Notas iniciais
Oi!

Sentiram a minha falta???? Tô fazendo a carinha do gato de botas aqui, então vê lá o que vocês vão responder kkkk

Sim, gente, finalmente estou aqui com a continuação da fic Heaven and Hell. Peço desculpas pela demora, mas precisei de um tempinho para adiantar alguns capítulos de Nunca Durma, comecei uma fic sobre o Loki e também precisei adiantar alguns capítulos desta aqui.

Mas agora podem comemorar porque eu cheguei, porque Ascensão Infernal está começando e porque o bicho vai pegar!!! Oi?

Bem, sobre o título deste primeiro capítulo, prefiro não comentar kkkkkkkkk

Ah! Não sei se vocês lembram, mas na fic passada, durante uma caçada, a Claire falou para o Sam que quando os dois estavam separados, ela conheceu um caçador chamado Max e que trabalhou com ele em alguns casos. Aqui o Max será citado e mais para a frente, ele fará uma participação maior em um determinado capítulo. Apenas lembrando, o Max é gay. Portanto, o Sammy não precisa ficar com ciúme da sua moçoila.

Bem, eu já revisei este capítulo duas vezes, mas como o cosmos gosta de me trollar, se vocês verem algum erro, me avisem por favor que eu corrijo.

Espero que gostem!

Tinha amanhecido há pouco tempo, quando Dean começou a acordar. Não foi a claridade do Sol entrando pela janela, nem qualquer ruído que o despertou, mas sim, Natalie. A loira havia acordado um pouco antes dele e, naquele momento, retirava a camisa do pijama do caçador lentamente e com certo cuidado.

Ainda sonolento, Dean manteve os olhos fechados, mas não demonstrou qualquer relutância em relação ao que a esposa estava fazendo. Na verdade, sentia arrepios bem interessantes percorrerem o seu corpo, à medida que Natalie distribuía beijos suaves por seu pescoço, peito e abdômen.

Então ela continuou descendo, fazendo um percurso libertino que afastou o sono que o Winchester ainda sentia.

Sem conseguir mais se conter, Dean abriu os olhos, a tempo de vê-la segurando o elástico da calça do pijama como se fosse abaixar a peça, e perguntou com um sorriso malicioso:

— O que você está fazendo, sua tarada?

— Tentando entender. — disse Natalie, fazendo o caminho inverso, apoiando as mãos em volta dele e fitando Dean nos olhos.

Ele a encarou confuso. Definitivamente, aquela não era a resposta que ele estava esperando. Na verdade, Dean nem estava esperando por uma resposta. Só queria que Natalie continuasse o que havia começado. Depois, ele se encarregaria de recompensá-la à altura.

— Entender o quê? — questionou por fim.

A caçadora uniu as sobrancelhas e disse com certa tristeza:

— É uma pergunta simples, Sr. Awesome. Apenas responda. Se você me mandou embora, por que continua sonhando comigo?

— O quê? — rebateu Dean, ainda mais confuso, piscando algumas vezes.

De repente, ele fechou os olhos com força e quando os abriu, fitou o teto do quarto. Com o coração acelerado, aos poucos Dean entendeu que tudo não havia passado de um sonho. Mais um deles.

Um grande vazio e uma sensação de frustração o dominaram, quando ele olhou para o lado e viu que estava completamente sozinho naquela cama. Depois de passar as mãos pelo rosto e respirar fundo, o caçador levantou e caminhou sem ânimo até o guarda-roupa. Por engano, abriu a parte que pertencia a Natalie. E sentiu aquele vazio se expandir em seu peito quando observou o interior daquela parte do guarda-roupa. Natalie havia levado todos os seus pertences quando deixou o bunker, há quatro meses, e apenas alguns cabides encontravam-se pendurados ali.

Desanimado, Dean fechou aquela porta e abriu outra, do seu lado. Pegou uma toalha e separou algumas roupas para vestir depois do banho. Deixou as roupas sobre a cama e depois saiu do quarto.

Algum tempo depois...

