Assassin's Legacy
10 Simon pt. 2
Notas iniciais
Após ter me equipado, dei instruções para os recrutas não saírem de meu esconderijo. Disse a eles que somente eu sei a localização e que eles estariam seguros.
Então segui em direção a guilda que estava sendo atacada. Dessa vez procurei a entrada principal, se esses bastardos templários querem acabar com a presença dos assassinos em Paris, então eles vão ter que bater de frente comigo. Na entrada encontrei 7 guardas. Saquei minhas pistolas e eliminei quatro com elas, este ensinamento de Edward Kenway é útil pra enfrentar grande quantidades de inimigos.
Após derrubar quatro, joguei as pistolas no chão e puxei minhas espadas, agora eram duas espadas contra três inimigos. Dois vieram para cima, tentar me matar, desviei dos golpes de um e bloqueei os golpes do inimigo da esquerda. Fiz um leve corte em sua perna e girei para trás dele, e agarrei-o pelo pescoço a tempo de bloquear o tiro que o terceiro ia acertar em mim. Revidei arremessando uma faca em seu peito, fazendo ele cair na hora. O segundo guarda já estava vindo com o fôlego recuperado, pronto pra mais uma sequência de golpes, mas o que ele não esperava é que eu ainda tinha disposição pra retalhar ele. Ele veio pra cima de mim com um golpe, tentando cortar minha cabeça, o segundo tentando enfiar a espada em meu abdômen, o terceiro pra tentar cortar minha mão direita, ele percebeu que sou destro e manejo a espada melhor com essa mão. Todos os golpes foram bloqueados. Após isso joguei a espada da mão esquerda no chão e liberei a lâmina oculta, enfiando-a em seu ombro. Usei isso pra imobilizá-lo enquanto eu desferia socos na cara dele com a mão direita. Após 6 socos perguntei a ele onde estavam os outros assassinos. Ele não quis dizer, então tive o prazer de enfiar um pouco mais a lâmina oculta em seu ombro. Quando ele estava gritando de dor perguntei mais uma vez, onde estavam os assassinos. Dessa vez ele respondeu.
– Eles estão no pátio principal, estão entre os que viraram prisioneiros. Outros estão mortos. -
Após isso retirei a lâmina de seu ombro e cortei sua garganta. Deixei seu corpo para trás e decidi montar minha estratégia: irei acessar o pátio pelo telhado, eliminando os arqueiros caso houvessem. Então desceria pelas paredes até um ponto estratégico para visualizar meus inimigos. Lá irei escolher por onde prossigo.
Quando eu estava terminando de escalar até os telhados, um arqueiro me flagrou. Puxei uma faca de arremesso e joguei nele. O corpo dele caiu do telhado e foi parar na entrada principal. Não tive tempo pra recuperar a faca então deixei-a para trás. Quando enfim cheguei aos telhados vi os arqueiros prontos para qualquer coisa. Escolhi ir na furtividade, assim evito levar uma flechada no joelho.
Fui me esgueirando pelo chão para não me verem. Aproveitei a vantagem da noite e usei minha visão de águia para marcá-los. Eram cinco. Me preparei pra matá-los com a besta. Primeiro acertei um que estava a cerca de 37 metros de distância, tiro certeiro na jugular. Caiu em silêncio. O segundo estava a 52 metros de distância, acertei o tiro na nuca. Ele tentou se mexer um pouco após o tiro e consegui atirar uma flecha na direção do terceiro. Tive de agir rápido pois ele estava percebendo o que ia acontecer. Ele estava a 88 metros. De repente começou a ventar. Tive de calcular o vento e a distância. Após isso disparei e vi a flecha fazendo a trajetória. A flecha pegou em seu ouvido, fazendo ele cair quase que instantaneamente. O quarto e o quinto estavam praticamente juntos a 79 metros. Ajustei a mira para o tiro passar entre suas gargantas, cortando somente a jugular. O tiro pegou perfeitamente e vi os dois caírem enquanto seus sangues jorravam.
Com os arqueiros mortos desci para dentro do pátio, até um ponto onde eu tinha vista perfeita de todos os templários. Então eu vi o mandante do ataque. Willard de La Ferris. Era conhecido por sua brutalidade contra os assassinos. Ele estava ameaçando o mentor, dizendo que ia matar todos os seus assassinos antes de matá-lo. Até que então ele puxou sua espada e decapitou dois assassinos. Isso foi o necessário pra mim. Pulei de uma altura de 46 metros, ejetando a lâmina oculta e caindo no pescoço de um dos guardas. Haviam 9 mais o De La Ferris. Joguei 3 bombas de fumaça no chão, saquei as espadas e matei 5 deles com golpes, golpeando as espadas em seus peitos ou gargantas. Após esses joguei as espadas no chão e usei as lâminas ocultas para executar os outros. Então só sobraram La Ferris e seu guarda pessoal. Ele mandou o guarda me matar eDepois segurou o mentor como refém.
