Assassin's Creed - Glory

1 Memória I - Missão


Notas iniciais
Olá galera, geralmente tenho ataques de criatividade e começo a postar histórias sem parar, o que aconteceu aqui com essa, tudo começou com uma ideia bobinha. Boa Leitura ♔♔♔♔♔♔♔

O dia estava nublado, com nuvens aterrissadas nas grandes montanhas daquele lugar magnífico, o céu amedrontava qualquer pessoa que o olhasse. Bem naquele local estava situada uma grande mansão, era um abrigo para os assassinos britânicos, na varanda da majestosa casa se encontrava o mentor da irmandade naquelas imensas terras britânicas, usava um traje longo sem bolsos. Ao seu lado, estava outro assassino, os dois conversavam enquanto apreciavam a paisagem.

– Adrían, está gostando daqui? Estaremos abertos à sugestões suas e de outro pupilos.

O chamado Adrían deu uma pequena risada, abafada.

– Não sou mais uma criança mestre, estou satisfeito com a estadia. Porém, nós só treinamos, pra nada.

O mentor o olhara com feições de preocupações, franziu a testa. Ele caminhou até um pequena mesa branca que se encontrava perto deles, e de uma pequena coluna de documentos, ele retirou um papel branco com a aparência de uma carta. Deixou do lado do braço do mais novo que se debruçava no mármore.

– Foi um espião assassino que enviou esta carta. — Adrían o olhou surpreso, pronto para rebater outra frase e começarem à discutir.

– Hum ... Certo ... – tomou coragem à abrir a carta, relatórios de espiões era bem longos, contava tudo o que tinha em determinado local, ricamente em detalhes.

– Vamos leia ... – o mais velho entrou na porta que dava acesso à um hall que ligava a varanda com outros cômodos.

– Pode até ser verdade. – Adrían riu sozinho enquanto lia a carta, não aquilo não era da madame Tysen, uma outra espiã. – Mas que diabos é isso!?

1860

Harry Pechôvic

Adrían, que bom ter agora um contato com você. Soube que tu se tornará um assassino extraordinário, porém não tenho mais o que falar. Sim, estou lhe mandando essa carta por uma razão, seu mentor me pediu que lhe passasse essa missão: Os Templários renegados estão se estabelecendo vários lugares da grande cidade. Porém quando fazem isto matam a população que residia no certo local. Isso não é bom para realeza e essa era. Peço-lhe que consiga mais informações nos comboios Templários que chegam nas portas da linda cidade.

Não entendeu a parte “Os Templários Renegados”. Sua mente passou a ser bombardeada, todo seu treino que parecia ser em vão está provando à ele que não foi. Mas ... Por que recebera uma missão tão rápido, havia sido nomeado um assassino recentemente, alguns dias atrás, está tudo acontecendo tão rápido, será que foi assim com todos outros assassinos? Talvez acharia respostas nesta primeira missão? Perguntas assim, como estas o deixaram em claro na única noite que tinha de descanso.

Ele pensou por toa a noite, sua cama era encostada na parede, onde havia uma janela, olhava os respingos de água que pousavam no vidro e escorregavam até o final desse. “Por de ser tão cedo ...” pensava o rapaz.

– Por que não dormiste ainda Adrían? – disse outro rapaz que dormia em uma cama ao lado, esse tinha uma cicatriz que partia de sua testa e se finalizava na ponta da boca, atravessando o olho direito. – Sua respiração está bem agitada.

Era um simples companheiro de treino de Adrían, provou ter sentidos aguçados pelos anos de treinamento.

– Minuem, eu recebi uma ... Missão. – fitou o teto, prendeu a respiração como se estivesse mirando em sua presa.

– E isso não é bom? – perguntou, também olhou para o teto. – Sabe ... Eu fracassei na minha primeira missão. – a expressão no rosto de Minuem mudou, sua companhia também percebeu. – Foi assim que consegui esse sinal. – apontou para a terrível cicatriz.

– Pois por que fracassou? – Adrían levantou a sua mão, olhou para um sinal de nascença entre o dedo mínimo e o dedo anelar. – Isso deixa um mistério em seu rosto.

