Até Parecem Idiotas
13 Era impossível. Não era?
Notas iniciais
Espero MUITO que vocês gostem...
A raiva de Tânia era tanta que eu não dei a devida atenção no que tinha gritado até me questionar porque todo mundo dentro da cantina olhava para mim.
PUTA QUE PARIU!
Se possível eu me chutaria!
Olhei para onde ela estava com desespero. Ao mesmo tempo louco de vontade e com medo de ver sua reação.
Meu estomago gelou quando eu a vi petrificada me encarando como se acabasse de ver uma assombração. Toda minha coragem ameaçou ir para o ralo porque eu nunca havia me sentido tão vulnerável.
MERDA! Com certeza não era assim que eu queria que ela soubesse!
Emmett, que segurava seu pulso, alternou olhares entre mim e sua amiga, por fim levantou a outra mão e me mostrou o dedão em positivo e mexeu os lábios no que entendi como um “vai fundo”.
Era fácil para ele falar!
Acho que nem piscando Bella estava!
De repente todos os alunos da Forks High School presentes passaram a cochichar.
Caramba, essa era mesma uma fofoca! Eu sabia que eles iam ter o que falar por muito tempo, mas estava pouco me fudendo para eles. O que importava estava na minha frente, praticamente catatônica.
Eu esperava que as faces de Bella corassem como sempre fazem daquele jeito que eu sempre acho adorável e tenho que me controlar para não toca-la, mas agora seu rosto estava ficando cada vez mais pálido.
Em um supetão ela se virou para meu irmão.
- Quantas Swan ele conhece? – Perguntou.
Tive vontade de rir por ser tão absurda.
- Que eu saiba só você. – Emm respondeu com um sorriso.
Ela se virou para mim novamente e voltou a me olhar do mesmo modo, sem falar nada.
Ok, eu já estava ficando preocupado. A ideia de estar apaixonado por ela era tão ruim assim?
Pareceu passar alguns minutos e ela continuou do mesmo jeito. Toda a escola se concentrava em nós para acompanhar o desfecho.
Comecei a suar frio.
INFERNO! Ela pode gritar, me xingar, me bater, qualquer coisa. Mas tenha alguma reação, POR FAVOR!
- Bella? – Emmett a chamou preocupado também.
O chamado dele pareceu ter algum efeito nela, que piscou e finalmente disse algo: — Você... Apaixonado por mim? – As palavras pareceram arranhar na sua garganta. – Não pode ser verdade. – balançou a cabeça como se quisesse espantar pensamentos... Ou acordar.
- Você o que? – Tânia gaguejou se manifestando pela primeira vez também. – Só pode estar brincando, Edward.
Não olhei para ela para responder, mas sim para a pequena garota de olhos castanhos e arregalados. – Não. Eu não estou brincando.
Bella soltou um ofego e levou a mão a boca parecendo chocada. Meu sangue pareceu gelar nas minhas veias quando vi uma lágrima descer.
Dei dois passos em direção a ela, mas Bella levantou as mãos me parando. – O que? Por quê? – não consegui formular uma pergunta. Eu tinha a feito chorar de novo, e dessa vez não poderia ter sido pior.
- Porque esta fazendo isso comigo? – a voz de Bella parecia uma suplica o que me fez sentir o pior homem do mundo. – Você não tem esse direito! Não tem! – balançou a cabeça. – O que quer de mim, Cullen?
- Bella, por favor, deixa-me explicar. – pedi. Tentei me aproximar dela, mas ela deu um passo para trás, fugindo.
- Qual era o plano? Vai me humilhar na frente da escola de novo? O QUE EU FIZ PARA VOCÊ, EDWARD?
- Nada. Não fez nada. Nunca fez! – merda. Pela primeira vez em anos eu estava apavorado – Eu sei que já a magoei muito, já fiz muitas coisas para você. Eu sei, Isabella. O que eu não sei é como posso fazê-la me perdoar. Não sei nem se posso pedir isso a você. Mas não duvide de mim agora. Não agora! Eu realmente sou apaixonado por você. Sempre fui.
- Não! Você me odeia. Sempre me odiou. – mais lágrimas marcavam o rosto alvo e faziam um nó apertar minha garganta.
- Exatamente Edward, você despreza a Swan, foi o que sempre disse. Que loucura é essa agora?
- Tânia. – grunhi. – Não complique as coisas.
- É, cala a boca! – Alguém gritou de alguma mesa distante. – Queremos ver o final.
Foi o suficiente para Bella sair correndo... Sem ao menos olhar para trás.
Emmett se levantou, mas antes de ir encontra-la se virou para o restante dos alunos — Acabou o show pessoal, voltem a fazer suas coisas. – mas ninguém se mexeu, continuaram a me encarar com a boca aberta. – AGORA! – rugiu, finalmente sendo escutado; as pessoas abaixaram a cabeça para as suas comidas e deixaram de prestar atenção na nossa mesa, mesmo que estivessem só fingindo.