Dean desceu a escada do bunker e logo chegou à sala principal. Sam estava sentado à mesa, pesquisando algo com o seu notebook, quando o irmão puxou uma cadeira, sentou de frente para ele e começou:

— Bom dia.

Sam ergueu o olhar na direção do mais velho e ia responder, quando notou algo no semblante dele e questionou:

— Dean, você dormiu bem? A sua cara está péssima.

— Obrigado, Sammy. São seus olhos. — resmungou o outro, enquanto pegava uma garrafa térmica sobre a mesa e servia um pouco de café em uma xícara, que estava ao lado dela.

— De mau humor de novo? — observou o caçula.

Depois de respirar profundamente e tomar um gole da bebida, Dean achou melhor mudar de assunto:

— Novidades?

Sam observou o irmão por alguns instantes, antes de aceitar que ele fugisse de um certo assunto. Em seguida, ele respondeu:

— Não. Infelizmente, a Chloe não conseguiu encontrar qualquer rastro da Mia. É como se ela tivesse... Desaparecido no ar.

Dean pensou um pouco sobre aquilo. Mia havia se rendido ao Rei do Inferno há quatro meses e desde então não havia qualquer sinal dela, nem do demônio. Tudo estava quieto demais e, com certeza, aquilo não devia ser um bom sinal.

Depois que voltou para Princeton com Kevin, Chloe não tinha medido esforços para tentar rastrear a caçadora. Mas Mia não havia utilizado nenhum dos seus cartões de crédito falsos.

— Talvez o Cas esteja com mais sorte. — supôs Dean, e tomou mais um pouco do café.

— Não. — discordou Sam. — Se ele soubesse onde a Mia está, se tivesse descoberto qualquer pista sobre o paradeiro dela, ele teria aparecido e nos avisado.

— Por falar nisso, quanto tempo faz? Você sabe, que ele não bate as asas por aqui? — perguntou Dean, puxando a informação na memória.

— Eu não sei ao certo... Três meses, talvez? — arriscou o Winchester mais novo. E depois de um momento em silêncio, refletiu: — Ele ficou arrasado, Dean. E este lugar está cheio de lembranças da Mia. O Cas não vai voltar aqui enquanto não encontrá-la ou enquanto nós não tivermos uma pista. — e observando o irmão, tentou introduzir o assunto proibido: — Eu imagino que esteja sendo difícil para você também, não é?

Dean fez cara de desentendido e perguntou:

— Como assim?

— Você sabe. — respondeu Sam, mas como o mais velho continuou o olhando como se ele tivesse falado grego, o caçula decidiu ser mais direto: — Sobre a Natalie. Como você está?

— Eu estou ótimo. — assegurou Dean, embora aquilo estivesse longe de ser verdade. — Por que você fica me perguntando isso o tempo todo? — reclamou.

— Talvez porque você não parece bem. — replicou Sam. — E também porque você é um idiota. — completou sem muita paciência.

— Como é? — surpreendeu-se Dean, franzindo o cenho ofendido.

No entanto, antes que Sam dissesse qualquer coisa, o celular do mais velho começou a tocar sobre a mesa. Enquanto Smoke on the Water era reproduzida pelo aparelho, um apelido era exibido na tela: Baby.

— Você não vai atender? — perguntou Sam, que também tinha visto o apelido e deduzido quem estava ligando.

Dean segurou o aparelho enquanto pensava um pouco. Não era a primeira vez que sua... Ex lhe ligava. Natalie havia ligado no dia anterior, várias vezes, mas Dean não atendeu. E agora não seria diferente.

Então ele recusou a ligação e disse:

— Placar: Tentação: 0. Dean Winchester: 1.

Sam soltou um suspiro de incredulidade e reforçou:

— Como eu disse, um idiota.

O mais velho respirou fundo e questionou um pouco irritado:

— Por que ela fica me ligando, afinal?

