Assassin's Creed: Slavery
2 Um novo aliado.
Diego Alcastre, um homem de dezoito anos. Um jovem treinado nas artes assassinas, mas, apesar de ser um assassino, era inexperiente. Diego obteve apenas um ano de treinamento e tinha uma grande inexperiência; mas como era praticamente impossível encontrar-se com algum outro Assassino, Diego teve de servir. Seu pai, Douglas, era um grande assassino. Único Assassino sobrevivente dos africanos, pois todos os Assassinos que lutaram contra os portugueses para manter seu povo livre foram mortos, apenas Douglas foi trazido ao Brasil com vida. Ao fugir das mãos dos portugueses que o escravizavam e libertar seu filho das mãos destes, Douglas manteve-se por muito tempo estudando a Ordem dos Assassinos brasileira. Logo soube que tanto no Brasil quanto no mundo a Ordem estava quebrada. Pouquíssimos eram os Assassinos no Brasil, mas o ultimo deles, chamado Edgar Montier, era um Assassino infiltrado entre os portugueses e templários. Edgar ajudou Douglas em sua fuga, mas não teve a sorte de sobreviver. Edgar nunca revelou sua idade a Douglas, apenas revelou que era o Mestre da Ordem dos Assassinos no Brasil, e pediu para que Douglas tomasse seu lugar caso morre-se. Poucos eram os assassinos no Brasil, e sabendo que havia esperança de reerguer a Ordem, Edgar deu sua vida pelo Credo.
– Meu filho – Disse Douglas -, pegue isto.
Douglas estendeu ao filho um baú e pôs sobre sua escrivaninha para que Diego o abrisse. Dentro do pequeno baú, tinha um traje assassino. Diego o tirou do baú e o ergueu para vê-lo melhor. Estava um pouco empoeirado e sujo, mas era branco como neve, com um Bico-de-Águia maior do que o outro traje usado por Diego. Era um traje longo, chegando aos joelhos de Diego. Era um tecido confortável e agradável, mas Diego não sabia qual era. Ao invés de seu outro traje de mangas rasgadas, este estava em um estado melhor e tinha mangas que cobriam seus braços, o que facilitaria para ocultar sua etnia.
– Creio que será mais fácil ocultar-se com este traje – Continuou Douglas – Use-o bem, era de um grande assassino que conheci.
Diego naquele momento não notara que seu pai referia-se ao Assassino que o ajudou a lutar contra os portugueses na África.
– O homem que usou estre traje veio conosco para o Brasil. Porém, como muitos dos que vieram conosco, ele morreu e eu guardei seu traje – Terminou Douglas.
– O usarei com orgulho sabendo que o homem que o usara era honrado.
Vestindo o traje, Diego sentiu-se um Assassino. O sentimento voltou a ele quando pôs suas lâminas-ocultas sobre seus antebraços.
– Estou descansado o suficiente pai, creio que agora posso partir para a próxima missão – Começou Diego.
– Está bem. Vá.
Sem dizer nenhuma palavra sequer, Diego vira as costas e passa de volta pelo corredor que entrara e sobre as escadas, destrancando o alçapão para sair. Saindo e correndo em direção a uma casa, ele a escala, e quando chega ao topo, observa o pouco de visão que a altura lhe concedia. Depois, avistando um local mais alto na cidade. Uma torre de madeira. Tinha cerca de sete metros de altura. Lá ficava o franco-atirador de um conhecido templário, Henrique Ducaste. Por volta de sua mansão havia cerca de quatro torres de franco-atiradores. Ducaste deve ser o torturador pensou, Devo investigar, pensou logo depois.
