Assassinos Soviéticos - 1 Temporada
13 Capítulo 8: You Hydra or the Shield
Notas iniciais

Alguns anos atrás — RÚSSIA , Localização desconhecida
POV NARRADOR
O grande dia tinha finalmente chegado, nem mesmo o frio intenso, mas não fazia grande mesmo todos estarem do lado de dentro da base, mas especificamente no centro de treinamento. Havia seis pessoas dentro dela, todas eram mulheres. A morena e a ruiva treinavam, quando a ruiva olhou fixamente para a única que não estava treinando que estava, mais precisamente olhando para a parede, e ao perceber que ela estava distraída, a morena correu até ela e lhe deu uma rasteira.
— Está ficando cansada Natália? — Sasha perguntou para a ruiva que ainda se recuperava do golpe.
— Cansada não, mas preocupada com a Anya que está estranha. — Natasha disse apontando para a outra ruiva que estava olhando agora para a porta.
— Ninguém nunca a entende a não ser você, Natália – Respondeu ajudando ela a levantar.
— Ela está assim desde a última conversa que ela teve com Karpov – Natalia andou na direção de um banco e se sentou nele vendo Sasha se sentar ao lado dela. — Ele deve ter falado algo muito sério para ela ficar assim.
— Eu não sei, ela sempre foi muito estranha. — Falou dando de ombros. — Mas o que a gente está fazendo aqui? — Lembrou-se de perguntar.
— Deve ser para alguma missão. — Respondeu ela dando de ombros
Logo depois todas elas viram uma figura bastante conhecida por elas entrar na sala trajando roupas do exército russo e todas pararam de fazer suas coisas e formaram uma fila, inclusive a ruiva que estava a minutos atrás olhando a porta.
— Quero todas vocês na sala vermelha agora. — Ordenou o homem, mas todas ficaram em seus lugares menos a ruiva que foi a primeira a andar em direção ao homem e parou ao seu lado. Todas elas sabiam que a sala vermelha era um local sem volta, várias agentes já haviam ido, mas nenhuma voltara viva. Elas sabiam que dentro daquela sala tinha algo ruim, mas elas não podiam desobedecer a seus superiores e todas as seis saíram pela porta junto com o homem.
Natalia tinha um olhar de nervoso, igual a todas as meninas menos o de Anya que não demonstrava nada. Enquanto elas andavam pelo corredor escoltadas por cinco agentes até que pararam numa porta preta, o comandante a abriu e todas elas entraram e viram que toda a sala era vermelha desde a porta até as luzes que iluminavam o local a deixando mais tenebrosa.
— Todas vocês hoje serão divididas, aquela que sobreviver a uma única frase será considerada a melhor espiã do mundo. – Disse e todas elas formaram uma linha em que as últimas eram Natalia e Anya. — Isso não é uma competição e sim uma luta em que cada uma de vocês terá que se esforçar se quiserem sobreviverem e vencerem.
Logo quando ele terminou de falar entrou um homem branco e alto com os cabelos batendo no ombro, seu braço esquerdo era de metal e Natalia reparou que tinha uma estrela vermelha no mesmo e havia uma máscara que tampava a metade do seu rosto deixando apenas os olhos do lado de fora acompanhado por um homem que vestia as mesmas roupas do comandante e olhou para todas elas e pousou seus olhos em Anya e deu um aceno de cabeça que a mesma retribuiu.
— Essa é a segunda e penúltima fase do experimento Black Widow. Todas que estão aqui receberam o conjunto de suplementos para terem a chance de serem a melhor espiã russa do mundo. — Disse ele se afastando para o canto da sala. — Primeira dupla, Raissa Volkova e Sonja Chernov
Depois de ouvirem seus respectivos nomes, andaram até o meio da sala. Raissa tentou dar uma rasteira em Sonja, mas ela segurou sua perna com a mão esquerda bloqueando o golpe de sua adversária.
Todos podiam ouvir o som nítido dos gritos soltados por ambas enquanto uma atacava a outra, até que depois de alguns segundos o pescoço de Raissa fora quebrando. Todas as mulheres olhavam a cena assustadas, e ali Anya pode perceber que todas dentro daquela sala teriam que dar o seu melhor.