– Minha primeira missão foi em Masyaf. – Adrían admirava aquele lugar, mesmo não tendo o conhecido, havia sido de lá que o grande assassino Altaïr Ibn-La’Ahad foi treinado. – Era para Meredith e à mim, irmos lá e ajudarmos os assassinos sírios executar os membros de uma organização sombria, a qual ainda não sabiam o nome. Foi uma grande jornada para chegar lá. E ao chegarmos, tudo estava pior do que achávamos, os membros da ordem desconhecida estavam em um número três vezes maior, eu e Meredith éramos os mais habilidosos da ordem aqui. Não ajudamos quase nada, depois de dez inimigos caírem diante nossos pés, levei uma investida no joelho ... – “Por isso que ele anda de forma estranha”, pensou o mais novo. – Ela conseguiu me ajudar, carregando até que ... – deu uma pausa, parecia que vira uma cena improvável em sua frente, recuperou um pouco de ar. – Um disparo acertou o ombro esquerdo dela. Nós caímos no chão enquanto um soldado inimigo aproximou-se, Idiotas, como ousam atrapalhar um duelo? Irão pagar por isso! Ele tinha um sotaque estranho, desembainhou sua espada, e ... Talhou meu rosto, com esse sinal. – Adrían começou a ficar curioso sobre a história. – E em Meredith fez pior, tirou um revólver de um coldre em suas costas e atirou ... No outro ombro dela ...

Minuem parou de contar, como se já estivesse falado mais do que devia, virou se de costas à Adrían, e adormeceu. O mais novo não achou que ele não tivesse culpa de tudo isso, Meredith era um mestra-assassina, continuava sendo a mais habilidosa da ordem, estava na faixa de trinta à trinta e cinco anos, igual à Minuem.

Amanheceu, o céu agora estava azul, havia caído uma grande tempestade durante a noite, que ajudou a tirar o sono de Adrían, este fez sua higiene matinal e foi fazer seu desjejum, chegou na grande mesa, comeu apenas um pão. O outro assassino que estava à sua companhia comentou.

– Tu precisas de ir no escritório do mentor ... – esse assassino, não tinha o dedo mínimo e o dedo indicado na mão, o loiro nunca havia percebido a presença desse na ordem britânica. Nem tentou puxar assunto com o desconhecido, continuou a dar os goles, em seu suco de maçã. Após isso caminhou até o cômodo, subiu as escadas para o hall de cima, se direcionou ao lugar onde estava o seu mestre, ao abrir a porta, este o olhou, estava nervoso, porém era percebível que tentava manter a calma.

– Adrían, você leu a carta de Harry certo? Sim ... Antes de sair como de costume. – o mais novo tentava evitar ao máximo a presença de seu mestre por perto, pois na maioria das vezes quando esse aparecia, era sinônimo que não estava feliz com que o pupilo havia feito. — Poderia me falar qual é o credo da nossa Ordem?

– S-sim mestre ... – tomou fôlego, nunca havia passado tanta pressão em sua vida, e o pior que não havia passado nem um único minuto dentro do cômodo, como se fosse falar muita coisa, os dois estavam tensos, as paredes de madeira nada ajudavam, uma veia latejava na testa do mestre, uma gota de suor deslizou da testa até o queixo de Adrían, o capuz negro escondia um pouco de seu rosto. – Mantenha sua lâmina longe de um inocente; Mantenha-se escondido, seja apenas mais um na multidão; Nunca comprometa a Irmandade.

Adrían, percebeu que lamparinas iluminavam o lugar, seu mestre estava atrás de uma grande mesa com um globo de aço em cima, vários documentos. Tudo isso deixou o lugar mais sombrio. Talvez tivesse errado ou esquecido alguma parte das frases, os segundo pareciam horas até que ...

– Sim ... Adrían, pode seguir para sua missão. A partir de agora não precisara de que alguém mande em você. Trilhe o seu caminho. – no rosto do mais velho pareciam que não tinha acontecido nada, não estava mais suado. Como se aquilo fosse só mais uma peça de teatro, pode ter sido por que fazia aquilo mais ou menos todo dia, mandando outros assassinos para outros lugares da Terra. – Não falhe.

– Claro mestre. – mais tranquilo agora, um sorriso apareceu no seu rosto. Antes de sair viu duas Hidden Blades, o mestre balançou a cabeça em sinal de um positivo. Pegou-as e encaixou elas em seus pulsos, testou essas.

Clique.

Funcionaram corretamente, sem nenhuma falha.

Saiu do escritório de seu mentor, e até sentiu frio com o ar fresco que estava no hall, já havia se acostumado com o ar abafado de dentro da pequena sala, foi até um pequeno lago, há centenas de metros (não chegando à ser quilômetros da grande casa) da grande casa. Precisava de provisões para sua viagem à Londres, uma cidade que não passava desde à sua infância.

Ali perto, havia algumas lebres e cervos, por sorte ele achou uma árvore baixa o bastante para ele subir, quando chegou no topo dessa avistou vários cervos.

– Vamos caçar ... – disse enquanto um sorriso malicioso surgia em seu rosto, e com um movimento ágil pulou em direção à dois, um deles era um pouco menor do que o outro, calculou o pulo certamente. Fazia muito tempo que não sentia uma sensação assim, sentiu-se flutuar.

