Assassin's Creed High School

29 Capítulo 29-"Vou matar aquela maldita da Luna!"


Notas iniciais
Gente, mil perdões pela demora. Eu estava no hospital porque tive que fazer uma cirurgia meio complicada. Levei um tempo pra ficar melhor, mas agora estou bem o suficiente. Espero que gostem.

É estranho acordar e ir para a minha escola novamente. Ver os corredores de antes, as salas, as pessoas, e, então, perceber que nada mudou. As pessoas ainda falam das mesmas coisas, tem o mesmo estilo, as mesmas conversas.

O que quer dizer que as garotas da Torcida ainda estão falando mal de mim por ai, o que torna meu horário de almoço algo parecido com um documentário sobre vida animal. Apresentando Olivia Baungarten kalima:hen, meio branca, meio Mohawk, um espécime magnífico, por favor, comentem, mas não batam no vidro.

Não que importe. Só... incomoda um pouco. Não gosto de chamar atenção de ninguém.

–Essa história tinha parado quando você viajou. –Ezio diz. –Não sei porque raios voltaram com isso. Tudo figlias de puttana se quer minha opinião.

Dou um pequeno sorriso.

–Olivia! –uma voz masculina levemente familiar me chama.

Viro-me um tanto lentamente.

–Ah, é você, Leonardo! Há quanto tempo! –sorrio.

–Com certeza. –ele sorri de volta. O sorriso vai até seus olhos azuis e me fazem ficar feliz por um momento.

–Precisa de algo?

–Bem, eu estou ajudando a presidente do conselho estudantil a organizar a festa de formatura.

–Ah, Misaki? –forço a memória para tirar esse nome. Faz muito tempo desde a última vez que precisei de Misaki.

–Ela mesma. Precisamos de alguém que cante bem. Estamos com problemas para achar alguém que tope fazer isso.

–Oh... Mas não canto bem e... eu... como você sabe que eu canto?

–Não precisa ficar nervosa, Olive. –ele sorri e coloca as mãos sobre os meus ombros. Leonardo é alto como meu irmão. Só que não tão forte. Mas ele tem a mesma presença agradável e protetora de Charlie. Só que Leonardo tem um ar de euforia. Sede por algo. Eu me identifico com esse sentimento. –Você cantou em um festival no primeiro ano. Aparentemente, isso marcou Misaki. Você foi a primeira opção, mas como esteva fora, só podemos te pedir agora. É só uma música.

–Oh, eu não sei, Leonardo. Realmente. Eu ficaria super nervosa. Começaria a gaguejar, eu provavelmente nem conseguiria abrir a boca, Leo!

–Oh, vamos, Olive! –Connor me abraça por trás pela cintura. –Nós nunca a ouvimos cantar! Eu adoraria ouvir sua voz. –ele sussurra ao meu ouvido de maneira sexy. Fico arrepiada. Aqueles bons arrepios. –Aceite. Não se preocupe, se ficar nervosa, é só olhar para mim. Eu vou estar lá. –balanço a cabeça. –Vamos, vocês também adorariam que Olive cantasse, não é mesmo pessoal?

–Sim, com certeza! –os garotos começam a murmurar juntos e a me tocar, tentando me convencer a cantar.

–Ah, Leo, você a encontrou!

–Misaki! Sim, eu a encontrei, mas estou tendo problemas para convence-la.

–Ah, Misaki, se você soubesse como eu ficaria nervosa, eu poderia estragar toda a formatura! Seria um desastre. Com certeza há mais alguém, Misaki?

–Oh, senhorita Baungarten, se você soubesse o quanto sua voz foi perfeita naquele dia do Festival de Primavera no primeiro ano! Foi tão perfeito que não pude me esquecer daquele momento!

–Oh, você se lembra de tudo, Misaki! Até do número da carteira de motorista do Altaïr. –dou uma risada nervosa. –Você se lembra disso desde que ele levou uma multa no segundo ano. Não acho que seria diferente com a minha voz.
–Eu me lembro bem de números, Olivia. –Ela sorri. –Não sou boa com pessoas.
–Você realmente consegue lembrar todos os números que te mostrarem? –Altaïr ergue a sobrancelha. –Diga o número da minha carteira de motorista.
–52381945.
–Mas que... É isso mesmo.
–Você sabe o número da minha identidade? –Ezio entra na história.
–Sim, senhor Auditore. –Ela sorri. –555918681-93.
–Isso é assustador.
–Parem, os dois. –ordeno.–Vou pensar, Misaki. Prometo.
–Ok. –ela sorri. –Mas, caso esteja pensando, eu até qur gosto quando as pessoas me testam. Latitudes de países são meus favoritos! Geralmente oito números, mas tem um país com nove. Só um. Fascinante, não?
–É, é sim. –digo com sinceridade. Então paro. –Espere, você disse nove? nove números?
–Sim. Por quê?
–Qual é o lugar? –seguro-a pelos ombros.
–Rússia. Uma cidade pequena chamada Górki
Solto-a rapidamente e corro para fora da escola. Os meninos vêm logo atrás de mim, preocupados. Eles perguntam várias vezes se tem algo de errado, mas só digo que preciso ir para o Hotel neste instante.
Quando entramos no trem (que é quando finalmente paro para respirar), consigo responder os garotos.
–Eu não havia pensado nisso antes porque não fazia sentido. Latitudes e longitudes tem 4 números cada, o que quer dizer que são 8 números para nos dar uma localização.