— Eu não sei, Dean. Fica difícil saber, já que você simplesmente se recusa a atender as ligações dela. — retorquiu o mais novo. — Por falar nisso, você não acha que a Natalie merece um pouco mais de consideração da sua parte?

— O que eu acho é que a Natalie merece uma vida melhor e mais segura. — rebateu o mais velho. — E para isso, ela precisa manter o máximo de distância possível de mim. Sem qualquer tipo de contato.

— Você é um idiota. — repetiu o caçula inconformado.

— Sim, Sammy, eu ouvi da primeira vez! — reclamou Dean, alterando-se mais um pouco. — A Natalie morreu por minha causa. O que você queria que eu fizesse?

— Em primeiro lugar, a culpa não foi sua. Se você quer culpar alguém, culpe o Crowley e o demônio que ele mandou atrás de você. Em segundo lugar, eu sei o que você sentiu, Dean, porque eu também perdi a Claire, mas eu jamais terminaria com ela assim. Seria errado, injusto e idiotice. — expôs Sam.

— O seu caso foi diferente. — retrucou o mais velho. — Você soube que a Claire morreu e no dia seguinte, ela estava aqui, sã e salva. Mas eu... — Dean hesitou ao se lembrar do acidente de quatro meses atrás. Engoliu em seco, antes de continuar com dificuldade: — Eu vi a Natalie morta, cara. Eu segurei o corpo dela, eu fiquei com ela até o Cas aparecer. Foi apenas um minuto, mas pareceu uma eternidade de sofrimento. E eu não quero viver aquilo de novo. A Natalie não merece passar por aquilo de novo. Então, eu tomei a minha decisão, e por mais que você ache que foi errado, injusto e idiotice, eu preciso que você respeite isso. Não está sendo fácil para mim, Sammy, então... Por favor, apenas deixe assim, ok?

Sam pensou sobre tudo o que ouviu e, aos poucos, baixou a guarda. Ele sabia que a decisão do irmão não tinha sido fácil. Mesmo assim, não achava justo o que Dean estava fazendo, ignorando as ligações de Natalie daquele jeito. Sam não podia obrigá-lo a voltar para a cunhada, mas estava convencido de que ela merecia sim mais consideração.

Pensando desta forma, o Winchester mais novo propôs:

— Tudo bem, mas com uma condição. Se ela ligar de novo, atenda. — e percebendo que Dean ia retrucar, ele se antecipou: — Eu sei que você quer evitar a Natalie, porque acha que assim você vai conseguir esquecê-la, mas talvez ela só queira conversar um pouco, Dean. Pedir ajuda com alguma coisa, sei lá. E eu sei que não está sendo fácil para você, mas eu tenho certeza que para ela está sendo ainda pior. Afinal, você praticamente a expulsou daqui.

— E ela simplesmente foi embora! — lembrou Dean, tentando se defender de alguma forma. — Ela foi embora sem hesitar nem por um instante.

— O que você esperava que ela fizesse? Que tentasse te persuadir? Que implorasse para ficar? — questionou Sam. — Não seria a Natalie, se ela fizesse algo assim. Você a mandou embora e ela foi, porque ficou magoada e queria se preservar. Não dá para julgá-la por isso, dá?

Cansado daquele assunto, Dean passou as mãos pelo rosto e despejou sem muita paciência:

— Tudo bem, você está certo. E se a Natalie ligar de novo, eu atendo, ok?

Dean ia sugerir que os dois mudassem de assunto, quando o celular do caçula começou a vibrar sobre a mesa. Então, Sam pegou o aparelho, viu quem era e brincou:

— Placar: Tentação: 1. Sam Winchester... — e depois de aceitar a chamada de Claire, ele atendeu: — Olá, beautiful.

Do outro lado da linha, a morena respondeu com uma voz suave e carinhosa:

— Oi... Eu estou com saudades.

Tentando conter um sorriso, Sam continuou a conversa:

— É mesmo? Então por que você me abandonou para ir caçar com o seu amigo Max?

— Você sabe que não foi bem assim. — retorquiu Claire. — Ele precisava de ajuda com um caso e eu não podia dizer não. Só isso.

