At The Ballet
12 Um Sonho de Uma Noite de Verão(na primavera)
Notas iniciais
Boa leitura!
Pequenas brisas sopravam na janela do quarto de Santana, o Sol começara a aparecer por vontade própria. O dia começara tolamente bem, tornando o humor daqueles que o presenciava, um bom-humor.
Santana não se arrependera de não ter fechado direito a janela de seu quarto. As brisas, que eram leves e relaxantes, deixaram a temperatura de seu quarto agradável. Bem perto, Santana ouvia pássaros cantando, pássaros azuis que residiam o pinheiro da casa de sua vizinha. O canto dos pássaros se fundia no barulho vindo da escada e aos poucos, Santana lembrava que suas irmãs não estavam de férias.
Ela rolou sobre a cama, tendo os olhos posicionados diretamente para a janela. Santana decidiu que os pássaros estavam felizes e cantavam para ela. Em comemoração do dia que estava por vir.
Lentamente, Santana se levantou, trocou sua camisola por uma saia azul e uma blusa branca, prendeu seus cabelos negros e desceu a escada. Sem pressa, se dirigiu em direção à copa.
-Bom dia, mamãe. – disse Santana se sentando à mesa, que estava ocupada apenas por sua mãe e por seu pai. – Bom dia, papai.
-Bom dia, querida. – disse Joanne sorrindo.
-Bom dia, filha. – disse George dando um sorriso calmo.
-Rachel e Elizabeth, já foram em direção da escola? – perguntou Santana se servindo do líquido quente e transparente.
-Sim. Estão demasiado ansiosas para o torneio de música. – respondeu Joanne antes de tomar um gole de seu chá habitual.
-Papai, como está o investimento? – Santana perguntou no mesmo tom de voz, ignorando o olhar rápido de sua mãe.
-Subira. Acabara de chegar num jornal, como contra capa. O declínio apenas não ajudara a subir ainda mais as porcentagens, como tornara maior valor do investimento. – disse George num tom de perceptível de concentração para não sair correndo feliz. – Mas, penso eu, que seria melhor deixarmos os assuntos financeiros para mais tarde. – completou George indicando Joanne.
-Bom dia, Joanne, George, Santana. – disse Catarina entrando na copa.
-Bom dia. – disseram em um único som.
-Santana, já escolheste com que roupa irás no teatro? – perguntou Catarina se sentando à mesa.
-Não, pensara que vóis e mamãe poderiam ajudar-me. – disse Santana olhando para sua tia.
-Claro que ajudaremos. – disse Catarina sorrindo. – Eu avisara Howard que passaríamos em sua casa, para buscar Brittany, oito horas da noite.
- E qual é a peça em questão? – perguntou Joanne.
Catarina sorriu como uma criança sorriria se fosse pega fazendo algo errado que ela considerasse certo.
-Um Sonho de Uma Noite de Verão. – respondeu Catarina.
-Oh. – murmurou Joanne sorrindo.
-Qual é a causa que acontecera nessa peça para fazerem-nas sorrir tanto? – perguntou Santana.
-Era domingo. Nossos pais haviam saído para jantar e não nos comportamos bem aquele dia, por isso ficamos em casa. Bem, isso é onde eles pensavam que estávamos. – começou Joanne.
-Quando fugimos pelo quarto de Joanne, não acreditávamos que seria fácil. Chegamos perto do teatro, queríamos assistir a peça. Mas, a mesma já havia começado e estava quase terminando. Esperamos até a peça acabar, para podermos assisti-la no próximo horário. Quando vimos nossos pais saindo das portas do teatro acompanhados de outro casal. Sabíamos naquele momento que eles nos matariam. – completou Catarina, soltando leves gargalhadas.
-Ainda posso sentir as pesadas mãos do papai no meu rosto. – murmurou Joanne tocando levemente a bochecha, que estava corada.
Santana, Joanne e Catarina passaram a maior parte da tarde escolhendo e separando vestidos. Cada qual com uma intenção inteiramente diferente.
-Não gosto que crianças vistam vermelho. – disse Joanne para Santana que estava segurando um vestido vermelho junto ao corpo.
-Joanne, vóis sabes que não gostas de vermelho. – disse Joanne andando até seu armário e abrindo-o. – Venho a ter alguns vestidos que ficariam de acordo. Desejas ver?
Santana confirmou com a cabeça. Deixou o vestido em cima da cama de Catarina e foi ao encontro da tia.
-O que achas de rosa? – perguntou Catarina pensativa. – Não lhe agrada muito, certo?
-Não muito. – murmurou Santana olhando os vestidos que sua tia possuía.
-Bom, venho a ter um vestido que lhe agrada muito. – disse Catarina puxando uma caixa amarela de dentro do armário.
