Athenas
30 Furtamos umas Harley Davidson
Notas iniciais
[Jace Stephen]
Não me entenda mal, nós semideuses não somos ladrões. Mas é uma necessidade, nossos pais podem ser deuses, mas eles não fazem uso do dinheiro humano. Então nos resta é furtar alguns itens que muitos humanos nem precisam mesmo, como motos Harley.
– Pirata, já andamos muito e as meninas parecem cansadas. Não consegue nenhum veículo por aí?- Perguntei ao Pirata.
– Só estava esperando pedir- Ele riu- Que vai ser hoje? Van? Ônibus? Carro?- Disse Pirata.
– Que tal uma Harley? Sempre quis andar de moto e pelos deuses! Nós merecemos ir a uma missão com estilo- Disse Anthony.
– Ótima ideia Tony, mas onde vamos conseguir elas?- Perguntei.
– Vamos numa loja, as meninas distraem os homens dali e nós pegamos as motos- Disse Pirata com simplicidade.
– Não isso não vai dar certo, é muito simples o plano- Disse Tony.
– Vamos ter que furtar da rua mesmo- Disse Pirata.
– Ou pode ser qualquer moto sem ser uma Harley- Respondi.
– VENHAM AQUI AGORA MOLENGÕES!- A voz de Arianna era forte e clara, mesmo estando longe de nós.
Com todo o falatório sobre como furtar as motos que Tony queria, acabou que nem reparamos que Arianna e Rovena tinham voltado a caminhar e estavam longe de nós. Começamos a ir atrás delas, mas elas continuavam a caminhar. Depois de alguns muitos passos finalmente alcançamos as meninas e elas sorriam vitoriosas.
Ali bem na nossa frente estava um bar de motoqueiros e no estacionamento muitas Harley.
– Por que será que as meninas sempre lideram? Ah já sei, porque elas são muito mais inteligentes que os homens- Disse Arianna fazendo uma saudação de mão com Rovena.
– Vocês vão lá e pegam três motos, não escolham muito, peguem uma e venham até aqui. Eu e Arianna ficaremos esperando vocês- Disse Rovena.
– Melhor furto da minha vida!- Disse Pirata animado.
– Vamos lá, Pirata você sabe como fazer ligamento com os fios para a moto pegar né?- Disse Tony.
– Óbvio né! Não existe um tipo de artimanha que eu não saiba, mas não ligue ela lá espertão, os motoqueiros vão ouvir e nos matam. Empurre ela até aqui e depois ligue- Recomendou Pirata.
–VÃO!- Gritou Arianna.
Fomos até a parte do estacionamento do bar e para nossa surpresa não tinha nenhum motoqueiro e nenhum tipo de segurança ali. Nosso dia de sorte.
Olhei uma Harley vermelha e prateada que me parecia nova, então peguei ela e fui a guiando lentamente até onde estavam as meninas. Tony tinha uma Harley azul e prata e Pirata havia escolhido uma totalmente preta, que me pareceu a mais potente de todas.
Chegamos perto das meninas e ouvimos um barulho de multidão esbaforida, olhei para trás e vi dezenas de motoqueiros olhando em volta até nos ver. Não hesitei um segundo, fiz a ligação dos fios e corri até Rovena, acomodei-a rapidamente em minha garupa e acelerei loucamente. Olhei pelo retrovisor a tempo de ver Pirata atrás de mim e Tony pegar Arianna a força e a colocar na garupa. Aceleramos nas ruas quase desertas dali enquanto algumas motos nos perseguiam. Decidimos que era hora de separar e ir cada um para um lado. Uma encruzilhada surgiu a nossa frente e todos optamos pelas ruas asfaltadas, cerca de vinte minutos depois não se ouvia outro ruído se não o da minha bela Harley.
Se fosse em outros tempos eu me sentiria o garoto com a maior sorte do mundo. Estava com uma Harley Davidson e na garupa dela encontrava-se uma bela garota, pela qual eu amava. Durante todo o trajeto senti suas mãos apertarem contra meu peitoral e seu corpo contra o meu, quanto mais eu acelerava, mais ela ia contra meu corpo. Isso era extremamente bom.
Depois de um tempo chegamos ao centro de New York e descemos da moto. Rovena estava ofegante apesar de não ter corrido, seu cabelo estava solto em ondas e meio bagunçado o que dava um charme a mais aquela moça.
– Que foi Rovena, acelerei muito?
–Sim.
–Ficou com medo?
–Sim.
–Mas eu nunca te deixaria cair- Disse pegando ela nos braços.
–Eu sei.
–Então confie em mim Darling, nada de ruim acontecerá com você enquanto eu estiver aqui- Beijei sua testa.
– Eu sei e confio em você, mas não na moto.
Eu ri de seu medo. Ela era tão irresistível! Não me aguentei mais e beijei seus lábios. Ela era tão doce! Tão gentil com seus beijos, tão delicada e ao mesmo tempo tão assídua, intensa e sensual. Ela sabia dar o tom certo ao beijo e deixava o momento tão...
BUM! RAWWR!
– Dá para vocês dois pararem de beijar e ajudar com aquela Manticora? Não ouviram os rugidos não?- Perguntou Tony ríspido.
–Manticora? Onde?- Perguntou Rovena.
–Vamos- Disse Tony correndo para o local onde a fera estaria.
Peguei minhas duas lâminas de ferro Estígio (eu não havia contado a ninguém sobre Saga da Morte) e Rovena sussurrou “afýpnisi̱” para seu cilindro que virou a Gladio. Chegamos ao local que era no meio afastado de uma praça que ligava a uma rua que dava ao acampamento e vimos o bordel que havia se formado.
Arianna estava ali. Tony a defendia.
Pirata estava à distância com seu arco e flechas.
Elliot, meu sátiro protegia dois meninos loiros.
E James estava ali também.
Para minha eterna infelicidade James brandia sua espada ameaçador contra a Manticora. E Rovena o tinha visto e corria para perto de seu sátiro. Fiz o que qualquer namorado (ou quase isso) faria. Ataquei a Manticora para distraí-la de Rovena.
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