Assassin's Creed High School

17 Capítulo 17 -Explicando e fugindo


Notas iniciais
E aqui está gente!! Mais um capitulo pra vocês! Espero que gostem ^^ e comentem ok? Agradeço ao meu amigo Daniel por me ajudar a escrever esse capítulo e também a linda da Ziih Shenshun pelas mensagens que trocamos e por ser muito gentil comigo

POV Ezio

Desisto de ir atrás de Luna por dois motivos. O primeiro é que Luna é uma Assassina, então sabe se esconder. O segundo é que eu não saberia o que dizer. Eu não cheguei a sequer pensar nela nos últimos meses, quanto mais amá-la. E ela é minha amiga e praticamente irmã; é como Claudia para mim. Não, é mais como Federico. Ela é como um amigo que me tira de confusões e me coloca em confusões.

Mas eu sei que ela está mentindo.

Luna pode ser muitas coisas. Loucas, inconsequente, desregrada, brigona, só para citar alguns. Mas uma coisa que ela não é: previsível.

Disse aquilo sobre ela aparecer só porque Connor arranjou uma namorada, mas sei que não é só isso. Tem algo a mais que aquela maluca não está contando para mim. Não é por Connor. Ou por mim. Não sei o que está se passando na cabeça daquela menina.

Volto para o Starbucks e encontro Olivia gritando com Connor. Assusto-me. Nunca vi Livy erguer a voz antes. Ainda mais desse jeito tão... violento.

–Droga, Connor! Me diga o que é isto e o que Luna sabe que eu não sei!

–Olivia, eu não... você não entenderia.

–Ah, nós dois sabemos que eu sou bem inteligente, Connor, mas como posso entender se você não fala nada? Se fica escondendo coisas de mim?

–Olive, Luna é esquizofrênica.

–Ah, não é isso e pare de dar desculpas! Eu te vi empalidecer quando ela tirou isso da mochila. E por que ficou tão irritado quando ela disse “não é verdade e tudo é permitido”?

–Livy, isso e realmente muito complicado.

Ela bufa e cruza os braços sobre o peito.

–Connor, é isso. –intervenho. –Olive não é idiota. E Luna odeia perder. Só é questão de tempo até que ela tente de novo e é melhor que Liv ouça isso de você e não da maluca da Luna.

Ele me encara irritado, eu só assinto.

–Você sabe que se tivesse uma opção melhor, eu não diria para fazer isso, mas Luna não está certa. Não é certo manter isso em segredo. –digo quando ele não se pronuncia.

–Certo. –ele suspira. –Livy, existem coisas que não são claras, que poucas pessoas conhecem. Existem dois credos, dois grupos lutando um contra o outro há, literalmente, séculos. São os Templários e os Assassinos. Os templários querem ordem por controle. Os Assassinos buscam paz e liberdade. –ele respira fundo antes de continuar: –Claro que isso é muito genérico, mas é basicamente isso. Eu, Ezio, Altaïr, Kadar, Lucy, Desmond, Shaun, Becca, meu avô, Aveline, minha mãe, a família do Ezio, meu pai, todos nós... Somos Assassinos, Olivia.

Ela recua.

–Em ambos os sentidos da palavra. –ele aponta para a machadinha. –Aquilo é meu Tomahawk. É uma das minhas principais armas.

–E você? –ela parece mais com raiva do que com medo ou choque. –Já?

–Sim.

–E você, Ezio?

–Eu também, Olivia. –admito.

–Kadar, Malik, Altaïr?

–Todos nós.

–Não, espere um pouco. Shaun e Becca?

–Não sei dizer. Eles cuidam da logística de tudo. Mas antes, talvez... –digo sem vontade.

–Os templários nos caçam, Livy. Eu não queria te contar porque é um tanto perigoso. Se eles viessem atrás de você, eu não sei o que faria.

–Eu sei. –agora posso sentir a raiva em seu olhar. Uma mohawk com esse olhar não é uma visão muito agradável. Na verdade, é de dar medo.

–Eu sei. –ela grunhi. –Você os mataria, não é? Assassino.

Ela sai correndo. Preparo-me para segui-la, mas congelo ao perceber que Connor não moveu um músculo sequer.

–Ei, o que está esperando? Vamos atrás dela! O que você disse não é nem 1/3 da verdade toda.

–Você não vê? Ela me odeia!

–Ah, deixa de ser imbecil! É claro que ela não odeia! Ela só está assustada. Lembra como nós reagimos com Altaïr e os outros? Foi pior do que isso. Agora larga de ser idiota e vai atrás da mulher que você ama ou nunca mais vai conseguir alcança-la. Eu vou ligar para o vovô Ed e Achilles. Te encontro no Hotel.

–Chame Becca e minha mãe também.

–Ok, claro, claro. Agora vá. Buona fortuna, Connor.

–Obrigado.

–Molto bene. Agora vá.

Connor sai correndo. Tiro o celular do bolso e ligo primeiro para Becca.

–Auditore? O que houve? Olivia não está perto de você, não é? Ou nosso disfarce já era.

–A casa caiu.

–O que? como isso aconteceu?

–Luna Bizetern. Esse nome já explica o suficiente?

–Ah, meu Deus.

–Connor foi atrás dela. Precisamos fazê-la entender. Tente trazer o Ed e o Achilles pra cá. Eu vou atrás da tia Ziio.

–Ok, vou cuidar disso.

–Grazie, Becca.

