Assassino De Aluguel
5 Capítulo 5: Primeiro Assassinato
Notas iniciais
Ótima leitura galera,e claro um Feliz Ano Novo á todos.! C:
-Oi! -falamos confusos e ao mesmo tempo,neste instante demos algumas risadas. -O que faz aqui? -Perguntei de vez e fiquei surpresa,será que ele viera para falar comigo? Iludida,eu sei.
-Vim conhecer o lugar. -Pensou bem antes de me responder e uma pontinha de desapontamento transpareceu,mas logo me recompus e prossegui.
-Ah,fique á vontade. Estou em horário de almoço,até mais. -Sou uma iludida,pensando que aquilo tudo estaria atrás de mim... Nunca. Me desvencilhei dele e quando ia começar a andar ele me segurou delicadamente pelo braço e disse:
-Quer dizer,também vim te convidar para almoçar comigo. -Ele parecia nervoso ao pronunciar esta frase. -É,que eu não sou bom nisto... -Fez um gesto como se eu soubesse o que ele quisesse dizer com 'isto',mas me confundi e ele completou. -É,com... Convites. Mulheres.Isto. — Ele permanecia cabisbaixo e mexendo na camisa,limpando uma sujeira inexistente,típico de caras tímidos,eu sabia.Me sentia feliz de verdade pela primeira vez após 2 anos tão humilhantes.Sam me fazia sentir assim com apenas um sorriso seu,mas eu sabia que ainda não era horade me envolver com alguém,mesmo sendo apenas um almoço.
-Se eu dissesse que hoje não dá.Ficaria chateado?! -Falei dando um meio sorriso confuso. Ele ficou triste muito triste e eu fiquei sentida e em um impulso o abracei,ele também não entendeu nada só sei que precisava fazer aquilo e ele retribuiu,ficamos alguns minutos assim abraçados. Até que me pronunciei: -Olha,que tal no sábado almoçamos juntos? -Ele fez uma cara como quem dissesse 'Ainda faltam 5 dias',mas então deu um sorriso e disse me estendendo a mão:
-Topo,sábado almoçamos juntos e eu escolherei o restaurante. -Dei um sorriso e acenti com a cabeça.Trocamos dois beijos na bochecha e fomos cada um para lados opostos.
Andando em direção á uma lanchonete barata do bairro,passei a mão sobre a minha bochecha e fiquei lembrando do modo como ele a beijou delicado e sorri sozinha,e estava feliz com o momento que acabara de vivenciar. Sam,pare de tomar conta dos meus pensamentos,falei baixinho. Me sentei próximo do balcão,já que estava sozinha e fiquei observando o lugar e de repente meu olhar parou em uma das mesas do canto onde estava o Homem do Blazer Preto,meu coração gelou e eu novamente senti aquelas mesmas sensações de quando o vi pela primeira vez. Eu tinha que me aproximar,saber alguma coisa sobre aquele homem. Criei coragem e me levantei,indo em direção á ele foi então que ele se levantou e começou a andar, eu sabia que ele ainda não tinha me visto,mas fui pega de surpresa quando ele levantou. Decidi que iria segui-lo,alguma coisa eu precisava encontrar a seu respeito. Ele continuava a falar no telefone enquanto andava um tanto depressa,eu me espremia atrás dos postes,árvores e até casas para que ele não me visse. Primeiro,ele entrou em um banco e não demorou mais do que 5 minutos,quando saiu de lá estava com um óculos escuro,luvas pretas e no seu blazer preto tinha um detalhe marrom por dentro,nada demais. Ele saiu em uma moto,muito bonita por sinal. Ele estava indo na direção da estrada velha de Detroit que dava em um bairro pouco habitável,tinha ido lá uma ou duas vezes no máximo. Pensei em segui-lo,mas não conseguiria alcança-lo. Meu estômago roncou e me lembrei que ainda não tinha almoçado. Voltei á lanchonete e comi,fiquei pensando naquele homem que agora me intrigara de alguma forma, nenhum motivo ele ainda tinha me dado,exceto pelo desconforto que eu sentia sempre que o via. Resolvi andar um pouco ainda faltavam 5 horas para abrirem a boate. Entrei em um quiosque que chamou minha atenção por estar tendo uma apresentação do The Civil Wars. Me destrair um pouco ouvindo Poison&Wine,era perfeito demais e esta foi a última música que eles tocaram,até que me virei e uma moto mais do que depressa passou por mim e era a moto do Homem do Blazer Preto,eu tinha certeza e ele virou em uma rua sem saída onde tinham duas ou três casas eu conhecia ali bem. Resolvi que o seguiria novamente. Me escondi atrás de uma casa meio abandonada que ficava na outra esquina da rua onde ele entrara. Esperei lá dentro meio abaixada junto á janela que me dava visão da rua principal,pouco mais de 10 minutos surgiu uma explosão em uma casa. Da rua sem saída. Meu coração gelou e tive medo do pensamento que me ocorreu. Me levantei instantaneamente com o pensamento e ao me virar sou jogada contra a parede,ao me chocar com a parede caio no chão sentindo o baque na cabeça que me deixa zonza. De imediato sou suspensa por braços muito fortes que começa a apertar meu pescoço com muita força e eu começo a perder a respiração e só o ouço dizer: 'Você não deveria ter vindo até aqui.' Eu já estava zonza e depois de me soltar com força no chão,desmaio por fim.
Me levanto com dificuldade,procurando algo em que eu possa me apoiar,nada encontro. Caio novamente e choco minhas costas com uma cadeira que estava caída também. Me seguro nela e levanto com dificuldade,olho para o meu relógio e consigo ver que já eram 19:20 o horário que eu tinha que estar na boate,começo a andar cambaleando. Já na rua principal um jovem me ajuda e me leva em seus braços até a boate que eu não sei como,mas consegui dizer para onde que era para ele me levar. A cara de preocupação de todos são explícitas, exceto a de Ruby que nem do seu lugar saiu,aliás ela o fez alguns minutos depois indo trocar de roupa. O gerente fala muitas coisas que eu nada entendia e de repente sou levada para onde as meninas dormiam,sou colocada na cama e sinto como se todos os meus ossos estivessem quebrados eu não conseguia me lembrar de quem fizera aquilo,mas estava intrigada e muito irritada com tudo aquilo. Adormeci.
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