Notas iniciais
Oi c:
O capítulo ia ser postado sábado, mas por falta de tempo e criatividade isso custou um pouco.
Falei que ia ser um capítulo por semana e pretendo continuar com isso, ok? Só essa semana que foi um pouco cheia...
Então, só quero avisar que o capítulo 11 é complicado e um pouco dramático kkk '-' Vão logo entender!
E desculpem-me caso encontrem algum erro. Na pressa da semana não tive paciência para ler várias vezes, como de costume.
Boa leitura!

- Quê? — Digo enquanto recuo a quantidade de passos que ele avançou, totalmente nervosa e com o coração na mão — N-Não fale bobagens — Gaguejo, desviando o olhar para qualquer lugar, menos para os olhos de Daryl.

- Não é bobagem — Daryl responde enquanto puxa-me novamente e dessa vez para não soltar mais. Tento me afastar — Escuta... — Ele aperta meus antebraços, mas logo desvia as mãos para o meu rosto, e o posiciona entre elas — Por que está tentando fugir de mim? — Pergunta com tanta maviosidade que sinto uma vontade imensa de beijá-lo agora, mas a dúvida persiste sobre a razão e me sinto incapaz de realizar tal coisa.

O que eu menos queria acontece e acabo encontrando meus olhos nos seus — Não estou tentando nada — É a única idiotice que consegue sair da minha boca.

- Lyanna — Daryl diz seriamente, olhando bem no fundo dos meus olhos, ainda com meu rosto entre suas mãos — Eu só preciso saber se você sente o mesmo.

Meu Deus, e agora? Ele não pode estar falando sério, penso com o nervosismo atingindo seu limite. Esse cara é louco, só um doido pra gostar de mim, é a única hipótese que vem em minha cabeça. Por mais que eu queira responder milhares de "eu sinto" agora, não posso. Não posso falar isso, ele não devia ter dito o que disse, não agora, não agora que acabei de chegar e que a qualquer momento posso ir embora. Nasci pra morrer sozinha. Meu Deus...

E se ele estiver brincando? Isso me arrasaria. E pior, e se ele realmente estiver falando sério? E se Rick surtar e me mandar embora amanhã? E se Daryl resolver ir comigo? Isso acabaria com sua vida, com a vida que com certeza não foi nada fácil encontrar... Por ora não posso determinar nada, não posso seguir tal caminho. Daryl... Por que logo agora?

No momento só posso responder uma coisa — Não — A palavra sai da minha boca como brisa. Coloco minhas mãos sobre as suas que estão em meu rosto e logo minha visão embaça — Não sinto... — Não consigo nem descrever sua expressão agora. Uma mistura de decepção com arrependimento e ainda consigo sentir um pouco de raiva no meio. A única coisa que ele faz é tirar minhas mãos das suas e logo em seguida gesticula um "tudo bem" com a cabeça. Dessa vez eu que tento segurar seus braços, mas ele se afasta e logo começa a caminhar, sumindo da minha vista em alguns segundos...

Só espero ele sair para começar a chorar e soluçar. Por que eu não disse logo que sentia o mesmo? Qual é o meu problema?, penso nostalgicamente enquanto me agacho e coloco as duas mãos no rosto.

Um barulho estranho chama minha atenção por um momento, fazendo-me se livrar provisoriamente desses pensamentos tristes. Logo percebo que o barulho veio de trás de mim e quando me viro vejo uma porta entreaberta. Passo as mãos no rosto para enxugar as lágrimas e então me pergunto se aquela porta estava ali antes. Ajeito brevemente os cabelos — Deve ter sido um rato — Digo a mim mesma, já voltando a pensar em Daryl.

Afasto-me da porta e começo a seguir lentamente o caminho pelo qual ele foi.