— Eu sei. Eu só estava brincando. — assentiu o Winchester mais novo, sem perceber que a palavra “brincando” fez Dean se lembrar de Natalie e estremecer levemente na cadeira. — Por falar nisso, como está a caçada?

Enquanto andava por uma espécie de fábrica abandonada, a caçadora relatou:

— Bem, nós capturamos o demônio, mas então eu tive uma ideia.

— Que ideia? — indagou Sam, um tanto temeroso.

— Eu só pensei que talvez ele pudesse nos dizer onde o Crowley está, e consequentemente, a Mia. — respondeu Claire.

— Você vai torturá-lo? — surpreendeu-se o caçador. — Eu não sei se é uma boa ideia. Ele pode se soltar e te machucar. — temeu. — Além disso, e a pessoa que foi possuída?

— Na verdade... Eu já consegui a informação. — replicou Claire tranquilamente. — E o demônio possuiu o corpo de um homem que tinha falecido há uma semana. Eu não sei por que. Coisas de demônios, talvez. Mas o fato é que eu mesma chequei com o hospital, horas antes de o prendermos em uma Chave de Salomão. Então, eu não machuquei ninguém. Ah! Ele disse que o Crowley está em Waterville, no Maine.

Aliviado por Claire não ter se ferido para conseguir aquela informação e empolgado com aquela pista, Sam admitiu:

— Eu estou orgulhoso de você, Claire.

— Que bom. — respondeu ela satisfeita. — Então pode ir pensando em uma forma de me recompensar quando eu voltar.

— Pode deixar. — comprometeu-se Sam, com um certo tom de voz que fez Claire se arrepiar do outro lado da linha. — E quando exatamente você volta? — quis saber em seguida.

— O Max já matou o demônio, usando uma daquelas facas, e hoje mesmo nós pegamos a estrada. — explicou a caçadora, e em seguida, se declarou: — Eu te amo.

— Eu também. — retribuiu Sam, um pouco constrangido, já que Dean estava por perto e, com certeza, aquele tom de conversa estava fazendo ele se lembrar de Natalie e, consequentemente, sofrer. — Provavelmente, quando você voltar, eu estarei a caminho de Maine, mas nós nos veremos assim que possível. Eu prometo.

— Okay, tome cuidado. — finalizou Claire.

Assim que o caçula desligou, o mais velho perguntou um tanto surpreso:

— A Claire torturou um demônio?

— Sim, mas a pessoa já estava morta. — respondeu o outro, e em seguida, refletiu: — Eu fico um pouco apavorado ao imaginar a Claire torturando um demônio e alguma coisa dar errado, mas ela é assim. Sempre me surpreendendo. Sempre se superando. Ela é boa nisso, eu tenho que admitir.

— Pois é, eu ainda não entendo o que uma mulher, tão especial e corajosa como ela, viu em um cara como você, que morre de medo do Ronald McDonald’s. — debochou Dean, mas quando o irmão o fuzilou com o olhar, ele retomou o assunto: — E o que ela descobriu?

— A possível localização do Crowley e da Mia. — contou Sam.

— Ótimo. — disse o outro satisfeito. — Então vamos nessa. Eu não vejo a hora de matar aquele desgraçado. — completou com ódio na voz, enquanto se levantava da cadeira.

— Dean, vai com calma, ok? — pediu o mais novo. — Eu sei que você quer se vingar do Crowley e, acredite, ele merece mesmo morrer, mas a prioridade no momento é a Mia. Nós temos que encontrá-la e trazê-la para cá, sã e salva. Então eu vou chamar o Cas, mas se você quiser ir também, lembre-se disso: a prioridade é resgatar a Mia.

Dean pensou um pouco e, por mais que quisesse matar não só o Crowley, mas também o demônio que bateu em seu carro, seguindo ordens do Rei do Inferno, ele tentou pensar racionalmente e, por fim, assentiu:

— Tudo bem.

