Capitulo III

A boa ação.

Depois de nosso breve encontro com Vitoria, decidimos voltar para casa, Bianca voltou para nossa antiga casa, e eu, para minha cabana.

Mas algo inesperado aconteceu no caminho.

Eu estava voltando para cabana, sozinho, por mais incrível que pareça uma pessoa não saía de minha cabeça, era Vitoria, quando pensava nela, algo quente percorria meu corpo, uma alegria, um sentimento quente, mas então os policiais chegaram ao antigo local do orfanato, varias viaturas cercam o local, se me verem enquanto vou para a floresta estou perdido, por isso decido abordá-los, uso a névoa e faço as viaturas voarem, não os mato, apenas assusto, corro em disparada, mas sou seguido por um policial que começa os disparos, um deles atinge meu ombro, caio no chão agonizando de dor, rolo um pouco pois a descida é inclinada, mas logo me levanto. O policial me olha com um certo medo, mas este não sabe que estamos no meu campo, onde eu dito as regras, e sou o jogador da casa.

Uso a névoa negra para cobrir a copa das árvores criando um clima denso e escuro, com que a névoa cerque apenas a mim e ao policial, a bala que atravessou meu ombro enfureceu o monstro, o monstro é como um Hulk, quando enfurecido, incontrolável.

Então ataco, uma rajada de névoa assassina atinge as costas do policial, outra a lateral direita do rosto dele, e mais uma o peito, o rosto sangrando e escorrendo me observa amedrontado, o olho com desprezo, agora levantado ao ar com a ajuda da névoa, e então, faço com que a névoa faça o revolver se virar para ele, carrego a arma, e disparo, o homem cai morto no chão, e o que resta de minha raiva eu libero, mas assim que libero ouço um grito entre as árvores, um grito de menina, logo me aterrorizo pensando que talvez Bianca ou Vitoria houvessem me seguido, então descubro que foi outra garota, pele branca, cabelos castanhos, e olhos castanhos esverdeados, usava uma camiseta amarela e calça jeans, pergunto seu nome e ela responde ofegante:

– Se... Se afaste de mim... Monstro!

– Me desculpe, não era minha intenção feri-la, deixe-me ajudá-la.

Seguro ela em meus braços e abro minhas asas de morcego, uma habilidade até pouco tempo inutilizada por mim, abro voou e vou até a única pessoa que eu sei que pode salvar a garota inocente, Bianca.

Em velocidade impressionante levo a menina a minha antiga casa, por sorte Bianca estava lá em nosso quarto, coloco a- garota- sem- nome em minha cama e digo a Bi:

– Ajude-a, por favor!

Bianca corre até ela, e ao contrário de mim, libera uma nevoa clara, a névoa de Bianca se arrasta até o ferimento interno da garota, e anula a minha névoa, e a garota, agora curada, adormece.

– Quem é ela?! Pergunta Bianca histérica.

– Shhhhhhhh! Não grite,

– Quem é ela? Pergunta levemente mais calma.

– Eu não sei, ela não me disse seu nome.

– Como você a feriu?

– Foi um acidente. Minto.

– João eu vi a névoa no corpo dela, não foi um acidente, você estava usando seus poderes! Você feriu uma inocente! Foi você que matou as pessoas do orfanato! Você é um monstro!

Uso a minha névoa e com ela agarro o pescoço de Bianca contra a parede do quarto e digo:

– Sou, sim eu sou um monstro, você quer ver o que esta coisa dentro de mim pode fazer?!

Ela com uma grande onda de energia me joga do outro lado do quarto, com mais uma rajada agressiva de névoa a atinjo, ela devolve, e logo lançamos uma onda ao mesmo tempo, o choque entre as duas ondas nos arremessa longe, bato a cabeça na parede e Bianca caí no chão, olho para ela, ferida, e de novo para minhas mão, tenho que aprender a controlar o monstro, agora eu feri alguém que amo, por mais que negue isto mortalmente.

– Eu... Eu... Me desculpe Bianca... Eu não queria... Foi... Foi o monstro...

– Calma. João -Diz Bianca suave- está tudo bem...

Encolho-me com meus joelhos e choro.

A noite chega e a garota acorda, a olho peço desculpas novamente, e pergunto novamente seu nome e ela responde:

– É Isabele Mensor.

– Prazer- Digo estendendo a mão- João Daniel.

Apertamos a mão, e este era o início de uma grande amizade.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.