Até As Nerds Sabem Lutar!

21 Capítulo 21 - Briga de espada!


Notas iniciais
Droga de provas! Só atrapalham a minha vida!

Antes que eu pudesse caçar a Éris e quebrar aquela cara de deusa dela, a festa acabou e os deuses nos tele transportaram de volta para casa. Mas, eu não sei o que aconteceu, pois estranhamente Alice foi parar em Bellwood junto comigo, o Kevin, a Gwen, ao invés de ser tele transportada para San Francisco junto com a Annabeth.

— Eu acho que houve um engano bem grande aqui! – Alice disse olhando para mim

— Já são 6 horas da noite. Amanhã de manhã resolvemos isso. – eu disse – Você pode ficar lá em casa, se quiser.

Pelo menos uma coisa os deuses haviam acertado. Estávamos paradas em frente a minha casa. Peguei a chave em um dos bolsos da mochila e abri a porta da frente.

— Pai? – eu chamei ao entrar na casa

Meu pai apareceu no topo da escada e a me ver, arregalou os olhos, surpreso. Ele desceu as escadas correndo e me abraçou, afagando os meus cabelos.

— Eu estava com tantas saudades! Eu estava a ponto de ir te procurar! – ele disse

— Ela sabe se cuidar, tio Ryan! E ela não estava sozinha. Eu estava com ela. – Alice disse

Meu pai olhou para Alice, apertou os olhos, a olhou de cima a baixo e perguntou:

— Alice? É você mesma?

— Sou eu. – Alice respondeu – Achei que o senhor não havia me reconhecido sem as marias-chiquinhas e o vestidinho rosa.

Os dois ficaram conversando na sala e eu subi para o meu quarto para pegar uma roupa e tomar banho. Quando abri a porta, eu arregalei os olhos assustada. No lugar da minha antiga cama, havia uma imensa cama Box de casal forrada com um edredom azul turquesa e várias almofadas douradas enfeitando-o. Eu me virei e dei de cara com o meu pai me olhando sorridente.

— Gostou da cama nova? – ele perguntou

— Não sei nem o que dizer! – eu confessei – Eu amei!

— Que bom que você gostou! – ele riu – Achei que você merecia ao menos isso, já que você salvou o mundo! Vou deixar vocês duas descansarem um pouco.

Meu pai levou Alice até o quarto de hospedes e eu me joguei com tudo na minha cama nova. Foi aí que eu percebi que em cima da cama, além das almofadas, havia uma pequenina caixa de presente embrulhada com um papel lilás. Eu não fazia a mínima ideia do que era aquilo, então eu abri para descobrir. Dentro da caixinha, havia um par de anéis de diamantes. Eram os anéis que minha mãe havia me dado! Eu sorri, peguei os anéis e os testei. Instantaneamente, eles se transformaram no meu arco que o Tim havia quebrado. Porém, diferentemente da última vez que eu o havia visto, ele estava inteiro e quem o visse nunca diria que ele tinha sido quebrado no meio por um idiota com nome de operadora telefônica. Procurei dentro da caixa algo que me possibilitasse descobrir quem havia me mandado aquele presente e achei um bilhete escrito em letras douradas com as seguintes palavras:

Espero que tenha gostado do presente! Com tantos deuses no Olimpo, eu não tive a oportunidade de agradecer-lhe de forma apropriada. Isso não é nem um décimo do tipo de gratidão que eu costumo expressar, mas como eu sei que você gosta muito desse arco, eu resolvi consertá-lo e devolvê-lo a você. E mais uma vez eu lhe agradeço por salvar a minha vida. Se não fosse por você, eu não sei o que seria de mim agora.

Assinado: Apolo

— Obrigada, Apolo! Você não tem ideia do quanto eu estou feliz agora! Esse arco é muito importante para mim! – eu murmurei olhando para a janela

Eu não sei como, mas eu Sabia que ele podia me ouvir. Talvez tivéssemos um laço empático, como o Percy e o Grover, do qual eu desconhecia. Ou talvez eu pressentisse a presença dele do lado de fora da casa, como a Gwen, ás vezes. Há coisas na vida que não tem explicação lógica. E acho que essa é uma delas.

À noite, meu pai nos levou para comer pizza, uma das coisas que eu sinceramente sentia muita falta. Passamos na delegacia e resolvemos a encrenca que havíamos arrumado. Parte boa: Eu não fui presa. Parte ruim: Eu e a Alice teremos que prestar depoimento novamente olhando para a cara de mau do delegado. Quando voltávamos para casa, meu pai fez a seguinte pergunta a Alice:

— Você quer morar conosco, Alice? Lá em San
Francisco você depende do seu colega para tudo. Aqui você será independente e ainda estará perto da sua família. E aí? O que você acha?

Alice hesitou um pouco até que enfim, disse:

— Eu posso mesmo? Não será incômodo?

