Notas iniciais
Olá, hunters do meu Brasil!!! Tudo bueno? Well, desculpem pelo título nada, nada mesmo, original, mas não consegui pensar em nada, nada mesmo, melhor. Sorry. Anyway, o título chulo se refere a duas coisinhas... A busca pela Mia e a Deanalie, que são os assuntos principais deste capítulo, então acho que está valendo.. Ah! Quero deixar aqui o meu agradecimento a QueenOfVampires pelas lindas recomendações em Recomeço e em Ascensão Infernal. Fiquei muiiiiiiiiiiiiito feliz, mocinha! Obrigada do fundo do meu core por suas palavras! E o meu muito obrigada também a Reh Souza e a Valentina por mais duas recomendações super lindas, fofas e divônicas que eu ameiiiiiiiiiiiiii com todas as minhas forças! Obrigada, meninas! Sendo assim, quero dedicar este capítulo para as três, okay? QueenOfVampires, Reh Souza e Valentina! Valeu mesmo! Well, well, well, agora o capítulo de hoje! Espero que gostem! Lá vai...

Quando Castiel finalmente voltou a si, ele abriu os olhos devagar e percebeu que estava deitado no banco traseiro de um carro. Logo, ele reconheceu o veículo e qualquer dúvida que ainda tinha se dissipou, quando ele se sentou e reconheceu Sam no banco do motorista e Claire no banco do passageiro. Castiel estava na Pajero da caçadora, que encontrava-se em movimento em uma estrada.

Ao perceber que o anjo tinha acordado, Sam o olhou pelo retrovisor e indagou preocupado:

— Cas? Você está bem?

— Como você está se sentindo? — perguntou Claire, virando-se um pouco para ter uma visão melhor do anjo.

Confuso, Castiel olhou tudo em volta e questionou:

— Onde nós estamos? Para onde estamos indo? Por que saímos daquele bar? Nós temos que voltar. A Mia...

— A Mia se foi, Cas. — revelou Sam, interrompendo o amigo. — Ela desapareceu de novo. Eu sinto muito.

Sem conseguir disfarçar a tristeza que sentiu ao ouvir aquilo, Castiel quis se certificar:

— Você tem certeza?

— Sim. — afirmou o caçador, igualmente triste. — Eu e a Claire procuramos em toda parte, mas nem sinal dela. Por falar nisso, o que aconteceu naquele toalete? A Mia estava lá? Vocês conversaram? O que ela disse?

Após um longo momento de silêncio e ainda mais triste por se lembrar de tudo o que havia acontecido, Castiel respondeu:

— Ela não se lembra de mim. Ou de vocês. De alguma forma, o Crowley apagou a memória dela. Eu tentei explicar, mas a Mia não acreditou em mim e... E...

Percebendo que o anjo não conseguia terminar aquela frase, Claire completou:

— Ela usou o poder contra anjos em você.

— Eu sinto muito, Cas. — lamentou Sam, que tinha imaginado que Mia tinha feito algo assim, quando encontrou Castiel desacordado no chão do toalete.

Tentando disfarçar o sofrimento que sentia por dentro e tentando manter as esperanças, Castiel olhou a paisagem do lado de fora e questionou:

— Mas por que nós saímos de lá? Nós temos que voltar. Foi o mais perto que nós chegamos da Mia e agora estamos indo embora? Assim nós vamos perder o rastro dela de novo... Nós temos que voltar.

— Cas, nós já perdemos o rastro da Mia. — afirmou Sam. — Mas nós podemos encontrá-la de novo.

— Como? — quis entender o anjo, sentindo que o Winchester estava escondendo alguma coisa.

Depois de trocar um olhar cúmplice com o marido, Claire decidiu explicar:

— Quando você foi atrás da Mia, uma demônio nos surpreendeu no bar. Então eu e o Sam saímos pelos fundos, apenas para atraí-la, e conseguimos prendê-la. Neste momento, ela está no porta-malas, sob uma Chave de Salomão. Então nós vamos voltar para o bunker, prendê-la na masmorra e conseguir as informações que precisamos. Não só sobre a Mia, mas sobre o Crowley e o que ele está planejando também.

Após um instante em silêncio, avaliando aquilo, Castiel resumiu um tanto desanimado:

— Em outras palavras, nós vamos recomeçar do zero.

