Assassin's Creed High School
18 Capítulo 18- Primeiro de muitos?
Notas iniciais
POV Malik
Livy tinha partido. A casa está meio sem energia agora. Kadar não fala comigo desde sua grande revelação. Não conseguimos falar de mais nada além da descoberta de Livy desde que ela foi para o intercâmbio. Nós nos culpamos. Nos odiamos por afasta-la de nós. Pensamos em desistir do Credo por ela. Mas vivemos e viveremos pelo Credo.
E não acho que isso seria algo que Olive aprovaria. Provavelmente nos chamaria de idiotas por largarmos algo que acreditamos a vida toda por uma pessoa que conhecemos há uns anos.
Altaïr e Kadar me acompanharam até a escola. Meu irmão não olha para mim em nenhum momento, o que me incomoda muito mesmo. Kadar geralmente é sorridente. Agora ele parece sem vida. O que quer que ele sente pela Olive não é amor, é doença.
O que eu sinto por Altaïr é amor.
ESPERA! EU ACABEI DE PENSAR ISSO?!
–Algo errado com você, habibi? Está vermelho.
–Não, não, nada! –desvio o rosto. –E não me chame assim, ouviu bem?!
–Eu acho que você fica lindo de mal humor. –ele sussurra ao meu ouvido. Sinto um calafrio que começa no meu estômago e se irradia pelo meu corpo. Fecho os olhos inconscientemente. –Eu quero tanto te tocar, Malik.
–Pare. Falamos depois. Kadar...
–Eu sei... desculpe. –ele acaricia minha orelha com a ponta do seu nariz. Novamente aquele arrepio. Ainda bem que Kadar não está olhando para nós dois.
Entramos no trem e logo encontramos Ezio e Connor. O mohawk parece exausto. O italiano parece pensativo. E isso é um tanto raro. Não que ele não seja inteligente, ele só não para pensar. Pelo menos não em coisas que não envolvam curvas.
Altaïr e os outros vão para a aula de educação física, que eu não participo por razões óbvias, e eu vou para a biblioteca estudar. Leonardo também está aqui, desenhando. Criando, pelo que já o vi fazer. Ele é brilhante.
Sento-me com ele.
–Ah, Malik, como posso ajudá-lo?
–Estou bem, obrigado. Só quero companhia enquanto leio um pouco.
–Oh, claro. Com saudades da Livy?
–Sim. Bastante. –sorrio fracamente.
–Queria ter conhecido ela melhor. Ezio fala muito dela, sabia? Ela parece ser ótima.
–Ela é sim. Todos nós estamos com saudades.
–Então vamos falar de algo melhor, o que acha?
Assinto.
–Eu fiz esses baseados em uma coisa que vi na casa do Ezio – (N/A: Leo na casa do Ezio, o que será que eles fizeram? *le cara safada* <- desculpa, eu tinha que comentar) ele me entrega os papéis. –O que acha?
–Meu Deus, Leo, isso está perfeito. É como se você tivesse projetado. Eu só não consigo ler o que está escrito aqui do lado... –sorrio sem graça.
–Ah, não se preocupe com a minha letra. No começo só eu e Deus entendemos, depois só Deus. –ele ri e eu também. –Ezio me disse que pertencia ao pai dele.
–É, isso era do Giovanni. –abaixo os papéis. –Ezio que te mostrou?
–Não. Eu achei e mexi nela. Não conte para ele, ok? Não quero que ele se irrite comigo!
–Não, não vou contar. –garanto. –Está muito bem feito, Leo. Obrigado por me mostrar.
Ele assente sorridente e guarda os papéis na pasta dele.
–Ei, pode me ensinar árabe?
–Tem certeza? Vai tomar bastante tempo. É uma língua complicada.
–Tenho sim! E também não tenho muito o que fazer agora, então adoraria. E também é uma oportunidade de falar com você.
–Ok, então. Vamos começar pelo simples. Sim, não, por favor, essas coisas.
Ele assente firmemente e eu continuo a “aula”.
(projetos ^^)
Saio da biblioteca e volto para a sala de aula. Altaïr me puxa para o lado e me abraça com força, sussurrando para mim:
–Senti tanto a sua falta!
–Foi só uma aula, Altaïr...
–Eu sei.
–Me solte. Tenho que estudar. Um de nós precisa ter um futuro.
–Se for do seu lado, para mim tanto faz.
–Não diga essas coisas idiotas, novice!