— Segunda dupla, Sasha Markova e Yelena Belova. — Disse o comandante, e Markova andou até o meio da sala junto com Yelena. Sasha respirou fundo e caminhou da direção da loira que olhava para ela. A morena ficou em posição de ataque e foi para cima de Yelena para lhe dar um soco no rosto que a mesma bloqueou quando segurou sua mão com seu braço esquerdo e quebrou a dela há jogando no chão. Vendo que Yelena ia lhe dar uma pisa, Sasha rolou para o lado e se desviou por pouco do golpe.
Natalia e Anya sentiam o desespero por saber que elas seriam as últimas a lutarem. Foram obrigadas a olharem para luta, vendo Sasha tentar se defender dos golpes da loira que fazia de tudo para acertar a morena. Em um momento de distração, Yelena conseguiu pegar Sasha pelos cabelos e com o fio especial que elas usavam no uniforme começou a enforcar Sasha que ficou se debatendo por alguns minutos até que seu corpo ficou molhe e seus olhos perderam o tão costumeiro brilho. Yelena olhou para o corpo e depois em direção a Sonja enquanto tentava limpar o sangue de sua testa.
— Terceira e última dupla Anya Alianovna e Natália Romanova. – Disse o comandante com certo entusiasmo na voz e, ainda processando o que tinham agora pouco testemunhado, Anya e Natália caminharam lentamente em direção ao centro da sala, ela olhou e viu que Anya tinha colocado uma faca no cinto e seu objetivo era pegar a mesma. Ficou em frente a ela sem fazer nada. Sabia que ela ia atacar e ela estava certa, Anya foi caminhando em direção, quando ela viu que Natália estava perto o bastante avançou pra cima dela que escapou com cambalhota e lhe deu uma rasteira e subiu em suas costas tentando quebrar seu pescoço , Anya se levantou com ela ainda em suas costas e foi caminhado e se jogou na parede de vidro a fazendo sair de cima de suas costas para logo desferir um soco em sua barriga a fazendo rolar no chão, mas logo se levantou e partiu para o ataque fazendo-a ficar na defensiva.
Anya tirou alguns segundos para recuperar o fôlego, enquanto Natália foi se aproximando. A outra ruiva quando viu que ela estava perto puxou sua perna a fazendo cair e logo ficou em cima dela, com a faca em mãos e foi tentando perfurar ela que estava segurando seus braços tentados se proteger, vendo que não estava conseguindo levantou as mãos dela acima de sua cabeça segurando com seu braço esquerdo enquanto a outra perfurava sua barriga, seus gritos eram ouvidos por toda sala, aproveitando da distração de Anya, Natália lhe deu uma cabeçada a fazendo sair de cima si. Ela se levantou com dificuldade e puxou a faca suja de sangue da sua barriga e foi em direção a sua amiga que estava de costas para ela, aproveitando isso lhe desferiu uma facada na lateral de suas costas, mas com isso, Anya colocou seu braço em volta do pescoço dela e foi apertando, à medida que o aperto na faca ia diminuindo e o da mão dela ia aumentando até que o corpo de Natália ficou inerte fazendo assim Anya jogar o corpo da melhor amiga no chão.
Lágrimas caíam dos seus olhos ao olhar para o corpo inconsciente de sua amiga. Viu que Sonja e Yelena lhe encaravam assuntadas ou com certa dúvida do que aconteceu diante dos seus olhos. Tentou caminhar em direção as duas até que sentiu seu pé ser puxado fazendo-lhe cair no chão
— Nunca se dê as costas para o inimigo. – A voz ofegante e totalmente gélida de Natália sussurrou no ouvido de Anya que estava em estado de choque ao ver que não tinha conseguido matar a outra ruiva que lhe fintava com ódio e remorso.
Vendo que Anya ainda estava em estado de choque, Natália pegou um pedaço de caco de vidro e simplesmente cravou no abdome da melhor amiga que foi pega de surpresa pelo ataque e acabou gritando pela dilacerante dor que lhe invadiu.
Natália fora tirada pelos cabelos de cima de Anya pelo homem de braço de metal que em um puxão bruto saiu arrastado a Romanova para longe da Alianovna, assim como Sonja e Yelena foram tiradas da sala por outros agentes deixando apenas Anya, Mikhail, alguns cientistas e por último Karpov e Ludmilla. Todos os criadores e co-criadores do Projeto Black Widow.