Depois de soltar um suspiro profundo e pensar um pouco, Sam argumentou:

— Eu sei que é frustrante, Cas, mas infelizmente é só o que nós podemos fazer neste momento. Nós não podíamos ficar naquele bar. Outros demônios poderiam aparecer, até mesmo o Crowley, e nós não teríamos qualquer chance. Além disso, a Mia não estava mais lá, eu tenho certeza. Mas não se preocupe, nós vamos encontrá-la de novo, ok? Eu prometo.

O anjo permaneceu em silêncio, pensando em como Mia esteve tão perto dele e ao mesmo tempo tão longe. O alívio e a felicidade de reencontrá-la tinha durado tão pouco que o vazio que Castiel sentiu naqueles quatro longos meses tinha se expandido ainda mais e o torturava por dentro.

Por mais que lutasse para manter a esperança, a sensação de desolação era inevitável. A forma como tudo aquilo tinha acontecido, a indiferença no olhar de Mia, a agressividade, tudo isso deixava Castiel com medo, muito medo, de não conseguir salvá-la. Principalmente, porque ele teria que salvar Mia dela mesma. Mas como ele faria isso, se ela o via como um inimigo? Se ela nem ao menos o reconhecia?

Enquanto se perguntava essas coisas, Castiel olhou para a madrugada que se estendia do lado de fora do carro e, aos poucos, o seu olhar foi se perdendo naquela escuridão sem fim.

Enquanto isso em um hotel longe dali...

Depois de tomar um banho demorado e vestir um short e uma camisa do Guns N' Roses, Natalie se sentou na cama, do quarto que havia alugado uma hora antes para passar aquela noite, acomodou o notebook em seu colo e começou a ler uma notícia que indicava um possível caso em Portland.

De repente, o barulho de batidas na porta a despertou daquela leitura e a loira olhou na direção da entrada do quarto.

Uma coisa que Natalie odiava naquele tipo de espelunca era a total falta de privacidade e segurança. Qualquer um podia bater em qualquer quarto, sem sequer passar pela recepção. Era um absurdo.

Então depois de soltar um suspiro de irritação e impaciência, a caçadora pegou a sua arma sobre o criado-mudo, levantou da cama e caminhou na direção da porta com certo receio.

Depois de parar diante dela, Natalie se deu conta de que também odiava aquele tipo de hotel barato porque as portas não possuíam olho mágico.

— Ótimo. — resmungou baixinho, enquanto revirava os olhos e girava a chave na maçaneta, com cuidado para não fazer barulho.

Depois de hesitar por alguns instantes, ela checou a sua arma, a manteve meio escondida atrás de si e abriu a porta com um movimento brusco e rápido, afim de pegar o visitante inconveniente de surpresa.

No entanto, a maior surpresa foi dela, quando deparou-se com a última pessoa que queria ver na face da Terra bem ali. E embora não quisesse vê-lo nunca mais, lá estava ele, Dean Winchester, parado na soleira da porta, olhando para ela com uma expressão firme e ao tempo com certo receio, já que sabia muito bem que não era bem vindo.

Natalie não conseguia acreditar no que estava bem diante dos seus olhos. Mas não queria saber como Dean tinha descoberto que ela estava naquele hotel, muito menos por que ele tinha ido atrás dela.

Natalie não tinha o menor interesse em trocar uma palavra que fosse com aquele idiota, embora tivesse sentido o seu coração acelerar diante daquele reencontro, diante dele.

Droga... Por que Dean Winchester tinha que ser tão... Irritantemente lindo? Era o que Natalie se perguntava, quando o caçador finalmente acabou com o silêncio constrangedor que havia se instalado ali, dizendo:

— Oi.

A loira engoliu em seco. E sentiu-se extremamente desconfortável, quando ele olhou para as suas pernas e depois disfarçou, coçando a nuca e desviando o olhar.

Natalie não sabia o que fazer, só sabia que estava com raiva e confusa. Não queria rever Dean Winchester, não queria falar com ele, não queria qualquer tipo de contato com ele. No fundo, tinha medo de fraquejar e descobrir que distância não era exatamente o que ela queria.

Por tudo isso, quando Dean deu um passo a frente, fazendo menção de entrar no quarto, Natalie bateu a porta com força e encerrou a conversa:

— Tchau.

Do outro lado, Dean recuou um pouco e levou uma das mãos ao nariz, enquanto gemia de dor:

— Ai!

