Assassin's Creed High School
23 Capítulo 23- Para Boston
Notas iniciais
Mais um cap! Vou tentar postar um todo sabado ok? Beijocas!
POV Luna
Acordo assustada. No desespero ergo-me da cama rápido demais, arrancando tubos das minhas veias. Ainda estou num quarto branco. Será que nunca sai da Abstergo? Será que estava alucinando novamente? Mas eu senti tudo. Foi tão real... –Senhorita Luna? Sou a enfermeira Sandrens, você está no hospital general. Estamos cuidando de você. –Onde está Altaïr? E Kadar? Meu irmão, como ele está? –Eles tão bem. Agora preciso que relaxe. Sua mão sofreu danos graves. Está toda costurada. Não queremos que os pontos abram, certo? Assinto, deitando-me novamente na cama quente. Ela sorri amigável e arruma os tubos de volta no meu corpo. –Pode chamar Altaïr para mim? Quero vê-lo. –Pode deixar. –sai do quarto. Analiso o lugar. É realmente um quarto de hospital. Não sou a única nessa sala com outras quatro camas. Todas elas estão ocupadas. Minha barulheira agora não foi o suficiente para tirar os doentes de seu sono. Altaïr entra no quarto e dá um leve sorriso quando me vê. Percebo que ele não queria essa missão. Percebo que ele talvez me odeie. Percebo que ele não teve escolha. Percebo que estou chorando. –Pare com isso, Luna. Você não combina com lágrimas. Nunca combinou. –ele diz com frieza. –Trouxe seus remédios. E vim avisar que Kadar está bem. Levou uns pontos e recebeu sangue. Vai acordar logo. Assinto enquanto limpo minhas lágrimas feitas de gelo. Estendo a mão e pego os comprimidos que Altaïr me oferece. –Onde Kadar está? –quero saber. –Logo ali. –ele aponta para o quarto atrás de nós. –Não vá lá ainda. Ele precisa dormir. E você também. Vamos embora assim que ele acordar e vocês receberem alta. –Certo. Entendi. –Sei que está com medo. –ele diz e sinto que estou desfazendo em penas leves. – Sei que não quer ficar sozinha. –Obrigada. Obrigada. –abraço o Assassino. –Obrigada. –Nós podemos te perdoar pelo que aconteceu, Luna. Um dia nós vamos. Olivia é importante e nós a amamos, mas você é a primeira amiga que nós tivemos. Sabe que gostamos tanto de você quanto gostamos de Lucy, Becca e Addah. Quero que saiba que essas coisas passam. –ele me aperta entre seus braços. –E vai ficar tudo bem. –Sim, vai ficar tudo bem. –Agora durma. Ziio virá nos buscar em breve. –Ah, Ziio. Faz tanto tempo desde a última vez que nos vimos. –o solto e deito-me na cama novamente. –Ela não deve demorar. Durma, Luna. Sabe que não vão te deixar descansar até que diga tudo o que sabe. –Ei, Altaïr, uma última coisa. Ele se vira para mim. –Você está apaixonado? –Por que a pergunta? –Você está tão gentil. Ele ri e balança a cabeça. –Discrição não é com você mesmo né? –Novamente ri. –Claro que não é. Olhe com quem estou falando. Estou apaixonado sim. Agora durma, garota. Você está parecendo um lixo. –Bem, acho somos dois indiscretos, hun? –Talvez sim. –ele dá um leve tapa no meu pé. –Vou te deixar sozinha. Se precisar de algo, estarei lá fora. –Ok, obrigada Altaïr. O Assassino sai do quarto e fica no banco no corredor entre Kadar e eu, provavelmente de guarda. E ele provavelmente fez isso a noite inteira. E se antes, lá na Abstego, eu nunca tivera tanto medo, agora posso dizer que nunca me senti tão segura em toda minha vida. Nunca me senti tão grata por ter alguém comigo. Deito de lado e durmo tranquila. *** Ziio me acorda com suavidade, tocando no meu ombro de leve. Sua voz é melodiosa quando ela diz meu nome várias vezes até que eu abra os olhos. –Oi, querida. –a mohwak sorri. –Como está? –Muito melhor agora. –sorrio. –Que bom, Luna. Fico feliz em ouvir isso. –ela acaricia meus cabelos multicoloridos. – Vamos para casa agora. Addah e Lucy vão cuidar bem de você. –Sinto muito por ter falhado, Ziio. Mestre Haytham deve estar muito decepcionado comigo. –Ele sabia que podia dar errado, Luna. E Haytham está feliz por você não estar morta. Claro que precisará dar os detalhes da sua estadia na Abstergo, mas de resto, nós não vamos nem comentar sobre essa falha. Só assinto, sentindo-me um pouquinho melhor. Mas só um pouquinho. –Mas... E a garota? Como ela está? –Garota? A Olivia? –Ziio fica claramente aliviada. Ela sorri docemente. –Deu notícias ontem à noite. Ela está bem. Disse que o lugar onde está é bom e as pessoas são simpáticas com ela. Olivia é muito inteligente. Vai compreender tudo. Vai voltar para nós logo. –Eu queria poder dizer a Connor o quanto sinto me péssima pelo que fiz. Eu fui inconsequente. –Por favor, Luna. Você é muitas coisas, mas não faz nada sem pensar. Por mais que goste de fazer com que os outros pensem isso de você. –ela se senta ao meu lado. –Você planejou tudo, não foi? –desvio o olhar. Ziio é impossível de ser enganada. –Queria que ela descobrisse sobre os Assassinos. Você veio à Boston por causa disso. E eu acho que sei porque. E também sei porque os rapazes não pensaram nisso. Você nunca contou a eles, não é mesmo? –sinto lágrimas nos meus olhos. Sinto cristais de gelo se formando sobre minha pele. Sinto bolas de fogo explodindo em meu estômago. Minha mão ferida agora não é nada comparado às milhares de reações dolorosas que meu corpo está produzindo. –Por que nunca contou a eles o que aconteceu com seu primo? –e todo mundo parece cair sobre meu peito me impedindo de respirar. –Por que não fala sobre Diego? Por que quer que eles pensem que o seu único motivo foi o ciúmes que sentia de Olivia?