Saltando ao chão e rolando ao encostar seus pés no chão. Diego logo se ergue e se mistura na multidão, com seu capuz cobrindo-lhe o rosto. O Bico-de-Águia no capuz cobria até o nariz e causava uma sombra que cobria quase seu rosto inteiro, apenas deixando aparecer seu queixo. Andando pela cidade no meio da multidão até chegar à torre do franco-atirador Diego manteve-se silencioso e misturado, mas ao aproximar-se da torre de madeira ele logo a escalou. Diego estava tão ocupado concentrando-se em sua escalada que não se dera conta de esperar e ver se o franco-atirador poderia vê-lo. O homem grita não muito alto quando vê Diego e tenta dar uma coronhada em Diego e deixar que morra com a queda; mas Diego foi mais rápido. Usando toda sua força nos braços, Diego se ergue na frente do franco-atirador e segura firme o golpe do homem. Logo após segurar o golpe, Diego, que segurava agora o cano da arma do homem, o empurra contra uma mureta baixa que tinha na torre. O homem bate sua cintura contra a mureta e acaba indo para trás com as costas, quase caindo devido ao forte empurrão de Diego. O franco-atirador quase grita para seus compatriotas que estavam lá embaixo, mas Diego enfia sua lâmina-oculta debaixo da caixa torácica do homem e o silencia instantaneamente. Diego sabia que precisava ser rápido antes que os demais franco-atiradores o vissem. O homem usava um casaco azul do exército português, e isto criava um imediato contraste com o sangue que escorria do ferimento. Diego o deixou sentado contra a mureta e tentando ocultar a mancha de sangue. Onde o franco-atirador se posicionava tinham três muretas de madeira, o único lugar aonde não continha era o local aonde se posicionava a escada, e através deste espaço os demais franco-atiradores poderiam vê-lo facilmente, então devia ser rápido. Olhando para baixo com preocupação, Diego viu um homem de sobretudo escuro e uma camisa branca apertada por um colete preto que usava por debaixo do sobretudo. O homem usava uma calça cinzenta e botas marrons muito escuras que lhe cobriam as canelas. Diego o analisou e logo desceu da torre e se escondeu. O estranho homem, ao passar pelos muros da mansão, logo andou calmamente, sem suspeitar que alguém o observava. Ele andou elegantemente até se encontrar um pouco distante da mansão, mas não o suficiente. Acreditando que aquele era Henrique Ducaste, Diego o atacou. Ao fazê-lo, tentou tapar sua boca e penetrar sua lâmina-oculta por debaixo das costelas do homem, mas ele era ágil e se esquiva para o lado e logo depois da uma cotovelada certeira nas costelas de Diego, e depois se virou de frente para Diego e o socou forte no rosto, fazendo-o cambalear para o lado. Logo Diego tenta soca-lo com um soco cruzado, mas o suposto Henrique Ducaste defende-se e com sua outra mão empurra Diego, que da um passo para trás, e logo depois Henrique o chuta na barriga, fazendo Diego andar para trás. Cansando daquela troca de socos insignificante, Diego libera sua lâmina-oculta e quando estava prestes a penetra-la na garganta do suposto templário, acontece algo inesperado. O suposto templário libera uma lâmina-oculta e a encosta contra a garganta de Diego. Por um momento ambos estremecem encostando as lâminas contra a garganta um do outro.
– Quem és tu? – Perguntou Diego furioso.
– Sebastian Ducaste – Retrucou o homem – e creio que dois Assassinos não deveriam duelar.
– Assassino? Tu?
– Sim, eu – O homem deixa sua lâmina voltar para a ocultação debaixo de seu pulso e passa as mãos por sobre o sobretudo, limpando-o – Por que o espanto?
– Bem, tuas vestimentas dizem o contrário e esta é a mansão de Henrique Ducaste, um templário!
– Eu posso lhe explicar... – Antes de terminar a frase, outra frase é ouvida ao longe.
– Assassino! – Gritou um franco-atirador que mirava em Diego.
Diego correu e acabou por bater seu ombro contra o de Sebastian. Logo três guardas com espadas foram até Sebastian.
– Está bem senhor? – Perguntou um deles.
– Creio que sim – Respondeu Sebastian, mas seus olhos estavam longe, olhando para a direção por onde Diego correra, mas logo se virou para o guarda – Mas receio de que devemos aumentar o número de guardas.
O guarda apenas assentiu.
Diego a esta altura estava longe. Havia falhado em sua missão. Por sorte a mansão era um tanto quanto longe da cidade, o que impedia as pessoas de verem e causarem tumulto; portanto Diego estava praticamente incógnito. Infelizmente não teve tempo de retornar para a cidade silenciosamente pelas plantações que tinham na volta da mansão, por onde ele se escondeu para tentar cumprir sua missão.
Chegando ao esconderijo e abrindo o calabouço e entrando, Diego foi cabisbaixo e nervoso. Seu pai estava com uma faca-de-arremesso em mãos, prontas para serem lançadas. Ao ver que era Diego, ele as baixou e guardou no cinto.
– E então? – Começou.
– Falhei pai. – Respondeu Diego, mas sentindo suor escorrer em seu rosto.
– O que aconteceu? – Indagou Douglas.
– Ataquei o alvo errado.
– Como pôde? – O rosto de Douglas não ocultava sua raiva e decepção.
– Um homem saiu da mansão. Ele se vestia como um nobre e... Eu pensei que fosse ele o templário.
Douglas bufou e pôs suas mãos sobre sua escrivaninha. Depois de um tempo, suspirou e olhou de volta para Diego.
– Não entendes que nossa Ordem esta quebrada? Não entendes que não podemos falhar?!
Diego apenas abaixou a cabeça e seu rosto foi coberto pelo capuz, enquanto Douglas se virou de costas para o filho e entrelaçou as mãos nas costas.
– Tem mais! – Começou Diego.
– O que mais ocorreu? – Perguntou Douglas olhando por cima do ombro.
– O homem que ataquei... Ele era um assassino!
De repente o rosto de Douglas mudou completamente de expressão. Foi como se sentisse que aquele Assassino fosse à esperança da Ordem. Finalmente! Não estamos sozinhos! Pensou, e logo depois sorriu.
Seria este o inicio do reerguimento da Ordem?
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