Do lado de dentro do recinto, Natalie levou a mão livre à boca, depois a levou ao coração e, cheia de culpa e preocupada, questionou a si mesma:

— Ai meu Deus, será que eu machuquei ele? — mas, após uma breve pausa, ela conteve a preocupação inapropriada que sentiu, deu de ombros e resmungou fingindo indiferença: — Espero que sim. Aliás, tomara que eu tenha quebrado aquele nariz lindo e perfeitinho dele.

Em seguida, Natalie deu um passo a frente, afim de trancar o quarto. Mas, antes disso, Dean girou a maçaneta e começou a abrir a porta.

No mesmo instante, a caçadora jogou o peso do seu corpo contra ela, a empurrando e tentando impedir a entrada dele, enquanto dizia:

— Não! Nem pense nisso! Não!

No entanto, Dean era mais forte e estava determinado, e, por isso, conseguiu vencer aquele embate com certa facilidade, fazendo Natalie recuar frustrada e irritada.

— Você fugiu antes de nós conversarmos. — lembrou o Winchester ressentido, adentrando o recinto e batendo a porta atrás de si, enquanto sustentava o olhar de Natalie sem se intimidar com a recepção da loira. — Então aqui estou eu. — esclareceu como se fosse necessário.

Após observá-lo por um instante, Natalie retorquiu duramente:

— Eu não fugi de lá, Dean, eu simplesmente fui embora. É diferente e eu pensei que fosse você entender os meus motivos.

Depois de assimilar certa tristeza que sentia toda vez que Natalie o chamava pelo nome, o Winchester respirou fundo e recomeçou:

— Não importa, nós precisamos conversar.

— Não precisamos não. — discordou ela prontamente, tentando manter a calma, embora por dentro estivesse com muita raiva.

— Tudo bem, você pode não ter nada para me dizer, mas eu tenho. — expôs Dean resoluto. Ele já tinha ido até ali e não ia desistir agora. Precisava mesmo conversar com Natalie, ou acabaria ficando maluco. — Então, você vai me ouvir. — afirmou, deixando a loira ainda com mais raiva, já que ela odiava aquele tipo de postura, odiava se sentir intimidada, odiava sentir que não tinha escolha, odiava que Dean fizesse isso com ela. — Se depois disso você quiser que eu vá embora, eu vou embora. Simples assim. Mas antes eu preciso falar, Natalie, e você precisa me ouvir. É só o que eu te peço.

— Ah! Então agora você está pedindo para falar comigo?! — indagou a loira, fingindo surpresa. — Mas, ao mesmo tempo, eu não posso me recusar a te ouvir e te colocar para fora daqui, como você merece que eu faça, certo? — constatou com escárnio. — E como assim se eu quiser que você vá embora? — questionou, alterando-se um pouco. — É claro que eu quero que você vá embora, Dean. Aliás, não tenha ilusões, nada do que você me diga vai mudar isso, entendeu?

Após respirar fundo mais uma vez, Dean perguntou também nervoso e um pouco impaciente:

— Você vai me deixar falar ou não?

Foi a vez de Natalie respirar fundo. A vontade que ela tinha era de partir para cima de Dean e encher aquele rostinho lindo dele de uns bons tapas. Mas, por outro lado, ela sabia que partir para a violência não era o ideal. Além disso, Natalie já tinha entendido que se não desse aquela chance de Dean dizer o que quer que fosse, ele ia continuar insistindo, aparecendo de surpresa e a importunando.

Pensando desta forma, Natalie caminhou até uma pequena mesa que havia no quarto, colocou a arma sobre ela, depois voltou-se na direção de Dean, cruzou os braços contra o peito e assentiu fingindo indiferença:

— Tudo bem, eu estou ouvindo.

O Winchester engoliu em seco ao perceber como aquilo seria difícil. Ainda mais com Natalie tão na defensiva. Mas, disposto a ir até o fim, ele conteve o nervosismo, deu alguns passos na direção da cama e se sentou.

Natalie, obviamente, o fuzilou com o olhar, achando aquilo um verdadeiro abuso. Mas, antes que ela fizesse qualquer comentário ou queixa, Dean uniu as mãos entre os joelhos, ficou esfregando os dedos uns nos outros e começou de fato:

— Eu estava errado.

Natalie teve muita vontade de perguntar sobre qual parte exatamente Dean estava falando. A pergunta estava praticamente na ponta da sua língua, porém ela se deteve ao perceber que interromper ou interagir com ele faria aquela conversa se prolongar.

