Liam e Hope estavam lado a lado supervisionado o treinamento de Shay Comarc, o jovem saltava e caminhava pelos troncos e galhos das árvores com notável destreza, até que o aprendiz saltou sobre um alvo empalhado e derrubou o boneco no chão. Hope esboçou um pequeno sorriso de contentamento que não passou despercebido aos olhos do Assassino ao seu lado.

— Estou orgulhoso de ver o avanço dele.

— Sim, há grande potencial em Shay, mas pouca disciplina. – Ela cruzou os braços sobre o busto e se virou para Liam. – E você não tem sido um bom exemplo para ele.

O'Brien revirou os olhos e se encostou na baixa cerca que delimitava a estrada da área verde onde realizam o treinamento. – Não preciso ouvir seus sermões, Achilles já o faz suficientemente bem.

— Tenho que discordar, pois você insiste em ajudar a Assassina Inglesa.

— O nome dela é Jenny.

— Até onde sei é Jeniffer, mas você parece já ter intimidade suficiente.

— Agora está preocupada até com quem eu durmo?

— Liam, a Irmandade Inglesa foi destruída pelos Templários e de repente uma mulher chega alegando ser uma Assassina e você simplesmente acredita porque ela é bonita.

— Ela tem um mentor e era filha de um também. Além do mais, Adewale a conhece e também o pai dela.

— Adewale não está aqui. – A jovem suspirou e massageou suas têmporas antes de retornar a falar. –Você é o primeiro aluno de Achilles e ele confia em você, devia fazer o mesmo por ele. Lembre-se que você é a única família de Shay agora, prometeu cuidar dele e ainda sim tem passado mais tempo fora da fazenda com ela do que aqui, conosco.

Hope se virou e se afastou, sem nem esperar o retorno de Shay e até que este chegasse Liam a observava com a expressão séria e pensativa.

— Eu ouvi o que ela disse. – A voz de Cormarc soou baixa por de trás da vegetação e aos poucos ele se revelou ao amigo. –Não de ouvidos a ela, sou crescido o suficiente para saber cuidar de mim mesmo.

— Não lá fora, não entre os Templários. Mas seu assassinato aéreo está muito bom. – Liam deu alguns tapinhas amistosos no ombro do mais novo​ com seu costumeiro sorriso de volta.

— A propósito quando irei conhecer sua namorada misteriosa? Sou seu melhor amigo e acho que mereço essa consideração.

Todavia, quando Liam tencionou responder qualquer coisa, Kesegowaase se aproximou de ambos com o cenho franzido, enquanto era acompanhado por Kaniehtí:io.

— Liam, Kaniehtí:io está aqui para falar com você. – Ele parou a frente dos dois irlandeses e cruzou os braços, mantendo sempre a expressão emburrada.

— Ah... Obrigado pelo recado Kesegowaase.

— Olá Liam.

— Olá Kaniehtí:io.

— Trago notícias para sua amiga.

Shay rumou até Kesegowaase, ganhando a atenção do nativo sobre si quando descontraidamente voltou a falar. –Foi muito bom que viesse até nós, Kesegowaase, pois eu estava mesmo precisando rever algumas daqueles seus conselhos de caça. Será que pode me ajudar a limpar alguns coelhos?

O índio não teve tempo de responder, pois Shay já ia no sentido do casarão de Achilles, tirando totalmente sua atenção de Liam e Kaniehtí:io que aproveitaram para se afastarem silenciosamente do mais velho.

— Sabe, Kaniehtí:io, eu nunca a vi sorrindo e nem mesmo Kesegowaase, há alguma restrição para isso em sua tribo? — Ela arqueou a sobrancelha, nitidamente sem entender a pergunta do rapaz, por isso ele tratou de mudar o assunto. –Então, quais são as notícias?

— Eu não encontrei nada a respeito de chave e mesmo na caverna com as antigas pinturas não há nada como sua amiga me disse.

A expressão de Liam mudara drasticamente de ansioso para desapontado. – Jenny está esperando por uma boa notícia há semanas...

— Se ainda for do desejo dela, posso levá-los para verem por si próprios. – Ele a encarou por alguns instantes e por fim ele lhe anuiu.

