Asleep Confession
1 Asleep Confession
Notas iniciais
A respiração tranquila e o som de uma língua e uma boca trabalhando juntas para sugar o leite eram as únicas coisas que Beckett podia se concentrar no momento. Ele pôs um braço por cima de seus ombros e fitou o rostinho sereno do filho. Era estranho ver que tinham um filho juntos, mas, ao mesmo tempo, era inexplicavelmente maravilhoso.
Ele acariciou seus cabelos levemente, sentindo as ondas naturais preencherem suas palmas.
Os olhos da morena sorriam, mostrando claramente o prazer que sentia ao ver a criança em seus braços. Ele encostou a testa na dela, observando o rostinho faminto de seu filho. A boquinha se moldava exatamente ao formato da mama.
Quando satisfeito, o pequeno soltou o bico, virando o rostinho para trás. Kate posicionou-o em seus ombros, dando tapinhas leves nas costas do bebê. Ajeitou a roupa, cobrindo sua parte nua e deitou o pequeno em seu colo. Balançou-o nos braços até vê-lo fechar os olhinhos e viajar a um mundo muito melhor que o que realmente vivem.
Ele acariciou os cabelos morenos ralos do menino e, quando percebeu que ele já dormia, tomou-o nos braços.
Com o bebê adormecido, eles, finalmente, poderiam descansar. Ela apoiou a cabeça no ombro dele, fechando os olhos levemente. Deu os dedos para o filho apertar durante o sono, e, quando ele suspirou, Kate levantou a cabeça.
– E então? — ele disse. A detetive apoiou a cabeça num dos cotovelos, que, por sinal, estava apoiado nas costas do sofá e sorriu.
– O quê?
- A sensação... — ele disse — Ser mãe...?
Ela deixou uma risadinha sair de sua garganta, mais envergonhada do que feliz.
– É muito bom.
O sorriso dele se ampliou, enquanto ele pegava um dos dedos do filho. O pequeno rapidamente segurou o dedo que se intrometia em suas mãos e apertou-o.
– Ser pai é maravilhoso, sabia? — ele perguntou, olhando para o rostinho adormecido. — Mesmo já tendo Alexis... Com ela foi diferente, quero dizer... Meredith não era o tipo de mãe que cuidava dela...
Quando pôs o filho deitado entre eles, ouviram a reclamação vinda do menino. Ela riu baixinho, para não acordá-lo, e, Castle, sorriu levemente.
Deram os dedos para o filho novamente, que os recebeu de prontidão.
– Você é uma ótima mãe. — ele disse, após minutos de silêncio. Kate enrubesceu furiosamente com a constatação, mas sorriu, e agradeceu.
– Você também é um ótimo pai... — ela respondeu, olhando para o rostinho do pequeno. — Ele se parece muito com você...
Castle aproximou o rosto do dela, deixando poucos centímetros os separando. Kate prendeu a respiração quando os lábios dele tocaram os seus.
– Vamos pôr nosso menino para dormir, sim? — ele disse. Ela suspirou, assentindo.
Quando ele pegou o bebê no colo, Kate apenas observou como ele era cuidadoso com o menino. Sorriu para si mesma, e, quando ele virou, ela sorriu ainda mais, aproximando-se dos dois.
Respirando fundo, assim que mordeu o lóbulo da orelha dele, ela sussurrou:
– Os homens da minha vida. — ela pôs-se a andar, e, quando ele a alcançou, ela continuou: — Eu amo você...
Ele sorriu, pondo o bebê no berço. Puxou-a pela cintura, beijando-a ferozmente.
– Eu também amo você...
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