Sendo assim, Natalie engoliu o que diria e apenas esperou que Dean continuasse. Foi o que ele fez na sequência:

— Quando eu pensei que te afastar da minha vida seria o melhor para você e para a sua segurança, eu estava errado.

Desta vez, Natalie não conseguiu ficar calada. Sentindo o seu sangue ferver nas veias, ela questionou duramente:

— E foi preciso que um maluco qualquer me sequestrasse e apontasse uma arma para mim para você perceber o óbvio?

Sabendo que Natalie tinha razão em ficar indignada daquele jeito, Dean admitiu um pouco sem graça:

— Eu acho que inteligência nunca foi o meu forte. — e após uma breve pausa, ele recomeçou: — Resumindo, eu estava errado. E eu só queria que você soubesse disso. Que eu vejo isso agora.

Após encará-lo por um bom tempo, reconhecendo que devia ser muito difícil para Dean se abrir daquele jeito e admitir que estava errado sobre qualquer coisa, Natalie percebeu que a mágoa que sentia tinha se dissipado um pouco. Mas só um pouco. Não o suficiente para esquecer o que ele havia feito. Muito menos para perdoá-lo. Natalie era orgulhosa demais para isso.

Sendo assim, enquanto caminhava na direção da porta, a fim de abrí-la, ela achou melhor encerrar a conversa de uma vez:

— Tudo bem, agora eu já sei e você pode ir. Passar bem, Dean.

— E eu estava errado sobre outra coisa também. — anunciou o caçador de uma forma apressada, enquanto se levantava da cama.

Natalie deteve o passo, girou nos calcanhares, soltou um suspiro de impaciência e perguntou:

— Sobre o quê?

Dean engoliu em seco e pensou nas palavras certas para dizer aquilo. Porém, por mais que ele pensasse, não sabia como começar. Era muito difícil se abrir e se expor daquele jeito, por mais que ele ainda amasse Natalie. Mas, enchendo-se de coragem, ele deixou as palavras saírem praticamente por si só:

— Eu estava errado, muito errado, quando eu pensei que ia conseguir ficar longe de você, Naty. Que eu ia conseguir te esquecer com o tempo, que ia ser fácil, que eu seria capaz de voltar a ser o que eu fui a maior parte da minha vida. Um homem solitário e vazio. Eu não consigo viver assim. Não mais. Não depois de você. Não depois de tudo.

Natalie mal tinha se recuperado do efeito devastador daquelas palavras, que haviam feito o seu coração acelerar subitamente, quando Dean deu um passo a frente, parando a poucos centímetros dela, e continuou:

— E pelo o que eu entendi, pelo o que você deixou escapar lá no cativeiro, você também tem fracassado nisso. Você disse que sentiu a minha falta e que não me esqueceu, Natalie, então...

— Sim, eu disse! — a loira achou melhor interrompê-lo e esclarecer: — Mas eu também disse que foi só um momento de fraqueza e que nada mudou, Dean. E eu estava falando sério. Olha, eu não sei aonde você quer chegar com esta conversa, mas...

— Você quer que eu diga aonde eu quero chegar? — sugeriu Dean, dando mais um passo a frente.

— Não! — cortou Natalie, dando um passo para trás e erguendo as mãos na altura do peito.

O Winchester ignorou aquela resposta e articulou:

— Eu sei que eu errei, Natalie. Eu sei que eu te magoei e, acredite, eu me odeio por isso também. Mas eu preciso saber se... Existe alguma chance...

— Não! — cortou a loira mais uma vez, sem querer ouvir o final da pergunta, porque no fundo tinha medo de ceder, tinha medo de admitir que estava morrendo de saudade de Dean e que uma parte dela queria tentar de novo, mas a outra parte tinha medo de se machucar novamente.

Visivelmente decepcionado, mas ciente de que merecia aquela resposta, Dean decidiu tentar mais uma vez:

— Você tem certeza?

— Sim. — respondeu Natalie prontamente, porém sem pensar direito.

Ela sabia que se hesitasse, Dean perceberia que havia sim uma chance dela perdoá-lo e deles recomeçarem. E ela não podia deixar isso acontecer, simplesmente não podia, porque já tinha sofrido muito por causa da decisão de Dean de afastá-la daquele jeito.

E por mais que ele se mostrasse arrependido agora, não havia qualquer certeza de que Dean não mudaria de ideia posteriormente, de que não agiria daquele jeito de novo, de que não terminaria com ela mais uma vez quando uma nova ameaça aparecesse no caminho deles.