Meu irmão começou a ir para fora e eu fiz menção de segui-lo, mas me parou. – fique aqui. Ela precisa de um tempo para pensar. Mas fique calmo, mano, lembre-se que EU sou a voz da consciência dela. – sorriu mostrando todos os dentes.
Desabei na cadeira, derrotado.
Podia escutar um chiado fraco que eu sabia que era de Tânia e seus pitis, mas não estava com saco para prestar atenção no que falava. Apertei a base do meu nariz sentindo minha cabeça latejar.
Alice se curvou na mesa e apertou meu braço me consolando.
Eu forcei o que achei ser um sorriso para ela, mas a verdade é que não precisava de consolo. O que eu precisava era da garota acuada de olhos chocolates.
Levantei com raiva derrubando a cadeira. Estava irado demais comigo mesmo! Não ia ficar naquela porra de escola escutando os comentários maldosos. Ignorando o borbulhinho e os chamados, dei as costas a tudo e fui para o estacionamento.
Antes de conseguir sair do refeitório vi quando Tânia quis vir atrás de mim, mas Rosalie a segurou. Ainda bem!
INFERNO! Estava tudo dando tão certo e agora isso, a possibilidade da Swan nunca mais querer olhar para a minha cara me aterrorizava. Era logico a garota me achar um louco. Eu mesmo já havia perdido as contas de quantas vezes fiquei de castigo por tê-la maltratado ou feito alguma idiotice para cima dela. Droga! Como eu me odiava sempre que fazia algo contra ela, mas o panaca aqui tinha que se afirmar, não é? Tinha que seguir a opinião dos imbecis que chamava de amigos... Não é verdade, não era culpa deles! E eu sabia que não era. Emmett é o melhor exemplo do mundo para isso, sempre tivemos os mesmos amigos, e isso nunca mudou suas convicções, nunca o impediu de se tornar o melhor amigo de Bella.
Puxei meus cabelos. Eu era um merda de um filha da puta! Um grande bastardo! Se pudesse voltar no tempo com certeza chutaria minha bunda por ter sido tão covarde com ela desde o começo.
BELLA POV
- Se acalma, Bell’s.
Olhei para ele enfurecida. – Não me mande ficar calma, Emmett Cullen!
Ele assentiu rápido e se encolheu na cama.
A parte do choro já havia passado e agora eu estava enraivecida, principalmente comigo mesma.
Demorou alguns segundo para ele voltar a abrir a boca:
- Sabe, você sempre foi dramática. Mas dessa vez foi um baita show para a escola inteira.
- Cala a boca. – ralhei, mas não estava brava com ele, na verdade suas palavras me atingiram e agora eu estava mais envergonhada também.
Caí na cama ao seu lado e virei escondendo o rosto no travesseiro.
- Você não esta tentando se matar por asfixia, né? – Emm cutucou minhas costas.
Grunhi.
Estava me sentindo uma completa idiota confusa!
Uma parte de mim queria odiar o Cullen com todas as forças enquanto a outra gritava que eu ainda era uma deplorável garota apaixonada.
Novamente a bobinha aqui havia caído em um golpe de Edward Cullen para alegrar seus dias. E dessa vez foi tão cruel... Tinha vontade de chorar de novo cada vez que a imagem dele e Tânia rindo das suas ótimas representações enquanto zombavam de mim passava na minha mente. Fui tão imbecil em acreditar na mudança de Edward... Ele não tinha o direito de brincar comigo daquele jeito! Gritar que era apaixonado por mim. E mesmo sem saber, o que ele fez foi zombar do sentimento tão forte que eu carregava injustamente por ele.
Mas isso nem era o pior. O pior era aquela faísca de esperança que perguntava – E se ele estiver falando a verdade? Eu tentava cala-la, porém não conseguia deixar de escuta-la por mais força que fizesse.
- Por que seu irmão me odeia tanto? – virei meu rosto para Emmett que arqueou uma sobrancelha.
Ele segurou meus ombros e falou lentamente como se tivesse explicando algo para uma criança — Bella, eu não sei exatamente o que essa sua mente maluca ouviu da boca do meu irmão, mas ele disse que é apaixonado por você e não que te odeia.
Encarei ainda mais confusa Emmett.
Arregalei meus olhos para ele. Sentei na cama tão depressa que minha cabeça girou.
Era bem diferente ouvir isso de quem você mais acreditava na vida.
Meu coração bateu rápido e a chama pequenina da esperança se agitou.
Será? Não! Era impossível. Não era?
- Emmett? – pedi socorro ao meu amigo.
Emmett balançou a cabeça e sorriu. — Ele gosta de você, Bell’s. De verdade. Acha que eu deixaria ele se aproximar se não fosse assim?
