Até O Fim

2 A noite perfeita.



–É... Tudo bem? — O garoto alto perguntou.

–Tudo! — Gabi sorriu.

–Sabia que você é muito linda? — O menino falou sorrindo.

–Sabia, minha mãe já me disse isso! — Gabi falou sorrindo também, ela não era fácil. O garoto soltou uma risada e respondeu.

–Você está chamando a minha atenção desde quando eu entrei nessa balada.

–Jura?! Que legal né? — Ela respondeu irônicamente. –

-Já vi que você não é uma garota fácil.

–Pois é, isso quem fala é o meu pai. — O garoto riu.

–Qual seu nome?

–O meu?

–Não, o do fantasminha que está do seu lado. — Desta vez quem fez gracinha foi o menino.

–Haha, muito engraçado. A palhaça aqui sou eu ok?

–Ok dona palhaçinha, você pode falar seu nome?

–Gabriela Rippi, e o seu?

–Adriel.

–Atá. — Gabi começou a morder a boca e a olhar pra ele.

–Para vai!

–Parar com o que menino? — Ela estava fazendo de propósito.

–Eu vou te beijar! — Ele chegou perto dela

–Duvido. — Ela chegou mais perto.

–Duvida é? — Ele chegou ainda mais perto.

–Sim. — Ela parou. A boca deles já estavam quase coladas.

–Não duvide da minha pessoa! — Ele puxou ela e deu um beijão.

–Aeeee! Até que em fim! — Ju gritou, elas estavam escondidas atrás de uma parede.

–Cala a boca sua lesada. — Bruna falou.

–Nossa! — Gabi falou depois que pararam de ser beijar (isso depois de um tempão).

–Eai, vai duvidar mais de mim?

–Não, depois dessa.. Meu deus. — Ela respondeu meia sem fôlego.

–Pois é, eu sou demais né!

–Ai não, se acha demais! — Ela falou saindo e ele a puxou.

–Ei, tô brincando, calma!

–Ainda bem, odeio cara que se acha.

–Então você não me odeia!

–Aham tá.

–Então, você é aqui de Sampa mesmo? — Ele puxou assunto.

–Sim, sou. Mas você jura que quer falar?

–O que eu iria querer fazer além de conversar com você?

–Me beijar seu tolo! — Gabi foi bem cara de pau como sempre.

–Olha, pra quem não queria.

–A próxima palavra que você falar eu saio daqui.

–Ok, então eu posso te dar um beijo?

–Você ainda pergunta? — E novamente eles se beijaram.

Aquela noite estava sendo ótima, eles não se desgrudaram um minuto, Bruna e Ju tinham ido embora sem avisar Gabi, e ela nem tinha percebido. Já era 3:00 da madrugada quando Gabi olhou no relógio.

–Eita ferro! Mano já é 3:00, tenho que procurar minhas amigas, precisamos ir embora.

–Você acha que uma hora dessas suas amigas ainda vão estar aqui?

–Acho.. Quer dizer... Eu mato aquelas duas. — Gabi falou com raiva.

–Eu te levo em casa, tô com meu carro aí.

–Eu não, vai que você vai e me sequestra. — Gabi falou e cruzou os braços.

–Tô quase fazendo isso mesmo. — Ele falou e ela riu.

–E agora! Com quem eu vou embora!

–Comigo.

–Não!

–Então tá, vai a pé. Um beijo e tchau. — Ele falou brincando.

–Não não, eu vou com você seu chato.

–Sabia.

Então eles foram embora. O caminho todo foi no silêncio, ninguém falou nada.

–Então, é aqui? — Ele falou parando o carro em frente a casa dela.

–É sim, brigado viu?

–De nada princesa.

–Ount, que bonitinho. — Ela riu.

–O que? — Ele perguntou confuso.

–Acho tão fofo quando um menino chama alguém de princesa.

–Então tá princesa. — Ela riu toda abobalhada.

–Então eu vou entrar. Tchau. — Ela falou e saiu do carro.

–Ei, não vai me dar nem um beijo? — Ela voltou e deu um beijo na buchecha dele.

Gabi entrou e subiu pro seu quarto, ela deitou na cama e não parou de pensar nele.

"Ai meu deus, porque eu não peguei o telefone dele?"