Clique.

Fincou à lâmina direita no dorso de um cervo, e a esquerda fincou perto do pescoço de outro. Esfoliou os dois, precisava agora de duas lebres, assim poderia fazer um colete que melhoraria sua resistência. Se escondeu em um palheiro, observou e encontrou uma lebre. Dua

Clique.

A lâmina reapareceu perto de seus punhos, porém, uma voz vinda do alto o desconcentrou.

– Então veio aqui para caçar Adrían? – o loiro reconheceu a voz que era suave.

– Não acredito! – disse Adrían, surpreso. – A famosa assassino Ahsley está aqui! – Adrían olhou para cima e percebeu que a mulher estava em um galho de uma grande árvore acima do pequeno palheiro.

A mulher acima usava um traje azul escuro, e diferente de outras mulheres da ordem, não usava um vestido, usava uma calça um pouco larga marrom, feita para camuflagem. Era uma das mais habilidosas da ordem. Seu nome combinava com ela: Clareira na floresta.

– As duas lebres certo? – não esperou a resposta do rapaz, e apalpou um de seus bolsos, e rapidamente atirou duas facas de arremesso nas duas. – Aproveite e pegue as duas facas, novato.

Adrían se levantou e caminhou em direção aos dois animais mortos no chão. Os esfoliou e pegou as duas facas de um arremesso e as limpou do sangue das lebres após isso botou as facas em um dos bolsos de seus traje negro, feito para rastreadores assassinos. Olhou acima e viu ela saltando de árvore e árvore.

– Sempre querendo aparecer ... – sussurrou para si mesmo. Estava preparado para começar sua viagem a grande cidade de Londres. Não dava para ir caminhando, não era tão perto e nem tão longe. Foi no estábulo que ficava ao lado da mansão, perto da estrada de terra que parecia levar para a cidade britânica.

Ao chegar lá avistou um dos seus irmãos da ordem mais próximos: Chester, o Temido. Esse já havia feito o terror nos britânicos da metrópole. Tinha uma estatura um pouco maior que a do recente assassino.

– Olá Adrían, que cavalo gostaria de levar hoje? – tampava seu rosto com um capuz branco, procurava proteger sua identidade.

– Hum ... O mais rápido claro. – riu sozinho. O irmão Chester caminhou até um de cor escura. – Qual a raça dele?

– Dela – corrigiu Chester, mostrou sua Hidden Blade ativada, era conhecido por ter um “pavio muito curto”, depois riu. – Akhal-Teke. Por que tu precisas saber?

– Nada não. – disse Adrían que rapidamente montou na égua. – Te devo quanto?

– Dois símbolos Templários, para fazermos uma fogueira muito bonita á noite. – voltou atrás da mesa no estábulo.

“Se eu voltar de noite” pensou Adrían e partiu, indo em direção oeste. Parecia que nunca iria chegar, demorou mais ou menos duas horas e meia pra chegar, viu os grandes portões falando “Seja Bem Vindo”. Ficou boquiaberto com a beleza e infraestrutura que tinha, havia mudado muito Londres, e com ela as memórias tristes também chegavam.

Ao chegar bem perto dos portões viu quatro guardas, dois estavam ao lado de um estábulo e outros dois barravam a passagem de pessoas estranhas, chegou perto dos dois que estavam no estábulo. Um acenou e abriu um sorriso, este segurava um papel e uma caneta-tinteiro. Já o outro, estava com a feição raivosa, pediu com um sinal para que o assassino tirasse o capuz.

– Olá, bom e gentil senhor. Deseja deixar sua égua no estábulo da realeza? – dizia o mais gentil.

– Sim ... – Adrían desviou o olhar para dentro do recinto, estava meio sujo, porém resolveu deixar a égua ali. Registraram as informações falsas que Adrían os deu. Os outros dois deixaram o assassino entrar sem desculpas.

Foi caminhando por dentro da cidade, tampava seu rosto com o capuz negro, alguns guardas o olhavam de forma estranha. Resolveu que iria subir quando olhasse algumas brecha nas paredes para executar seu parkour para ter uma visão aérea da grande Londres ...

Notas finais
Gostaram. Se gostou mande um review, se não gostou mande um review! Não estou mostrando muitas emoções e nem personalidade pois é o primeiro capítulo. A história se desenrola de uma forma boa, deixando vocês bem curiosos. Não botei muitos detalhes em objetos para vocês terem uma imaginação mais aberta, em vez de ser especificada ao máximo e todos terem o mesmo pensamento. Bye Bye !!!