Liam partiu imediatamente para o vilarejo onde Jenny continuava hospedada na estalagem dos Jones. Para não ser alvo de mais perguntas, o irlandês optou por seguirem a pé, visto que ainda era cedo e com o passo apressado não tardou para que chegassem ao seu destino.

— Liam, chegaste cedo hoje. – Cumprimentou Beatriz ao ver o rapaz adentrar sua estalagem, mas logo seu sorriso desapareceu ao ver a nativa que o acompanhava.

— Está tudo bem Sra. Jones, ele é minha amiga. Jenny está?

— Sim, no quarto.

— Obrigado.

Subindo de dois em dois degraus, ele alcançou o segundo nível, tendo Kaniehtí:io a lhe seguir feito uma sombra, pois permanecia o tempo todo calada. Sem bater ou mesmo avisar verbalmente, o jovem abriu a última porta à direita do corredor, por de trás desta, estava a Kenway com alguns livros sobre a mesa, livros que não estavam ali na noite passada.

— Liam!

Ela se ergueu da cadeira ao ver quem chegara e como uma criança em noite de natal sorriu quando percebeu a presença de Kaniehtí:io ao lado do irlandês.

— Oh! Olá! Não poderia haver momento mais propício para sua chegada senão agora. Veja Liam. – Ela o pegou pela mão e o guiou para próximo da mesa que sustentava uma meia dúzia de livros. – Eram do meu pai e esteve com Miko por todos esses anos, então ele recebeu a minha carta e os enviou a mim.

O'Brien deu um rápida olhada nas capas e em seus títulos para concluir que não eram livros comuns e sim encadernados complexos que tratavam de coisas que para a maioria da população não passariam de histórias. Falavam sobre Aqueles que Vieram Antes.

— Jenny... – Havia um brilho nos olhos dela que o Assassino reconhecia como empolgação, deixando-o completamente desencorajado a dar qualquer notícia a ela. — Kaniehtí:io irá nos levar até o lugar que o povo dela considera sagrado.

Em uma fração de segundos ela o abraçou e o beijou rapidamente, de seguida ela se virou para a nativa que parecia olhar toda a cena sem mudar sua expressão.

— Obrigada.

— Vamos lhe esperar lá embaixo. – Ele disse antes que ela fizesse qualquer pergunta.

A Kenway lhe anuiu ainda sorridente enquanto Liam e a nativa retornavam pelo corredor até as escadas. Quando ambos estacionaram no sopé dos degraus, Kaniehtí:io se virou para o rapaz e seriamente lhe dirigiu a voz.

— Devia ter contado toda a verdade a ela de uma vez.

O irlandês fitou-a por alguns instantes, seus olhos estavam tristes e após um suspiro pesaroso lhe respondeu. –Não quero ser a pessoa a destruir suas expectativas.

— Você se preocupa com ela, gosta dela.

Liam não lhe respondeu, mas seu quase imperceptível sorriso fora o suficiente para confirmar o que já era suspeita da índia desde que o casal lhe procurou há algumas semanas.

Os passos apressados de Jenny denunciaram sua aproximação e logo ela descia os degraus para se juntar aos dois.

— Vamos?

Foi Kaniehtí:io a tomar a dianteira do trio e assim seguiram a pé por entre a floresta que já não ostentava seu verde vívido e sim tons vermelhos e marrons. Durante todo o percurso, O'Brien evitava encarar a loira, temia que ela percebesse seu nervosismo, não por ter omitido toda a informação que a nativa havia lhe passado e sim pelo o quê aconteceria depois que Jenny descobrisse que não havia nada para encontrar.

O caminho seguido pela índia passava por lugares as quais ele nunca havia passado antes, o que lhe serviu como distração por um tempo. A loira permaneceu em silêncio por quase todo o percurso, comentava vez e outra sobre os locais por onde passavam ou dos animais que os rodeavam.

Então, eles chegaram à entrada de uma caverna escura e alta, a morena parou diante desta e encarou o casal. –Aqui está. Como eu vos disse é um lugar sagrado para o meu povo, mas não há nada para ser guardado aqui senão histórias antigas.

— Podemos entrar? – A loira deu um passo a frente e encarou Kaniehtí:io com clara ansiedade no olhar.

— Podem. Mas tenham respeito.