–O que eu disse não é mentira. E o modo que eu agia não foi enganador. –Não. –Ela concorda com a cabeça. –Tudo o que você fez foi perfeito pra fazê-los ver só parte da verdade. Só quer que vejam a parte do ciúme infantil, que combina perfeitamente com você. Não quer que saibam que acabou de dar uma chance de sobrevivência à Olivia. Solto uma risada sem humor. –Como se eles fossem acreditar em mim, Ziio. Não tinha lógica contar a eles sobre a captura pelos Templários e morte prematura de Diego somente agora. Eles achariam que inventei tudo para disfarçar um desejo tolo de possessão obsessiva. –dou de ombros dolorosamente. Meus ossos estavam ruidosamente. Ziio faz uma careta. Ela odeia esse som. –Diego foi pego pelos Templários há muito tempo. Ele nem sabia o que eles eram ou o que eu era. Ele morreu porque não sabia como lutar, como fugir, para quem fugir. Ele morreu pela sua ignorância. Morreu por não saber sobre os Assassinos, pois se soubesse alguma coisa, teria barganhado algum tempo até que eu chegasse até ele. –fecho a mão em punho e bato-a na cama com força. –Eu sei o que é perder alguém e não quero isso para vocês. Não quero nada disso pra vocês. –Luna... –ela olha para pra pela janela do quarto. –Você não planejava morrer nessa missão, certo? Levo um tempo para entender o que a mulher está dizendo. Balanço a cabeça em sentido negativo. –Meus planos nunca envolveram comprometer a Irmandade. Falhar propositalmente em uma missão crucial como essa seria um prejuízo grande demais para o Credo. Não faria isso. E creio que ainda tenho muito à oferecer aos meus Mestres. Ela suspira aliviada. –Quando eu me recuperar totalmente, quero essa missão novamente, Ziio. Quero completa-la. Matarei Vidic. Pode ter certeza disso. –Eu tenho certeza, Luna. Mas quem decidirá isso é Haytham. Mas posso tentar influencia-lo. –Agradeço. –digo levantando-me da cama fria. –Quero ir embora daqui. Kadar já acordou? –Está se vestindo. –Certo. Vou fazer o mesmo. –retiro a agulha do meu braço e os tubos do meu nariz. – Minhas roupas... –Trouxemos algumas para você. Devem estar na mochila de Kadar. Vou pegá-las. Espere aqui. –Certo. Obedecerei. Ela sorri mais uma vez e sai do quarto com passos longos, elegantes e silenciosos. Sempre pensei em Ziio como uma tigresa. Ela definitivamente tem um porte distinto. Quase nobre. Mas não é superior. Ela cuida de nós como se fôssemos seus filhos. Ela não é dura e suas palavras sempre são suaves. E eu a admiro muito por isso. Em pouco tempo ela volta com algumas roupas para mim. Visto-me aqui mesmo, sem me importar se alguém me vê. Eles trouxeram uma calça jeans preta e um moletom preto folgado. Não o meu estilo de roupa, mas já é o suficiente. Seguimos para fora do hospital depois que eu levo uma bronca e sou avaliada novamente pelas enfermeiras. Entro no carro de Ziio enquanto Kadar vai com Altaïr no outro carro. Passo o tempo mexendo nas ataduras que envolvem minha mão. Elas estão bem limpas. Achei que encontraria sangue, mas não. É tudo branco e impecável. –Luna –Ziio me chama. Ergo o olhar para a mulher. –Preciso que me faça um favor quando chegarmos na base. –Claro. O que é? –Addah não pode resolver o enigma do artefato sozinha. Ela precisa de mais ajuda. Shaun, Malik, Lucy e Becca trabalharão demais para ter tempo de ajudá-la, então preciso de você. –Por que eu? –Ezio, Connor e Altaïr não devem se envolver com isso agora. Desmond está em outra missão no momento. Kadar é novato e jovem demais para isso. Você é a única que pode ser útil à Addah. –Qual é o pedaço? –Não é um pedaço, Luna. –O que quer dizer? –Nós encontramos Eva.
Notas finais
Aqui está, espero que tenham gostado. E comentem ok? Tô com saudades dos comentários da maioria dos meus leitores...
That's all folks!
That's all folks!
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