Natalie não podia arriscar, não queria, não ia aguentar se ele a magoasse de novo. E não podia esquecer como sofreu naqueles quatro meses. Por mais que se fizesse de forte e se concentrasse nas caçadas, aqueles quatro meses tinham sido os piores da sua vida. Nem quando ela escapou de Abaddon e passou três meses longe de Dean, achando que ele tinha seguido em frente e esquecido dela, tinha sido tão doloroso como os últimos tempos.

Natalie não podia esquecer aquilo, não podia perdoar Dean, não podia querer isso, não podia sofrer de novo. Não ia.

Sentindo o seu coração ainda mais acelerado, e se amaldiçoando por ficar tão mexida com a presença daquele idiota, Natalie caminhou até a porta, a abriu, se apoiou nela e pediu:

— Vai embora, Dean.

Desta vez, o caçador não se abalou com a postura da loira. Isso porque estava claro para Dean que Natalie estava muito nervosa. Não nervosa do tipo que queria encerrar aquele assunto e matá-lo, mas do tipo que precisava encerrar aquele assunto para não correr o risco de se jogar nos braços dele a qualquer momento.

O fato de Natalie não ter olhado diretamente para ele quando disse aquilo também deixou Dean pensativo. Esperançoso. Ela ter coçado a nuca nervosamente e mexido as pernas um tanto inquieta fez aquela esperança se fortalecer dentro dele.

Dean sabia que com a insistência certa, ele poderia virar aquele jogo. Então, pensando desta forma, o caçador caminhou até a porta, parou diante de Natalie e finalmente se pronunciou sobre o pedido dela:

— Não.

Fazendo um esforço para fitá-lo nos olhos, a loira insistiu:

— Por favor.

— Eu não consigo. — admitiu Dean, dando mais um passo a frente e colocando a mão na porta. — Ainda mais porque você não está me mandando embora de verdade. — constatou, enquanto empurrava a porta sutilmente, a fim de fechá-la.

Natalie o impediu de continuar, forçando a porta para que ela continuasse aberta. E, irritada com o jeito convencido de Dean, ela retrucou ainda mais nervosa:

— Estou sim! Você é surdo? Vai embora! Quer que eu repita? Vai embora!

Dean não se intimidou e se aproximou mais de Natalie, fazendo-a estremecer e se esquecer completamente de segurar a porta. Ele a fechou com certa facilidade logo depois, causando um sobressalto na loira, que se viu encurralada contra a porta e muito próxima de Dean. Podia sentir a respiração ritmada dele em seu rosto ligeiramente quente.

— Sua boca diz uma coisa, mas os seus olhos dizem outra. — observou o Winchester, se arriscando mais e tocando o rosto de Natalie com uma das mãos.

Natalie sentia um desespero constante crescendo dentro de si, misturado com uma série de outras emoções. Raiva, dor, saudade, desejo. Ela queria afastar a mão de Dean, mas não conseguia. Queria manter o olhar fixo no dele, mas sem perceber acabava olhando para a sua boca a todo momento.

— Dean... Não... — pediu a loira, quando ele inclinou o rosto em sua direção.

Numa tentativa desesperada de afastá-lo e acabar com aquilo, Natalie colocou suas mãos sobre o peito dele. Mas, ao invés de empurrá-lo, ela percebeu que estava agarrando a jaqueta de Dean, o trazendo para mais perto de si, ao mesmo tempo em que balançava a cabeça negativamente.

Ela cessou este movimento, quando Dean segurou o seu rosto com as duas mãos, acariciando suas bochechas suavemente, a olhou profundamente, antes de fechar os olhos, se aproximou mais e pressionou seus lábios contra os dela.

Novamente, uma parte de Natalie queria afastá-lo. Mordê-lo, talvez, e não de uma forma gentil ou sexy. Mas, a outra parte era bem mais forte e sem conseguir resistir a isso, a loira se viu correspondendo ao beijo avidamente, enquanto o seu coração batia cada vez mais forte e as suas pernas perdiam as forças.

Mais do que isso, Natalie se viu envolvendo o rosto de Dean também, aprofundando o beijo, passando os braços em volta do pescoço do caçador em seguida, o abraçando, envolvendo o seu rosto de novo, segurando com força em seus cabelos.

Natalie estava em conflito consigo mesma. Isso porque uma parte dela queria ouvir a voz da sua consciência. A voz que dizia para ela parar, para interromper aquilo e mandar Dean embora de uma vez. De preferência, de um jeito convincente.

