Até Parecem Idiotas

3 A solidariedade dele.


Notas iniciais
Olá, pessoinhas lindas
São 22 horas de um sábado e eu estou postando fanfic... É uma vida social tão agitada assim que faz a pessoa entrar em depressão kk
Espero que gostem do capítulo (:

O último sinal bateu e eu corri para minha Chevy. Desobedeci à ordem de Emmett e fui até minha casa... Na verdade fui até lá só para poder fazer uma sopa para ele sem precisar sujar a impecável cozinha de Esme. Então tinha certeza que não receberia uma bronca.

Troquei de roupa, organizei tudo que tinha para levar, coloquei a sopa em um potinho e parti para a mansão Cullen.

Eu nunca ia me acostumar com essa casa. Uma visão que se erguia rodeada de verde, até as arvores pareciam que tinham sido escolhidas a dedo antes de serem plantadas. Acho que posso dizer que essa foi à casa do fim da minha infância. Corri muitos por esses jardins com Emmett. Rolando pela grama, pegando fruta das arvores, ignorando a piscina e indo nadar no laguinho que tinha nos fundos da casa. Sem falar nas noites que Charlie ia pescar e eu dormia aqui.

Eu e Emmett – sorri. Sempre fomos nós dois. E eu devia a melhor parte do meu passado a ele.

Estacionei minha caminhonete barulhenta do lado dos carros de luxo.

A empregada, Heidi, uma mulher já com seus 50 anos que ajudava Esme a cuidar da casa desde que cheguei aqui me atendeu sorrindo, me mandando subir logo porque ele já estava impaciente.

- Emm? – chamei cautelosa quando abri a porta do seu quarto e o vi escuro.

- Bellaaa. – a voz que veio debaixo das cobertas parecia mesmo de alguém que sofria muito.

Revirei os olhos.

Fui até a beirada da cama, tomando cuidado para não tropeçar em nada. Quando cheguei perto pulei com tudo em cima dele.

- Eu podia estar mesmo doente! – protestou. Eu já tinha parado de rir do susto que ele havia tomado e estávamos deitados na cama enquanto ele terminava a sopa.

- Eu sabia que não estava. Seu irmão me disse.

- Edward te disse? – Não ignorei a malicia em sua voz e dei um soco no seu braço. – Ai. – obviamente doeu mais em mim do que nele, mas tinha um amigo legal o suficiente para fingir que doía quando eu o espancava.

- Isso é pelo recado. – olhei felina para ele. – Bunda anoréxica?!

Eu esperava uma reação como se encolher de medo e não dar risadas.

- Achei que o cabeçudo não ia passar com todas as palavras. – não era um pedido de desculpas. – É bom saber que o garoto esta bem treinado.

Tentei dar outro soco, mas ele desviou rolando na cama, prendeu meu braço e veio para cima de mim. Arregalei os olhos quando percebi sua intenção. Cocegas!

Quis imita-lo e rolar para o lado, mas o que consegui foi despencar como uma fruta podre no chão.

Eu via seu corpo se torcendo de tanto rir.

- Emmett. – murmurei fraquinho. Na mesma hora a risada cessou e ele me olhou alarmado.

- Se machucou? Esta bem?

- Emmett? – chamei de novo

- Que foi, Belinha?

- Vai para o inferno. – mandei abrindo um sorriso.

Primeiro seu rosto se iluminou de alivio, depois cerrou os lábios e eu podia sentir a bronca se aproximando.

- Vamos fazer lição de casa. – falei para impedi-lo de brigar comigo... Droga. Levantei rápido demais e tudo rodou. A sorte que ele me segurou e me sentou na cama.

-Tem certeza que não machucou? – ainda estava desconfiado.

- Tenho sim. – sorri.

Passamos a tarde fazendo lição de casa e conversando sobre o meu dia na escola. Por algum motivo Emmett sempre parecia imensamente feliz toda fez que eu tinha qualquer contado com um de seus irmãos. Às vezes eu ficava triste em pensar que poderia estar atrapalhando o relacionamento deles.

Minha intenção era omitir o que tinha falado para Rosalie Hale, mas eu mentia muito mal e não foi difícil para ele me fazer contar.

Depois de um surto patético demais para um homem daquele tamanho, Emmett tinha se acalmado o suficiente para parar de falar, mas não para continuar as tarefas da escola.

- Vamos comer algo. – não esperou minha resposta e já me puxava pela casa até a cozinha.

Havia muitas chances de termos colesterol e diabetes em alguma fase de nossas vidas, já que sofríamos de ansiedade curada por comida.

Esme já estava fazendo o jantar. Fui ajuda-la e ficamos os três conversando.

- E hoje, irá jantar com a gente? – perguntou amável

- Desculpe, tenho que preparar a comida do meu pai.

- Precisamos marcar um jantar aqui. – cobrou. Eu acenei confirmando.

- Já viu seu vestido, querida? – me perguntou.

- Vestido?