Anya fechou os olhos para e tentou acalmar sua respiração. Sentia o sabor do sangue em sua boca enquanto tentava controlar sua respiração para não poder se engasgar com o próprio sangue. Finalmente teria paz, pois a morte era a única saída para ela sair dessa vida que levava.
— Vocês vão deixar ela morrer? – Pode ouvir a voz do seu pai ao longe.
— Ela perdeu a luta Mikhail. – Uma voz feminina se exaltou a falar.
— Eu quero ela viva. – Uma voz cansada falou e a sala ficou em completo silencio.
Com um pouco de dificuldade, Anya conseguiu abrir os olhos e se deparou com um homem de idade a olhando minuciosamente. Percebeu que ele estava com muletas e ao redor dele deveria ter uns seis agentes, mostrando que ele devia ser uma pessoa bastante importante para tanta segurança.
Sentiu seu corpo ser erguido e o reconhecimento daquele toque veio rapidamente. Viu que Igor estava dentro da sala e que ele a tinha erguido para logo em seguida ser colocada em uma maca hospitalar e ser cercada de uma equipe médica. Olhou para o lado e reconheceu o homem. Ele era o tão famoso Armin Zola, diretor atual da HYDRA.
Antes que pudesse protestar um dos médicos lhe colocou uma máscara de oxigênio no seu rosto. Sentiu suas pálpebras pesarem e sua respiração se transformar regular, ouviu uma última coisa que a deixou com medo, pois no fundo sabia que nada de bom sairia daquele ato bondoso de Zola.
— Ela é o meu projeto Winter Ghost. – Ouviu a voz de Zola para logo em seguida cair em total silêncio.
E ela soube que nunca mais iria voltar a ser a mesma.
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Alemanha 1944 – 70 anos atrás, Segunda Guerra Mundial
— Lembra que o fiz andar na montanha-russa de Coney Island? — Bucky perguntou parando ao lado do loiro.
— E eu vomitei? – Rebateu em resposta ao moreno com outra pergunta.
— Não é uma vingança, é? – Tornou a perguntar causando
— Por que eu faria isso? — Steve perguntou olhando para os cabos de força para logo se virar novamente para frente.
— Estávamos certos. Dr. Zola está no trem.- Dum Dum Dugan falou, atraindo a atenção dos dois homens. — O Controlador atualizou a potência máxima dos motores. Onde estiverem precisam dele.- Completou.
Steve se afastou um pouco, colocando o capacete do uniforme em sua cabeça.
— Vamos começar. Eles estão indo rápido demais.- James Montgomery anunciou para o grupo.
Atualmente...
POV James Barnes/ Winter Soldier
— O trem está cercado de agentes da SHIELD. — Clint falou mostrando as imagens que Stark conseguiu rackeando as câmeras de segurança. — No total temos cinco saídas, mas só duas entradas. Se tentarmos passar pela primeira podemos correr o risco de algum de nós sermos atingidos, então nossa única e melhor decisão é entrar pela segunda entrada que fica localizada na ala leste do trem. — Completou enquanto terminava de mostrar os dados.
O vento frio fazia meu rosto queimar pela velocidade do vento. Meu coração estava acelerado e minha mão soava pelo nervosismo de saber que Anya estava tão perto e ao mesmo tempo longe de mim.
— Isso é uma vingança? – Perguntei para Steve que estava parado do meu lado. Esse momento era tão familiar para mim.
— Não. — Respondeu sorrindo enquanto andando cautelosamente em cima do trem em movimento.
Eu tentava a todo custo não olhar para o grande precipício de gelo que se formava abaixo da linha do trem, mas tudo aquilo estava sendo difícil principalmente porque dá última vez eu “morri” por causa de uma queda de trem e eu sinceramente não estou afim de testar essa sensação de novo.
— Vamos repassar o plano! — Gritou Yuri por causa do grande barulho. — Anya sempre ficava escondida nos últimos complexos do vagão de trem quando a HYDRA tinha que deslocar ela. Protegida por uma porta de 100 cm de grossura de puro chumbo e metal biológico sem contar com o fato que ela estará reprogramada. — Disse enquanto mexia na projeção da planta do trem.
— O Romeu tem razão. Vamos precisar de distrações para podermos tirar a ruiva 2.0 do castelo de chumbo.- Ouvimos a voz do Stark pelo comunicador. — Jarvis irá criar uma falha em 5 minutos tempo suficiente para abrir a porta para vocês e depois disso o alarme será ativado.
