Até que o Apocalipse nos Separe
14 Os desejos mais profundos
Notas iniciais
Espero que gostem dele.
Há pouquíssimas falas (não passam de 10), mas tudo está claro e fácil de entender. Sem parágrafos exaustivos.
Ele tem um tamanho razoável e creio que não há erros ortográficos. Se houver, perdão.
Boa leitura!
Olhei em volta. Já não tinha ninguém rodeando os dormitórios, só algum ou outro passava despercebido lá em baixo e os que deveriam estar de vigia estão do lado de fora. Definitivamente, era o momento perfeito para dar uma fugidinha, me refugiar nos braços quentes de Daryl e sentir o calor voluptuoso e pulsante que há no meio de suas pernas.
Havia pensado nisso a noite inteira e não me deixei levar pelo desânimo um segundo sequer. Mas algo no momento me deixava inerte aos seus encantos, e eu não saberia dizer se é medo ou nervosismo. Um pouco dos dois, talvez. O tempo me tornou fria, grossa e... inexperiente.
Inexperiente.
Arrepiei-me ao pensar novamente na palavra. Não podia fazer feio, não agora. Nem sequer poderia pensar em desistir. E se... e se eu esqueci como se faz?, me questionei, totalmente em pânico. Afastei-me da porta e sentei na cama. Não, não amolece agora, mulher!, tornei a levantar, passando as duas mãos no rosto logo em seguida.
Respirei fundo e me virei para um espelho 15x15 que tinham colocado no meu quarto. Quando o ganhei achei totalmente desnecessário, mas agora... agora sou inteiramente grata. Arrumei brevemente meu cabelo. Estava escuro, mas conseguia enxergar alguns dos meus reflexos. Respirei fundo mais uma vez. Certo...
Involuntariamente minha última conversa com Daryl voltou à minha cabeça, e mais uma vez um calor úmido tomou conta da parte interna das minhas coxas. Mordi o lábio ao me pegar sorrindo sozinha. Então decidi deixar a teoria de lado e partir pra prática!
Sai do meu quarto e comecei a caminhar em direção ao dele. Ainda havia um silêncio confortável e eu não conseguia entender porque só o meu quarto ainda não tinha uma cortina. Isso me deixava totalmente sem privacidade em relação ao restante do grupo. Mas logo esqueci. Coloquei na cabeça que ia consertar isso depois. Só tenho um interesse agora. Um interesse bastante... lascivo.
Como eu estava em passos moderadamente lentos e como seu quarto não ficava muito perto do meu, demorei alguns minutinhos para chegar. Gelei assim que fiquei cara a cara com a cortina de seu quarto e então respirei fundo, talvez na tentativa de, além de oxigênio, aspirar coragem. Seria mais fácil se eu pudesse bater, toc toc, mas é impossível bater num pedaço de pano, então simplesmente o puxei para o lado e entrei.
Pensei que iria desmaiar de nervosismo, ou quem sabe até de alegria, assim que o encarasse, mas uma decepção tomou conta de mim quando não o encontrei ali. Uma parte de mim temia que ele tivesse desistido e uma outra insistia em inventar desculpas lógicas.
Será que errei o quarto?, me perguntei, virando-me para uma minúscula mesa no canto esquerdo e logo abandonando a hipótese ao ver sua besta e algumas de suas flechas espalhadas sobre ela. Deve ter ido no banheiro, insisti. Formulei mais algumas idiotices na minha cabeça, totalmente contra o fato dele ter me dado um bolo, até que desisti. Burra..., pensei enquanto me virava para sair do quarto e então tive um susto ao me deparar com Daryl.
– Daryl! — Gritei com raiva em forma de sussurro enquanto colocava uma das mãos no peito. Ele riu e se aproximou.
– Lyanna! — Ele respondeu no mesmo tom, só que dessa vez com ironia. Não aguentei e ri.
– Idiota — Disse, já me recuperando — Onde você estava? — Cruzei os braços, tentando demonstrar chateação.
– Tive que resolver um assunto com Rick — Senti vontade de perguntar sobre o que estavam conversando, mas me dei conta de que talvez isso seja pessoal — Está aqui há muito tempo? — Mudou o rumo da conversa. De propósito. Tenho certeza de que ele pensava que eu iria perguntar.