No entanto, a outra parte só queria que a sua consciência calasse a maldita boca e só queria estar assim com Dean. Natalie tinha sentido tanto a falta dele, ainda amava aquele idiota e não ia conseguir resistir ao sentimento que sempre a empurrava de volta para ele.

Sendo assim, a loira decidiu não lutar mais contra o que queria naquele momento. Pensaria no resto e nas consequências daquela recaída depois. Mas agora precisava de Dean. Precisava tê-lo, sentí-lo. Era tudo o que sabia e queria. Era tudo o que importava.

Quando uma das mãos de Dean segurou em sua coxa com força e subiu por ela até encontrar o seu quadril, Natalie perdeu o ar e precisou interromper o beijo. Ofegante, ela encontrou o olhar de Dean. Ele parecia atordoado e ansioso. Como alguém que espera por um consentimento para prosseguir.

Natalie lhe deu este consentimento quando começou a retirar a jaqueta dele. Dean deixou, não reagiu, não disse uma palavra. Apenas continuou olhando para Natalie com uma mistura de alívio, felicidade e incredulidade. Depois de tanto tempo longe dela, depois da burrada que ele fez, ela estava ali, o aceitando de volta, mostrando que ele ainda significava muito para ela.

O sentimento de felicidade se alastrou dentro de Dean e o desejo se espalhou por cada célula do seu corpo. Ele precisava de Natalie. Precisava mais do que tudo. Precisava agora. Já.

Pensando nisso, ele jogou a jaqueta no chão de qualquer jeito e depois voltou-se para a loira. Segurou firmemente em sua cintura, a erguendo um pouco do chão. Instintivamente, Natalie pulou no colo dele, envolvendo as pernas na cintura de Dean, ao mesmo tempo em que passava os braços em volta do seu pescoço para não cair.

Os dois se beijaram novamente e logo Dean começou a caminhar na direção da cama. Natalie sentiu o seu corpo, cada vez mais quente e trêmulo, repousar sobre o colchão e Dean se afastando um pouco. Então ela abriu os olhos, a tempo de vê-lo se livrando da camiseta, revelando parte do seu corpo. Tal imagem a fez engolir em seco e o desejo que sentia se multiplicar dentro de si. Natalie sentia que o seu cérebro havia derretido e levado com ele qualquer vestígio de consciência que ela ainda tinha. Não conseguia mais pensar, raciocinar. E não queria.

Então Dean foi se reaproximando e se posicionando sobre ela, enquanto a fitava profundamente. Natalie fechou os olhos quando sentiu a boca dele sobre a sua mais uma vez. Seus lábios e suas línguas se envolveram novamente e com mais intensidade.

Natalie passava as mãos pelas costas nuas de Dean, o abraçando e o apertando contra o seu corpo, enquanto ele a explorava com suas mãos, acariciando-a por completo. Ele tinha sentido tanto a falta de Natalie e daquele corpo que o deixava maluco. Daquelas pernas...

Também não conseguia pensar naquele momento, só conseguia deixar aquele sentimento forte que sentia por Natalie guiá-lo.

Aos poucos, outras peças de roupas foram parar no chão. Pelo quarto, suspiros e gemidos eram ouvidos constantemente. E até o fim daquela madrugada, Dean e Natalie quebraram mais uma cama...

Notas finais
Eitchaaaaaaaaa!!! Será que agora Deanalie se acerta de vez? Well, well, well, como vocês devem ter percebido, para o Dean isso é um recomeço, mas para a Natalie é só uma recaída, então... Tudo pode acontecer no próximo capítulo. De qualquer forma, gostaram do momento deles? Do Dean admitindo que estava errado e da mágoa da Natalie diminuindo um tiquin? Mudando de assunto, ficaram com peninha do Cas? Eu fiquei, tadinho... Completamente desolado sem a sua coelha. Mas, porém, no entanto, todavia e doravante, vamos manter a fé em Odin, que em breve as coisas vão começar a melhorar, okay? Well, agora vou passar a bola para ocês! Quero minhas reviews, hein? Não me deixem no vácuo porque eu fico tipo o Cas olhando a paisagem, triste, triste... Tá, parei com o drama kkkkkkkk Mas é sério, reviews? Bjs e inté o próximo capítulo no qual teremos mais Deanalie, Mia e... Crowley.