Você vai ver ele, vai falar a verdade pra ele, vai dizer o que sente, vai pedir desculpas, vai dar um beijo naquela boca linda e vai sair vitoriosa e radiante, penso otimista enquanto caminho. Sorrio sozinha pelo simples fato de estar pensando assim e acelero o passo. Quando menos espero estou correndo à procura do meu príncipe encantado, e só preciso dobrar a esquina pela qual ele entrou para que toda a minha montanha-russa de sonhos e desejos desmorone.

Paro de correr, ficando totalmente imobilizada, e sem querer deixo meu queixo cair ao ver a Carol puxando o Daryl pelo colarinho e dando-lhe um beijo. Não um beijinho, mas um beijão. Minha visão volta a ficar turva e nego brevemente com a cabeça para a cena que acaba de destroçar meu coração. Daryl rapidamente se afasta da Carol, que ainda está tentando lhe agarrar, e parece assustar-se ao me ver. Carol logo me vê também, mas estou pouco me importando com ela. No momento só tenho olhos para o desgraçado que há poucos minutos disse que gostava de mim e que há pouco menos estava se agarrando com outra.

- Lyanna... — Ele diz piedosamente enquanto coloca força para tirar as mãos de Carol do seu corpo — Não é o que você está pensando...

- Não? — Respondo rapidamente com toda a raiva possível — Você é um idiota. Como pude ser tão burra? — Digo enquanto faço gestos irreconhecíveis com as mãos. Típico de mim.

Daryl rapidamente se aproxima — Não é isso — Tenta se defender. Dou as costas para ele e começo a caminhar aceleradamente, e por mais que isso seja a última coisa desejável no mundo agora, choro. Não porque ele a beijou, mas porque fui capaz de acreditar nesse cretino — Olha pra mim — Ele diz, parecendo um desesperado, enquanto usa meu braço esquerdo para me virar. Viro-me e involuntariamente estapeio seu rosto. Foi uma tapa tão forte que até a Carol pulou de susto com o estalo que gerou. Eu não queria fazer isso, foi por puro instinto. Ele parece ignorar o que acabou de acontecer e insiste em me tocar e em falar que entendi tudo errado. Carol sai de fininho enquanto tudo acontece e logo sinto dó dela, por também gostar de um canalha assim — Lyanna! — Daryl praticamente grita enquanto me contorço para se livrar de seus braços. Em um movimento rápido ele consegue segurar minhas mãos e me deixar em uma posição aparentemente confortável, mas logo me canso de tentar fugir. Desabo no chão, sentada, cansada, desolada. Com a respiração ofegante, cílios pregando e pernas bambas. Ainda estou chorando e me sinto a pessoa mais tosca do mundo agora, por agir da forma que agi. Por estar chorando por uma bobagens dessas. Daryl me solta e acaba se sentando do meu lado — Agora me escuta... — Ele começa — Eu gosto de você, Lyanna, e...

- Bela maneira de demonstrar — Interrompo-o secamente, já voltando a ficar de pé e enxugando as lágrimas logo em seguida.

- Ela me beijou! — Ele fala com indignação enquanto se levanta também — Ela!

- Poupe-me de suas desculpas — Respondo-o e começo a caminhar outra vez, torcendo para que ele não me siga. Burra, burra e burra, repito várias vezes em minha cabeça ao lembrar inutilmente do que acabou de acontecer. Para o meu azar, sinto-o colado em mim à medida que vou caminhando. E para piorar as coisas, ele se posiciona à minha frente, impossibilitando que a frustração ambulante aqui caminhe — Para com isso — Digo baixinho, quase chorando, enquanto coloco as duas mãos nas têmporas.

- Não vou parar até você entender — Ele diz no mesmo tom — Falou que não sentia o mesmo... Por que está agindo assim? — Ele dá uma pausa na esperança de receber uma resposta, mas apenas ignoro. Não vou responder isso, não agora — Você me magoou, Lyanna. Por favor, não inverta a situação por causa disso.