Em seguida, Dean deixou a sala e seguiu rumo ao lado de fora do bunker, a fim de checar o Impala e o arsenal no porta-malas do veículo. Enquanto ele fazia isso, Sam se encarregou de rezar para Castiel, lhe contando sobre a pista descoberta por Claire.

XXX

Castiel estava sentado à mesa de sua sala no Céu, parabenizando Hannah, sentada na cadeira de frente para ele, já que ela havia sido o primeiro anjo a conseguir novas asas desde que foi relevado, pela Palavra de Deus, que apenas o tempo, a fé e o merecimento poderiam conceder aquilo aos anjos que caíram.

Castiel não estava nem um pouco surpreso por Hannah ter sido a primeira a conseguir tal dádiva. Hannah era boa em sua essência e muito humilde. Além disso, ela tinha se mostrado uma grande e importante aliada nos últimos tempos. Castiel estava muito feliz por ela.

De repente, a voz de Sam Winchester veio na mente do anjo e ele interrompeu a conversa com Hannah. Assim que o caçador terminou de falar, o anjo olhou para ela e reportou com uma felicidade palpável:

— O Sam descobriu onde a Mia está. — e levantando-se da cadeira apressado, avisou: — Eu preciso ir.

— Espera! — pediu Hannah, levantando-se também. — Ele tem certeza disso? — indagou.

— Pelo o que eu entendi, é apenas uma pista. Mas é o mais perto que nós chegamos em meses. — respondeu o anjo, tomado por uma ansiedade crescente. — Definitivamente, o Crowley arranjou uma forma de me despistar e manter o paradeiro da Mia um grande mistério. Minha aposta é que ele esteja usando sigilos enoquianos ou algum feitiço para isso. Mas a Claire descobriu que o Crowley está numa cidade do Maine. E se ele está lá, é provável que a Mia também esteja. Eu preciso ir, Hannah.

— Eu sei que você precisa, Castiel. — assentiu ela, e depois de fazer um sinal, para que ele aguardasse mais um pouco, aconselhou: — Mas tome cuidado. O que a Mia fez com você... Quase te matou. Eu não quero me intrometer entre vocês e estou feliz que finalmente haja uma pista, mas quando você a reencontrar...

— Eu vou tomar cuidado. — prometeu o anjo, a interrompendo. — Mas eu tenho certeza que a Mia não vai fazer aquilo de novo. Quando usou aquele poder em mim, ela estava desesperada para ir ao encontro do Crowley. Eu tenho certeza que ela se arrependeu de tal escolha.

— Eu espero que sim. — desejou Hanna, que havia acompanhado a busca infrutífera de Castiel por Mia nos últimos meses. — Pode ir, eu cuidarei de tudo durante a sua ausência.

— Obrigado. — agradeceu Castiel.

Temendo que Hannah fosse responder "de nada", ele tratou logo de desaparecer dali o mais rápido que pôde.

Ao aparecer na sala do bunker abruptamente, acabou causando um sobressalto em Sam, que depois de se recompor, contou o que Claire havia descoberto com mais detalhes.

XXX

Depois de checar se tinha água benta e sal suficientes, bem como facas e munição contra demônios, Dean fechou o porta-malas do Impala. Mas, quando ele ia entrar no bunker e separar algumas roupas e objetos pessoais, para os dias que passaria fora, o seu celular voltou a tocar.

O caçador pegou o aparelho no bolso da calça jeans e viu que, mais uma vez, era Natalie. Dean hesitou, mas, conforme havia prometido ao irmão, atendeu:

— Alô?

— Você é um idiota, Dean Winchester. — xingou a loira do outro lado.

Ao notar que ela tossiu e que a sua voz estava um pouco fraca, o caçador ficou preocupado e indagou:

— Ei! Você está bem?

Dean ouviu um ruído na linha, causado quando o celular foi afastado do rosto de Natalie por alguém. E então, uma voz masculina respondeu:

— Não se preocupe, ela está bem, Dean. Um pouco desapontada por saber o quanto você se importa com o bem estar dela, mas bem. — e após uma pausa, completou: — Custava ter atendido antes? Eu não queria manter a Natalie presa por tanto tempo, mas você não me deu escolha, cara.