– Um tempinho — Admiti e logo desviei o olhar para os meus pés, meio constrangida ao lembrar do motivo de eu estar ali. Não pude deixar de notar que estávamos sussurrando. O amor era grande, mas o medo de ser flagrados e questionados era ainda maior.
Um calor começou a tomar conta de mim novamente e esse aumentou ainda mais quando Daryl se aproximou e passou uma de suas mãos por meu braço esquerdo. Sabia o que ele queria começar. Aliás, o que ele queria terminar... Então me entreguei por completo.
Encarei-o séria, e ainda assim com um ar malicioso, e tirei minha camiseta, vagarosamente, exibindo pouco a pouco os meus seios fartos. Deixei a camiseta cair aos meus pés e logo fui surpreendida por seus beijos, desde o ombro até o pescoço, e por fim na minha boca. Beijos bobinhos e inocentes no início, mas sabia como isso acabaria. Nós dois sabíamos...
Não posso parar. Não podemos. Continuei a me despir, e ele também. Tudo em gestos meio desesperados e carentes, de quem não faz isso há muito tempo. Garanti que não separássemos a boca por um segundo. Eu já não parecia tímida e o beijava calorosamente enquanto suas mãos passavam por minhas coxas e bunda. Então notei que só estávamos com as peças íntimas de baixo. Apenas finos pedaços de pano estavam impossibilitando a realização de nossos desejos mais profundos.
Ele me deitou em sua cama e logo vi meu joelho cair para o lado, deixando-o totalmente entre minhas pernas. Seus beijos e seu vai-e-vem em cima de mim só me fizeram pensar ainda mais na quentura entre minhas coxas. Gemi quando senti sua boca em um dos meus seios, chupando-o e mordendo-o de leve, enquanto o outro era prazerosamente massageado. Logo ele inverteu, e em alguns minutos pude sentir um novo destino para sua boca. Ele seguiu com breves beijos e chupões por minha barriga até chegar à minha calcinha. Estava encharcada; e a região umedeceu ainda mais quando ele a tirou e beijou a área sagrada no meio das minhas pernas. Quase urrei de prazer ao sentir sua língua e principalmente seus dedos. Ah... seus dedos. Dedos mágicos! Primeiro um e logo em seguida dois; e eu já não sabia o que fazer com meus gemidos. Estava relutante em relação a eles, pois qualquer barulho suspeito atrairia a atenção de alguém. E só pra lembrar, não tem uma porta no quarto e sim uma simples cortina!
Daryl voltou a atenção para minha boca e foi incrível a sensação de sentir meu próprio gosto depois de tanto tempo. Ainda sob ele, desci a mão até o seu quadril e apertei o volume em sua cueca, fazendo-o gemer prazerosamente ainda com a boca encostada na minha. Puxei sua única peça e deu a entender que eu queria que ele a tirasse, agora! E foi isso que ele fez.
Logo estávamos nós dois nus, colados um no outro, aproveitando cada segundo desse momento incomum. Ele começou a esfregar lentamente seu membro em minha região úmida e imediatamente indiquei isso como tortura. Puxei com força seus cabelos, tentando ao máximo não gemer, até que inesperadamente ele me penetrou com força. E antes que eu pudesse dar o gemido mais alto da noite, ele tapou minha boca. Não soube como reagir. Tapar minha boca numa hora dessas não era algo que me excitava... Mas decidi esquecer isso. No momento, só o que me importava era saber que ele já estava dentro de mim.
Daryl percebeu que começou rápido demais e então continuou com estocadas lentas, ainda com a mão em minha boca. De certa forma, estava agradecida por isso. Não conseguiria controlar o grito, e minhas mãos já estavam ocupadas demais. Então ele apenas continuou, lentamente, com o rosto afundado em meu pescoço; minhas pernas enlaçando sua cintura.
Quando percebi, ele já não estava mais com as estocadas lentas. Ele estava indo tão fundo e apressadamente que era possível escutar a cama ranger. De mim, saiam os mais fortes e prazerosos gemidos, só que camuflados em murmúrios. Era notável o seu esforço em não gemer intensamente. Minha sorte era sua mão, e a sua, meu pescoço.
