Notas iniciais
Oi, gente! Cheguei com o desfecho da fic! É curtinho mesmo kkkkk Boa leitura!

Eram sete horas da noite e Sam estava sentado à mesa da sala principal do bunker. Ele procurava manter a concentração na leitura de algumas reportagens, em busca de algum caso sobrenatural, principalmente um que pudesse envolver os demônios que escaparam do Inferno. Ele tentava a todo custo não pensar em Claire, mas não estava tendo muito êxito nisso.

Contudo, seus pensamentos se dissiparam um pouco assim que Dean entrou na sala, segurando uma cerveja para si e outra para ele.

Assim que se sentou e empurrou a garrafa para Sam, o mais velho perguntou:

— Cadê o Bobby?

Com certo desânimo, o Winchester mais novo respondeu:

— Foi até o ferro velho. A Claire ligou e pediu para ele levar algumas roupas e pertences delas para lá.

Delas. Tal palavra ficou ecoando na mente de Dean por algum tempo, até que ele tomou um gole da cerveja e engoliu o gosto amargo que sentiu em sua boca diante do que aquilo significava. Por mais que quisesse acreditar que tudo ficaria bem, o fato de Natalie não querer sequer conversar com ele, nem menos brigar, o preocupava cada vez mais.

— Você falou com a Claire? — perguntou, no fundo querendo sondar qualquer coisa sobre a loira.

Depois de soltar um breve suspiro, Sam respondeu:

— Não. Ela não quis falar comigo. Mas pelo menos voltou a falar com o Bobby, o que já é alguma coisa.

— Isso é ridículo! — protestou o mais velho, inconformado. — Tudo bem, talvez nós tenhamos exagerado no excesso de proteção, mas nós não cometemos nenhum crime.

— Na verdade, nós cometemos sim. Cárcere privado, além de ter ferido o direito de ir e vir delas — argumentou Sam que apesar de não estar arrependido, enxergava a gravidade do que tinha feito.

— Cala a boca, advogado. Nós fizemos o que fizemos com as melhores das intenções. E eu sei que de boas intenções o inferno está cheio, mas nós fizemos isso para protegê-las. Eu não vou me desculpar por ter feito o que eu achava certo. — Dean tomou mais um pouco da cerveja e pôs a garrafa sobre a mesa.

— Achava? — repetiu Sam, frisando a ideia de passado.

Dean não respondeu, mas ficou pensativo e alguns instantes depois, recomeçou mais calmo:

— Elas não podem nos ignorar assim, fugir de uma conversa que mais cedo ou mais tarde terá que acontecer. Quanto tempo faz mesmo?

Sam não precisou pensar muito, ele sabia muito bem quantos dias tinham se passado desde que as esposas foram para o ferro velho de Bobby e cortaram qualquer contato com eles.

— Uma semana — formalizou o pensamento. — E eu odeio dizer isso, Dean, mas a Hannah está certa. Nós temos que esperar um pouco. Sabe, pelo menos até a raiva que elas estão sentindo passar. Nós fizemos o que fizemos para protegê-las, okay, mas elas não viram dessa forma. E no fundo, nós sabíamos que seria assim e decidimos arriscar.

Dean abriu a boca para contra argumentar, mas foi interrompido pelo barulho de alguém batendo na porta.

— Esperando visita, Sammy? — perguntou, um pouco tenso.

— Não, e você? — replicou o caçula, desconfiado.

Dean negou com um olhar significativo e no instante seguinte, os dois caçadores estavam de pé, com suas armas em punho e caminhando lentamente até a porta.

— No três — Dean sussurrou quase inaudível, segurando a maçaneta.

E após a contagem que Sam fez com os dedos, ele abriu a porta com um movimento rápido e abrupto, apontou sua arma para a entrada junto com o irmão e ambos viram Kevin Tran tomar um susto antológico com tal recepção, proteger Chloe Lee atrás de si e exclamar perplexo:

— Vocês têm sérios problemas, rapazes! Se é assim que recebem os amigos, eu não quero nunca me tornar um problema para vocês.

— Kevin! Seu filho da mãe! — Dean vibrou aos risos, guardando a arma prontamente e abraçando o profeta meio de lado na sequência.

Sam também guardou a sua arma, sorriu surpreso com as visitas e cumprimentou Chloe, depois de lhe pedir desculpas por aquele excesso de desconfiança.

Naquele momento, nem ele nem Dean estavam entendendo o motivo das visitas, mas o casal tinha acabado de entrar de férias da universidade e decidiram fazer uma surpresa aos amigos e talvez passar uns dias no bunker.

Inconscientemente, os Winchester agradeceram por Kevin e Chloe estarem ali. Pelo menos era uma distração, uma forma de não pensar tanto em Claire e Natalie e no quanto estavam sofrendo com aquela separação imposta por elas.

XXX

Na manhã seguinte, na antiga casa de Bobby, Castiel observava Mia dormindo em um dos quartos do lugar. Ele estava em pé, diante da cama e segurava algo em uma das mãos.

O anjo visitava a caçadora quase todas as manhãs, mas sempre ia embora antes que ela acordasse. Em parte porque queria lhe dar mais algum espaço e tempo para ela pensar em tudo o que aconteceu, mas principalmente porque tinha medo de uma possível conversa com Mia.

Castiel não queria ouvir com todas as letras que a história deles havia terminado. Queria evitar isso. Precisava fortalecer a esperança dentro de si para só então tentar uma reaproximação.