Sentindo a preocupação se multiplicar e uma raiva crescer dentro de si, o Winchester perguntou rispidamente:

— Quem diabos é você e o que está fazendo com a Natalie?

Após um longo momento de silêncio, observando a caçadora amarrada em uma cadeira, no galpão abandonado onde os dois estavam, o homem respondeu:

— Meu nome é Cole Trenton. E eu e você temos um assunto pendente, Dean Winchester. Eu não tenho intenções de machucar a Natalie, desde que você venha até mim. É uma troca simples e justa. A sua vida pela dela. O que você me diz?

Dean sentia a tensão dominá-lo e um ódio crescente em relação àquele desconhecido que havia raptado a sua esposa. Ou melhor, a sua ex.

— O tempo está passando. — alertou Cole. — A Natalie me disse que vocês estão separados, mas eu tenho certeza que você não vai deixá-la morrer no seu lugar. Não seria cavalheiro da sua parte, seria? Além disso, eu venho te rastreando há algum tempo, Dean, e, para um cara como você se casar com alguém, esta pessoa deve significar muito para você. Eu estou apostando que... Ainda significa.

Cole estava certo. Natalie significava muito para Dean. Ter se separado dela não queria dizer que ele não a amava mais. Muito pelo contrário.

— Dean! Não venha! É uma armadilha! — gritou a loira do outro lado, fazendo Cole a fuzilar com o olhar antes de se afastar um pouco.

— E então? Como vai ser? — intimou o raptor impacientemente.

Um segundo depois, Dean perguntou:

— Onde vocês estão?

Cole sorriu com certa satisfação e então falou:

— Eu vou te dizer, mas apenas esclarecendo, venha sozinho.

Dean soltou um suspiro de irritação e refez a pergunta entredentes:

— Eu perguntei onde vocês estão?

Enquanto Cole lhe dava a localização do cativeiro, Sam e Castiel saíam do bunker e caminhavam na direção de Dean.

Os dois perceberam, pela expressão tensa estampada no rosto dele, que havia alguma coisa errada. Muito errada.

Assim que encerrou a ligação, Dean olhou para os dois, tentou manter a calma e disfarçar a aflição que sentia, e por fim contou:

— A Natalie... Ela está em perigo.

Notas finais
E aí? Gostaram? Odiaram? Mais ou menos? Está bom para um primeiro capítulo ou não?

Well, ressalvinhas:

Como a fic se passa na 10ª temporada, decidi trazer o Cole para a bagaça e fazer o circo pegar fogo! Hein? E posso adiantar que nos próximos capítulos, ele será uma verdadeira pedra nos sapatinhos de Deanalie.

Por falar em Deanalie... Que triste os dois separados deste jeito, né? Será que eu vou conseguir juntá-los de novo e em breve? Ou eles vão me dar um trabalhinho básico?

Ah! Sobre a brincadeira do placar, tentação e tal, durante a conversa entre Sam e Dean, foi inspirado em uma cena da 6ª temporada de The Vampire Diaries, mas lá eram os personagens Damon e Enzo se referindo a Elena e a Caroline. Gostei tanto que decidi fazer algo parecido aqui kkkkk

Por falar em TVD, estou apaixonada por esta temporada! Apaixonada por Steroline, por Delena, até pelo Kai kkkkk. Mas ainda não me recuperei de algo triste que aconteceu em um dos últimos episódios aí... Snif.

Voltando... E esta pista sobre a Mia? Será que agora o povo vai conseguir encontrá-la? Será que Miastiel vai se reencontrar? E como será isso?

Humm... Não posso dar nenhuma diquinha, por enquanto...

Mas, digamos que no próximo capítulo, nós veremos a Mia pela primeira vez em AI (eu tenho mania de abreviar os nomes das minhas fics) e também teremos o reencontro Deanalie.

Inté lá!

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