Tinha certeza de que minhas unhas já tinha feito estrago em suas costas, mas algo me dizia que ele teria que aguentar mais. A noite não ia acabar tão cedo!
Ele deu uma última e fortíssima estocada, fazendo-me quase desmaiar de prazer, tirou seu membro de dentro de mim e gozou. Ele caiu em cima de mim, totalmente sem fôlego, e só então pôde tirar a mão da minha boca. Só então percebi o quanto irregular minha respiração estava. Aliás, foi uma dificuldade imensa fazer com que tudo voltasse ao normal. Ainda assim, consegui me estabilizar em poucos minutos.
E o momento em que Daryl desabou ao meu lado foi o tempo necessário para me fazer subir em cima dele, de joelhos.
– Nem um intervalo? — Daryl sussurrou ofegante, numa mistura de ironia e cansaço.
– Não — Respondi, apenas. E então me inclinei para beijá-lo, sendo mais do que retribuída.
Suas mãos rapidamente voltaram a passear por minhas partes íntimas e eu estava adorando isso. Quando percebi, ele já estava sentado também, apertando com força meus quadris, enquanto eu cavalgava em cima de seu membro. Meus braços estavam em volta de seu pescoço, e nossas línguas desenrolavam em um beijo ardente que por ora abafava nossos gemidos.
Quando cai exausta pra trás, Daryl já estava pronto para outra rodada. Minhas pernas estavam bambas e eu me perguntava se conseguiria voltar para o meu quarto. Daryl tornou a subir em cima de mim e, para minha surpresa, ele me virou de uma forma brusca mas também delicada, deixando-me de costas para ele. Já tinha em mente o que ele queria. Inclinei bem minha bunda e deitei a cabeça no travesseiro. Ele passou as mãos nela, alisando-a, e então comecei a tentá-lo, esfregando-a ousadamente em seu membro. Comecei a tocar sensualmente os meus seios, aperta-los, tentando parecer a mais natural possível. Ele soltou um gemido alto e pareceu não se importar. Ah... Como era excitante ouvi-lo gemer.
Ele começou a me penetrar, lentamente. Tive que puxar meus próprios cabelos para não gemer. Parecia loucura não poder gemer com aquilo. Era tortura! E nem ele conseguiu se controlar quando acelerou as estocadas. Comecei a gemer absurdamente alto e logo joguei a cara no travesseiro, mordi-o, apertei-o, tornei a puxar os cabelos. Minhas mãos já estavam brancas de tanto aperta-lo e ainda tinha algo que definitivamente não podíamos conter: nossos corpos se chocando. Era um som tão alto e tão... excitante. E não podíamos fazer nada em relação a isso. A não ser diminuir a velocidade, mas com certeza essa não era nenhuma das nossas opções.
Quando finalmente acabou, desabamos exaustos. Parecia que tínhamos suado toda a água de nossos corpos; meus cabelos estavam pregando no pescoço e na testa, e minha pele estava brilhando tanto que parecia que eu tinha colocado algum tipo de óleo corporal. Eu estava tão esgotada que não tive o prazer de me virar para encara-lo, beija-lo, ou então para abraça-lo. Ele beijou o meu ombro suado, e isso foi o máximo de interação que conseguimos depois do sexo.
Só o procurei uns 15 minutos depois, quando minha respiração já estava normal e eu, de uma forma ou de outra, parecia menos... suja. Me virei para ficarmos cara a cara e ele já parecia esperar por isso. Sorriu. Não me contive e sorri também. Apoiei a cabeça em seu ombro e procurei enroscar nossas pernas, sendo retribuída com seus braços em minha cintura. Involuntariamente nossos rostos se aproximaram e nossos lábios se tocaram, e finalizamos nossa noite com um beijo necessariamente... romântico.
Notas finais
CONTEM TUDO u-u
♥
Ah, e gostaria de comentar sobre os fantasminhas que lêem minha fanfic! Poxa, revelem-se! Isso seria um incentivo e tanto! Imaginem só :/
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