou.
Jeremy fitou suas anotações na mesa e a tela do computador. Não se sabia o porquê, mas estava com um mau pressentimento sobre essa nova doença.
**
Tudo havia corrido bem até o momento na casa dos Blake. No Domingo, Sarah havia saído com uns amigos para um churrasco de aniversário. Penny e Phillip aproveitaram e passaram um tempo juntos passeando no parque. Durante o dia, Sarah não se sentiu muito bem mas estava disfarçando perfeitamente.
―O que você tem, Sarah? ―disse Phillip, vendo que a esposa estava indisposta.
―Não sei... apenas quero deitar e descansar. ―ela disse com a voz meio indisposta.
―Mas você nem fez tanto esforço assim, hoje. Que estranho. ―falou o homem.
Penny estava em seu quarto fazendo a lição de casa. Na sala, Sarah ficou pálida e parecia que ia desmaiar. Não disse nada, estava muito indisposta.
―Sarah? ― Phillip olhou e viu que ela já não respondia mais normalmente. Segurou-a antes que pudesse cair e bater a cabeça no chão. Ele a pegou nos braços e colocou a esposa no sofá, tentando acordá-la sem sucesso. ―Sarah, meu amor? Acorde!
Phillip viu que a mulher estava desacordada ainda, e resolveu levá-la pro quarto, que era mais confortável. Penny escutou o movimento estranho e ficou tensa, saiu de seu quarto e procurou os pais.
―Pai?... ―ela foi em direção ao quarto deles aonde havia visto uma sombra se mexer. ―Mãe o que houve?? ―ela correu para perto da mãe, assim que Phillip a colocou na cama, a mulher suspirou e estava acordando. ―O que houve com ela pai?
―Não sei, Penny. ―respondeu ele. ―Parece que a mamãe não está muito disposta hoje.
A delicada Penny assentiu e sentou-se ao lado da mãe. Segurando uma das mãos dela.
―Pai, as mãos dela estão quentes. ― Penny franziu a testa. Colocou a mão na testa dela e viu que também estava quente. ―Acho que a mamãe está doente.
Phillip ficou preocupado. Poderia ser alguma doença que só manifestava-se de uma hora pra outra, ou seria um simples resfriado de algo bobo que ela tenha feito.
―Nossa... ―ele verificou a temperatura. ―Sarah?
―Estou ouvindo. ―ela respondeu com a voz um pouco sonolenta.
―O que você está sentindo? ―perguntou ele firmemente.
―Febre, calafrios e muita dor de cabeça. ―ela respondeu devagar. ―E um pouco de falta de ar também.
―Pode ser gripe... ―disse Penny preocupada também.
―Tem uns remédios contra gripe aqui. Vou buscar um copo de água. ―o homem falou se dirigindo a cozinha.
Penny levantou-se soltando a mão de sua mãe e abriu a bolsa dela, pegando alguns analgésicos. Phillip logo voltou com um copo de água. Penny entregou os comprimidos a ele e colocou-os junto com o copo de água na mesinha ao lado da cama. Levantou Sarah e encostou-a confortavelmente na cabeceira da cama, para dar os remédios.
―Tome, beba isto. ― ele colocou os comprimidos na boca dela, e em seguida o copo, ele levantava o copo com cuidado para ela ir bebendo a água aos poucos e engolindo os comprimidos.
―Você precisa repousar um pouco agora, ta? ―disse Penny carinhosamento alisando a mão dela. Sarah sorriu, deitando-se de lado em seguida. Logo pegou no sono.
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