Jenny adentrou na escuridão e graças sua aguçada visão, pôde ver desenhos diversos, alguns traços eram perfeitamente retos, outros pareciam retratar pessoas e como se contassem uma história eles tomavam todo o interior cavernoso. Liam estava alguns passos atrás e tal qual como ela, observava tudo ao seu redor, a procura de alguma pista que pudesse dizer que Jenny estava no caminho certo.

Os dois ficaram por horas e horas, deslizando seus dedos pela parede de pedra, seguindo as pinturas, procurando por brechas e mesmo no solo vasculharam, mas a nativa estava certa. Não havia qualquer lugar para se encaixar uma chave, nem mesmo uma mísera menção da existência de uma chave que guardasse algo de importância. E depois de ter esgotado com todas as suas esperanças, a Kenway encostou-se à parede e deixou que o peso de seu corpo somado ao peso da decepção a levassem até o solo. Liam sentou-se ao seu lado e em um sussurro expôs seus sentimentos a ela.

— Eu sinto muito.

— Miko passou muito tempo buscando e acreditando que esse colar era algo Daqueles que Vieram Antes. Depois que Altair achou a Maçã, demorou séculos para que alguém a reencontrasse. E então mais alguns séculos até para que outro artefato fosse encontrado. Quando meu pai descobriu esse colar em meio seus baús roubados, eles pensaram que poderiam ser os primeiros a encontrarem outra herança antiga em tão pouco tempo. – Ela riu secamente e continuou. – Mas meu pai morreu e Miko continuou sua busca. Quando Achilles disse que as marcas do colar se assemelhavam a uma língua nativa daqui ele se encheu de esperança, acreditando que seus estudos de anos trariam resultados enfim. Ele me enviou para procurar e proteger a herança que pensávamos estar próximos de encontrar...

— Jenny, não pode desanimar agora. O fato de não ter nada neste lugar não impede que você esteja no caminho certo. Seu pai demorou anos até encontrar o Observatório.

— Eu queria que meu pai se orgulhasse de mim, e Miko também. Queria provar que podia ser capaz como ele foi.

— Hey. –Liam envolveu o queixo dela entre seus dedos e o virou em sua direção. –Eu nunca conheci uma mulher que soubesse velejar e eu conheci muitas mulheres. Nunca conheci uma mulher que tenha estado em lugares tão diferentes como você e sobrevivido a tantas coisas como você. Tenho certeza que Miko não lhe deu esse manto atoa, ele viu potencial em você.

Jenny segurou a mão dele e fechou os olhos ao sentir o toque áspero sobre sua face. Ela respirou profundamente e se levantou, batendo nas saias de seu vestido para retirar a sujeira. – É melhor irmos, Kaniehtí:io está nos esperando.

— Os livros que recebeu, eles podem lhe dar mais alguma pista, talvez Kaniehtí:io possa ajudar. – completou Liam ao se erguer também em uma vã tentativa de lhe dar alguma boa expectativa.

— Primeiramente irei escrever a Miko e dar a notícia.

— E depois? – Eis a pergunta que ele tanto temia a resposta.

A Kenway o encarou diretamente em seus olhos e Liam viu que ela estava tão incerta de seu destino quanto ele. Foi quando Kaniehtí:io apareceu e cessou o contato visual do casal, tomando para si a atenção de ambos.

A Assassina se aproximou dela e com o ar pesaroso lhe agradeceu uma vez mais. – Obrigada pela ajuda.

Os três deixaram a caverna e caminharam em silêncio por todo o percurso de volta, a nativa se separou do casal em determinado ponto, mas não sem os instruir a voltar para o vilarejo e ainda calados regressaram à parcial segurança deste. Já de volta à estalagem, Beatriz os recebeu com cortesia e sorrisos, mas mesmo ela foi capaz de vislumbrar o desânimo que pairava entre eles. Após um seco boa noite por parte da loira, Sra. Jones segurou o braço do irlandês e aos cochichos lhe abordou.

— O que aconteceu a ela? Estava tão animada quando saiu.

— São coisas​ da família dela, de Londres.

— Oh! – Ela concordou com a cabeça e completou. – Levarei o jantar no quarto esta noite.

Quando O'Brien adentrou no último quarto da direita, encontrou Jenny já sentada e com papel na mão.

— Jenny. – Ele a alcançou com poucos passos e repousou suas mãos sobre os ombros dela. – Descanse um pouco, fizemos uma longa caminhada hoje.

