Até depois do fim
4 Capitulo 3
Notas iniciais
Assim que abri meus olhos, me percebi em uma gruta e que todos estavam se encarando, estávamos dentro de um laguinho grande o suficiente para todos ficarem longe um do outro.
– Onde estamos? — Daniel perguntou, me encarando.
– Não sei. — Isabelle respondeu, saindo do lago. Segui minha irmã, olhando ao redor.
– Afinal, como é que viemos parar aqui? — Hélio perguntou, se aproximando de Lucas e pegando sua mão sem que os outros percebessem.
– Não sei. – Falei, desviando o olhar de suas mãos e começando a andar — Temos que descobrir um jeito de sair daqui.
Enquanto andava prendi meu pé em um buraco que me fez cair de bunda no chão, levantei minha mão e a coloquei na testa. Quando olhei para o lado vi um pedaço de papel, na verdade um pedaço de pergaminho.
– Yasmin, o que você achou? — perguntou Hélio, que chegou ao meu lado.
– Um pedaço de pergaminho. – Afirmei, virando a folha em minha mão — Que não tem nada.
Virei novamente a folha decepcionada. A assoprei, tentando tirar a poeira. De repente, uns símbolos estranhos começaram a surgir, parecia até escrita egípcia, só que de um jeito bem distorcido.
– Mas o que, não da pra entender nada! — gritei raivosa.
– Ver o quê, sua louca? Não tem nada nesse papel — Thiago estava me olhando meio que assustado.
– Tem sim, você não consegue ver? – perguntei, me levantando e andando em sua direção, pronta para esfregar a cara dele no papel e mostrar que tinha alguma coisa ali.
– Não estou vendo nada- falou segurando meus braços, que já estavam estendidos com o pergaminho.
– o que está escrito, Yas? — Isabelle perguntou. Sai de perto de Thiago e me pus a procurar um graveto ou um palito.
– Ah, vai com o dedo mesmo — desisti de procurar pelo palito. Comecei a desenhar — pelo menos tentar — os símbolos na areia.
– Espera, por que tem um pergaminho com escrita egípcia aqui? – Bea perguntou.
– Espera, escrita egípcia?! — Daniel surgiu do nada do meu lado.
Olhei novamente para o pergaminho e aqueles símbolos começaram a se mover, não deu para acompanhar muito bem, mas num picar de olhos podia ver normalmente o que estava escrito.
– Agora consigo ler! – afirmei, contente.
– O que diz? — Daniel perguntou curioso, tão curioso que estava quase em cima de mim tentando ver o pergaminho.
– Se a saída quer achar, os 10 pedaços terá de encontrar, para o mapa liberar e a chave procurar. — Todos me encaravam em silencio, esperando a continuação — É só isso, gente.
– Como assim 10 pedaços?! — Lucas gritou.
– Não sei, é o que está escrito – encarava-o, tranquila.
– Você deve estar mentindo, afinal não tem nada escrito ali — Hélio falou.
– Hélio, vamos raciocinar. Se realmente não tivesse nada naquele pergaminho, como ela teria conseguido fazer a escrita egípcia na areia? — Daniel colocou seu braço ao redor do pescoço de Hélio — Você não tem resposta? Então, vamos combinar que realmente há algo nesse pergaminho.
Daniel me defendendo? Que isso, gente. Todos começaram a discutir então simplesmente sai dali, não sei o que deu em mim mas estava com a sensação de que tinha que achar esses pedaços o mais rápido possível.
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