— Claro que não será incômodo! Você é minha prima! Você nunca será incômodo! – eu disse – Seria muito legal se você morasse com a gente!

— Mas como eu irei pegar as minhas coisas em San Francisco? – Alice perguntou

— Eu posso pedir para o Kevin te levar lá amanhã. Ele tem uma nave só dele. Mas vou logo avisando, se ele fizer alguma coisa que você não gostar, briga com ele. Ele adora ficar fazendo manobras arriscadas.

No dia seguinte de manhã, Alice partiu na nave com o Kevin. Eu disse para eles tomarem cuidado e Kevin me lançou um sorriso malicioso. Eu o fuzilei com os olhos e eles partiram rumo a San Francisco. Duas horas depois eles voltaram. Kevin ajudou Alice a levar as malas para o novo quarto dela (o antigo quarto de hóspedes) e nós mal tivemos tempo de agradecê-lo, pois o distintivo dele apitou e ele saiu correndo lá de casa. Alice subiu para arrumar as suas coisas e eu segui o Kevin até o centro da cidade, onde o Ben levava uma porrada bonita de um robô que para variar, só queria destrui-lo. Gwen chegou junto com o Kevin e neste exato momento, dezenas de cavaleiros eternos saíram do nada e os atacaram. Eu não podia ficar ali parada e deixar os meus amigos levarem uma surra! Então eu entrei em ação. Mesmo estando desarmada, eu não era indefesa. Eu peguei o primeiro cavaleiro eterno, o desarmei e bati na sua cabeça com o punho de sua própria espada. Ele caiu no chão inconsciente e mais alguns vieram para cima de mim. Eu agarrei o braço do primeiro e lhe dei uma cotovelada na nuca, agarrei ele quando ele ia cair no chão e o joguei contra os outros fazendo com que fossem derrubados como pinos de boliche. Mais três cavaleiros vieram correndo para cima de mim e eu corri até um parquinho de crianças onde havia uma enorme árvore. Dei um grande salto e agarrei em um dos galhos desaparecendo no meio da folhagem. Os dois cavaleiros eternos que vinham na frente olharam por toda a parte a minha procura e eu me pendurei de cabeça para baixo no galho. Aproveitando que eu estava atrás deles, eu dei um sorrisinho malvado, agarrei a cabeça dos dois e as bati uma contra a outra fazendo com que os dois caíssem no chão, desmaiados. O terceiro veio vindo e eu me escondi novamente nas folhagens. Quando ele chegou parou embaixo do galho onde eu estava, eu pulei nas suas costas e ele caiu de cara no chão. Saí de cima dele e peguei uma espada que estava caída no chão para enfrentar mais um cavaleiro que avançava com uma espada em punho. Ele me enfrentou dando golpes inúteis no ar tentando me acertar e eu o desarmei logo na primeira oportunidade. A espada dele voou para longe e ele tentou recuperá-la, mas eu o ameacei com a ponta da espada na sua garganta. Ele me olhou com os olhos cheios de terror e hesitando disse:

— O que você quer conosco?

— Só quero que vocês vazem daqui e deixem os meus amigos em paz. – eu disse fitando-o furiosa

O cavaleiro assentiu e eu o soltei. Ele deu meia volta, reuniu os outros cavaleiros e ordenou que todos fizessem uma retirada estratégica (o que para os covardes quer dizer fugir). Depois que eles foram embora, eu procurei Ben, Gwen e Kevin e os vi batendo em um robô grande e bem armado que estava dando uma surra neles. O robô parecia prever todos os movimentos deles, com se estivesse sido programado para lutar especialmente com eles. Eu peguei uma espada que sobrava no chão, cheguei um pouco mais perto da batalha, mirei e joguei a espada bem no meio da cabeça do robô. A espada passou de raspão pela orelha do Ben e acertou o alvo, que entrou em curto um pouco antes de explodir. Os olhos de todos se voltaram para mim abismados e eu tive vontade de enfiar a cabeça no buraco como um avestruz. Em segundos, dezenas de paparazzi apareceram do nada e nos cegaram com seus flashes e nos irritaram com suas perguntas idiotas. Por sorte, conseguimos escapar e voltamos para casa.

— Onde você estava? – meu pai perguntou quando eu cheguei em casa

— Liga a TV que o senhor vai descobrir! – eu disse me jogando no sofá

Meu pai ligou a TV e o Will Harenga apareceu falando:

— E quem será essa nova garota que agora ajuda o Ben Tennyson? Ninguém quem é ela ou qual é o seu nome, apenas uma coisa sabemos: Ela é uma grande guerreira!

Meu pai, eu e Alice nos entreolhamos e meu pai disse:

— Acho que alguém vai ficar popular no colégio amanhã!

Notas finais
E aí? O que acharam?