Apesar de querer respeitar o tempo e espaço da caçadora, naquele dia ele decidiu dar um passo importante. Decidiu mostrar para Mia que ele esteve ali, que sempre estaria independentemente do que acontecesse, que sempre se importaria com ela, que a amava. Muito.

Sendo assim, ele abriu um pouco os dedos, revelando o colar que segurava até então, aquele com a junção dos seus nomes, sorriu discretamente e o colocou com cuidado sobre o criado-mudo, bem ao lado da cabeceira da cama.

Mia acordou instantes depois ao sentir uma brisa suave tocá-la e pensando ter ouvido um farfalhar de asas. Sua suspeita se confirmou quando ela viu o colar ao seu lado.

Lentamente, Mia se sentou na cama e pegou a bijuteria com cuidado. Observou-a por alguns instantes. Olhou tudo em volta, imaginando que há pouco tempo Castiel estava ali. Tornou a fitar o colar, desta vez com ódio, e o jogou de qualquer jeito na primeira gaveta do criado-mudo, batendo-a com força em seguida, voltando a se deitar e fechando os olhos com força.

— Anjo idiota — resmungou, ignorando o seu coração subitamente acelerado.

XXX

Nas profundezas do Inferno, acomodado em seu trono e tomando um pouco de uísque, Crowley era observado por alguns dos seus servos que se entreolhavam intrigados de vez em quando, estranhando o profundo silêncio do Rei e seu olhar vidrado e distante.

Eles não poderiam imaginar, mas na verdade Crowley estava gritando por dentro. Os pensamentos a mil. A raiva crescendo. A frustração o dominando. O desejo de retaliação surgindo e ganhando força em sua mente.

Tudo o que ele havia planejado por anos havia dado errado no final. Apenas uma parte da ascensão infernal havia acontecido. Uma parte mínima e insignificante perto do que ele queria a princípio.

Sam e Dean Winchester, Bobby Singer e Castiel haviam impedido a expansão do seu Reino. E Mia tinha o abandonado bem antes disso e se juntado aos caçadores e ao anjo de novo.

Depois de tudo o que ele fez por ela, de todos os poderes que lhe concedeu com o seu sangue, ela havia escolhido o lado patético da história, lhe traído, sido ingrata. Uma reles humana no fim.

Mia tinha sido um erro afinal. Crowley enxergava isso agora. Ela não servia aos seus propósitos, nunca serviu. E a sua existência e os planos que ele traçou para ela o tornaram motivo de piada por toda a parte.

Não importava quantos demônios ele subjugasse por isso, Crowley sempre ficava com a impressão que todos à sua volta estavam questionando a importância que ele deu à Mia e como foi tolo por isso.

Mia não tinha sido um erro. Mia ainda era um erro. Ela estava viva afinal e enquanto estivesse, Crowley sempre seria lembrado por tudo o que fez por ela e pelo que recebeu em troca.

Aquele capítulo de sua existência demoníaca precisava de um desfecho digno. Crowley precisava de vingança. Precisava eliminar o seu estúpido erro.

De repente, os servos na sala do trono tiveram um pequeno sobressalto quando o copo que o Rei do Inferno segurava estilhaçou-se, espalhando cacos e gotas de sangue pelo chão.

E então o olhar de Crowley não estava mais vidrado e distante. Estava enfurecido e cheio de promessas.

Notas finais
Primeiramente, muito obrigada a todos que acompanharam essa história, que recomendaram, favoritaram, comentaram ou que leram como fantasminhas mesmo. Segundamente, me desculpem por aquele período de hiatus... Eu sofri muito com aquele bloqueio e por isso estou muito feliz por hoje finalizar mais uma história. Terceiramente, sim, os casais terminaram separados, maaaaaaaaas, eles que me aguardem na próxima e última temporada eheheheh Quartamente, gostaram da aparição de Kevin e Chloe? Eu queria ter trazido os dois para participações especiais há muito tempo, mas só nesse finalzinho do finalzinho consegui pensar em uma forma de colocá-los na roda de novo. Quintamente, cortou o coração de vocês verem Miastiel assim? O meu cortou. Sextamente, tio Crowley... Está p da vida e isso não é um bom sinal... Setimamente, sobre Entre Cinzas & Esperança, não posso dar uma data de início, mas já encomendei a capinha, rascunhei uma sinopse e comecei o primeiro capítulo, então logo logo estou por aqui again. Fiquem de olho no meu Twitter (@HunterPriRosen) que eu vou avisar por lá quando postar, blz? Se quiserem me seguir, eu sigo de volta! E se não tiverem perfil porque acham que o Twitter é sem graça... Sabem de nada, nada mesmo, inocentes kkkkkkk Obrigada por tudo, amores! Espero que tenham gostado da fic e que me acompanhem na próxima e última temporada desta saga que eu ameiiiiiiiiiiii criar, que me inseriu no mundo das fanfics, que me fez pegar o gosto pela escrita. Jamais imaginei que chegaria aqui, que teria leitores, comentários, que seria tão legal. Muito obrigada mesmo, chuchus! Por enquanto que eu não posto Entre Cinzas & Esperança (vou chamar de CE pra ficar mais fácil kkkkk), quem quiser, está convidado a conhecer minha fanfic Trapaças do Destino. É sobre o Loki, uma humana bem doida e os Vingadores. Está quase terminando, mas terá segunda temporada, afinal vocês me conhecem kkkkk Beijos de luz e não se esqueçam das reviews, hein?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!