Assassin's Creed: Em Busca do Saber
1 Um pesadelo
Notas iniciais
obrigado mais uma vez. aceito criticas e sugestões.
Altair estava deitado pronto para dormir depois de um longo dia de treinamento com seu mentor Al Mualim, quando por instinto, ou reflexo, ele se vira para trás e tenta enxergar naquela escuridão um vulto a sua frente, tentando imaginar como havia adentrado em seu recinto, mas logo deixou esse pensamento vagar, e seus olhos se acostumaram à escuridão conseguindo ver a silhueta de um homem, quando tentou falar com o ele, não conseguiu, tentou de toda forma, mas sua voz não saia um fragmento de son. Levantou-se e foi até aquele ser, que, chegando mais perto, o reconheceu, foi então que notou uma coisa a mais, tentando falar mas sem conseguir, começou a se desesperar mais ainda, tentando gritar, berrar, e nada, começou a correr para fora, mas estava incrivelmente lento, quase sem sair do lugar, seu desespero foi só aumentando, então se voltou para o homem, era Ahmad, pai de seu melhor amigo, que continuava parado no mesmo lugar, segurando um punhal, enfiado em seu abdome, então Ahmad retirou a arma, e o sangue que já havia fluido pra fora, aumentou de forma amedrontadora, parecendo até uma artéria perfurada. Altair nunca havia visto tanto sangue em sua vida, paralisado, Altair ficou no mesmo lugar, não tentava mais gritar, nem correr, ficou observando Ahmad morrendo e chorando muito, ele se curvou para frente e quando se levantou novamente, já não era Ahmad, era Abbas, seu melhor amigo.
- Mentiroso, traidor – falava Abbas para Altair – mentiroso, traidor, mentiroso, mentiroso – Abbas continuava falando sem parar, e repetidamente, enquanto se aproximava lentamente de Altair, e sangrando.
Altair tentou correr mais uma vez para fora de seu quarto, mas foi em vão, continuava lento, fez menção de gritar, mas não conseguiu novamente. Foi então que sentiu algo o pegando por trás e o suspendendo, fechou os olhos e quando abriu novamente viu uma luz envolvendo seu corpo, e ele estava maior, vestido como um assassino, e não estava mas em seu quarto, estava no jardim de Masyaf, onde costumava treinar com seu mentor. Olhou para frente e viu seu mestre com a maçã em suas mãos, ela brilhava igualmente ao seu corpo, se debatendo tentando voltar ao chão, Altair viu Al Mualim se multiplicar em outros, mais ou menos uns 15, não fez questão de contar, mas eram muitos, alguns desses clones começaram a se transformar em outras pessoas, cujo ele assassinou, elas começaram a vim a seu encontro, e finalmente a luz tinha o deixado, e ele nem havia notado até então, e quando tentou correr em direção ao seu mentor, foi apunhalado pelas costas, virou-se para olhar e viu Abbas, sorrindo, incrédulo, quis se soltar da espada, que agora atravessava seu tronco, mas então outra apunhalada, e mais outra, e outra, levou uma apunhalada de cada pessoa e clone de Al Mualim, que havia no lugar.
- Altair – ouviu baixinho alguém chamar – Altair – a voz parecia mais perto – Altair, acorde Altair.
Ele abriu os olhos, suava frio, e estava bem fadigado.
- Maria?
- Você teve aquele sonho de novo!! – disse Maria com um olhar preocupado, enquanto passava um pano no rosto de seu marido, para secar o suor.
- Sim, já é a terceira vez antes da lua começar a fazer um novo ciclo – disse ele, se levantando e pegando um pouco de água para beber – e cada vez, parece mais real, acho que estou... – refletiu um pouco enquanto olhava para a bolsa de couro ao seu lado – usando ela demais.
- Você precisa se livrar logo dessa coisa, ou ela vai te enlouquecer.
- Eu consigo me manter sã, não sou como a maioria, ou como Al Mualim, que se perdeu ao conseguir tamanho poder.
Levantando, pronto pra um novo dia de jornada, Altair pegou a bolsa onde ficava A Maçã, o Pedaço do Éden que os templários tanto almejam, devido ao seu poder descomunal, capaz de imenso poder e sabedoria, e colocou no ombro, Maria estava ao seu lado, e juntos partiram.
Não demorou muito, até Altair começar a pensar em seu sonho, que vinha o atormentando á bastante tempo, e com isso veio lembranças do passado, uma hora boa, outra nem tanto. Lembrou de Ahmad, pai de Abbas, que tinha se matado em sua frente, quando ele era garoto, tal homem se sentia culpado, pela morte de Umar – meu pai – falou Altair quase sussurrando, e com isso se suicidou. Lembrou também de Abbas, que logo quando soube que seu pai havia se matado, começou a culpar Altair por isso, e assim começou a odiar seu melhor amigo até então, lembrou também da traição de Abbas, que tomou seu posto de Mentor da Irmandade, quando ele viajava tentando acabar com a raça de alguns templários, e agora vivia exilado com sua mulher, Maria, mas pelo menos agora ele tem tempo pra estudar, e pesquisar mais sobre as maravilhas que A Maçã pode lhe conceder. E por ultimo lembrou de seu Mentor, Al Mualim, que cuidou dele a vida toda depois que seu pai morreu, e o treinou, e fez dele o maior assassino que a ordem já teve, mas no final, se mostrou traidor, um templário também, que buscava o Pedaço do Éden, usando e manipulando todos como peão.
Altair pegou seu diário, escreveu alguma coisa, e leu uma coisa escrita nele, sempre mencionada pelo seu ex-mentor. E partiu.
“Nada é verdade, Tudo é permitido”
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