Só então quando seu guarda pessoal veio pra cima de mim, percebi minha estupidez em jogar as espadas no chão. Não quis usar as lâminas em combate pois estaria em desvantagem. Então tentei desviar de todos os seus golpes. Depois de 7 golpes, enfim consegui uma brecha. Dei um soco em seu nariz, segurei o braço direito em que ele empunhava a espada e quebrei-o. Assim, peguei em seu pescoço e o quebrei.
Quando seu corpo caiu no chão De La Ferris disse:
– Acabou rapaz! Recue e me deixe sair ou corto a garganta do velho. -
Respondi:
– Não vai acontecer amigo. -
Então Mirei com a pistola oculta, respirei fundo e disparei.
O Mentor caiu no chão, junto do corpo agora sem vida de De La Ferris. Corri para ajudá-lo, mas então ele disse:
– Desamarre os outros assassinos -
Fui em direção a eles e cortei suas amarras
Após restabelecer um pouco de ordem, o mentor veio falar comigo.
– Você fez bem hoje. Estou impressionado. -
Respondi:
– Até parece que o senhor não sabia do que eu era capaz. Mas mentor, tenho algo que gostaria de discutir com o senhor -
– O que há Simon? Você parece intrigado... -
– É sobre o filho de um dos assassinos que morreram, um jovem recruta. O Garoto agora é órfão, ele está junto dos outros recrutas em meu esconderijo. O que vamos fazer com ele? -
– Bem... A única medida que podemos providenciar agora é eu e o conselho votarmos e escolhermos possíveis treinadores que servirão como mentores pro recruta. -
Concordei com o que ele disse e então lhe contei que iria trazer os recrutas. Pedi para nesse meio tempo ele iniciar as preparações pra votação. O garoto estava abalado, não iria aguentar a pressão de não ter ninguém para cuidar dele.
Quando voltei ao esconderijo, não encontrei os recrutas, haviam vestígios de que eles estavam lá, mas por algum motivo sumiram. O local estava revirado, provavelmente templários me seguiram até lá. Rapidamente ativei minha visão de águia para assim então tentar entender o que acontecera ali. Vi diversas pegadas, pegadas de adultos, não de adolescentes. Andei um pouco pelo esconderijo e vi pegadas dos recrutas, segui elas e então percebi minha idiotice. Eles se esconderam no porão do esconderijo. Lá eu guardava meu armamento, armaduras e alvos de prática.
Quando abri o alçapão escutei ruídos. Provavelmente eles se preparando para me acertar. Estava escuro e eles deveriam ter preparado uma armadilha. Ativei a visão de águia somente a tempo de ver o jovem Wellington disparando uma besta na minha direção. Então apaguei.
Tempo depois comecei a retornar a consciência. Vi os recrutas em minha volta, entrando em pânico, menos Wellington... Ele estava calmo. Ele havia pego uma bacia D'água e panos, acho que eles estava pronto para tirar a flecha de meu ombro. Continuei deitado, fingindo estar inconsciente, até que ele veio para cima de mim e quebrou a flecha, ainda dentro do meu ombro. Gritei de dor e os outros recrutas ficaram mais em pânico. Disse a Wellington para puxar o outro lado da flecha para fora. Contamos até três e ele puxou. Eu meio que apaguei mais uma vez, afinal, eu havia sido esfaqueado por Napoleão e não cuidei da ferida, tive que lutar diretamente. Perdi bastante sangue no processo. Quando acordei novamente, Wellington havia feito os curativos em mim, e estava acalmando os outros recrutas. Até que eu levantei, vesti meu traje normal e disse para eles:
– Temos que voltar, os assassinos já resolveram as coisas. -
Pedi para os outros recrutas irem na frente e enfim tive um momento para conversar com Wellington.
– Haverá uma votação do conselho para ver que irá treinar você daqui em diante.
– Você está entre os escolhidos? — Perguntou o jovem.
– Sinceramente... Não sei se sou apto o suficiente para treiná-lo, sem contar que o assassino que for escolhido cuidará de você também. — Respondi.
– Mas eu gostaria que você me treinasse. -
– Isso depende do que o conselho irá decidir.
após chegarmos na sede da ordem, os outros recrutas me agradeceram por ter salvado eles, e depois seus mentores me agradeceram, enquanto outros me agradeciam, Wellington foi para junto do conselho. Era hora da decisão. Cerca de uma hora depois meu mentor me chamou disse para eu segui-lo.