–Não é idiota. É verdade.
Me beije, deixe marcas em mim, me faça seu mais uma vez e de novo!, penso e quase digo. Mas vou ter que esperar. Já estou tendo muitos problemas por só ter um braço, não preciso acrescentar gay à lista. Tudo bem que eu gosto de mulheres também, então acho que sou bissexual. Acho. Não sei. Se bem que eu não tive muitas mulheres na minha vida.
Não, acho que sou gay mesmo. Prefiro Altaïr.
–Ei, Malik, olive ligou para você?
–Não, ainda não, Connor.
–Dê um tempo pra ela, Connor. Ela vai ligar quando estiver pronta. –Ezio diz, os braços cruzados. –Vamos indo logo? Lucy deve estar nos esperando no ponto de ônibus.
–Ok.
Kadar não vem conosco. Ele disse que vai para a casa de Jonnattan e dessa vez nem pediu minha permissão. Só deu as costas e foi embora. Quis conversar com ele, mas Altaïr me disse para deixa-lo em paz e me puxou para perto dos outros.
Desmond e Connor vem andando um pouco mais atrás, os dois conversando com o semblante meio pesado. Olivia. Esse é o nome da vez. Ah, Deus, eu queria que isso nunca tivesse acontecido.
Lucy nos recebe com um sorriso e um abraço caloroso. Ontem ele me disse que se arrependia por nunca ter realmente falado com Olivia e que agora parecia ver o quanto ela é incrível. Ela disse que sentia muito.
Ela disse que Luna saiu em missão e não deu notícias.
Ela disse que isso aconteceu há seis dias.
Ela disse que Luna pode estar morta.
E eu sinceramente não me importei.
Desmond e Lucy saíram para os seus respectivos trabalhos. Eu e os outros fomos para a estação de metrô. Sento-me com Altaïr. Connor e Ezio ficam juntos do nosso lado. Não conversamos. Eu quero que nós fiquemos bem, mesmo sem Olive. Não podemos viver em função dela.
–Não estamos vivendo em função dela. –Altaïr diz para mim quando comento isso. –Primeiro porque eu vivo por você. Nós só sentimos falta dela. E não conseguimos parar de pensar no que ela está fazendo e pensando sobre nós. Vai passar, Malik. Sabemos que vai.
–Eu queria espairecer um pouco. Esquecer que isso aconteceu.
–Saia comigo hoje à tarde.
–Tipo um... encontro? –fico vermelho.
–Você é tão adorável. –ele sussurra para mim.
–Eu não sei se vou, Altaïr.
–Ah, qual é, Malik! Eu já dormi com você e agora que dar uma de tímido? Vamos, vai ser divertido. –ele chega bem perto do meu ouvido para suspirar com a voz intencionalmente rouca: –Eu prometo te recompensar quando chegarmos em casa.
–Eu... ok.
–Certo então. –ele sorri. –Vamos nos vestir e vou te levar para um ótimo lugar.
O céu parecia um pouco nublado quando saímos, então Altaïr levou um guarda-chuva.
Caminhamos juntos até o shopping próximo de casa, assistimos um filme (que Altaïr paga), depois ele me leva para um restaurante árabe que sempre quis ir, mas nunca tive dinheiro. Como ainda não estou perfeitamente adaptado a falta do braço, ele me ajuda a comer. Chamamos atenção de algumas pessoas, creio que por sermos um casal homossexual. Uma garota de uns seis anos nos encara com os olhos brilhando. Ela não nos julga pelo menos.
Quando saímos do restaurante uma chuva forte cai sobre nossas cabeças. Altaïr tira o guarda-chuva da mochila que trazia consigo e a abre. Uma sombrinha cor de rosa. Ele me traz para perto de si, diminuindo a quantidade de pingos de chuva que caem em mim, mas não totalmente.
–Desculpe, Malik, esse foi um encontro horrível. Eu não esperava que fosse chover, então...
Me aproximo e beijo sua bochecha suavemente.
–Shhh... –me afasto um pouco. –Foi bom. Obrigado.
–Oh.
–Vamos logo para casa.
–É verdade. Eu tenho que te recompensar, não é mesmo?
Fico corado, mas chego mais perto dele e inspiro fundo, sentindo seu aroma.
Assim que entramos no apartamento, ele deixa o guarda-chuva no canto e já vem para cima de mim, m pressionando contra a parede e me beijando ferozmente.
Não, deliciosamente.
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