–Mi dispiace. não queria que isso tivesse acontecido.

–Sei disso, mas vamos conseguir. Leve-a para o Hotel eu vou reunr os outros. Estaremos lá em uma hora.

–Ok. Vou fechar tudo aqui e já sigo para lá com Ziio.

–Va bene. –ela desliga.

Tranco a loja e saio. Pego minha moto e vou para o trabalho de Ziio. Ela trabalha na maior agencia de publicidade da cidade e é a mais requisitada. Espero que não esteja ocupada.

–Ei, Chris. –estou ofegando. –Ziio está?

–Ei, querido. Onde está minha piscadinha? Meu dia não é o mesmo se sua piscadinha.

–Ah, claro, desculpe. –recupero o fôlego e dou uma piscada galante. –Agora, Ziio?

–Está almoçando na sala dela, querido.

–Ah, obrigado. Até mais, Chris.

Corro escada acima e entro na sala da mãe de Connor se nem ao menos bater na porta; ela se assusta comigo e para de mastigar seu sanduiche quando me vê.

–Ei. –ela engole. –O que foi, Ezio?

–Olivia descobriu. Sobre tudo. Tivemos que contar. Luna apareceu. Estragou tudo. Connor foi atrás de Livy e deve leva-la ao Hotel. Preciso que converse com ela.

–Ok, vamos sim. Só vou avisar meu chefe. Me espere no estacionamento.

Quando chegamos vejo o carro de Lucy, o que significa que ela e Des já estão aqui. Eu e Ziio entramos no edifício discreto e subimos até o último andar. Todos, tirando vovô Ed e Achilles, –e Luna, é claro. – já estão aqui.

–Olivia já está aqui?

–Sim, Connor está com ela. Depois será a minha vez de tentar. –Malik diz.

–Vou matar a Luna. –Altaïr ameaça.

–Ia acontecer de qualquer jeito. –Becca fala.

–Não pode saber disso. Conseguimos esconder muito bem dela desde a quinta série. O ano á está acabando, só mais uns meses. A gente ia conseguir! Ela não ia saber de nada. –Shaun discorda.

–Se vocês não tivessem aparecido na vida dela, nada disso teria acontecido! –Kadar acusa.

–O que quer dizer com isso? –me irrito.

–Olive estava bem só comigo, Malik, Shaun, Becca e Altaïr!

–Diz isso porque está com ciúmes! Deixa de ser criança! –Altaïr ergue a voz.

–Já chega, todos vocês! –Lucy intervêm.

–Eu sei que Olivia é importante para todos nós e que isso não estava nos planos, mas aconteceu e não pode ser mudado. Não vai adiantar de nada acusar um ao outro. –Ziio fala calmamente. –Se acalmem, meninos. Olivia é uma garota forte e inteligente. Ela ama cada um aqui. Só está chocada, e eu nem diria assustada, mas essas coisas passam. Todos ficaram um pouco assustados ao descobrirem sobre o Credo, não foi? –ela vai até Malik e se senta ao lado dele. –Quando entrar lá, leve um chá quente e converse calmamente. Responda o que ela quiser saber e seja exatamente do jeito que sempre é com Olivia. Se tentar enfiar tudo de uma vez, ela vai se recusar a aceitar.

–Com certeza. –ele ri um pouco. –O que Olive tem de inteligente, tem de teimosa.

Quando Connor sai, Malik entra. O mohawk não parece ter tido sucesso com ela. Espero que Malik se saia melhor.

Nós ficamos esperando por eles dois. Depois de algum tempo, Achilles e Ed finalmente chegam, mas só entrarão se Malik convencer Olivia a ouvir a história dos Assassinos.

Mais uma hora e Malik sai.

–Ela vai ouvir. Boa sorte, Edward e Achilles. E um aviso –ele coloca a mão no ombro de Edward. –, Jenny é um anjo em comparação a Olivia.

–Oh. Entendi. –o velho assente. –Vamos lá, Achilles. Temos muito a fazer.

POV Malik

Saímos do Hotel perto das dez horas da noite. Eu, Altaïr e Kadar pegamos um táxi com Olivia e vamos para casa. Ela não fala nada. Não faz perguntas. Não olha para nós. Não nos toca. Consigo ver que ela está pensando, e muito, e que só irá falar quando tiver terminado com suas divagações.

No outro dia eu acordo com os outros e vamos para a escola. Sou bem recebido por todos na sala. Parece que a falta de meu braço me fez ganhar simpatia de algumas pessoas. Sentimento que não queria conseguir dessa forma, mas não penso muito nisso. Só quero que Olive olhe para mim de novo e fale comigo da mesma forma que antes.

Isso não vai acontecer.

Na hora do almoço ela desaparece e só nos vemos novamente em casa.

–Assine isso para mim. –ela pede.

–O que e isso?

–Quero fazer um intercâmbio para outra escola aqui nos Estados Unidos mesmo. Se chama Brotherhood. É uma escola particular muito bem conceituada. Ficarei lá até o fim do semestre –ela suspira. –Eu quero um tempo, Malik.

–Eu entendo. –pego uma caneta e assino o papel. –Prometa tentar entender a situação, Livy.

–Eu irei. Quando estiver pronta te ligarei. Prometo. Obrigada, Malik. Por entender a minha situação.

Assinto.

–Quando você vai?

–Semana que vem.

Notas finais
E vamos para o cross em breve gente!
Thats All Folks!