- Para a formatura do Emm... – me olhou confusa. – Imaginei que você fosse ser o par dele.

- Ah, eu queria mãe. Mas convence a cabeça dura ai. – resmungou.

Alice entrou na cozinha atrás de comida também. Deu um grande sorriso para mim e se sentou a mesa com o irmão.

- Se o problema for o vestido, tenho certeza que Alice pode te ajudar.

A menção de Alice e vestido na mesma frase fizeram os olhos da fashionista da família brilharem.

- É claro que posso. – seu sorriso parecia que ia rasgar suas bochechas. Ela batia pequenas palminhas de empolgação. – Só preciso saber a ocasião? – se dirigiu a mim, mas foi o irmão que respondeu.

- Para ela ir comigo a minha formatura.

O sorriso de Alice murchou imediatamente. – Ah, você vai levar ela na formatura? – perguntou surpresa. O “ela” não foi pronunciado de forma simpática.

- Alice! – Esme a reprendeu. Emmett a olhava muito bravo. E eu senti meu rosto ficando vermelho.

Respirei fundo, e tentei não ligar, afinal, ela só verbalizava o que todos iriam dizer se eu fosse com ele.

- Não. Desculpa! – ela pareceu alarmada quando se deu conta do que falou. – eu só... Droga. Me desculpa, Bella. – pediu novamente.

- Sem problemas. – dei de ombros.

- É sério, eu não quis falar isso... Só me expressei mal.

Vi pelo canto de olho quando Edward entrou. Me apressei em parar logo com isso, tinha medo que ele me culpasse por uma briga em família.

- Tudo bem. – sorri para acalma-la, mas ela ainda não parecia nada satisfeita. – De qualquer forma eu nem vou ao baile mesmo. – achei que isso fosse o que ela queria ouvir.

- Você vai sim. – a voz dura de Emmett assustou a todos nós.

- Emm... – comecei, mas ele me cortou:

- Agora você vai comigo nem que seja a força.

E eu sabia que não tinha como contraria-lo agora. Preferi ficar quieta.

Percebi que Alice estava ainda mais constrangida, então procurei não olha-la mais. Já Esme olhava preocupada, não para mim, mas para o filho do meio, que parecia com raiva.

Ótimo, ele me culpava!

Resolvi ir embora antes de causar mais confusão. Subi pegar minhas coisas. Me despedi de todos, e confortei uma Alice que ainda pedia desculpas.

Esme não deixou que o filho me acompanhasse até a caminhonete para que ele não pegasse sereno. Eu ri.

O problema foi quando dei a partida. Ou tentei dar.

- Por favor, aqui não. Aqui não. – supliquei. Girei a chave mais vezes e nada. – Vamos fazer um trato ok, você só precisa funcionar até duas ruas daqui, depois você pifa sem problema algum. Juro que nem fico brava. Juro! – mas os céus não estavam do meu lado hoje... Ou desde que nasci pelo visto. Argth.

Encostei a cabeça no volante totalmente frustrada, pensando no que iria fazer.

Sair andando sem ser vista estava fora de questão: não teria explicação logica para quando Carlisle chegasse e visse meu carro aqui e perguntasse por mim. E voltar pedir ajuda seria tão vergonhoso.

Já estava conformada a tirar o celular do bolso para enviar um socorro para Emm quando alguém deu duas batidas na minha janela.

Oh, droga! Claro, tinha que ser ele! Deus, acho bom que quando eu for ai para cima o senhor reservar um horário na sua agenda para mim, porque temos muiiiito o que conversar!

Será que Edward Cullen me odiava o suficiente para eu fingir que estava morta e ele ir embora feliz?

Ele continuava esperando ao lado do meu carro defunto. Responde ele sua anta!

Gemi de desgosto quando tentei abaixar os vidros e o máximo que consegui foi produzir um ruído horrível.

Desci da Chevy realmente frustrada.

- Não escutei o barulho do seu carro... Precisa de ajuda? – ofereceu. Sua expressão é de quem estava se divertindo.

- Ele não pega. – Gemi escondendo o rosto.

- Quer carona?

- Muito engraçadinho. – ótimo, tinha começado as piadinhas.

- Como? – estranhei a confusão na sua voz e me atrevi a tira as mãos do rosto para olha-lo.

- É brincadeira né?

- A carona? – balancei a cabeça. – Não. Porque seria? – quis saber, divertido.

- Porque qual é o motivo de você me oferecer algo? – levantei uma sobrancelha.

- Tentar ser legal com alguém que frequenta minha casa. – se explicou calmamente.

Eu sentia que o olhava como se fosse um ET a minha frente. E juro que até olhei em volta esperando achar o Will Smith vindo apagar minha memória.

- O que esta procurando? – quis sabe olhando para os lados também.

- Nada. – disse rápido. O cara já me achava uma idiota por bem menos, né.

- Então... Aceita?

- A carona?

- É. – deu uma risadinha.

- Você esta se oferecendo para me levar até em casa? – tinha que confirmar.