-Não... – disseram Santana e Joanne.
-Sim... – disse Catarina abrindo a caixa e puxando seu conteúdo.
Um vestido azul marinho dançava nas mãos de Catarina. O vestido ia um pouco abaixo dos joelhos e era pouco rodado. Na região do busto, tinha um ângulo em forma de “v” e nos braços possuía desenhos bordados com cristais imitando gotas de chuva.
-Acho eu, que ficaria perfeito em vóis. Tinha um pouco mais que a sua idade na primeira e única vez que eu o usei. – disse Catarina pondo o vestido na frente do corpo de Santana e sorriu.- E eu, irei com o vestido vermelho.
Logo após todo o processo de preparação, quando estavam finalmente prontas, o carro, parado à porta uns dez minutos, dera a partida e seu percurso se seguiu até a casa luxuosa da família Grant. Catarina e Santana desceram do carro longo e preto, caminharam na direção da parta e Catarina usou a campainha manual. Um homem loiro, de ombros largos, que vestia pijama, fora atender a porta.
-Olá senhor Grant. – Santana o cumprimentou-o.
-Olá Howard. – disse Catarina sorrindo.
-Santana, Catarina. – disse Howard – Brittany, já está descendo.
-Aqui! Eu já estou aqui! – disse uma voz suave e animada.
Howard abriu um pouco mais a porta. Santana deixara sua boca cair, estava totalmente entregue no sentimento que sentia quando Brittany estava perto.
Brittany usava um vestido até os joelhos. O vestido era verde claro, e suas mangas eram cavadas. A parte de baixo do vestido era rodada. Brittany perdera seus olhos na imagem à sua frente, como havia acontecido no dia da calçada.
Após Brittany se despedir de seu pai e seguir, com Santana ao seu lado e Catarina à sua frente, ela dera um leve beijo nos lábios de Santana.
-Vóis estás grandiosa. – disse Brittany sorrindo ao se sentar no banco de couro do carro.
-Obrigada. E vóis estás perfeita, como sempre. – disse Santana sorrindo.
A peça inteira, Santana e Brittany não se importaram de segurar a mão uma da outra. A visão estava focada nos atores e as luzes ajudaram a ficarem segurando as mãos. Durante a peça, Santana sussurrava algumas coisas no ouvido de Brittany fazendo-na sorrir e sussurrar em resposta. No final da peça, as luzes aumentaram e pessoas se levantavam para aplaudir o elenco. Quando Catarina fora seguir o caminho da saída, tropeçara e dizia sentir muita dor, apenas com a ajuda das duas meninas Catarina seguiu até o carro que esperava na rua contrária.
-Catarina, acho melhor ires até um doutor. Pode ser que tenhas até quebrado. – disse Brittany quando já seguiram metade do caminho.
-Brittany está certa, tia Catarina. – disse Santana.
-Não, creio que amanhã estará melhor. Não se preocupem comigo. – disse Joanne.
O carro parou na frente da residência da família Grant e Catarina olhou pela janela.
-Querida, conduza Brittany até a porta de sua casa. Eu poderia faze-lo, mas meu pé está demasiado ruim. – disse Catarina.
Brittany e Santana seguiram em silêncio até a porta da casa. O motorista havia parado uns cinco metros de distância.
-Bom, espero que tenhas se divertido e que possamos repetir essa noite muitas outras vezes. – disse Santana segurando a mão esquerda de Brittany.
-Ah, sim. Me diverti muito, e é claro que podemos repetir esta noite. Principalmente, com esse final. – disse Brittany segurando a cabeça de Santana e lhe dando um beijo calmo. – Boa noite, Sant.
-Boa noite, Britt. – disse Santana sorrindo.
Santana voltara para o carro e nem tentara disfarçar seu sorriso. O carro pegou velocidade e virou uma curva.
-Brittany é uma moça muito boa. Fico realmente feliz que tenhas se tornado amiga dela. – disse Catarina – Ela é um anjo.
-Sim, com certeza um anjo. – sussurrou Santana.
Santana pretendia contar para Catarina, mas antes queria falar com Brittany. Seria libertador saber da opinião de alguém que achava que estavam sendo corretas e que se amavam, indiferente se eram duas moças. Com esses pensamentos Santana entrou em casa, todos pareciam estar na cama. Ela fora verificar a sala-de-estar e estavam mesmo todos dormindo. Quando voltou para subir as escadas, lembrou-se do pé machucado de Catarina. Mas Catarina subia a escada sozinha e sem cambalear.
-Tia Catarina, não tinhas machucado o pé? – perguntou Santana com um sorriso irônico.
-Acho eu, que foi momentâneo. – disse Catarina subindo ainda mais rápido e corando furiosamente.
Notas finais
Beijos ;)
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