A Kenway se levantou e ficou frente a frente com ele, encarando seus olhos escuros e reprimindo a vontade interna de abraçá-lo.

— Liam, será melhor que você volte à fazenda esta noite...

— Você vai partir?

— Não. Mas essa decisão não cabe apenas a mim. Miko é o meu mentor e é ele quem irá decidir o meu rumo após tudo isso.

Ele suspirou pesadamente e desviou o olhar dela, procurando na mobília e nas paredes qualquer coisa que prendesse sua atenção. – Está bem... – Liam lhe deu um beijo casto sobre a testa e se virou para partir. – Boa noite Jenny.

A Assassina desmoronou sobre a cadeira, com o olhar vago em um ponto qualquer do solário de madeira. Havia um turbilhão dentro de sua mente e uma angústia afogava seu coração pouco a pouco. A estalagem estava silenciosa naquela noite e provavelmente continuaria assim, mas ela julgou ser melhor aproveitar o momento de calmaria para pegar em papel e tinta.

Miko, hoje estive no local considerado sagrado pelos Mohawk, local que eu ansiava conhecer por acreditar que lá estaria a entrada para a chave. Havia desenhos que pareciam tratar Daqueles que Vieram Antes, mas nada mais que isso. Procurei por todo o lugar e não encontrei nem mesmo a menção de alguma chave. Eu sinto muito. Sei o quanto se alegrou com minha última carta e eu recebi seus livros para continuar a pesquisa, contudo eu não tenho nada para pesquisar. Sinto em desapontá-lo tão cruelmente como estou a fazer.

Infelizmente Achilles não se mostrou receptivo à minha chegada, enxergando em mim a sombra de meu pai. Não há espaço para mim na irmandade dele e estou a viver em uma estalagem simples, longe de qualquer atividade Assassina. Liam é o único que de bom grado se propôs a me ajudar e estou feliz por tê-lo ao meu lado. Mas levamos isso para além de minha missão e agora... Agora é tarde. Envolvi-me com o mais estimado aluno de Achilles mais do que deveria e estou apreciando mais do que deveria também

Duas batidas na porta quebraram sua concentração e ela deixou a pena de lado para ver quem era. Beatriz trazia um prato de caldo e um pouco de pão que a Kenway aceitou agradecida. O calor da comida acalmou seu estômago e inevitavelmente deixou-a sonolenta demais para continuar a escrever. Liam tinha razão, ela precisava descansar depois do longo dia que tivera.

Jenny apagou o fogo que ardia na lamparina e após se higienizar, repousou com gosto por sobre a cama. Seus olhos estavam pesados e logo seu corpo sentiu falta do calor que o corpo de Liam lhe proporcionava, mais do que isso, ela sentiu falta da tranquilidade que sentia quando estava com ele. Uma segurança confortável e inexplicável lhe tomava pelo simples fato de estar na companhia dele. Seus olhos se fecharam e com um sorriso ela concluiu que ela podia continuar a viver aquela pacata vida.

— Liam... O que você está fazendo comigo?

[#]

O irlandês tentou ao máximo chegar sem ser notado à fazenda, mas para seu completo desagrado, Hope estava logo na entrada do casarão de Achilles e sua rígida expressão denunciava seu descontentamento.

— Boa noite Liam.

— Boa noite Hope, não ficou plantada aí me esperando, ficou?

— Eu tenho mais o quê fazer, mas Achilles esteve à sua espera por muito tempo.

Ele suspirou enquanto ela seguia para dentro da residência. Sem melhor alternativa, Liam a acompanhou e juntos subiram até o escritório pessoal do Mentor. Davenport estava concentrado em um grande mapa esticado sobre sua mesa e assim ficou mesmo após a chegada da dupla.

— Pensei que passaria o dia e a noite fora hoje, Liam. – O Irlandês lançou um olhar acusador sobre a Assassina ao seu lado, mas ela não pareceu notar. – Preciso de vocês dois para uma missão de suma importância.

— Pois qual seria essa missão? – Liam o questionou intrigado, enquanto Hope permanecia calada e serena.

Achilles deixou de encarar o mapa e passou a fitar a dupla de Assassinos à sua frente. – Quero que sigam até Nova York.