— Vamos entrar agora. — Fora a única coisa que eu consegui responder. Fiz um sinal para Steve que seguido de Clint e Yuri me seguiram até a entrada que estava localizada no vagão dois.
— Vocês sabem que assim que entrarmos seremos atacados. — Yuri ponderou, no entanto segurou sua arma com mais força fazendo-me revirar os olhos.
— Frouxo. — Minha mente caçoou dele.
— Não importa, comparada ao que vamos resgatar. — Steve falou olhando para Yuri que deu de ombros.
Assim que entramos no trem o inferno começou. Sendo seguido por Yuri corremos até acharmos um corredor vazio e com sinais de luta mostrando que coisas boas não tinham acontecido ali. Corpos estavam espalhados por todos os lados. Eu sabia que algo de errado estava acontecendo quando eu olhei para Yuri durante todo o caminho que percorremos.
— Ela passou por aqui. — Ouvi ele dizer em voz baixa.
Aquele lugar tinha a energia nervosa de um animal enjaulado. Que vinha sendo machucado a muito tempo e quando conseguiu se libertar atacou a todos. Os olhos de Anya se lançaram e minha mente, as sobrancelhas ruivas arqueando-se em uma pergunta silenciosa. Pelo pouco que consegui recordar dela a mesma sempre tentou agir como se fosse crescida, e ainda assim ela ainda parecia pensar que eu sempre sabia mais do que ela. Mas sempre houve mais perguntas do que respostas em nossa casa como a HYDRA se intitulava. Porquê bem no fundo da minha mente eu sabia que possuíamos algo bem guardado de nosso passado. Algo que fomos obrigados a esquecer para não podermos lamentar. Sem laços sempre fica mais fácil matar. Esse era o lema que foi imposto para Anya e eu.
Dei de ombros e lancei um olhar para Yuri, mas sua atenção estava voltada para os corpos irreconhecíveis. Nenhum de nós parecia ter respostas; Olhou fixamente para baixo em seu relógio, constando que tínhamos pouco tempo. Tudo o que ele estava esperando e esperando, não estava acontecendo. Sua respiração em um ritmo irregular estava ame irritando.
— Ela não vai aparecer para nós agora. O que quer que tenha acontecido aqui fez ela recuar novamente. — Digo para ele chamando sua atenção.
— Vamos precisar nos separar. — Yuri falou depois de alguns segundos analisando o que eu falei. — Assim teremos mais chances de acharmos ela. Nosso tempo é muito curto. — Completou.
— Vou para esquerda e você vai para direita. Quem achar Anya primeiro avise e vá para o ponto de encontro ou espere em algum lugar seguro. — Respondo rapidamente para logo em seguida seguir meu caminho ao um rumo desconhecido.
[...]
— Alguém na escuta? — Pergunto enquanto viro o corredor a esquerda deixando-me num local agora totalmente escuro.
— Clint na escuta, ainda não conseguimos achar o local onde Anya pode estar e só temos 5 minutos para achar o local e retirar ela de lá. -Respondeu-me ofegante. Era possível ouvir gritos e barulhos de tiros no fundo. — Você é o único que pode tentar achar ela nesse exato momento Barnes, porque todos nós aqui estamos presos.- Disse rapidamente. Ouvi um barulho de explosão e Clint gritar ao do outro lado. Desliguei o comunicador e segui em frente.
O rastro de corpos era um sinal
Anya estava por perto
Yuri gritou em algum lugar, e eu comecei a me mover sem pensar. Eu saí da sala de uma das muitas que entrei nesse maldito trem. Eu não tinha certeza de como ajudá-lo, mas eu sabia que precisava para chegar até ela, pois estava perdendo meu tempo nesse labirinto de trem e tudo o que importava para mim era encontrar Anya com vida e em segurança. Eu não fui muito longe. Senti algo em minha cabeça fazendo minha visão ficar turva e eu cambaleei para trás, ofegante. Caí de joelhos sentindo a dor subir pelas minhas pernas com o impacto ofegante eu caí no chão e me deixei levar pela escuridão.
[...]