Meu coração está palpitando fortemente, como se em cada bombeada ele me dissesse "Fala, fala, fala...". Colo meus olhos nos de Daryl e sinto-me preparada para colocar tudo pra fora — Não precisei inverter a situação. Você fez isso sozinho — Por que fez isso? Eu estaria lhe beijando agora, penso enquanto choro oceanos por dentro — Sabe o que é se sentir uma idiota? É você chorar intensamente e correr arrependida, pensando que talvez você aceitaria as desculpas. É sorrir enquanto corre, pensando que tudo sairia bem e que você iria... me beijar no final — Digo baixinho a última parte, sentindo-me uma completa idiota.

Daryl suspira e sorri triste e brevemente — Então você sente o mesmo...

- Sentia — Corrijo-o, fazendo sua expressão mudar. Mas que mentira, eu ainda gosto desse cara.

- Lyanna... — Ele começa enquanto aproxima-se de mim. Coloco as duas mãos no rosto para não ter que continuar encarando essa fera que consegue me dominar só com seus olhos maravilhosos. Isso é tão... constrangedor — Eu estava voltando para dentro da prisão — Ele tenta tirar as mãos do meu rosto — Estava pensando em você — Enfatiza a frase e sinto-me obrigada a fixar meus olhos nos seus. Ele suspira mais uma vez — Então a Carol apareceu do nada e... me beijou. Não soube o que fazer na hora, não sei o porquê dela ter feito isso, apenas a afastei, e senti um imenso aperto no coração quando te vi.

- Que tolice — Falo com a voz meio rouca. E agora?, penso totalmente confusa, e agora?

- O que ela fez foi tolice — Ele responde calmamente, como se estivesse evitando que eu surtasse outra vez — Você acredita em mim?

Encaro-o seriamente por alguns segundos, pensando no que responder e principalmente no que fazer. Meu Deus... Eu quero acreditar nele, é o que eu mais quero no momento, quero acertar tudo logo, quero ficar em paz com minha mente e meu coração, mas... não há nada a seu favor além do meu amor cego e inconsumível. Como posso duvidar da Carol que foi tão gentil e simpática comigo? Ela não seria capaz de algo assim, seria? Seria total imaturidade de sua parte para uma mulher de fisionomia tão formosa e educada.

Mas por mais que seja uma mulher com tais características, prefiro pensar que ela é a culpada. Afinal, eu apareci do nada e fiz com que seu amado se apaixonasse por mim. Sinto-me incapaz de culpar Daryl, depois de todas as suas palavras aparentemente sinceras. Só estou aqui há pouco mais de três dias e minha vida já está caótica outra vez. Que droga...

Volto a girar meus pensamentos em torno de Daryl e logo decido o que fazer. Eu quero acreditar, eu quero isso — Acredito em você — Finalmente respondo-o e aos poucos vejo um sorriso meigo se formar em seu rosto.

Retribuo o sorriso ainda nervosa e pensando no que fazer. Então quando menos espero ele pega em minha nuca e puxa a minha cabeça. Quando percebo que ele está prestes a me beijar, interrompo-o — O que está fazendo? — Pergunto meio confusa.

- Vou te beijar — Ele responde com um sorriso de canto de boca. Sua mão esquerda já está em meu quadril.

- Não... — Digo enquanto tiro suas mãos de mim — O fato de eu acreditar em você não significa que está livre da minha raiva — Sua expressão volta a ficar triste à medida que as palavras vão saindo. Agora estou fazendo a coisa certa — No momento só me sinto uma tola, Daryl. Um beijo seu não vai resolver isso — Dou duas breves tapas em seu ombro e volto a caminhar, e dessa vez sem ser seguida. Ele sabe que agora estou agindo de forma correta.

Notas finais
E aí, o que acharam?
Ficarei feliz em saber suas opiniões ♥
E só para deixar claro, caso não tenha entendido: Lyanna só disse "não" para Daryl no início, porque queria protegê-lo do seu futuro incerto.