Eu estava perplexa. Não conseguia digerir suas palavras. — Mas ele sempre me tratou tão mal...
- Eu sei o que esta pensando – me interrompeu. – porque eu também pensei nisso. Mas se você se esforçar e olhar toda a situação de outro ângulo vai ver como faz sentido.
Franzi o cenho. – Não, não faz sentido nenhum.
- É, tem razão. – Ele riu concordando. – Mas para a mente doentia do meu irmão deve fazer.
Pisquei tentando compreender tudo aquilo.
Um surto de borboletas dançantes invadiu meu estomago. – Então... Então é se-serio?
Emm assentiu.
Minha cabeça girou quando eu entendi.
Antes que pudesse me arrepender saltei da cama e comecei a procurar a chave da camionete. Era agora ou nunca! E eu não queria perder tempo pensando.
Emmett bateu palmas e deu uma gargalhada alegre quando percebeu minha intenção, se levantou e veio me ajudar. – Aqui esta. – estendeu a chaves com um largo sorriso. – Cadê seus tênis?
- Esquece. – calcei as pantufas de joaninha que tinha ganhado dele. – Vai isso mesmo!
Meu amigo riu.
- Vou ficar aqui. Charlie ainda quer ajuda com o jardim. Vai garota. – e deu um tapinha na minha bunda. Tamanha era minha adrenalina que nem virei para xinga-lo. No momento só queria ver Edward antes que toda a coragem se fosse.
Desci as escadas correndo e tive a proeza de cair no penúltimo degrau. – MALDIÇÃO! – Gritei.
Emm apareceu no topo das escadas rindo, e fez menção de vir me ajudar, mas eu já tinha levando – Eu estou bem, estou bem!
Continue a correr até a porta e quando a abri quase a fechei de novo tamanho o susto. Pronto para bater, ali estava Edward.
Prendi a respiração. Vê-lo e lembrar como era tão lindo fez a minha coragem ameaçar me abandonar.
- Opa! Acho que vou para o quarto então. – Escutei a voz divertida de Emmett, mas não dei atenção. Não conseguia olhar para outra coisa que não fosse o ruivo a minha frente.
Ele respirava com dificuldade como se tivesse corrido uma maratona e disparou a falar antes que eu pudesse fazê-lo.
- Eu sempre fui apaixonado por você. E você pode só querer lembrar as partes ruins que eu sei que são muitas, mas se pensar, se você se esforçar para achar, vai ver que em alguns momentos, eu estive lá quando ninguém mais estava. Eu protegi você, ajudei você. Droga, Isabella, você sabe que sim.
Em um ato involuntário minha mão voou para meu colo apertando a correntinha.
- A chave. – explicou emocionado. – É minha piada interna: Ela guarda para mim aquela que sempre foi o meu maior segredo e o meu maior tesouro.
Não sei como, talvez culpa das borboletas agitadas, talvez por estar emocionada com as suas palavras eu fiz a primeira coisa que pensei e o que sempre quis fazer.
Em um ímpeto me joguei em sues braços e colei meus lábios aos dele.
Meu sangue se agitou. Minha cabeça rodou. Todos os meus sentidos ficaram em alerta.
Era seus lábios, seu calor, seu gosto.
Eu queria muito mais do que isso, mas Edward ficou imóvel e temerosa me afastei com as bochechas pegando fogo.
Ele me olhou por um breve segundo e ainda sério foi sua vez de me puxar para ele.
E então a explosão aconteceu superando qualquer expectativa que tive em todos esses anos de amor platônico.
Como a virgem que era eu não contive um gemido ao sentir sua mão apertando minha cintura combinado com seu gosto na minha boca. Mas ele pareceu gostar, porque me apertou ainda mais a ele e abriu a boca pedindo passagem com a língua. Eu vibrei por dentro. Tocava seu rosto pela primeira vez, passava as mãos por seu cabelo os emaranhando mais. O puxava cada vez mais.
Quando fui obrigada a me separar pela falta de ar, me aninhou em um abraço inesperado. Suspirei sentindo seu perfume.
Meu lado “racional” me alertava que aquilo deveria ser um sonho e que eu acordaria a qualquer momento. Era absurdo demais!
Mas eu não sabia de nada e nem queria saber. Ser racional estava fora de cogitação nesse momento.
Notas finais
Você não tem ideia do quão feliz fiquei no capítulo passado com todos os comentários... Por isso sabia que tinha que caprichar nesse... e quase surtei. Pedi para uma amiga que lê a fic - Debora Lima - ver se estava tudo ok e todas essas coisas. OBRIGADA DÉ! - Enfim, espero de verdade que eu tenha conseguido fazer isso, e que vocês tenham gostado do capítulo dramático kk
Beeeijos e até a próxima!
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