— Corra. — Uma voz gritou firme
— Não posso ir embora daqui sem você. — Uma voz feminina chamou atenção fazendo-se presente. Surpreso fora a única coisa que ocorreu ao deslumbrar uma Anya totalmente machucada sendo amparada por ele. Pelo Soldado Invernal. — Eu amo você. — Disse num sussurro sofrido.
Foi possível ver seu outro eu limpando as lágrimas com delicadeza. Um conforto perante ao que estava acontecido ali naquele momento.
— Você precisa ir atrás dela. — O soldado disse também com lágrimas nos olhos.
— E se for mentira? — Perguntou receosa. Não conseguiu se controlar perante essa incógnita mesmo confiando cegamente nele. Suas memórias estavam confusas mesmo que em alguns deslumbres via seu Soldado com outra na cama, mas isso não era importante comparado ao que viu nos relatórios.
— Eu vi com meus próprios olhos. — Ele conseguiu dizer. — Ela parece com você. — Disse sorrindo fazendo mais lágrimas caírem dos olhos da mulher.
— Ja... — Ia dizer mais foi interrompida pelo desequilíbrio do Soldado que caiu de joelhos com uma mão na lateral do corpo começando a se sujar de sangue. Um grito travou-se em sua garganta e olhou para frente vendo Yelena sorrindo sadicamente em sua direção quando mais um tiro foi ouvido e tudo escureceu...
[...]
Sai do transe no susto.
Depois de um momento, eu olhei para cima e me vi olhando para o corredor da frente onde uma porta de chumbo encontrava-se entreaberta. Nenhum corpo presente naquela parte do trem. Aparentemente eu era o único que estava naquela área do trem e algo no fundo daquele corredor me fez aumentar o passo foi quando eu parei de frente a porta entreaberta. Com cautela fui entrando dentro da sala até me deparar com 8 corpos espalhados perto da máquina criogênica desligada, porém o que me assustou fora ver ela ali no canto. Totalmente suja de sangue e com um olhar assustado nos olhos.
Sua camiseta preta colada à sua pele de suor, e seus braços estavam cobertos de tatuagens. Sem memórias e o comportamento frio, isso para mim sinalizava puro perigo. Nada a controlava agora. Tudo nela gritava morte. Meu coração batia forte no meu peito enquanto eu esperava ela se virar e me achar. Será que ela iria me matar também? Ou iria me reconhecer?
— Conseguiu encontrar ela? — A voz de Steve preencheu meus ouvidos depois de um tempo enquanto eu continuava olhando Anya imóvel no canto da sala. — Bucky! — Eu ouvia seus gritos do outro lado da escuta, mas nada de eu conseguir responder porque naquele exato momento eu via ela se erguendo do chão vindo lentamente com os olhos cheios de lágrimas. Com certo desespero desligo a escuto encontrando o silêncio perturbador que logo foi quebrado com o choro da ruiva que assim que se firmou em pé jogou-se em cima de mim me abraçando.
— Soldat você voltou. — Sussurrou em meu ouvido em meios as lágrimas.
— Sim, eu voltei. — Respondi de volta emocionado ao olhar aqueles olhos azuis perfurarem minha alma assim como seus lábios que se encontraram com os meus em um estado de euforia.
Com ela segura em meus braços eu me atrevi a respirar. E, em seguida, um novo medo se instalou. Eu sabia que ela estava sem memórias do que tinha ocorrido antes e no mais íntimo caminho escuro da minha alma. Eu gostaria de saber que era a pessoa que eu mandei Anya procurar por mim.
— James na escuta precisamos sair do trem agora. Os reforços estão chegando cada vez mais! — Ouvi Clint gritar em meio à guerra do outro lado. Respirei fundo abaixando meu olhar para Anya que me olhava assustada.
— Consegui achar ela. — Respondi rapidamente.
— Stark está indo encontrar com vocês, Yuri foi ferido. — Informou, no entanto não fazia diferença. Eu não gostava do Yuri.
— Obrigado. — Agradeci para logo em seguida desligar o comunicador.
Fechei os olhos. Eu não estava acostumado a este mundo, mesmo que eu tivesse crescido em torno de pessoas que faziam parte do mesmo. Infelizmente eu sentia que algo muito maior iria cair sobre os meus ombros, no entanto tinha quase certeza que isso respingaria em Anya e ela iria pagar o mesmo preço que eu.
Ou talvez até pior.
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