9 números? Eu pensava que não existia. Não iria nem cogitar isso se não fosse por Misaki. Tem que ser isso, Górki. Essa é a cidade!
–Bem, eu diria que você deve isso a ela e cantar na formatura seria perfeito para pagar isso.
–Agora não, Ezio. Ainda não sei o que o resto do código quer dizer. Pode ser algum tipo de senha para a entrada. Mas se for isso, então é simples. Vou colocar as cartas na ordem certa, de acordo com os números e então verei o que tenho.
–Ok. Mas o que estamos fazendo aqui mesmo? –Altaïr pergunta
–Eu sei lá. Não pedi para que me seguissem.
–Altaïr, pode me ajudar? Não consigo me segurar direito. –Malik diz. Ele está com uma expressão pacífica. Não, não é pacífica. Doce. Ele olha com doçura serena para Altaïr. E eu sorrio. Eles se ajeitaram. Malik se aceitou. E gosto de ver Malik feliz.
–Venha aqui. Eu te seguro. –Altaïr pega o namorado pela cintura e o ajuda a se manter firme no balanço do metrô.

–Estou feliz por vocês dois. –digo sorrindo. –Realmente estou.

–Pelo menos alguém está. Lá na escola a cada três passos que dou, uma daquelas garotas estridentes me sequestram e me ameaçam querendo o Altaïr. –ele diz emburrado.

–Vai pegar o cara mais popular da escola. –rio.

–E você fez algo totalmente diferente. –ele ergue a sobrancelha.

–Hum... Você tem um ponto. –dou um leve sorriso.

–Vai querer que chamemos Luna? –Desmond pergunta.

–Não, não há necessidade. Acho que agora vai ser simples. Bem, não fácil, mas simples.

Connor fica comigo enquanto arrumo os papéis. Eles já estão em ordem alfabética, mas talvez eu estivesse errada quanto a isso. Talvez as cores dos papéis sejam os números da localização, as letras iniciais podem ser uma mensagem para nós. As cores e formas... ainda não sei. Odeio códigos com códigos dentro.

–Talvez seja útil só lá dentro. Talvez só faça sentido lá. Vamos ter de testar.

–Bem, acho difícil vocês conseguirem entrar lá. –me afasto da mesa e estico meus braços. –Górki é uma cidade fechada, por assim dizer. Ela não aparece em mapas nem nada do gênero. Cidades fechadas ou encerradas, ZATO, em russo, porém utilizando o alfabeto latino, é um termo que designa uma localidade para a qual existem restrições de acesso ou de residência, nos países da antiga CEI ou da Antiga União Soviética. As ZATOS da Rússia não pertencem a municípios. Há duas categorias principais de cidades fechadas: as que o são devido a presença militar ou a indústrias que usam reatores nucleares e cidades de fronteira, na verdade, áreas inteiras de fronteira, fechadas por razões de segurança como equipamentos militares, estações de radar e outros. Os estrangeiros e, em alguns casos os cidadãos locais, não podem viajar para as cidades fechadas sem coordenação. Muitas das cidades ou áreas circundantes estão cercadas por vedações de arame farpado. E por que está olhando assim pra mim?

–Eu adoro quando você fala assim. Você fica tão inteligente. Bonita também.

–Bem, obrigada, mas está me assustando. Geralmente só me encaram se querem me assaltar.

–Bem, sou seu namorado, eu posso querer outras coisas quando olho para você. –ele me puxa para o seu colo.

–Connor... –eu o beijo com paixão. –Mas ainda há mais sobre as cidades fechadas. E você precisa saber disso.

–Ok, eu ouço tudo, mas quero uma recompensa depois.

–Certo. –o beijo novamente. – Por exemplo, as viagens no Oblast de Kaliningrado são restristas a residentes locais rusos. As cidades de Sebastol e Vladivostok foram fechadas devido às bases militares navais. A cidade de Górki, que é importante para nós, foi escolhida para o exílio de Andrei Sakharov de m modo a que não contatasse com estrangeiros. Quer saber o que ZATO significa?