Quando enfim ele entrou em uma sala, lá estava o conselho, e outros 5 Assassinos. Não sabia o nome deles, são assassinos que sempre estão viajando em missões. O conselho me perguntou o que aconteceu com o pai de Wellington. Olhei para ele, ele estava com uma expressão de "pode falar, não me importo". Então comecei:
– Senhores, vou lhes contar a história toda: Fui escolhido para a missão de matar Napoleão Bonaparte, consegui me infiltrar em sua "casa" e o peguei desprevenido. Lhe dei a chance de se despedir de sua família. O envenenei. Mas quando eu estava saindo notei algo na mesa de Napoleão... Uma carta com a assinatura de um dos nossos informantes, ele nos traiu e a missão foi uma armadilha. Quando me virei Napoleão me esfaqueou. No processo acabei executando-o. Montei uma armadilha para os guardas e fuji do local. Corri direto para cá e entrei pelo túnel secreto, lá eu vi assassinos mortos. Quando enfim entrei no túnel, me deparei com 3 templários prontos para executar os recrutas. Eliminei-os e levei os recrutas para meu esconderijo. No caminho encontramos o Corpo do pai de Wellington, que inclusive está em meu esconderijo, que inclusive foi saqueado por templários. Após deixar os garotos lá, me equipei e vim para ajudar contra a invasão. O resto já sabemos... -
Alguns pareceram surpresos com o que eu disse, outros ficaram sérios. Após um tempo, pediram que todos se retirassem para a votação, inclusive Wellington. Uma hora depois nos chamaram novamente. Fiquei imaginando o que eu devia fazer lá...
Quando todos estavam presentes, o líder do conselho disse:
– Após avaliarmos todas as vantagens e desvantagens, fizemos a votação sobre qual de vocês ficará encarregado do jovem recruta. Com 19 de 20 votos, o escolhido é Simon Leroy Martinez tem a guarda e o dever de cuidar do Jovem Wellington. Simon, você está encarregado de treinar o garoto e também cuidar dele com sua vida. Você está preparado para isso? -
Com uma estranha sensação e sem hesitação, me reverênciei diante do conselho e disse:
– Protegerei o jovem com minha vida e ensinarei-o todas as habilidades de um verdadeiro assassino. Trabalhamos na escuridão para servir a luz. Somos assassinos. -
Depois disso o conselho dispensou todos e quando saímos, Wellington veio correndo para mim, pronto para comemorar. Ele estava feliz com o meu novo dever.
– Irei buscar o corpo de seu pai para enterrá-lo. Vá com meu mentor e ajude-o a preparar o enterro. Chego em uma hora.-
Ele concordou com a cabeça e foi ajudar na preparação.
Quando cheguei no esconderijo, me sentei ao lado do corpo do pai de Wellington e disse:
– Sei que não éramos próximos, não interagimos muito, mas tenha certeza de que irei cuidar do garoto. Sem sombra de dúvida... Nada de ruim irá acontecer com ele enquanto eu estiver por aqui. Descance em paz irmão. -
Então segurei seu corpo em meus braços e levei-o para seu enterro.
Depois de terminar a sessão no Animus, tive que ficar um pouco parado, precisava retornar minha coordenação motora. Então Niko falou:
– Estávamos observando tudo pelo monitor. Simon era um verdadeiro assassino. Tivemos de terminar a sessão, muita exposição ao Bleeding Effect Upgraded pode causar sintomas anormais. Mas ele também lhe dá as habilidades do DNA em pesquisa. -
– Então quer dizer que para eu aperfeiçoar minha mira, eu tinha que sentir a dor de um tiro de besta e a perca de sangue de uma facada? Acho que não há muita vantagem nisso. — Respondi ironicamente.
– Está apto para testar sua mira? — perguntou Jim. Concordei que sim e fomos para o estande de tiro. Jim me entregou uma Glock. Uma pistola um tanto leve em comparação com as outras que já usei. Ele pediu para eu acertar um alvo que estava a 75 metros de distância de minha posição. Mirei com a pistola e atirei sem nenhum esforço. Fomos até o alvo para ver aonde o tiro pegou. O tiro foi certeiro. Pegou na cabeça do alvo. Ambos entendemos o que aconteceu. Após isso entreguei a pistola para ele. Eu estava livre por um tempo, então fui tomar um banho. Durante meu banho escuto alguém batendo na porta, vou ver quem era, e esqueci de pegar minha toalha. Quando abro a porta, vejo um homem apontando um fuzil para Sarah. Quando ele me vê, tenta atirar em mim. Arranco o fuzil de sua mão, jogo-o longe, agarro o seu pescoço e o quebro. Tudo em um simples e leve movimento. Corro para ajudar Sarah e pergunto o que estava acontecendo. Ela responde:
– Estamos sendo atacados! — Pego o Fuzil, dou para ela e digo:
– Corre, encontre Niko e os outros, diga pra eles me esperarem, vou matar os que eu encontrar pelo caminho. Vou para o depósito de armas. Diga pra eles que vou levar armas. — Então ela levanta e sai correndo. Nesse meio tempo eu corro para o lado oposto. E percebo que ainda estou pelado e o quanto isso foi constrangedor.
Fale com o autor