— Nova York? Temos algum alvo lá?

— Ainda não, mas a cidade fica mais populosa a cada dia e por isso preciso manter uma base lá. Você e Hope irão para recrutar novos membros para Irmandade.

— Mas isso irá demorar meses e já temos nossos alunos aqui. – O irlandês deu um passo a frente e sua voz logo se alterou.

— Nova York está ganhando cada vez mais importância e estamos há alguns bons quilômetros de distância. Preciso que bons Assassinos estejam na cidade para serem meus olhos.

— Kesegowaase pode ir com Hope, preciso ensinar aos noviços a atirar e lutar. Posso lhes ensinar a caçar no lugar dele.

— Você parece muito adverso à sua ida e eu quero não acreditar que é por causa da Kenway. – Davenport deu a volta em sua mesa e parou a pouco mais de um metro de distância do mais novo. – O último homem que soube ter estado ao lado dela agora não passa de um cadáver. Jeniffer é um ímã de problemas assim como o pai dela era. Além disso, Kesegowaase está em clara desvantagem por ser nativo, muitos o desdenhariam por isso.

— E quanto ao Jean?

— Ele já tem suas missões em mar. – Achilles estreitou os olhos e se aproximou ainda mais de O'Brien. – Eu pensei que se sentiria agraciado por essa missão, afinal é o meu primeiro aluno e certamente o mais capaz e confiável. Mas um rabo de saia está te contaminando com as ideias rebeldes dela. –Ele se virou e caminhou para próximo da mesa. – Já está decidido, vocês partem amanhã na primeira luz matinal.

[#]

Shay divertia-se com a senhorita de cabelos loiros, filha mais velha do taberneiro, o sorriso e seu decote estavam a cada cerveja servida mais insinuantes. Ele já havia decidido lhe convidar para beber um pouco quando ele simplesmente fora acordado de maneira pouco gentil. Aos poucos discerniu Liam sobre si, lhe balançando o corpo pelo ombro com nenhuma paciência aparente.

— Mas que droga Liam... Eu estava prestes a falar com a filha do taberneiro.

— Reparei pelo volume nas calças. Mas preciso que me faça um favor

Shay sentou-se na cama, esfregando as palmas das mãos sobre a face. – Aposto que tem relação com sua namorada.

— Preciso que a leve para Boston amanhã para postar uma carta.

— Por que está pedindo isso? Vocês brigaram? – Ele deu um longo bocejo enquanto esticava os braços.

— Irei partir para Nova York amanhã e não posso confiar isso a mais ninguém senão você.

— Está bem e essa sua partida repentina foi ordenada por Achilles presumo.

— Com um pouco de ajuda da Hope.

— Ir até Boston levará boa parte do dia.

— Achilles estará ocupado com nossa partida, então você pode aproveitar a oportunidade.

— Certo, farei isso. Agora só me deixe dormir.

— Obrigado Shay.

— De nada, agora vai logo.

O'Brien se virou e já com a mão na maçaneta da porta, parou e deu mais uma olhada para trás. – Ah... Shay, mais uma coisa.

— O quê?

— Nada de gracinhas com ela.

Notas finais
Espero não ter desapontado ninguém, mas não posso tirar esse destino do Connor... Infelizmente essa missão caberá a outro Kenway... E o gostoso romance desses dois entrou em cheque por ambos os lados... Jenny não sabe se permanecerá nas Colônias e agora Liam precisa ir para NY treinar aqueles Assassinos super chatos que ficam cochichando no Rogue. Obviamente ele foi escolhido por pura implicância de Achilles com o relacionamento entre ele e Jenny. E Hope, bom ela é a mulher de destaque nessa irmandade e há uma dezenas de mulheres atrás do Shay (caçando-o), deduzi que ela pode ter sido grande influência na captação de novas AssassinAs. Mas Achilles também a está enviando para ficar de olho no Liam. Bom, no próximo capítulo, veremos o primeiro encontro entre Shay e Jenny... Estamos quase em 1750... Faltam 5 anos para tudo dar errado rs E apenas quatro para Haytham ir para as Colônias...Logo logo teremos o reencontro dos irmãos Kenway, agora como Assassina e Grão-Mestre Templário. Boa coisa disso não vai surgir... Bem, é isso. Nos vemos no próximo. Beijos!