–Claro. –ele sorri.

–O acrónimo ZATO significa zakrytye administrativno-territorial'nye obrazovaniia, ou seja, 'formações territoriais administrativas fechadas', o nome das cidades secretas fundadas no tempo da União Soviética. Eram construídas para fins acadêmicos, científicos ou de exploração de recursos minerais. Existem cerca de quarenta ZATOs. A maior parte delas foi aberta após o colapso da união soviética. Eu não sei como vocês vão entrar em Górki. Somos americanos. É a mãe Rússia que estamos falando aqui.

–Vamos achar um jeito. Sempre achamos.

–Mas quero achar logo.

–Eu sei disso. –ele dá uma beijo na minha testa. –Mas está tarde. Vamos dormir agora, Olive. –Connor me pega no colo e me carrega para um dos quartos do Hotel.
–Obrigada. –digo enquanto ele me cobre com um lençol grosso. –Deita aqui comigo. –peço. –Não quero ficar sozinha.
–Ok. –ele se enfia debaixo das cobertas e me ajeita em seu colo. –Estou aqui. Pode dormir agora.
–Eu estou com medo do que essa mensagem quer nos passar, Connor.
–Eu sei. Também estou. Mas vamos ficar bem. Já passamos por isso antes e sobrevivemos. Vamos conseguir a tempo.
Assinto tentando confiar em suas palavras.
***
Acordamos com alguém socando a porta. Saltamos da cama e colocamos nossas roupas rapidamente para atender a pessoa.
–Addah? O que aconteceu? –pergunto.
–Eu sinto muito por acordar vocês a essa hora, mas é importante! Eva e Luna sumiram. Levaram os papais do código e vários suprimentos e armas. Dinheiro também! Eu só achei isso. Estava em cima da mesa. Tinha o seu nome, então não li.
–Obrigada. –pego o pedaço de papel.
Para Olivia. Ela sabe meu nome. Aquela...
–Aonde Eva está? Ela me pediu para cuidar dela! Eu... Eu não posso ter falhado.
–Oh, porra! Vou matar aquela maldita da Luna! –Exclamo. –Ela quebrou o código. Foi com Eva para a merda da cidade fechada na Rússia sozinha! Aquele lugar é uma Fortaleza! Ela vai morrer! E pra piorar, ela não me disse o que o código dizia!
–Ela está indo para a Rússia? –Connor aparece ao meu lado enquanto coloca a blusa. –Talvez Shaun possa rastreá-la.
–Luna é boa em se esconder. Não sei se mesmo Shaun pode fazer algo. –Addah parece prestes a chorar.
–O que vamos fazer então? Temos que tentar, Addah.
–Como ela conseguiu decifrar o código sozinha? –franzo o cenho. –Será que o que eu já tinha feito a ajudou de alguma forma? O que ela viu que eu não vi?!
–Calma, Livy.
–Calma nada! Ela vive me passando a perna! Me manipulando. Por que ela é tão melhor do que eu?!
–Eu sei que Luna pode parecer uma má pessoa, mas ela não é. –Addah praticamente sussurra. –Ela só levou as teorias de Sartre e Maquiavel muito a sério. Mas ela é boa. E inteligente. E gentil. Ela era sua amiga, Connor. E ela é minha amiga. Precisamos salva-la. E salvar Eva também. Rússia... É um lugar complicado para Assassinos e Templários.
–Orelov. É isso! Orelov pode ajudar as duas! Mas precisamos acha-las antes. Se encontramos a biruta da Luna, Orelov pode mandar apoio. –Connor diz com animação evidente. –Becca pode contata-lo. Peça para Shaun e a equipe dele para acharem Luna.
–Ok. Eu... Eu vou fazer isso.
–Não, descanse, Addah. Você está horrível. Durma. Eu cuido disso. Becca e Shaun, não é?
–Isso mesmo. –Connor diz.
–Coloque-a numa cama, Connor. Você só será útil descansada, Addah.
–Oh, eu conheço Addah. Ela vai sair assim que dermos as costas. Chame Kadar também. Ele pode ficar de olho nela.
–Ok. –Falo e corro pelos corredores do hotel.
Primeiro falo com Becca. Explico a situação toda de forma rápida e ela diz que vai cuidar disso rapidamente. Ela também fica de ligar para a casa dos Al-Syaf para que eles venham ajudar. Depois vou até Shaun. Ele já está sabendo. Becca emitiu um alerta. Eles trabalham bem rápido aqui. Tudo o que preciso fazer é pedir para que Shaun ache Luna.
–Isso não vai ser fácil, mas já achei Luna antes e posso repetir o feito.
–Obrigada, Shaun.
–Sem problemas, Livy.
Antes de sair, eu o abraço.
–Senti saudades, Shaun Hastings.
–Também senti saudades, Olivia Baungarten. –ele me aperta em seus braços. –Senti muitas saudades. As coisas não eram as mesmas sem você aqui.
Assinto com a cabeça. Meus os olhos marejados com lágrimas.
–Fui eu quem mandou seu perfil para os Assassinos de Atlantic City. Pedi que cuidassem de você. Estava com medo de estar assim longe. Sem poder ajudar. Eu sei que sou o cara que fica na frente do computador todos os dias, mas eu faria qualquer coisa por você e Becca. Vocês duas me deram uma nova família.
–Você não queria que eu fosse. Mas não me impediu. Obrigada por me proteger, Shaun. Você é o melhor. –beijo sua bochecha.
–Oh, olá, querida. –uma voz tremida me chama. –Lembra-se de mim? Ed Kenway.
–Oh, claro que sim. – solto Shaun e me viro para o senhor de cabelos brancos. –Avô do Connor, certo?