- Estou. – ele sorria e tive certeza que estava usando o seu tom mais paciente.

Olhei para ele ainda chocada.

- Hmmm... Eu pensei em ligar para Emmett.

- Acho que minha mãe não vai deixar ele te levar. – percebi que seu lábio inferior estava projetado para frente, e me controlei muito para não aperta-lo... Ou morde-lo.

- Não quero incomodar você. Sério. – torci minhas mãos.

- Não vai. – sorriu gentil. – Entra ai. – destravou o seu carro e foi para o lado do motorista. Eu o segui e entrei sem protestar porém muito constrangida.

A viagem foi silenciosa. E havia uma tensão estranha no ar quase palpável para mim, que nem o CD de piano que ele colocou novamente foi capaz de dissipar.

Às vezes eu o espiava dirigir, me segurando no banco para não bancar a louca tarada.

Era a segunda vez em dois dias que andava no seu carro, uma grande coisa para quem nunca tinha nem chegado perto ainda.

- Obrigada por me trazer. – agradeci quando o carro parou em frente a minha casa. Sabe, isso podia virar um hábito que eu não me importaria nem um pouco. Estava tímida demais por ter passado mais tempo do que achei que um dia passaria ao seu lado.

- Disponha. – sorriu. – É o mínimo que posso fazer para quem cuida tão bem do meu irmão. – sua expressão se fechou.

Eu não entendia o porquê de sempre ter que me tratar mal.

Suspirei resignada e abri a porta do carro. Provavelmente ele só queria que eu fosse embora logo.

- Bella! – Alguém gritou da porta da minha casa. Senti todo meu corpo se retesar, chocada demais para conseguir dizer ou fazer alguma coisa.

- Bella? – agora quem me chamou foi Edward, mas eu não respondi.

Desci rápido do seu carro.

E me preparei para sair correndo. Não para casa, mas para qualquer outro lugar. Qualquer outro!

- Bella? – duas vozes me chamaram ao mesmo tempo. Mas a masculina segurou meu braço e me impediu de continuar. – Aonde vai? – eu pensei ter visto preocupação na sua voz, mas era mais provável ser só minha mente perturbada.

- Eu preciso sair daqui! – supliquei para que ele me soltasse.

Por favor, que ele não seja mal comigo agora. POR FAVOR!

- Filha? – agora era a voz do meu pai que vinha correndo ao meu encontro correndo, ao contrario DELA, que ainda estava na porta.

- Pai. Por quê? – perguntei traída.

- Desculpe. Desculpe, ela acabou de chegar... Não consegui a mandar embora. – passava as mãos pelo cabelo, nervoso. – Vamos entrar e conversar, ok? – me pediu.

- Não! Eu não quero... Ainda não.

- Quem é ela? – Lembrei com um susto que Edward ainda estava ali. A pergunta foi direcionada a Charlie, que o olhou tão confuso quanto eu estava por ele ainda estar presente.

Foi com dor que imaginei as gracinhas que teria que escutar na escola depois disso. Droga.

- Filha? É a mamãe, filha. – ela mesma respondeu a pergunta do Cullen, que pareceu ficar realmente confuso.

Mamãe? Eu tinha tanto nojo quando ela falava assim. Quando me chamava de filha.

- Bella, vamos entrar. – Charlie tentou mais uma vez, mas eu neguei. Beirava o desespero já. Tinha medo de fazer uma cena na frente do ruivo.

- Eu posso tirar ela daqui, senhor. – Edward falou para meu pai. Ambos o olhamos assustados. – A levo para a minha casa. – ele estava me oferecendo ajuda novamente?

Não podia acreditar.

Charlie a contra gosto balançou a cabeça confirmando.

- Talvez seja melhor mesmo Bella passar essa noite lá. Se ela concordar...

Mesmo com medo de ter que ouvir chacotas e piadas, ir com ele ainda era uma opção muito melhor do que enfrentar Reneé.

- Vem. – ele segurou tão firme minha mão que me permiti sentir segura por breves segundo.

Entramos no seu carro e eu ainda ouvia os gritos daquela mulher me chamando e um Charlie furioso com ela.

O carro começou a andar e tudo ficou para trás... Por enquanto... Permiti-me apenas ouvir a musica calma que tocava.

- Achei que ia me levar a sua casa. – me alarmei quando vi que estávamos na sorveteria da cidade.

- E vou. Mas antes acho que precisa se acalmar. – me explicou.

- Mas... – comecei a protestar.

- É tão ruim assim ficar um pouco comigo, Bella? – indagou. Seus olhos misteriosamente tristes.

Só pude balançar a cabeça negando. Não, não era. Era maravilhoso ficar um pouco com ele.

Notas finais
Gostaram?
Eu tive alguns receios com ele, achei fraco...
Maaaas espero MESMO que vocês pensem diferente kk
Sintam-se a vontade para comentar,
e MUITO obrigada para quem esta acompanhando!
Beeeeeijos e até a próxima!