–Sim, sim, e você é a linda namorada do meu neto. Que bom que deu tudo certo para você em Atlantic City. São boas pessoas lá, não é mesmo?

–São sim.

–Eles são bons treinadores também. Não desanimam fácil aqueles dois meninos do Bureau. E o bebê do seu treinador? Como ele está?

–Oh, Darim está bem. É um bebê saudável.

–Ah, sim. –ele assente. –E como estamos indo com a minha querida Luna, Shaun?

–Acabei de começar, senhor Kenway. Nada ainda.

–Ah, Shaun, senhor kenway é o meu filho. Me chame de Ed, garoto.

–Ok. –Shaun diz sem tirar os olhos da tela do computador.

–Venha comigo, Olivia. Quero que você veja algo.

–Ok. –sorrio e o acompanho.

Nós pegamos o elevador e subimos até o terraço. Edward vai até a beira e fica ali tomando um vento no rosto. Ele tem algumas cicatrizes no rosto e parece cansado.

–Sabe, Luna é filha do meu melhor amigo. Ela pode ser meio difícil, mas não é má pessoa. Ela não precisa tampouco liga para a sua raiva contra ela. Sabe por que?

–Por que ela é cabeça dura?

Ele ri.

–Sim, ela é. Muito, muito teimosa. Mas eu gosto dela. –ele fala sem olhar para mim. –Mas não é isso que a faz ser assim. É outra coisa.

–O que é?

–Ela tem leucemia. Ela já viveu mais do que os médicos disseram que ela viveria. Agora ela só faz o que quer e perdeu o medo da morte há muito tempo. –ele finalmente se vira para mim. –Ela vai fazer sua missão custe o que custar.

–Mas ela não pode fazer isso sozinha, senhor.

–Não, ela não pode. –ele olha para mim e vejo lágrimas em seus olhos. –Ela vai morrer.

–Senhor...?

–Sim, ela vai. Só estou esperando a notícia. Sei que não há nada que possamos fazer por ela. Mas sei também sei que não posso falar isso para as crianças lá embaixo. Os jovens precisam de esperança.

–Mas você está tirando isso de mim.

–Sim, sim. –ele soa terrivelmente cansado. –Por que? Bem, eu digo. Você só pode prevenir o que sabe que pode acontecer. –ele dá um leve sorriso. –Por favor, salve minha garotinha. O mestre de Atlantic City me disse que você é tão durona quanto minha Luna. Talvez até mais. Os meus meninos não são os melhores para esse tipo de missão. Não ainda. Você tem uma chance. Luna vai te ouvir.

–Eu duvido, senhor.

–Você é minha aposta, garota.

–Senhor, se o senhor soubesse como nós somos uma com a outra... Malik poderia dizer. Seria puramente um desastre.

Ele abaixa a cabeça tristemente.

–Vou descansar um pouco. Por favor, pense no que eu disse.

–Certo. –digo e o vejo sair do terraço, me deixando sozinha.

***

–Olivia, precisamos de você lá embaixo. –Becca me chama depois de uma par de horas.

–O que foi?

–Estamos indo para a Rússia. Górki. Shaun achou Luna.

–Ok. Eu... hã... O que eu faço?

–Só vamos entrar no avião e recuperar o que precisamos. –ela sorri e me guia para fora do Hotel e então para um táxi.

Notas finais
Espero que tenham gostado e que comentem ^^ Eu acredito que teremos mais cinco capítulos e então acaberemos tudo. Já que quero acabar logo, vou me focar mais na história e nada mais. Se querem lemon, a Blue Dammerung pode ajudá-los, vou deixar o link dela aqui. Por favor, não insistam, ok? http://fanfiction.com.br/u/14085/